por Torneco em 07 Jun 2008, 22:05
Agora, depois do Oda, é a minha opinião.
Como o Oda disse, os poderes estão muito mecânicos. Mas, o D&D sempre teve elementos assim, a diferença é que agora você sente um pouco mais. Mas é uma mecânica, que diz o que tá acontecendo em números, e o resto você floreia com imaginação, e ficou muito legal descrever os movimentos diferentes dos personagens. Dá pra descrever técnicas de combate diferentes pra cada golpe, efeitos visuais bacanas, é bem divertido sim.
Um dos meus medos abrandou legal depois dessa sessão, o de que as classes tivessem ficado muito parecidas, mas em combate continua a mesma coisa, o guerreiro vai pra frente apanhar e o resto fica atrás atacando, com o clérigo e o ladino indo pra frente ocasionalmente. As diferenças foram poucas mesmo, e o legal é que os conjuradores não preciaram recorrer a nenhuma besta pra continuar atacando.
A idéia dos descansos curtos ficou muito boa, o grupo aproveitou legal e ficou bem interessante, elimina a história de enfrentar um inimigo, dormir 8 horas, repita ad infinitum.
Agora as partes que eu não gostei muito. Primeiro, os personagens se recuperam muito fácil da maioria dos ataques. Isso pra mim fica meio inverossímil. Quando for narrar essa edição nova vou pensar em alguma maneira disso mudar um pouco. Não dá pra mudar muito, pois tira o equilíbrio do jogo, mas fica meio estranho o cara apanhar até a beira da morte e se recuperar muito rápido. Segundo, os combates estão mais dinâmicos, mas se demora um pouco pra narrador e jogador se acostumar com os poderes, já que agora não é só ataque contra Ca que todos tem. Isso leva a um outro problema, os combates estão mais difíceis, então é necessário que o jogador domine as habilidades do personagem, ou então se perde boas oportunidades em combate.
Bem, é isso. Pra uma sessão de 4, 5 horas, foi o que deu pra pescar. Agora, a longo prazo ainda não tem como saber como ficaram as diferenças. Tá muito diferente da 3a edição, tanto que você sente as vezes que parece que não é o bom e velho D&D que você tá jogando, que é algo completamente diferente, mas, continua divertido, continua legal e ainda podemos contar histórias heróicas de fantasia como sempre fizemos.
EDIT: Sobre a aventura, eu achei na média. A dificuldade dela dependia muito de como os jogadores se portassem durante o encontro, mas nenhum combate, tirando o do dragão, estava absurdamente difícil nem muito fácil. No meu grupo, o que aconteceu foi que provocaram a ira da sombra e o necromante conseguiu despertar as duas estátuas, então, o confronto final foi um belo massacre devido a dificuldade elevada e a falta de domínio do perssonagem. Mas eles ainda era possível eles terem vencido. Quanto ao dragão, pelo que pude ver das outras mesas, ele era difícil e era bem possível que o grupo todo morresse sem dó contra ele, mas, vi grupos usando muita estratégia e vencendo.