Análise de, e sobre 3d&t, Tormenta e Inimigo do Mundo
Sobre 3d&t:
Creio que melhor sistema de rpg da atualidade seja o 3d&t novo, afinal sua enorme simplicidade é uma qualidade inconfundível, sem contar sua altamente compabilidadel com qualquer cenário e faz melhor do que MUITOS sistemas "ditos genéricos", porque é simples o suficiente pra não ter regra de cavar buraco, além de ter uma maravilhosa ambientação (nacional, diga-se de passagem) que é Arton (e Moreania!).
Não podemos esquecer que como sistema de RPG 3d&t É o sistema mais fácil de se adaptar absolutamente qualquer coisa, desde filmes, animes e quadrinhos (como por exemplo Sandman), fato comprovado que o torna o melhor sistema não só para quem se divertir e, fazer uma aventura rápida sem precisar se preocupar com miniaturas, fluxogramas, tabelas excessivas, ataques de oportunidade, pontos de sangue para ativar disciplinas de taumaturgia pra transformar chumbo em ébano e orks invadindo com mais dakka.
Sobre Arton e Holy Avenger:
Não podemos esquecer também dos ricos npcs do material oficial, quase todos com memoráveis (e algums trágicas) histórias como por exemplo o já consagrado Mestre Arsenal, ultimo filho de um povo guerreiro enviado a outro mundo, um conceito que não era usado de maneira não-jocosa desde um dos primeiros marcos dos quadrinhos mundiais, o Superman, com um paralelo a histórias que definem o que é ser humano num mundo diferente do seu, como explica a teoria de Rosseau.
Existe personagens admiráveis como o atormentado Paladino de Arton, um herói dividido entre suas obrigações e o poder crescente além da ambição infundida em seu corpo pelo espírito maldito de Sszass, o deus da mentira, intriga e corrupção, uma alusão clara a ambição a Satã, como aquela usada por Milton em Paraíso Perdido, num plano superlativo de maneira que ultrapassa os séculos e milênios em perfeitas maquinações. Realmente, uma intrigante jogada de mestre.
Também nunca poderemos esquecer do ingênuo Sandro, que com seu coração gentil salvou o mundo (com a ajuda de seus fiéis e originais companheiros), Lisandra, que fora manipulada por forças além do seu controle em prol deste mesmo plano genial, um personagem inovador e rabugento, mas detentor de um bom-coração Tork (um anão troglodita que inspirou personagens como Wolverine e uma geração inteira de personagens deste tipo, como podemos facilmente ver analisando quadrinhos, filmes e até mesmo novelas no final da década de 90) e a sempre alegre barda (mas que posa como arquimaga devido a um poderosíssimo artefato divido que carrega) Niele, que esconde por detrás da sua fachada sorridente uma melancólica, triste e profunda história. É impossível falar de Holy Avenger sem citar sua enorme influência nos quadrinhos nacionais.
É incrível como um autor nacional conseguiu dar vida a estes personagens, e ser tão pouco reconhecido por isso. É também um exemplo de ser humano humilde, educado, completamente ligado a realidade atual e pé no chão, traçando uma forte crítica social em meio a seus trabalhos.
Não podemos também deixar de falar do autor deste sistema e já famosa personalidade entre o meio Rpgístico, Marcelo Cassaro, cuja prosa parece beber de Shakespeare, e é capaz de fazer qualquer esforço para adaptar as mais variadas histórias dentro da medida do possível. Com uma imensa capacidade de fazer matérias e reviews sem sequer deixar sua opinião entrar no meio.
Sobre Victory:
Uma das publicações criadas por este verdadeiro gênio literário, Victory, que fala sobre as aventuras da filha do Paladino com metade do poder infinito de um deus, que após cumprir sua missão de destruir totalmente a Tormenta, permaneceu algumas eras em um limbo interdimensional, até ser invocada acidentalmente por um grupo de garotos que liam um tomo antigo. Na Terra atual, Vitória impede um deus-monstro e seus exércitos de destruir a humanidade, transformando o que seria um clichê monótono numa série de combates épicos e bem detalhados.
Esta história possuí um roteiro ágil, ação frenética e desenhos exuberantes (em especial no que diz respeito às formas da personagem principal, que geralmente veste pouquíssima roupa), esta história facilmente atraiu a atenção de editoras americanas, e em 2003 foi publicada nos Estados Unidos pela Image Comics, revolucionando o mercado americano.
Sobre Caldela e a trilogia:
Falando em material oficial, irei dissertar um pouco sobre um dos meus favoritos livros, conhecido como "O inimigo do Mundo", que de tanto sucesso (merecido, é claro) já está em sua segunda edição, claramente um sinal óbvio do marco a literatura de fantasia, comparável até com a revolução iniciada pela trilogia de livros Senhor do Anéis (mas muito copiada até esta obra, capaz de mudar completamente a face da literatura deste gênero). A referência hoje não é mais esta, mas sim a nova trilogia de livros do cenário de Tormenta, fato óbvio para qualquer fã da literatura moderna.
Acho até uma jocosidade, visto que um amigo fez uma citação, em que a jovem Nichaela, uma das clériga da vida, uma ordem de clérigos altamente especializados em magias de cura e não apenas no treino marcial e na violência, um fato que nunca fora sequer criado antes num cenário, comenta com seu companheiro de grupo, numa forte cena, declarando que o regimento militar está necessitado de companhia feminina, ressaltando que "Eles PRECISAM de prostitutas!", e aqui mesmo eu venho justificar esta díspar crítica.
Não, amigos leitores, isso demonstra apenas a necessidade humana de personagens que seriam unidimensionais numa história normal, mas que são tocados de maneira excelente, guiadas pela mão gentil, mas firme do seu escritor tornando-se figuras quase humanas pela nuance da complexidade dada.
Obviamente, um homem a frente de seu tempo.
Não podemos esquecer do mergulho na psique alienígena de uma criatura medonha como o Albino, e o misto de exótico, charme e ocultismo autodidata feito de maneira centra e séria, e nunca debochada ou caricatural, encontrado em personagens como Tex Scorpion Mako e Rufus, o pobre mago membro do grupo dos protagonistas, um homem torturado pela crescente luta contra um vício, e a lealdade com seus companheiros, divididos por uma fina e tênue linha entre sanidade e loucura.
O livro também possui descrições ricamente detalhadas dos lugares e personagens, inclusive com uma participação especial dos deuses e até do seu mais famoso servo, Mestre Arsenal que é representado como uma figura imponente, extremamente acima dos mortais, conversando de igual para com seu deus. É uma experiência inesquecível.


