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E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 11:25
por Madrüga
Eu sei que todos estão atarantados pelas notícias da 4e, que há o alvoroço todo... mas estava matutando dia desses sobre E6 e seus desdobramentos. Como todos sabem (e podem ver pelo link), E6 é uma variante de d20 que tem seu limite em seis níveis. Assim que o nível 6 é atingido, o personagem não mais evolui em PVs, TRs, BBA etc. Ele, ao invés disso, ganha um talento a cada mais ou menos 5000 XP para continuar seu desenvolvimento.

Isso tem um caráter de evitar aquele nível de jogo em que personagens podem francamente desconsiderar os NPCs do mundo (ou seja, porque nem mesmo 100 guardas de cidade podem prender ou fazer qualquer coisa para impedi-los), ficam poderosos demais e começam a enfrentar aquelas ameaças apelativas e inverossímeis (e mesmo o mestre tem de apelar para alguns NPCs excessivamente e inverossimilmente fortes para dar graça no jogo). Magias milagrosas, golpes mortais, semideuses. Obviamente, uma proposta low-level e low-magic (visto que se chega apenas no nível 3 de magias).

Propostas há que dizem que o jogo pode ser E8, E10 ou qualquer coisa, mas foquemo-nos em E6: vocês acham que é possível basear todo um cenário nessa proposta? Que se pode, obviamente tendo o cenário a proposta low-level e -magic, mantê-lo coeso, divertido e jogável contando apenas com seis níveis e talentos?

Outra coisa: mesmo que se opte por usar tudo do jeito que está, é importante notar que, por exemplo, o paladino fica com uma única magia por dia que, francamente, era melhor não ter. Daí outra idéia, a de alterar classes para que elas comportem mais adequadamente o universo E6; e, além disso, ter CdPs de três níveis que dessem mais suporte ainda. Um usuário do fórum da Wizards, Gideon Gideonson, tentou fazê-lo em seu projeto, mas acabou inundando as classes com poderes e habilidades que traem um pouco a proposta inicial. Não é de se jogar fora, contudo. Que vocês acham?

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 11:40
por Lumine Miyavi
Cara, acho que tem SIM jeito de usar o E6, poderiamos usar o material do "dissecando as classes", justamente para construir de uma maneira menos "pacote", acho que é isso que pede o E6 como um todo.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 11:46
por NeverSleep
Poderia fazer algo parecido com o sugerido no livro de Forgotten Realm da 3rd, a cada 5000 de experiência o personagem escolhe se ele ele quer +1 no BBA, +1 DV, +1 Feat ou +1 slot de um nível de magia já possuido não podendo exceder a quantidade de magias diárias do nível anterior ou do próximo círculo depois do mais alto no momento. Ou talvez da seguinte maneira, a cada 5000 xp, um feat ou círculo, depois de +5000, um DV ou BBA, alternados sempre. Acho que ficaria legal pois deixa a evolução bem lenta.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 12:04
por Lumine Miyavi
Acho que a idéia do Never também é boa.

Seria um checklist, com BBA, Saves, Feat / Magias, mas que para comprar o próximo, você precisasse dos outros.

Por exemplo, você subiu seu BBA pra +7 agora; só poderia subir pra +8 depois de melhorar pelo menos um dos Saves, melhorar o DV e comprar um Feat / Magia. =)

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MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 12:13
por Lune
Subir de nível não é uma questão de poder.

É questão de ritmo.

A idéia do sistema é oferecer recompensas periódicas aos jogadores, de maneira que ele receba novas habilidades logo antes de enjoar das antigas. Então, eu acho que é preciso pensar se o problema do poder é tão grande que seja preciso sacrificar o ritmo - uma feat a cada 5k xp é uma recompensa besta, especialmente considerando que eles não vão cumprir os requisitos das melhores. Pelo mesmo motivo, eu não vejo deixar a evolução mais lenta como uma vantagem, ela deve acontecer na hora certa, nem cedo nem tarde, e de maneira empolgante (+1 BBA? Fala sério).

Eu realmente acredito que existam soluções mais elegantes para esse problema de poder (que afinal de contas é mais questão de estilo do que uma exigência do sistema) do que limitar os níveis.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 12:49
por Thingol GreyCloak Singollo
Eu uso o E6 num cenário caseiro.

cada 5000 xp além do nivel 6=1 feat....
pelo menos até agora ta funcionando bem,os PCs ficam bem versáteis....

eu tava pensando em fazer que a cada "n" xps poderia se comprar alguma outra coisa além de feats,mas realmente não to com tempo pra fazer uma coisa organizada e testa-la

quanto ao palada e ao ranger,eu uso aquelas variantes que eles não tem magia...


quanto a ideia de usar as classes dissecadas,pode ser uma boa...

como meu tempo ta curto no momento,volto a postar mais tarde...
falou

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 12:56
por Deicide
Eu sonho em mestrar um jogo E6, mas com minhas partidas de Ao Cair da Noite e Anima, não tenho tempo para isso. De qualquer forma, eu pretendia usar as seguintes regras:

- Nível Máximo 6 (Duh!);

- Os PVs iniciais dos personagens no nível 1 são triplicados antes de se somar o bônus de Constituição;

- Regrinha adaptada do Second Breath (Segundo Fôlego) para 3.X. Nela, tem Segundo Fôlego 2/dia, que, com uma ação livre e no máximo 1/encontro, você recupera 1/4 de seus PVs máximos.

- Todos os PCs são gestalt. Todos. Isso elimina a necessidade de multiclasse e torna os personagens mais versáteis. Quer um super-mago? Misture Mago e Feiticeiro. Quer um super-guerreiro? Guerreiro + Ladino, Paladino ou Ranger. Quer um monge que presta? Misture-o com guerreiro ou outra classe que achar interessante;

- Eu ia criar Talentos a mais para permitir melhor customização do personagem. Entre os planejados, estariam efeitos para aumentar o BAB (até +2), aumentar uma Habilidade (até +3), ganhar pontos de Perícia extras, aumentar nível de conjurador (até +2), comprar mais magias por dia, etc, além de adaptar alguns Talentos de nível alto para serem adquiríveis com nível 6 (em geral exigindo outras Talentos intermediários para isso). Edit: Ah, e Talentos que melhoram habilidades de classes ou dão novos poderes a certas classes.

- Adaptar diversas magias mais poderosas para rituais, assim o mago ainda pode lançar teleportes e etc., mas tomaria tempo e recursos.

E é isso.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 12:57
por juma
A minha opinião é que vale a pena tentar.

Quanto a tornar a evolução mais empolgante, que tal dar habilidades as classes que melhorem de acordo com a evolução desses parâmetros? Por exemplo, destruir o mal do paladino iria variar com seu BBA (ou talvez DV). E ao invés de apenas aumentar o dano do ataque, ele também poderia ganhar habilidades (como o Fist of Raziel). Dessa forma o que mudaria na evolução seriam as habilidades, e não o nível de poder geral do personagem (o paladino continuaria a não conseguir derrotar 100 guardas, mas seria mais eficiente para derrotar inimigos que são afetados por Destruir o Mal).

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 13:02
por Gun_Hazard
Sobre a proposta de um cenário eu acho que um exemplo bom para isso seriam Ravenloft e Eberron. Onde a questão de evolução não prima muito.

Sobre CdPs elas podem até serta maneira sendo emuladas com Talentos, não?

Inclusive dando talentos que aumentam o BBA em +1 ou DV em +1.

Técnicamente acho que esta proposta do E6 seria uma solução tão boa, mas é prática e pode ser funcional (Depende de gosto pessoal e preferencia).

Talvez uma criação de personagem D20 Inteira feita com compra de pontos (Igual M&M) fosse uma solução...

Eu Gostei muito do Low-Magic do Crônicas de Avalon...

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 13:15
por Youkai X
Será que fazer o aumento de habilidades ser de 3 em 3 níveis e os talentos serem ganhos também nos níveis pares (ao invés de 3 em 3 nívis) seria uma boa adição? Quem sabe com 5000 XP após o sexto nível os PCs possam comprar talentos táticos, magias (algo como comprar uma única magia do 4º círculo que possa ser lançada uma única vez por dia e pra cada 3 magias do 4º círculo possa comprar da próxima vez uma do 5º círculo até o 6º círclo (de onde não poderia mais pegar magias).

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 13:35
por Madrüga
Lune escreveu:A idéia do sistema é oferecer recompensas periódicas aos jogadores, de maneira que ele receba novas habilidades logo antes de enjoar das antigas. Então, eu acho que é preciso pensar se o problema do poder é tão grande que seja preciso sacrificar o ritmo - uma feat a cada 5k xp é uma recompensa besta, especialmente considerando que eles não vão cumprir os requisitos das melhores. Pelo mesmo motivo, eu não vejo deixar a evolução mais lenta como uma vantagem, ela deve acontecer na hora certa, nem cedo nem tarde, e de maneira empolgante (+1 BBA? Fala sério).


É uma questão de adaptação: mudam-se os pré-requisitos, oras. Em seis níveis, por exemplo, ninguém alcançaria +8 de BBA para pegar Improved Critical, mas é questão de adaptar para um certo número de talentos anteriores, por exemplo. A menos que se use aquele BBA que termina em +25 do IH (idéia que me atrai).

Acho que prejudica o ritmo fazer tudo picado, como o Neversleep falou. Difícil de controlar o equilíbrio.

Deicide escreveu:- Os PVs iniciais dos personagens no nível 1 são triplicados antes de se somar o bônus de Constituição;

- Regrinha adaptada do Second Breath (Segundo Fôlego) para 3.X. Nela, tem Segundo Fôlego 2/dia, que, com uma ação livre e no máximo 1/encontro, você recupera 1/4 de seus PVs máximos.


Boas idéias!

Deicide escreveu:- Todos os PCs são gestalt. Todos. Isso elimina a necessidade de multiclasse e torna os personagens mais versáteis. Quer um super-mago? Misture Mago e Feiticeiro. Quer um super-guerreiro? Guerreiro + Ladino, Paladino ou Ranger. Quer um monge que presta? Misture-o com guerreiro ou outra classe que achar interessante;


Aí, por implicância minha mesmo, coisa pessoal, eu não faria. Prefiro aí redesenhar as classes para que elas se acomodem nos seis níveis. Fica mais charmoso.

Deicide escreveu:- Eu ia criar Talentos a mais para permitir melhor customização do personagem. Entre os planejados, estariam efeitos para aumentar o BAB (até +2), aumentar uma Habilidade (até +3), ganhar pontos de Perícia extras, aumentar nível de conjurador (até +2), comprar mais magias por dia, etc, além de adaptar alguns Talentos de nível alto para serem adquiríveis com nível 6 (em geral exigindo outras Talentos intermediários para isso).

- Adaptar diversas magias mais poderosas para rituais, assim o mago ainda pode lançar teleportes e etc., mas tomaria tempo e recursos.


O próprio criador deu idéias semelhantes que, a meu ver, são ótimas para versatilizar e melhorar os PJs. Completamente adotável.

Juma escreveu:Quanto a tornar a evolução mais empolgante, que tal dar habilidades as classes que melhorem de acordo com a evolução desses parâmetros? Por exemplo, destruir o mal do paladino iria variar com seu BBA (ou talvez DV). E ao invés de apenas aumentar o dano do ataque, ele também poderia ganhar habilidades (como o Fist of Raziel). Dessa forma o que mudaria na evolução seriam as habilidades, e não o nível de poder geral do personagem (o paladino continuaria a não conseguir derrotar 100 guardas, mas seria mais eficiente para derrotar inimigos que são afetados por Destruir o Mal).


Eu tinha tentado algo parecido com o Castigar do Guerreiro Sagrado, que dava o BBA do ataque como adicional no dano. Vale mesmo a pena para incentivar jogadores. Uma coisa boa, que até serve para responder aos gestalts do Deicide, é a idéia do Gideon de dar uma habilidade única no nível 6 das classes e no 3 das CdPs, desestimulando a multiclasse de certa forma e deixando personagens mais coesos e divertidos, fazendo valer a pena chegar no nível 6 em uma mesma classe.

Gun escreveu:Sobre CdPs elas podem até serta maneira sendo emuladas com Talentos, não?


A menos que se queira deixar certas habilidades mais restritas a um certo grupo. Daí a idéia de "prestígio", classes que têm habilidades exclusivas, que não se podem emular por talentos.

Youkai escreveu:Será que fazer o aumento de habilidades ser de 3 em 3 níveis e os talentos serem ganhos também nos níveis pares (ao invés de 3 em 3 nívis) seria uma boa adição? Quem sabe com 5000 XP após o sexto nível os PCs possam comprar talentos táticos, magias (algo como comprar uma única magia do 4º círculo que possa ser lançada uma única vez por dia e pra cada 3 magias do 4º círculo possa comprar da próxima vez uma do 5º círculo até o 6º círclo (de onde não poderia mais pegar magias).


Isso pode ser uma boa mudança. Não faz sentido adotar uma política de "4 em 4 níveis" se só temos 6. Gostei das sugestões, mas acho que chegar até o nível 4 de magias está bom (adaptando as tabelas ou fazendo E6 virar E8)... afinal, já é o nível de geas, lesser, invisibilidade aprimorada... começa a ter milagre demais.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 14:07
por juma
Quanto ao cenário, uma das coisas mais legais que eu acho no E6 é que até mesmo criaturas que normalmente são meio banalizadas tornam-se importantes num cenário. Ao invés de haver a torre do mago protegida por vários golens, um único golem já seria um desafio enorme.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 14:31
por Deicide
Talvez uma boa idéia em E6 seja mudar como os acertos críticos influenciam o jogo. Um acerto crítico de machado será realmente letal!

Ao invés de multiplicar o dano, vamos adotar mais uma da 4a. edição: faça dano máximo da arma! Em adição:

  • Se a arma tiver um multiplicador maior que x2, adicione +1d6 ao dano para cada nível maior do multiplicar (+1d6 para x3, +2d6 para x4, etc.)
  • Além do dano máximo, o ataque concede algum benefício a mais, como:
    - Iniciar uma manobra de derrubar (Imobilizar) contra o oponente, sem provocar ataques de oportunidade e sem chance de ser derrubado em resposta, com um bônus de +10 no seu teste de Força (+15 se a arma usada no acerto crítico tiver multiplicador x3, +20 se tiver x4, etc.);

    - (somente combate corpo-a-corpo) Ganhar um ataque adicional com o mesmo bônus do ataque original, que precisa ser realizado contra outro oponente dentro de sua área ameaçada;

    - Ganhar uma ação de movimento extra naquela rodada (máx. uma ação de movimento extra);

    - Adicionar +2 em seus ataques e danos até a próxima rodada (+3 se a arma usada no acerto crítico tiver multiplicador x3, +4 se tiver x4, etc.)

Aí, por implicância minha mesmo, coisa pessoal, eu não faria. Prefiro aí redesenhar as classes para que elas se acomodem nos seis níveis. Fica mais charmoso.


Palavras do trio Tormenta... :linguinha:
Acho que Gestalt é uma solução elegante, pois evita ter que ficar redesenhando as classes e permite um número imenso de combinações. Além disso, se alguém não quiser fazer Gestalt, basta pegar a segunda classe como guerreiro para os Talentos extras e o BAB maior e está bom. Ter que redesenhar as classes para todas as centenas de possibilidades é bem trabalhoso.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 14:39
por juma
Me parece uma boa idéia, mas uma dúvida: esses bônus seriam iguais para todas as armas, ou mudariam de arma para arma? Por exemplo, um martelo de guerra poderia lhe dar uma chance de derrubar o oponente num acerto crítico, mas não faria muito sentido com um acerto crítico de uma adaga.

E6 (de novo)

MensagemEnviado: 15 Mai 2008, 16:21
por Deicide
É só uma idéia sem muito desenvolvimento. Não parei para pensar nos pormenores dela.