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Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 02:55
por Armitage
E aí galera, quem curte Planescape ?

É meu cenário preferido, com todos aqueles conflitos existenciais e trans-dimensionais, e aquela estética esotérico-industrial do Diterlizzi e Ruppel. As facções filosóficas em suas buscas pelo "sentido do universo" são o ponto alto - preparando toda uma cama filosofica a se explora.

Pena que fui conhecê-lo muito tarde, em 2000 ( com o jogo Torment pra PC ) e aí meu grupo já estava em fim de carreira, e acabei não jogando muito nele. Será que com a 4ºed. de D&D vindo por aí, podemos ter esperanças de ver Planescape ressurgindo das trevas????

Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 10:54
por Corvo da Tempestade
E aí galera, quem curte Planescape ?


EU!!!!

Acho muito difícil Planescape voltar :triste: especialmente com a reformulação dos planos...esses berks :twisted:

Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 12:10
por Smaug
Algo me diz que o Pichu vai surgir por aqui...

Assim, joguei pouco em Planescape, o cenário tem potencial..mas o sistema original dele não... talvez se a 3º edição tivesse concedido mais espaço pra ele a coisa emplacava...tb duvido que a 4º traga ele de volta...

Agora:

PICHU!!!EU ESCOLHO VC!!!!

Pode vir meter o pau e falar que não entende pq a gente não gosta de AD&D!!Nem ligo :linguinha:

Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 12:58
por Torneco
Bem, não posso dizer que connheço o cenário, pq o único contato que eu tive com ele está sendo através do Planescape: Torment, mas, se o cenário tiver o mesmo tema do jogo, deve ser muito bom.

PS: Eu não gosto dos Dustmen

Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 20:02
por ShinRyuu
Nunca joguei nada de Planescape, mas viajo pacas na temática. Sempre achei a cosmologia de D&D fascinante. Até hoje, considero o Manual of the Planes original de Jeff Grubb uma obra excelente. Discordo de alguns detalhes pontuais da cosmologia e funcionamento das divindades, mas no mais, acho os conceitos geniais. Espero que algo da tradição de PS consiga ser resgatado na 4ª edição, já que estão conduzindo esforços pra tornar os planos mais "aventuráveis" (seria uma ótima deixa).

Planescape..

MensagemEnviado: 07 Out 2007, 21:38
por Armitage
Shinryuu, o que eu tambem acho foda são os conceitos, e também ignoro alguns detalhes, aliás, alguns não - ignoro MUITOS detalhes - eu praticamente me atenho ao conceito central de Sigil como "Confluência dos planos e mitologias" e só.

Eu nunca joguei uma campanha de fato, mas do que cheguei a planejar, meus "primários" (indivíduos dos planos materiais) são originários tanto da Terra, Earthdawn, Era Hyboriana de Conan, Glorantha, etc. como dos mundos materiais de D&D ( Toril, Athas, etc). Então seria normal avistar pelas ruas de Sigil não só estéticas Faerunianas, como também estéticas gregas (pés-de-sandalhas e túnicas brancas, colunas dórias e bustos clássicos) célticas, egípcias, medievais, renascentistas, e até cartolas e bengalas vitorianas, etc.

Assim, joguei pouco em Planescape, o cenário tem potencial..mas o sistema original dele não... talvez se a 3º edição tivesse concedido mais espaço pra ele a coisa emplacava...

Smaug, eu não acho D&D o sistema ideal (seja a edição que for) para jogar Planescape. Isso porque o que eu vejo como central ao cenário - conflitos filosóficos morais e éticos, exploração de novos mundos e conceitos abstratos, e a máxima "Crer é Poder" - nada disso combina com o sistema D&D, na minha opinião, um tanto belicista e limitador demais pra essa proposta.

"Um cenário onde o pensamento define a realidade, onde a vontade é mais forte que o aço, onde cada porta pode se abrir para um novo mundo, onde demônios, anjos, e mortais podem beber lado a lado numa taverna, onde pode-se conversar com a personificação do vermelho-escarlate, um verdadeiro banquete filosófico-ideológico-existencialista-....

... mas você só pode ser guerreiro, mago, clérigo ou ladrão." Huh? :blink:

Eu já vi adaptaçoes de outros sistemas que ficaram mais interessantes, como Mago, Everway e Unknown Armies (essa a que mais gostei - um sistema que desde sua base se preocupa com as convicções e vontade do personagem, promovendo muito bem o tema "Crer é Poder", depois eu posso dar um resuminho). Mas no final das contas numa campanha de Planescape, acho que o sistema seria o fator menos importante. :victory:

Planescape..

MensagemEnviado: 08 Out 2007, 00:32
por Elven Paladin
Silva

A idéia de que "Crer é Poder" ou "O Multiverso é moldado por nossos pensamentos" é no máximo, o lema da maioria do Signers ( embora eles creiam que na verdade, apenas uma mente crie tudo que existe. Mas não sabem qual e de quem. ) e de alguns Godsmen e Sensates mais esotéricos, mas não me parece máxima do cenário, que é mais para "Explore um Multiverso de Infinitas Possibilidades. E teste as Crenças de sua Faction. Tudo isso para no final, Berk, você servir de Criada de Luxo do Tio Asmô".

E, eu vejo Planescape ao contrário de ti, ele simplesmente fica próximo do injogável sem usar o sistema de D&D. A idéia de Alinhamento ( que é levada *ao extremo* nesse cenário, embora nem tanto pelas Factions, mas sim pelo que as representa, ou seja, o Planos ), as Divindades problemáticas, as Raças exóticas e claro, uma boas brigas pelos planos.

Então seria normal avistar pelas ruas de Sigil não só estéticas Faerunianas, como também estéticas gregas (pés-de-sandalhas e túnicas brancas, colunas dórias e bustos clássicos) célticas, egípcias, medievais, renascentistas, e até cartolas e bengalas vitorianas, etc.


Certamente, afinal, se algo existe, com certeza tem seu representante no Big Donut Planar. :cool:

Planescape..

MensagemEnviado: 08 Out 2007, 00:54
por Youkai X
Nem me falem de bengalas e cartolas. Fiquei traumatizado com um NPC de cartola em Forgotten.

Planescape..

MensagemEnviado: 08 Out 2007, 10:13
por ShinRyuu
Veja pelo lado bom, pelo menos o trauma é com a cartola e não com a bengala... huahuahuahua

Planescape..

MensagemEnviado: 08 Out 2007, 14:12
por Armitage
HuahUahuAHuHaha passou BEM PERTO heim Youkai!!!! :mrgreen:

Sorcerer of Shadow, o conceito "Crer é Poder" está intimamente ligado ao funcionamento dos planos. Prova disso é o fato de cidades e camadas inteiras deslizarem para um ou outro mundo de acordo com a crença e ideologia de seus habitantes. Outra prova é o fato de sua crença (e vontade) lhe dar poder, como mostrado nos poderes das facções - um Signer pode realmente imaginar que voce não existe, e aí voce some!; um Dustman tem afinidade com os mortos porque crê que ele próprio está morto; um Athar é imune a poderes divinos porque não acredita na existencia de deuses, etc. - nada disso é "magia", é a força da vontade alterando a realidade !

É isso que vejo como o "Meaning of the Multiverse" - o significado do Multiverso depende de quem vê, variando de indivíduo para indivíduo de acordo com seu credo e ideologia particular. É esse pluralismo que faz com que Planescape seja tão foda, na minha opinião.

Mas sim concordo que os Alignments são interessantes para o cenário. Mas nada que uma inclusão dessa caracteristica na ficha do persona, não resolva. hehe E fala sério, nossas divergências do que consitui ou não o tema central do cenário é mais uma prova de sua genialidade. :victory:

Planescape..

MensagemEnviado: 08 Out 2007, 14:38
por Armitage
Pessoal, a quem interessar aqui vai a adaptação "Crer é Poder", que fiz ha algum tempo atrás. A coisa é bem simples:

- ao invés de vários atributos diversificados (Dex, Str, Con, Int, Cha, etc.) como em D&D , temos apenas 3 (Corpo, Mente e Alma) em UA;

- ao invés de características marciais que não tem muito a ver com o tema "Crer é Poder" ( Feats de combate, Armor Class, Base Attack Bonus, etc. em D&D), temos características mais úteis ao mesmo ("Motivação" (o que você mais anseia ou valoriza na vida, que é de onde vem todo o poder de mudar a realidade), 3 atributos de personalidade ( Medo(o que te dá medo?) Raiva(o que te deixa com raiva?) e Nobreza(o que te faz ser nobre e agir com heroísmo?).

- O sistema é percentil, usa 2d10 pra tudo.


O jogo giraria em torno das Facções, podemos dizer que estas seriam como as "classes" dos personagens (apesar do sistema não ter classes e níveis). O funcionamento seria assim:


- FACÇÕES:

O atributo "Motivação" (que é o mais importante no sistema) de cada personagem deve estar intimamente ligado aos ideais de sua facção. Ou seja, uma sensate deveria ter como Obsessão algo como "adorar beijar", ou "saber como é voar!", ou ainda "vivenciar a linha tênue que separa a vida e a morte, e voltar pra contar como foi".

Daí vêm os poderes da facção, que se baseiam em cargas e taboo. Sempre que você faz algo que sacie, ou realize sua obsessão/motivação, ou ideais de facção de alguma forma, você ganha cargas que vão sendo armazenadas num medidor e indicam um estado de espírito de "comunhão com seus ideais", inspiração, convicção no que acredita. Essas "cargas" servirão de "munição" para manifestar seus ideais sobre a realidade. Ex: se a Sensate experimentar qualquer sensação nova, ela ganha 1 pt de carga. Se ela experimentar algo realmente novo e único, ela ganha 2. Se ela realizar algo único e intimamente ligado à sua Obsessão/Motivação, ela ganha 3 pts (o máximo possível).

PORÉM, se você se comportar ou experimentar algo que vá de encontro aos seus ideais (ou de sua facção), você PERDE todas suas cargas - é o que chamamos de Taboo. Por exemplo, se uma Sensate passar 1 dia sem nenhuma novidade, num tédio total, ela PERDE todas suas cargas. "Tédio" é Taboo para uma sensate. Da mesma forma, "Fé" é Taboo para um Athar. "Ordem" é Taboo para um Xaositech. "Apego à vida/carpe Diem" é Taboo para um Dustmen. "Compaixão" é Taboo para um Mercykiller. E por aí vai...

Qual a consequência disso? Idéias passam a ser a coisa mais perigosa dos planos - e o sistema em si ajudaria a promover isso. Quer acabar com um Athar? Não se importe em cortar sua carne, não, apenas chame-o para uma conversa e use de argumentos que o faça acreditar, mesmo que por um milésimo de segundo, que os chamados "Deuses" podem de fato existir - e podem ser tudo que os fiéis dizem que são. Ele (o Athar) perderá seus poderes (por Taboo) por ter temporariamente "titubeado" em suas convicções e crenças. Qualquer mero diálogo entre jogadores (interpretando seus personagens) passa a ser potencialmente perigoso para os mesmos. Idéias, memes, passam a ser a arma mais perigosa do cenário.

- CLERIGOS:

Clérigos seriam como os "Avatares" de UA - seguidores leais de uma divindade, que personificam os ideais da mesma. Estes seguidores têm 1) direitos e 2) deveres. Ou seja, contanto que eles ajam de acordo com os conceitos de sua divindade e acreditem de verdade (fé) nos seus ideais, eles têm o direito de manifestar poderes relacionados com a mesma. Mas se ele não arcar com seus deveres, ele é destituído temporariamente de seus poderes (a longo prazo são esquecidos por seu Deus).

A grande diferença é que não existiriam "spells de clérigo" - o poder de um clérigo seria de invocar um aspecto de seu Deus. Ou seja, se um clérigo de Moridin o Pai das Forjas tem se comportado segundo seus ideais (ou dogmas?) este pode invocar um aspecto do mesmo - por ex. Abençoar o machado de guerra que está sendo forjado pelo colega, acelerando sua produção, encantando-o com qualidades excepcionais, ou algum outro efeito condizente. Os aspectos não param por aí, já que lendas de façanhas dos deuses também podem ser fontes de "aspectos" - "é dito que Moridin o Pai da Forjas certa vez caminhou sobre um rio de magma" - daí viria o fato de alguns clérigos seus caminharem sobre fogo. (ou seja, quanto mais estudioso for da história e lendas de seu Deus, mais fonte de aspectos terá um clérigo) Some-se a isso o fato que alguns deuses são adorados por grupos diferentes, com visões ligeiramente distintas (Moridin o Pai das Forjas? ou Moridin o Pai dos Anões?), e temos uma gama enorme e variada de clérigos e aspectos a serem manifestados.


- MAGOS:

Magia seria por meio de skills, ou seja, um mago teria que, em 1º lugar, ter algum trait que indique a capacidade de fazer magia , e depois é só aprender as skills das escolas de feitiços (Ex. Abjuração: 40%, Necromancia: 65%). Os feitiços seriam anotados numa listinha de spells.

- - -

Bom, é essa a versão Planescape pela ótica Unkonwn Armies. Simples, não?

Planescape..

MensagemEnviado: 09 Out 2007, 08:49
por Corvo da Tempestade
O que mais me atrai em Planescape e a quebre ade todos os esteriótipos...afinal você pode encontrar em uma tarberna uma succubus, um humano e um celestial (e eles não estarão brigando)...

saudades do Oak Docouve (Chaositec, Ent)

Planescape..

MensagemEnviado: 09 Out 2007, 12:09
por Armitage
É Corvo, tem uma galera que acha Planescape TRASH justamente por essa miscigenação racial/cultural/planar - "cantina de Star Wars" ( :bwaha: ) como chamam, com todos aqueles seres diferentes e esquisitos.

Planescape..

MensagemEnviado: 09 Out 2007, 14:31
por Corvo da Tempestade
Bem...são gostos distintos...eu também não gosto muito da ideia:

"Se são orcs, são maus, vamos matar!!!!!!!"

Planescape..

MensagemEnviado: 09 Out 2007, 19:09
por Sr. Pichu
aparecendo aqui
anyway
é meio estúpido ficar discutindo sobre as regras de planescape ele foi feito em cima de um sistema e meio que está intimamente ligado à ele com suas limitações
como por exemplo o sistema de tendência
e eu vejo a não passagem de planescape para o sistema D&D 3.0/3.5 como uma forma de salvaguardar parte do próprio cenário, afinal, em AD&D os personagens eram muito mais frágeis, e com poucas possibilidades de um PC se tornar um tanque de guerra invencível, como há de ocorrer em 3.5/3.0
E a cantina de Star Wars é coisa comum em trocentos cenários de fantasia XD
e quem disse que vc só pode ser gue/ladino/mago/clérigo/psion?
e as duplas classes E multiclasses típicos de AD&D? XD
e zilhões de kits :p

meus 2 centavos:
um bom cenário, bem adulto, afinal, não dá prá se fugir muito de certas coisas, embora hajam infinitas possibilidades