Página 1 de 3

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 01:20
por Elven Paladin
Fórum novo, Edição Nova e acompanhado o clima de novidades, por que não um novo tópico acerca de Faerûn ( E Zakkhara, Maztica ou qualquer terra conhecida de Toril ). Que venham as dúvidas, sugestões, ofensas, críticas, comentários geniais e idiotas acerca do cenários mais bizarro e elegante de toda a história de D&D :mrgreen:

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 01:25
por Darin
Mais Bizarro?
Há controvérsias... :roll:

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 01:29
por Elven Paladin
Código: Selecionar todos
Mais Bizarro?
Há controvérsias..


Claro que há. A TSR foi muito pródiga em lançar e manter uma soma de cenários deveras estranhos, como Spelljammer, Planescape e Mystara. Mas todos esses cenários estão mortos, então não há outro cenário ainda vivo da TSR para competir em bizarrice com Forgotten Realms :cool:

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 12:22
por Lune
Como eu aprendi a jogar em Forgotten, pra mim ele é o normal. O resto que é bizarro! "Como assim não tem um Elminster em Eberron? E os drow não adoram aranhas?"

Mas faz tempo que não acompanho o cenário (mais ou menos desde o lançamento do Player's Guide to Faerun), e vou jogar em uma campanha passada em Amn daqui a pouco. Mais conhecimento certamente seria bom. Alguém sabe quais foram os últimos desdobramentos da história dos Realms?

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 13:19
por Fëanor
Bom eu não sou o Elven ou o Baron ou se ilá que nome ele está usando agora.

Acho que o acontecimento mais importante dos ultimos anos foi o fim do Culto do Dragão, da Fúria (que deixou de existir) e a morte de Sammaster.

Sim foi tudo ao mesmo tempo, visto que o que provocava a Fúria (The Rage) era um Mythal feito pelos Elfos a MUUUUITO tempo. Sammaster achou ele e incorporou ao prórpio corpo se não estou enganado.

Daí um grupo extremamente Muchkin liderado por um MEIO-GOLEM (sem brincadeira) e outros seres estranhos contando com a ajuda de um grupo de dragões dourados e prateados que fizeram uma viagem para outro plano para escapar da fúria, desafiaram O Culto.

A história se desenvolve e o que acontece no final é que os Dragões Cromáticos descobrem que Sammaster era o culpado da Fúria e, obviamente (visto que esses tipos de dragões até gostam de sair destruindo coisas, mas não gostam de serem forçados a fazer isso), matar Sammaster, pondo um fim ao Culto do Dragão e a Fúria.

Essa história está descrita no livro The Year of Rogue Dragons, divido em 3 volumes.
Aqui tem a sinopse do primeiro:

The Year of Rogue Dragons: The Rage
Wizards of the Coast. EUA, 2004.

Arte interna e capa: Matt Stawicki

“A Fúria em breve estará sobre nós. Todos os presságios dizem isto. Aqueles de nós com os dons apropriados podem ver na forma das nuvens, ou ouvir no murmúrio dos rios. Cada adivinha-ção indica isto. Muitos de vós podeis sentir na vossa inquietação e temperamento doentil, nas imagens vis que surgem inesperadas em vossa mente. Eu testemunhei em meus sonhos, isso quando consigo dormir.
Uma Fúria decerto está vindo, a maior delas, uma loucura que irá sobrepujar cada um de nós tão completamente como fará com os nossos semelhantes malignos.
Nós precisamos proteger o povo pequeno de nossa loucura.”

PRÓLOGO (12 de Lei da Chama de 1344 CV): Uma caravana a serviço de um poderoso mago de Colinas Longínquas viaja através do sul do Mar da Lua, quando são atacados por um dragão vermelho. Dorn Graybrook, um garoto de nove anos, filho de servos do tal mago, vê seus pais serem devorados e ele próprio é ferido gravemente —mas é poupado da morte por um misterioso acaso.

CAPÍTULO I (16 de Martelo de 1373 CV): Procurando ajuda para tratar de suas graves feridas, Kara, uma linda barda humana de cabelos loiros e olhos violetas, acaba chegando a uma taverna em Ylraphon, que é um reduto de licantropos. Encurralada pelos homens-ratos, ela é salva por uma inesperada dupla de aventureiros: o astuto halfling Willimac “Will” Turnstone e o humano meio-golem Dorn Graybrook.
Em Lyrabar, a Cidade da Rainha Sambryl, Gorstag Helder, um humilde espadachim, debate com o ostensivo Firvimdol Eastmere sobre a possibilidade do tutor de Gorstag participar da mesma ordem secreta que eles. Firvimdol também traz uma missão da Trajada de Púrpura, a líder da ordem secreta, para Gorstag roubar uma preciosa esmeralda de um agiota. Mesmo sendo um espião a serviço dos Harpistas, Gorstag não tem opção se não roubá-la para conquistar a confiança da ordem.
Will traz seu amigo, o belo clérigo de Lathander, Pavel Shemov de Damara, para ajudar a tratar das feridas de Kara. A barda fala que foi atacada na estrada por bandidos enquanto viajava sozinha antes de vir pedir ajuda na taverna e deseja contratar os serviços do grupo como guarda-costas, a fim de escoltarem-na até Lyrabar. Mas Dorn não aceita, dizendo já estar a serviço dos mercadores de Ylraphon e não estar disposto a longas viagens no inverno.
Raryn Snowstealer, um anão-do-ártico ranger que também faz parte do grupo, sugere que ela viagem numa caravana, pois em qualquer época do ano elas vêm e vão para todo lugar.

CAPÍTULO II (21 de Martelo de 1373 CV): Nas catacumbas secretas de Lyrabar, Gorstag se encontra com um estranho mago aparentemente influente na seita: ele lhe inspira terror, e reverência no arrogante Firvimdol. Este mago, que convoca a dupla para escoltá-lo numa tarefa, intitula-se o Orador, o fundador da seita e que as histórias diziam estar morto, fazendo o espião acompanhá-los para além dos túneis e dos cortiços abandonados a fim de obter respostas.
O grupo trio invade o Castelo da Rainha Sambryl com a ajuda da mágica do Orador e direciona-se para o estábulo dos dragões de bronze da rainha, aniquilando qualquer sentinela no caminho. Lá, o Orador negocia com o dragão Quelsandas a colaborar sobre algo grandioso que se aproxima e servir como seu espião na corte.

CAPÍTULO III (23 e 24 de Martelo de 1373 CV): Enquanto adentram a Floresta Inundada em busca de um dragão que estava atacando os arredores de Ylraphon, Will ainda discute com o resto do grupo sobre a recusa de ajudar Kara, mesmo Pavel e Raryn afirmando que ela mentiu sobre ter sido atacada por bandidos e sua atual situação. De forma rude, Dorn põe um ponto final na discussão.
Um pouco antes de anoitecer, os caçadores confrontam a criatura, um ooze dragon, encontrado num humor estranho, grunhindo para si mesmo. Depois de uma luta sangrenta que por pouco não custa a vida do clérigo de Lathander, eles derrotam o dragão mas não têm tempo para descanso: outros dragões se reúnem para atacar Ylraphon. Eles partem imediatamente.
Na vila, os caçadores convencem Esvelle Greengate a convocar os demais membros do conselho local e preparar com urgência a retirada massiva do povo. Dorn e seus companheiros se dividem na liderança de dois tropéis recrutados apressadamente para cobrir a fuga do povo. Antes que a vila fosse evacuada, no entanto, a revoada de dragões sobrevoa Ylraphon.
Dorn, Will e uma tropa quase dizimada conseguem abater um dragão negro, mas teriam sucumbido a um segundo não fosse a ajuda inesperada da barda Kara. Depois de matá-lo, a única opção para os caçadores é fugir. Escapando por pouco de outros dragões, o grupo deixa Ylraphon, arruinada, num bote, que navega para longe na Orla do Dragão.

CAPÍTULO IV (Meio Inverno de 1373 CV): Dois dias depois de serem salvos por um galeão mercante, o grupo navega para o leste através do Mar das Estrelas Cadentes. Na aurora, Pavel, auxiliado pela belíssima voz de Kara, preside uma cerimônia emocionante na embarcação. Depois disso, Dorn revela a Kara parte de sua história, dizendo ter sido salvo da morte quando criança pelo mago o qual sua família servia, que o transformou num meio-golem para usá-lo como gladiador. Mas um dia ele fugiu depois de matar seu mestre e tornou-se o caçador que é atualmente. Kara fica sabendo do ódio mortal dele por todos os dragões.
Will e Raryn, então, avistam que outras vilas na costa foram destruídas por dragões. Começam a suspeitar de uma nova Fúria.

CAPÍTULO V (08 de Alturiak de 1373 CV): Depois de conquistar a confiança dos cultistas após servir o Orador com dedicação, Gorstag aproveita a ausência do mago e a realização de um ritual necromântico que mantém ocupados os demais para invadir a câmara do Orador a fim de obter provas dos sinistros propósitos. Ele encontra um tomo manuscrito do Orador, mas é flagrado por Firvimdol, que em sua inveja pela predileção do mago, já desconfiava de Gorstag. Os dois duelam mortalmente, mas Firvimdol surpreende o agente dos Harpistas com magias que aprendeu com o Orador. Mesmo assim, Gorstag o derrota e foge da masmorra do culto levando o manuscrito e um Tomo do Dragão, ainda que gravemente ferido.
Em sua academia de espadachins, em outro lugar de Lyrabar, o mestre Taegan Nightwind, o elfo de asas negras, acompanha mais um fim de dia em seus suntuosos salões repletos de ostensivos aprendizes. Depois de uma contabilização exaustiva com seu confiável sócio, o halfling Corkaury, Taegan resolve sobrevoar a capital da Rainha Sambryl para esquecer as preocupações. Por acaso, ele encontra um Gorstag perseguido, à beira da morte. Assim, meio que por acidente, meio que por amizade, Taegan intervém na perseguição de seu pupilo, enfrentando bandidos e zumbis com graça e letalidade. Porém um inimigo montado num wyvern irrompe na batalha e Taegan precisa utilizar de sua magia além da espada —ele é um Trovador da Espada.
Finalmente, ele derrota seus inimigos, mas é muito tarde para Gorstag: antes de morrer, ele entrega os livros roubados para o avariel e pede que os guarde até os Harpistas virem pegá-lo.

CAPÍTULO VI (11 de Alturiak de 1373 CV): Depois de navegarem vários dias pela costa, a embarcação onde Dorn e seu grupo viajam decide afastar-se do litoral, visto que encontraram várias vilas arrasadas pelas revoadas de dragões. Will, o halfling, aproveita-se da monotonia para espionar a aproximação do meio-golem e da barda. Eles debatem sobre o que Dorn se tornará depois que abandonar a vida de caçador.
O interlúdio amoroso da dupla é interrompido por um momento de pescaria de Raryn, mas algo estranho acontece: Kara fica atônita e quase entra em descontrole quando vê o anão-do-ártico tratando do peixe. Porém, tudo parece não ter passado de um mal-estar.
Quando as coisas aparentemente voltam ao normal, Raryn avista dragões que se aproximam do oeste. Apesar de serem apenas dois, toda a tripulação se prepara para a batalha vindoura, mas não adequadamente —contra o sol, não é possível definir a cor de suas escamas. A situação fica muito tensa quando os dragões sobrevoam o navio ameaçadoramente, porém eles se revelam como prateados. Um deles, inclusive, de nome Azhaq, transforma-se num velho e altivo humano, e põe-se entre os tripulantes, dizendo procurar Karasendrieth. Para a surpresa de todos, a barda Kara se adianta e o saúda, porém não se entrega. Mesmo com Azhaq se apresentando como um agente das Garras da Justiça (Talons of Justice), uma sociedade de dragões de prata que combate o mal, e revelando a verdadeira natureza de Kara como uma dragonesa, Dorn e seu grupo enfrentam os dragões de prata para mantê-la em liberdade. Numa luta espetacular, eles derrotam Azhaq e subjugam Asalunar (Moonwind), o restante; então eles trocam a liberdade da barda pela vida da dupla.
Depois que os prateados se vão, Kara se propõe a ganhar a confiança dos mercenários contando sua verdadeira história...

CAPÍTULO VII (14 de Marpenoth de 1372 CV): Kara voa para um local secreto nas Montanhas Galena a fim de participar duma importante convenção de dragões bondosos convocada pelo majestoso Lareth, o soberano dos dourados. Ele deseja apresentar um modo de enfrentar a Fúria que virá, vista em previsões como a mais terrível de todas, utilizando-se de poderes desenvolvidos por Nexus, o maior mago entre os dragões. Mas nem todos parecem concordar com a proposta, pois ela implica em fazer os dragões condescendentes hibernarem magicamente em santuários secretos protegidos por ilusões e vigiados por dragões em forma humana (que se presume serem menos suscetíveis à Fúria), até que este período turbulento se vá. Apesar de hesitar, Tamarand, o maior dos sete lordes dourados que servem Lareth, concorda com o plano e quando Havarlan, a Barb (comandante) dos Garras da Justiça, também consente, os demais ficam favoráveis ao plano.
Contra todas as expectativas, Kara se pronuncia contra, alegando que suas previsões são mais sinistras, visto que nelas a Fúria não terá fim. Ela argumenta que a solução não é esconder-se deste fenômeno e, sim, decifrá-lo em sua origem e resolvê-lo. No entanto, Lareth a censura e segue com sua decisão.
Desolada, resta a Kara recorrer a Chatulio, um incorrigível dragão de cobre pregador de peças que conheceu no encontro, para reunir outros de opinião semelhante e ir de encontro às determinações para sobrepujar a Fúria.

CAPÍTULO VIII (14 de Martelo de 1373 CV): Depois de assembléias vãs com outros dragões simpatizantes de sua causa, Kara resiste à vilania que cresce em sua mente descansando num quarto alugado em Melvaunt, enquanto espera o retorno de Chatulio de uma longa viagem. Na solidão do quarto, ela é magicamente contactada por Brimstone (Enxofre), um dragão que se diz aliado em sua busca. Ele alega saber do pronunciamento de Lareth e dos planos de Kara e Chatulio, porém, mais importante, parece ser capaz de ajudar na solução da Fúria. Brimstone indica que o Culto do Dragão, que está atuando atualmente (e não somente) em Impiltur, tem a resposta, mas, em troca, requer que Kara traga notícias do espião desaparecido que se infiltrou no culto, um homem chamado Gorstag Helder, a quem iludiu fazendo-o pensar que estava sob o comando dos Harpistas.
Sem outra opção nesta corrida contra o tempo, Kara aceita e voa para Lyrabar, capital de Impiltur.

CAPÍTULO IX (16 de Martelo de 1373 CV): Em sua viagem para Lyrabar, Kara é interceptada nas proximidades de Ylraphon por um antigo aliado seu, o dragão dourado Llimark, que está a mando de Lareth para submeter Kara aos seus desígnios. Ele a descobriu, assim como a seu grupo de dragões renegados, através dos Garras da Justiça e sua antiga amizade não é o suficiente para sobrepujar o dever: graças à intransigência da dragonesa, há luta entre os dois. Apesar dos graves ferimentos que recebe, Kara derrota Llimark, que desaparece sob as águas da Orla do Dragão. Sem alternativa (e forças), ela se transforma numa barda humana e ruma para Ylraphon.

CAPÍTULO X (11 de Alturiak de 1373 CV): Somente tarde da noite Kara termina de contar sua história e mesmo com Will e Pavel ansiosos por ajudá-la a deter um mal tão avassalador, Dorn se recusa, preferindo enfrentar os dragões (se eles vierem) à moda antiga, como caçadores. A diferença de opiniões ameaça desfazer o grupo, mas Raryn vem com um argumento conciliador e convence Dorn a ajudar Kara a encontrar o tal Gorstag, partindo em seguida à procura de Brimstone.

CAPÍTULO XI (02 de Ches de 1373 CV): Deslizando graciosamente pelos pomposos festivais que erguem (ou afundam) o status da elite de Lyrabar, Taegan recebe o convite de uma dama para encontrá-la em particular no jardim da mansão. Porém isto se revela como uma armadilha da Trajada de Púrpura do Culto do Dragão local. Ela deseja reaver o tomo roubado por Gorstag, inclusive oferecendo grande quantia de dinheiro por ele. Taegan, no entanto, finge não saber de nada e acaba sendo vítima da fúria da vilã. Eles se enfrentam e a Trajada de Púrpura ainda conta com asseclas abishais, mas a habilidade do avariel se mostra superior: as criaturas são derrotadas e a vilã desaparece na noite.
Apesar de tudo, Taegan deixa estes acontecimentos pra lá, visto que nenhuma autoridade lhe daria crédito (algumas gostariam mesmo é de prejudicá-lo!). Então ele limpa a lâmina e endireita-se para retornar à revelia.

CAPÍTULO XII (12 e 13 de Ches de 1373 CV): Em Lyrabar, Pavel e Will acabam chegando à decadente estalagem de Murene Olhomorto, onde poderiam encontrar informações sobre Gorstag. Porém a mulher se mostra temerosa por estas revelações, pois outros vieram à procura de seu inquilino antes da dupla, inclusive a guarda. Isso depois dos boatos de sua morte.
Subornando-a, Will consegue uma vistoria no antigo quarto de Gorstag, mesmo Murene alertando-o que o próprio Culto do Dragão fez o mesmo e, como ele, nada encontrou. Sem se darem por vencidos, a dupla descobre que Gorstag participava de uma escola de esgrima e isto os encaminha a uma nova investigação.

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 13:37
por WillDice
FR pode ser menos normal do que, digamos, Greyhawk, ou Dragonlance, mas está longe de ser bizarro.

Bizarro é DarkSun, Ravenloft, Spelljammer. O que não implica em ser bom ou ruim.

E pra mim, "todos os cenários da história de D&D" é um grupo muito maior do que "os cenários originais da TSR que ainda estão ativos".

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 15:09
por Tabris
Sorcerer, acho melhor vc tirar as referencias a Midnight do tópico antes que jogadores iniciantes troquem um cenário pelo outro (apesar de serem quase opostos)

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 15:36
por Elven Paladin
Alguém sabe quais foram os últimos desdobramentos da história dos Realms?


Uma boa coletânea de todos os eventos importantes ocorridos desde o lançamento do Forgotten Realms: CS 3ª Edição pode ser vista no link abaixo:

http://forum.candlekeep.com/topic.asp?TOPIC_ID=7930

Acho que o acontecimento mais importante dos ultimos anos foi o fim do Culto do Dragão


Eu não tenho certeza que eles realmente acabaram, afinal, ainda existe uma boa soma de Dracoliches e Dragões interessados em serem Imortais para serem supridos pelos cultistas. Eu vejo o morte do Sammy e tal evento mais como um enfraquecimento e fragmentação de tal grupo, mas não como um "fim".

Sorcerer, acho melhor vc tirar as referencias a Midnight do tópico antes que jogadores iniciantes troquem um cenário pelo outro (apesar de serem quase opostos)


Minha lealdade á Sombra do Norte me impede de fazer isso. :mrgreen:

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 15:42
por Lune
Fëanor escreveu:Acho que o acontecimento mais importante dos ultimos anos foi o fim do Culto do Dragão, da Fúria (que deixou de existir) e a morte de Sammaster.


:shock:
*Cospe o café*

Hah, acho que os planos do meu mestre de fazer uma campanha baseada no Culto do Dragão no tempo atual do cenário foram pro saco...

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 15:49
por Elven Paladin
Hah, acho que os planos do meu mestre de fazer uma campanha baseada no Culto do Dragão no tempo atual do cenário foram pro saco...


Não foram não. O Dragons of Faerun é bem claro em dizer que o Culto do Dragão ainda sobrevive, embora os Wearers of Purple ( Líderes das Células do Culto ) ainda lutem para ver quem será o herdeiro do legado de Sammaster. E eles ainda conseguiram aperfeiçoar o processo de criação de Dracoliches.

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 16:35
por Fëanor
Bom, então a única coisa que teve fim foi a fúria e Sammaster.

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 17:20
por Lune
Sabe, eu estava lendo a linha do tempo que o link do Crystalkeep acima aponta... e lá pelo fim tem uma história altamente perturbadora sobre terem entrado na torre do Khelben Blackstaff, o que acabou resultando na morte do mesmo.

WTF? Quem foi que conseguiu a façanha? Alguém sabe mais sobre o que acontece nesse livro?

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 30 Ago 2007, 19:23
por Elven Paladin
Lune Quickfingers

Na Wikipedia e no Candlekeep eles falam sobre o que ocorreu com Khelben, mas, em resumo:

In 1374 DR, (The Year of Lightning Storms) Khelben Arunsun died and passed on the real blackstaff to Tsarra, an apprentice who carries his memories (and part of him as well), while "opening" the City of Hope, a city created with the help of the sharn and many magical artifacts of legendary power. Tsarra now continues Khelben's work as per his dying wish. Although it is not stated directly, presumably only those present at the creation of the City of Hope are aware of her true identity.

Como nota adicional, ele acabou com os efeitos do "Dark Disaster" nos Highmoors. O Dark Disaster foi um mega-ritual mágico executado por Arquimagos Vyshaan contra o Reino de Miyeritar durante as Crown Wars. Eu creio que a própria City of Hope seja uma cidadela Miyeritana sobrevivente.

E, se você se interessar, a minha síntese de alguns eventos de 1374 D.R:

1. A Condessa Sarya Dlardrageth, aliada com o Solar Caído Malkzid, formam uma aliança e corrempem completamente o Mythal de Myth Glaurach, a principal cidade do Império élfico de Aryvandaar ( Império de Elfos do Sol que iniciou e foi o principal participante das Crown Wars). Invadem a Reillach Tower, no Encontro Eterno em busca de uma Loregem( Tel'kiira), encontrada pelo Araevin Teshur, um Alto Mago em treinamento.Sarya, utilizando o Gatekeeper's Crystal, também destrói as barreiras mágicas que prendiam um grupo de 2 mil Fey'ris das Casas Vyshaan ( governante de Aryvandaar ) e Dladregeth ( de Myth-Drannor, que recomeçaram a criação dos Fey'ris) em êxtase em Nar Kerymhoarth, mais conhecida como Nameless Dungeon.

2. Ocorre um Council of Matrons em Evermeet, discutindo a possibilidade do Retorno dos Elfos em Faerun. O Conselho não se decidiu quanto ao curso de ação. Um dos membros mais próximos da Rainha, o Alto Sacerdote Seiveril Miritar, começa a se rebelar quanto a essa decisão e forma um exército que parte do Encontro Eterno para Faerun, num movimento chamado a Cruzada de Seiveril. Ressuscitado o Capitão Fflar Starbrown, líder e herói da resistência élfica na Weeping War em 882 DR, onde Cormanthyr foi perdida.

3. Sarya libera um exército de orcs e demônios, invocados pelo mythal corrupto de Myth Glaurach e partem para atacar Evereska ( 2º grande ataque em menos de 5 anos ) e os povoamentos da High Florest, além da Confederação das Fronteiras Prateadas. Seus ataques foram repelidos graças aos soldados de Seiveril, que invadem e conquistam Myth-Glaurach, cujo mythal foi recuperado pelo Araevin Teshurr. Os ataques às Fronteiras Prateadas foram repelidos pela Legião Argêntea e por uma aliança de elfos das Fronteiras, centrada na cidadela de Caelricarn, fundada por elfos da lua e das florestas que sonham em reconstruir o antigo Reino de Earlann. Tal local é um mini-reino élfico, por assim dizer. Sarya e os sobreviventes da reconquista de Myth Glaurach partem para Lothen,uma antiga cidade de Siluvanede que hoje é habitada também por Orcs , governados por Druidas de Malar.

4. Os Cruzados de Seiveril também marcham em direção à Myth-Drannor, onde vencem diversas batalhas contra a Army of Darkness e proclamar a volta de Cormanthyr, com a filha do Seiveril, como nova Coronal. Seiveril Miritar morre nessa empreitada.

Outros eventos:

5. Reclamação de Shanatar: Iniciada em 1369 por anões dourados da Grande Fenda que recuperam a cidadela de Barakuir, iniciando a War of Gold & Gloom, entre os Anões dourados de Barakuir e os duergar de Dunspeirrin. O conflito hoje se "resume" a uma guerra de atritos, com os anões dourados na defensiva.

6. A Guerra entre Mulharand e Unther tem algumas mudanças, com Messemprar ( a única cidade de Unther não conquista por Mulhorand ) recebendo reforços de Templários Bainitas de Mourktar, e o aparecimento a Legião de Nanna-Sin, um grupo de Aasimares que alega-se que sã membros do Shussel-Folk ( eu tenho que achar o que é que eles são ) que sumiram de Messemprar e que agora lutam agora contra Mulhorand.

Fontes: Lost Empires of Faerun, Powers of Faerun e Champions of Valor.

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 18 Jan 2008, 20:09
por Sellous
Estou deixando aqui uma pedaço do FAQ do FR Mailing List traduzido, para quem possa interessar e tirar certas dúvidas (ou ficar com mais, ou xingar mais, etc). Considero algumas resposta interessantes, especialmente as duas últimas. Minha tradução é bem porca, e algumas coisas foram alteradas para melhor entendimento.

Link original:
http://www.candlekeep.com/fr_faq.htm#_Toc16090535

4.1 Quem venceria: Elminster ou Drizzt?

SPOILER: EXIBIR
Depende de quem está escrevendo o livro.

Falando sério, este tópico (ou uma variação com personagens diferentes) aparece o tempo todo. A pergunta é essencialmente sem resposta; sempre é possível montar uma situação onde uma pessoa pode ganhar e o outro não -- e vice-versa. A resposta mais curta é que há pouca probabilidade dos escritores montarem uma situação onde há conflito sério entre dois dos principais heróis dos Reinos, gerando assim uma pergunta que é controversa e passível de debate.

Se você se entretém por este tipo de discussão, ótimo -- mas, por favor, não inunde a lista com isto.

Esta pergunta foi tantas vezes levantada em convenções que Ed Greenwood sugeriu comicamente escrever um romance onde Drizzt e El teriam uma pequena batalha entre os capítulos, mantendo uma contagem de quem ganhou mais (e, é claro, perdendo a conta no decorrer – que era o objetivo).

(...)

A resposta, se realmente houver uma resposta, só pode vir seguida de outra pergunta: Quais são as “regras” desse combate? Ah, seguido ainda de outra pergunta: Quem está contando a história? Esta é a resposta clássica que os autores lhe darão para a eterna pergunta Alguém-vs-Alguém, e ela se aplica muito bem aqui.


4.2. Elminster

4.2.1. “Você não acha que Elminster é muito poderoso?” “Não, ele tem que ser assim para dar aos PJs um desafio!” “Sim, ele é um munchkin (Nota: um personagem munchkin é geralmente um personagem absurdo, apelão e que só serve para estragar o jogo)!” “Nós o matamos mais de cinco vezes!” etc.

SPOILER: EXIBIR
A única solução que eu já vi para esses tipos de debate é quando os moderadores ficam de saco cheio e decidem proibir/trancar/banir o tópico. Algumas pessoas amam El; algumas pessoas o detestam. Normalmente pelas mesmas razões.

Se você acha que Elminster não precisa de poderes que o aproxime da maioria dos semi-deuses, reduza seu poder ou não o use. Se você pensa que seu grupo precisa ser humilde de vez em quando, mantenha-o ao redor. É um problema de escolha pessoal.


4.2.2. Os Chosens não são overpowers demais? Se eles podem fazer tudo, o que sobra para os PJs?

SPOILER: EXIBIR
Ed Greenwood responde:

Muitos na lista habitualmente comentam que Elminster ou outros Escolhidos são "munchkins" ou overpowers...mas isto vêm freqüentemente do fato de ignorarem que eles são servos com poderes divinos de uma deusa, e os verem como “personagens jogadores de muita sorte na qual receberam um super poder de Mystra... ...por que meu PJs não podem ter esse poder também?”. Essa é uma abordagem completamente errada para ser utilizada como uma “referência” num jogo. Esses que acham os poderes deles indesejáveis podem os deixar simplesmente “fora do palco” em suas campanhas. Entretanto, eu perdi a conta do número de vezes que jogadores convocados a missões acreditaram que o personagem deles, em virtude de serem um PJs, podem entrar em uma corte real, lançar insultos e espadadas em todas as direções, pilhar, queimar, e assassinar o rei em seu próprio trono e então dizer, "Ah, mas estou seguindo meu alinhamento e nada pode me “parar”, certo? Eu sou um Personagem Jogador!" Ensinar uma lição que conduz a uma melhor atuação no jogo (e assim, continuar mantendo um desafio interessante para o próprio jogo daquele jogador) é melhor feito dentro do próprio jogo... tal como, por exemplo, tendo o rei assassinado se levantando, com o sangue e as feridas desaparecendo rapidamente, e então ele boceja e diz com um tom de Elminster, "Bem, agora que você tirou ISSO de meu intestino, talvez nós possamos ser apresentados? Já fui apresentado a suas ARMAS..." Pode ter certeza que isso vai soar meio que ridículo... mas esse é um dos modos de usar seu poder, e mostrar pra que eles estão lá.

Se a pessoa vê os Escolhidos como “os personagens-favoritos-super-poderosos de Ed.", bem é claro que eles são uma das maiores anomalias overpowers colocadas no cenário. Mesmo assim eu encontro na lista inúmeros posts de pessoas que dão uma olhada no mundo que eles jogam e dizem que não deveria haver nenhum presidente, primeiro-ministro, reis, rainhas ou conselhos puramente porque "eles são muito poderosos para ser realístico"...eles são parte do cenário uma vez que você se vê dentro dele. Agora, se um jogador pensa que um ou mais deles deveriam ser removidos ou serem substituídos devido suas ações, isso é outro problema. Nós fazemos tudo isso para aumentar e enriquecer as possibilidades de roleplay. Os milhares de fãs que amam os Reinos provam que este deve ser o caminho certo, mas às vezes damos mancadas em alguns detalhes ou coisas específicas; é por isso que nós vivemos lendo e escutado-os, assim esperamos que vocês indiquem os nossos erros, para sempre podermos fazer melhor...

Mas para um melhor roleplay, a mera presença deles na cena (além de outros grupos de grande poder como o Zhents, Red Wizards, e Twisted Rune, como também outros grupos os freqüentemente ignorados como mercadores e guildas, além de outras alianças comerciais mais mundanas) guia o jogo, oferecendo possibilidades fascinantes, além de manter os jogadores e seus personagens interessados e especulando sobre o cenário (como todos os posts dessa lista, ano após ano, prova).

Se você ler as novelas bem (e ler também atentamente as entrelinhas dos suplementos, especialmente os feitos por Steven ou aqueles que o Steven e eu fizemos junto), você achará muitos exemplos de “fofocas do povo” que contam, amargamente, como estes-e-aqueles Escolhidos não os “ajudaram muito”, ou os “consolaram muito”, ou ainda “restabeleceram a ordem corretamente”. Tais comentários tendem a ser severos e pontuais, por outro lado isso ajuda a fazer o povo temer os Escolhidos, e a deusa que eles servem (sendo esse o principal motivo do porque as pessoas se recusam a contar essas histórias, contando-as em murmúrios ao invés de aos gritos).

Nós também enfatizamos freqüentemente que a informação que você recebe sobre os Reinos é distorcida (por Elminster); isto permite qualquer DM mudar certas coisas dentro de sua própria campanha sem a necessidade de que argumentos “religiosos/não-religiosos” questionem esses fatos. Nossos jornalistas “defeituosos” (lembrando que os essas fofocas/histórias só são “defeituosas” sob os nossos padrões do mundo real modernos; no entanto esses jornalistas não estão fazendo nada errado pelos padrões do mundo deles) fazem parte disto. (Nota: Eles se referem ao Volo aqui.)

(Nota 2: Parece que a WotC decidiu eliminar esse ponto de vista do cenário. Não há mais observações pessoais. Tudo é factual. Há um lado positivo e negativo nisso.)

Personagens jogadores podem, com isso, ter o livre arbítrio tirado deles as vezes, e é melhor ver esse ato como uma tentativa de manter o realismo e encorajar atuação: é realístico, pelos termos do cenário que a pessoa está jogando, que aquele PJs comecem como desconhecidos de baixo nível (a menos que você escolha jogar um personagem real/nobre/mais poderoso) e tenham que construir seu poder e influência: só uma campanha “sem vida” tem um PNJs estático nele e PJs que podem agir como lhes agradam, sem conseqüências, manipulação de outros, pessoas mais fortes que tentam rivalizar com os heróis, etc. Parte de se tornar verdadeiros heróis para os jogadores é testar sua determinação e sorte no mundo que os envolve, em lugar de ser sempre/nunca “influenciado” por mais poderosos. Alguns mestres podem não querer esse desafio no jogo deles, mas nós pusemos isto lá para o uso desses que o fazem.


4.2.3. Então.... Qual o real problema com os escolhidos de Mystra? Como eles podem ficar sãos durante todos esses séculos? E por que eles são todos uns goody-to-shoes (sem tradução, algo como “santinhos”)?


SPOILER: EXIBIR
Ed Greenwood responde:

Mystra acredita que o bem verdadeiro vem da proliferação da magia e seu uso difundido, de acesso a todos, para bem ou para a desgraça... assim os Escolhidos são julgados em quanto eles usam magia pelo mundo, o quanto ensinaram magia às pessoas, o quanto deu magia a outros, e quanto trabalhou contra “tiranos da magia” como o Zhents, não porque o Zhents são "malignos", mas porque eles tentam restringir o controle da magia a eles, e não deixam os inimigos potenciais terem acesso a ela. As Escolhidas, que são filhas de Mystra (da antiga Mystra), possíam um “status especial”, na qual Elminster (o amante dela) (Nota: Mystra teve VÁRIOS amantes) também desfrutou... a nova Mystra está mudando as coisas. Veja o que fazemos mais à frente com O Magister e com Khelben, o menos “bonzinho” dos Escolhidos. É errado ver o Escolhido como alguém necessariamente bom... é mais correto vê-lo como um general-assassino-veterano ou um pistoleiro do velho-oeste que faz o bem a sua maneira e inevitavelmente é confundido com qualquer coisa, menos “bonzinho”.

Parte das minhas metas ao escrever foi deixar claro as seguintes coisas: "fazer-o-bem" freqüentemente traz mais danos do que coisas boas, mesmo com a melhor das intenções; o “bem” para um grupo pode não significar “bem” para outro (a velha frase: “para um homem ganhar a liberdade, outro tem que perdê-la”); e os melhores mediadores são esses que conseguem ver mais longe, e não a “brigada brutamontes” (que é isso que a maioria dos grupos de PJs são, para apenas receber imediatamente seu(sua) castigo/recompensa).

Apenas mais uma coisa que quase esqueci: com Elminster em particular, e todos os outros Escolhidos: Steven e eu (pelo menos) estamos nos aprofundando em "quão insano você fica de viver tanto com um poder quase divino e deuses mexendo com sua mente?" Tudo que El e os outros Escolhidos façam deveria ser lido dessa maneira; eles NÃO estão sãos. Eu tenho indicado há MUITO tempo, mas você tem que “pegar” essas dicas (os finais que terminaram bem ou de modo feliz seguiam um “Código de coisa de Éticas”, e é também por isso que nós não podemos mostrar vilões envenenando, ou tendo sucesso, ou lhe contando seus planos detalhados, para que ninguém do mundo real possa copiar ou dizer que foi sua idéia, etc).

Tópico Geral de Forgotten Realms

MensagemEnviado: 18 Jan 2008, 20:31
por Balth
por Sorcerer of Shadow em 30 Ago 2007, 01:29 Mystara.


De onde tu tirou que o cenário é bizarro?