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Inocência a sangue frio

MensagemEnviado: 11 Abr 2008, 15:49
por rsilverblood
Noites de dissecação
de dor e horror,
de putridão e carne
arrancada dos ossos
a bruta força
com ira e loucura
tornando corpos
em fontes de pura
insanidade para o
maldito espectador.

Grite pela vida
que acabará por
se desfazer
numa poça de sangue
banhada pela lua cheia
e molhada pela
chuva de outono
sob um vento de
frio e arrepio.

Carnificina,
açougueiro,
estripador,
a faca,
o maníaco,
o insano,
o procurado,
tudo se refere
a ele.

Está no jornal,
está na novela,
está na TV,
está em cartazes,
está na sua mente,
bem onde queria estar.

Queria atenção,
e agora que o tem
não quer mais.
Tem medo, tem arrependimento,
mas já é tarde.

Vidas se foram,
traumas se fizeram,
e arrependimento
não cura a dor.

Justiça deve ser feita
com o custo de uma vida
mesmo por um momento
de loucura que
a própria sociedade causou.

Quantos inocentes
devem morrer,
em mãos policiais,
de executores,
de justiceiros
ou de assassinos?

Quantos devem morrer
até conseguirmos viver?
Porque matar e não
se considerar assassino?
Porque não viver
e deixar viver?

Onde está a justiça
se ela se esconde no
peito da morte?

Só vejo numa bandeira
negra, vermelha, e branca
a inscrição nela de
"Desordem e Regresso".

Onde está nosso mundo?

Inocência a sangue frio

MensagemEnviado: 11 Abr 2008, 16:12
por Mirallatos
Saudaçoes mue caro!

O objetivo é apreciado, mas achei o poema deveras longo e gratuito para a mensagem desejada. Em alguns momentos tive a impressão de ler uma lista, devido a forma como colocaste os versos.

Até breve.

Inocência a sangue frio

MensagemEnviado: 18 Abr 2008, 16:29
por Elara
Concordo de certa forma com o Mirallatos. É um pouco verborrágico.

Parece tradução de música de SoaD.

Chero!