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Lamúria penitente

MensagemEnviado: 21 Fev 2008, 03:07
por Hagen
Lamúria Penitente

Sozinho num corredor vazio
Com paredes brancas límpidas
Que mostram a dor e o frio
Sensação inerte e Insípida.

Mergulhado num caos de palavras
Embaralhado num jogo cartas,
Onde o coringa faz-se solidário.
E símbolos se mostram num rosário.
Escondido sobre outras formas
Escondendo a verdadeira aurora.


Custa-me caro ficar assim e pensar
Refletir e nunca sair do lugar.
Imobilizado pela inconstância do ser
Abalado e entristecido ao sobreviver.

A lamuria penitente da vida longínqua.
A triste e penitente sina
De um condenado eterno e marcado
Um ser que fora outrora abandonado.

Faça me acreditar em simples palavras,
Em tênues pensamentos suplicantes.
Num misto de poesia irradiante
Descontrolável penitência amarga.
Doce vida abafada.

Lamúria penitente

MensagemEnviado: 21 Fev 2008, 16:49
por Elara
Hagen,

É tanto simbolismo que me deixou um pouco confusa. Aliás, os versos estão sem ritmo em alguns momentos.

Pode me explicar de quê trata o poema?

Chero!

Lamúria penitente

MensagemEnviado: 25 Fev 2008, 03:20
por Dahak
Faço coro a Elara, também não captei muito bem.

Acho que você quis dizer a "lamúria penitente", com acento, certo?

Dahak Out

Lamúria penitente

MensagemEnviado: 20 Mar 2008, 14:31
por Hagen
Realmente exagerei no que escrevi.

bem fala sobre uma pessoa que está com uma tristeza profunda em seu coração e se sente confuso por falsas pessoas. apresentando soluções mas que nunca o fazem mudar ou melhorar, e no final pedindo uma súplica para acreditar na vida, ou em algo que seja talvez pequeno mais compensatório.

Lamúria penitente

MensagemEnviado: 23 Mar 2008, 23:50
por Sr.Personna
Se parece muito com o que um dia já escrevi, esse mesmo ar nebuloso.
Simbolos dentro de simbolos dentro de simbolos.
Um eterno cogito que se aprofunda tanto que se perde.
Ah... e começar um poema co'a palavra: "sozinho" acende de imediato a luz intensa e brilhante em neon do Clichê...
Não que os clichês sejam maus garotos e não possam ser convidados para as festas poéticas. Mas é bom colocá-los ao menos maqueados com elementos surpreendentes.
E no mais uno-me ao coro puxado por Elara com relação ao ritmo