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O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 07 Mar 2011, 17:09
por AKImeru
Damas e Cavalheiros bem vindos...Bem vindos ao tópico mais honesto e civil de toda spell.

O assunto da vez é: Robos Gigantes. E como integrar tais titãs de metal em uma campanha.

O cavalheiro inteligente irá se questionar assim que ele lê o assunto "Robos gigantes? Por que?". É claro, que o cavalheiro ainda mais inteligente irá responder "Robos gigantes fazem tudo melhor."

É um dos fatos da vida que apenas os mais aventurados acabam concluindo.

De qualquer forma, a questão é: Quando robos gigantes entram na campanha, ocorre uma cissão. Momentos onde o robo aparecem se seguem com explosões, golpes de kung fu e mísseis voando por todo lado. Porém quando o jogador se encontra fora do robo, o combate e as interações funcionam normalmente. É como se quando é a hora de usar os brinquedos de 40 metros de altura, o jogo vira um wargame com um pouco de interação.

Algumas sugestões?

Este mero amante de robos e roboas apenas acredita que o mestre deve fazer os jogadores usarem os robos para missões pacificas também. Faça os personagens usarem eles como ferramentas e não apenas como armas. E mesmo em conflitos, tire uma página do Gundam original e faça os personagens interagirem entre si e contra seus inimigos. Adicione melodrama, e revelações dignas de novela mexicana.

Agora é a vez dos cavalheiros e as damas opinarem.

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Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 08 Mar 2011, 19:47
por DracoDruida
Relevante aos meus interesses.
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Quando robos gigantes entram na campanha, ocorre uma cissão. Momentos onde o robo aparecem se seguem com explosões, golpes de kung fu e mísseis voando por todo lado.

Isso não é esperado? Os robôs gigantes carregam um trope por si só, então invocá-los em uma cena é invocar toda a carga que eles trazem.

Fica a dúvida: Qual a relação entre o melodrama ou a missão pacífica com os robôs gigantes? A função destes não é justamente o combate?
Por que fazer diplomacia dentro de uma machina enorme? Ou então: Qual o diferencial de estar dentro do robô ao fazer diplomacia?

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 08 Mar 2011, 23:04
por Iuri
Nunca fui muito fã do assunto. Tentei olhar alguns animes do genero (na verdade só Gundam Wing, acho) mas não achei nada de extraordinario.

DracoDruida escreveu:Fica a dúvida: Qual a relação entre o melodrama ou a missão pacífica com os robôs gigantes? A função destes não é justamente o combate?
Por que fazer diplomacia dentro de uma machina enorme? Ou então: Qual o diferencial de estar dentro do robô ao fazer diplomacia?

O que eu consigo pensar em 8 minutos:

A diplomacia pode acontecer em um território completamente hostil, onde os robôs sejam a unica forma de garantir a segurança dos diplomatas;
Situações não esperadas que interrompam um combate exigindo negociação ("Oh não, eles tem refens!!!") mas que exigem que a situação de combate possa ser retomada o mais rápido possível ("Oh não, eles mataram os refens!!!");
Ambientes para os quais o ser humano não é adaptado (gases doidos no ar, pressão muito grande, chuvas de meteoros ou até "ondas de mal materializado");
O robô gigante é sempre um símbolo do poder de seu dono (exercito, planeta, clan, etc...) e ostentá-lo durante uma negociação serve como uma "intimidação formal";
A função principal deles pode ser o combate, mas não precisa ser a única. Mecanismos para realização de resgates e explorações podem dar a aventura tons muito diferentes do explosãoexplosãoexplosão.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 09 Mar 2011, 01:04
por AKImeru
Nunca fui muito fã do assunto. Tentei olhar alguns animes do genero (na verdade só Gundam Wing, acho) mas não achei nada de extraordinario.


Se você quer drama de guerra com personagens humanos e realisticos, procure por qualquer VOTOMS (NÃO veja um chamado "VOTOMS: Case Irvine", ele não é bom), se quer ver super robos em toda sua glória assista Shin Mazinger ou até mesmo Gurren Lagann, se quer ver robos super poderosos com personagens/trama interessante, recomendo Zeorymer, Tekkaman Blade e Rahxephon

E mesmo que não goste dessas séries, apenas a qualidade da animação e música te faz querer ver mais.






Se você, como todo bom homem, desgostou de Gundam Wing, recomendo que procure a série original de VOTOMS e sua sequencia, Shinning Heresy. O anime é uma reliquia, feito nos anos oitenta. Mas mesmo lá sua historia já tinha poder.

A diplomacia pode acontecer em um território completamente hostil, onde os robôs sejam a unica forma de garantir a segurança dos diplomatas;
Situações não esperadas que interrompam um combate exigindo negociação ("Oh não, eles tem refens!!!") mas que exigem que a situação de combate possa ser retomada o mais rápido possível ("Oh não, eles mataram os refens!!!");
Ambientes para os quais o ser humano não é adaptado (gases doidos no ar, pressão muito grande, chuvas de meteoros ou até "ondas de mal materializado");
O robô gigante é sempre um símbolo do poder de seu dono (exercito, planeta, clan, etc...) e ostentá-lo durante uma negociação serve como uma "intimidação formal";
A função principal deles pode ser o combate, mas não precisa ser a única. Mecanismos para realização de resgates e explorações podem dar a aventura tons muito diferentes do explosãoexplosãoexplosão.


Exato meu bom homem, era esses problemas que eu previ em minha campanha atual dos titãs de lata! Como os inimigos estão por todo lado (Os Personagens jogadores são piratas intergalaticos). As vezes, estar dentro de uma lata de sardinha gigante entupida de misseis é algo que auxilia nessas situações de não combate, e até mesmo salvamento de civis de catastrofes. Imagine também piratas pilhando casas inteiras com seus robos gigantes (Literalmente, arrancando as moradias do chão e levando no ombro.)

Mas é claro, é apenas minha opinião e jeito de fazer as coisas.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 10 Mar 2011, 09:26
por Batousa
Referencias de como usar robos gigantes de outra maneira que não seja em garras para salvar a humanidade, voce pode usar Patlabor.

Os robos gigantes são usados para resolver questões de segurança pública. (São policiais).
Usam uma arma não letal que desativa outros robos (se for necessario), faz resgates entre outros. Ainda tem uma historinha legal como pano de fundo e de quebra uma das musicas de encerramento mais contagiante da história.
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Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 10 Mar 2011, 22:49
por Armitage
Oda escreveu:De qualquer forma, a questão é: Quando robos gigantes entram na campanha, ocorre uma cissão. Momentos onde o robo aparecem se seguem com explosões, golpes de kung fu e mísseis voando por todo lado. Porém quando o jogador se encontra fora do robo, o combate e as interações funcionam normalmente. É como se quando é a hora de usar os brinquedos de 40 metros de altura, o jogo vira um wargame com um pouco de interação.

Algumas sugestões?

Este mero amante de robos e roboas apenas acredita que o mestre deve fazer os jogadores usarem os robos para missões pacificas também.

Pronto, já falou tudo.

Numa sociedade onde mechas tenham se desenvolvido e difundido, nada mais natural que eles serem usados para serviços públicos como policiamento, bombeiros, catadores de lixo e o escambau. E mesmo se o escopo do jogo envolver apenas o aspecto militar da coisa, não quer dizer que toda aventura tem que ser uma batalha de minis - existem missões de reconhecimento, patrulha, exercícios, escolta, transferência de unidades, etc, etc, etc. que podem conter drama sem envolver batalhar. E também podem ser jogadas num tabuleiro, apenas com movimentação de terren (mas aí já vai do gosto de cada um, tem gente que perde a imersão quando vê o tabuleiro e as minis, enquanto tem gente que até fica mais empolgado. No meu caso, como um fã inverterado de Battletech, não vejo problema com tabuleiro).

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 10 Mar 2011, 23:47
por Aluriel de Laurants
Vale lembrar que em patlabor existem labors que fazem funções comuns, como ajudar na construção civil e outros serviços. Só que os labors da polícia são um pouco melhores porque eles devem controlar problemas envolvendo os robôs, além de agirem em missões de resgate.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 11 Mar 2011, 00:08
por DracoDruida
Até aí ok, isso é fácil. "Fazer coisas que não precisam de robôs gigantes mas dentro do robô gigante" é o que vocês tão falando, mas aí nem faz grande diferneça estar dentro do robô ou não, faz? Se fizer, como fica isso mecanicamente?

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 11 Mar 2011, 03:41
por AKImeru
DracoDruida escreveu:Até aí ok, isso é fácil. "Fazer coisas que não precisam de robôs gigantes mas dentro do robô gigante" é o que vocês tão falando, mas aí nem faz grande diferneça estar dentro do robô ou não, faz? Se fizer, como fica isso mecanicamente?


Eu consigo ver o Battletech RPG forçando o jogador a fazer teste de pilotar para segurar uma criança em uma de suas mãos imensas sem deixar ela cair enquanto foge de um condominio em chamas por exemplo

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 21 Mar 2011, 21:05
por Mog
DracoDruida escreveu:
Quando robos gigantes entram na campanha, ocorre uma cissão. Momentos onde o robo aparecem se seguem com explosões, golpes de kung fu e mísseis voando por todo lado.

Isso não é esperado? Os robôs gigantes carregam um trope por si só, então invocá-los em uma cena é invocar toda a carga que eles trazem.

Fica a dúvida: Qual a relação entre o melodrama ou a missão pacífica com os robôs gigantes?



Aí depende. Em mais de um anime/filme, os robôs gigantes são usados para "a paz", apesar de, na prática, usarem mísseis e espadas gigantes para isso, sim. Mas a carga de melodrama em alguns casos é forte e consegue em parte ofuscar toda a destruição (ie: Gundam Seed / Macross).

Acho que dependendo da história, tem como usar eles em contextos bem interessantes. Podem ser "summons" de destruição pura e rápida, podem ser o centro da maior parte da história, como nos Gundams, ou ainda uma ferramenta multi-uso como os Valkyries de Macross, que podem funcionar para mais de uma utilidade, inclusive pacíficas de fato, na forma de aviões.

Sobre a utilização, isso vai depender muito do sistema usado, tanto RPGisticamente como a teoria do robô em si. Tem robôs que são controlados pelo "poder da mente" ou algo parecido, com o robô simplesmente emulando os movimentos que o piloto pensa, assim como tem aqueles que tem comandos mais realistas, onde obviamente seria necessário mais habilidade.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 21 Mar 2011, 21:20
por Lumine Miyavi
Em Tekkaman Blade, por exemplo, as unidades Tekkaman (mecha-armaduras que se formam ao redor de uma pessoa, lembre de Detonator Orgun) são consideradas pequenas armas de destruição em massa, porque os mechas são armaduras do tamanho de uma pessoa.

D-Boy, o principal (e o cara que pode se transformar no tal do Tekkaman Blade) vive sob custódia do exército justamente por esse fato.

É um ângulo a se explorar, também.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 21 Mar 2011, 23:32
por GoldGreatWyrm
De que tamanho de Robôs Gigantes estamos falando?

Eles são lugar comum?

Há algo do tipo "os escolhidos para pilotar o robô"?

Eles são utilizados no dia-a-dia, ou são como ogivas nucleares (as potências os têm, mas não os utilizam)?

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 22 Mar 2011, 10:28
por Sr. Pichu
será tipo Mechwarrior?
robôs de todos os tamanhos, formas e papéis?

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 22 Mar 2011, 16:40
por Mog
Achei que o dilema era sobre robôs GIGANTES. Se for de tamanho humano, não vejo tanta dificuldade.

Re: O dilema dos Robos Gigantes

MensagemEnviado: 22 Mar 2011, 17:51
por Lumine Miyavi
No caso dos Tekkamen, tem um problema grande: eles carregam artilharia capaz de realizar estragos maiores que bombardeio convencional (e o modo super, provavelmente um dispositivo atômico de pequeno porte), somado a capacidade de assumirem uma forma humana (ou seja, nenhum rastro da armadura), e a capacidade de vôo (e fuga e reentrada orbital).

Robôs que eram do tamanho de um carro em pé, eram os labors, da série Patlabor, e acho que são o mais próximo de "realismo" que eu consigo imaginar, e mesmo assim eles já trazem um monte de confusões...