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No vinho...

MensagemEnviado: 18 Abr 2008, 17:36
por Seth
Uma reflexão de ordem etílica, numa noite insone com festas de arromba em quatro prédios vizinhos. O meu mp3 estava quebrado.

In Vino Veritas

No vinho, falemos apenas as bobagens,
Quando deixamos ao gênio etílico,
Nascido da uva, alimentador de miragens,
Ainda que por caminho labiríntico...

E que tolices falamos, a cada gole,
Quando desce, apimentado, o grogue?
Falo do que realmente penso e creio,
E as falsidades, então, clareio!

Não é vantagem o resistir, o não-ceder,
Pois em que pese à dura vida – disparate!
Os bêbados amam a sinceridade!

Mas, se não sou aquilo atrás da máscara,
sou o que vêem, como posso falar a verdade?
Por Descartes! No vinho, bobagens!


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Seth

No vinho...

MensagemEnviado: 18 Abr 2008, 17:46
por Elara
Por Descartes! No vinho, bobagens!


Isso é o que chamo de porre homérico...

Não conseguiu dormir com os falatórios das festas? Com a música alta? Isso é um saco mesmo. Moro bem próximo a uma casa de shows e rodeios. Lá o barulho tb é um saco, mas felizmente chego cansada demais para prestar atenção...

Boa sorte nas próximas festas. Espero que não coincidam novamente. E que vc consiga logo comprar outro MP3 player.

Chero!

No vinho...

MensagemEnviado: 29 Abr 2008, 18:55
por Seth
Olá, Elara. Sim, de fato foi necessário um porre de proporções Homéricas para que eu não entendesse coisas como "senta que é de uva" ou "beber, cair e levantar".

Até o momento, ainda sem pc, a coisa está meio complicada para o meu lado. Especialmente com a final do campeonato baiano... :evil:

No vinho...

MensagemEnviado: 05 Mai 2008, 12:02
por Sr.Personna
Risos e mais risos!
Nunca vi descartes tão revoltado e tão libertino! A questão da verdade, a questão do gênio maligno... Poesia atravessando a filosofia. A filosofia como mero recurso estilístico! O que posso dizer? Simplesmente deliciosa a subversão. E dizem que filosofia não serve pra nada... Agora pelo menos serve pra fazer poesia! (Seja amigável e não me venha perguntar para que serve a poesia...:)
Estilísticamente tenho pontos a reclamar: "No vinho" ou "novinho" cacofonia que não me pareceu intencional, na verdade me incomodou o texto todo... Trocaria pelo chavão do "Ao vinho" ou algo mais orginal se tivesse em mente.
As rimas estão erráticas e colocadas d'um modo que só justifica pelo acaso despreocupado, rimas assim ao invés de cadenciar os versos num determinado ritmo simplesmente desafinam os versos.
Creio que não houve um cuidado específico com o metro ou com a tonicidade do "soneto"... Recomendaria uma escansão e mais um pouco de trabalho. Se estava insône na noite que o compôs não custava nada desperdiçar um tempo a mais polindo cada verso.

No vinho...

MensagemEnviado: 06 Mai 2008, 08:08
por Seth
As questões estilísiticas são culpa, totalmente, do vinho. Do porre =P

Realmente, eu deixei algumas coisas sem o devido cuidado, e vou revisar isso, e não tive um maior cuidado com os aspectos estilísticos do poema. Vou procurar resolver isso.

No vinho...

MensagemEnviado: 04 Out 2008, 20:11
por Dahak
Hahahahaha, Seth, sou seu fã assumido.
Eu me limitaria a amaldiçoar os prédios vizinhos e a resmungar bastante no dia seguinte.

Bem criativo.

Dahak Out