Página 1 de 1

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 23 Mai 2008, 11:14
por Sr.Personna
Lucas C. Lisboa

Eu digo adeus à poesia de gaveta
com tantos dos seus versos tão disformes
Todo meu versejar não é gorjeta
Para que viva dentro dos conformes

Porque não há metro que lhes perverta
meus sentimentos vívidos e enormes
é natural que nas regras me verta
d'algum pensamento que encha ou entorne

Quero ver se tua tão vã liberdade
me provoca a menor saciedade
ou mesmo umas migalhas d'alegria

Diga-me pois onde está teu prazer
que ali também irei lhe perverter
pelo som da mais bela simetria

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 29 Mai 2008, 11:50
por Elara
Uma proposta? Uma revolução pessoal?

Noto uma diferenciação. Está passando por uma nova fase?

Chero!

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 02 Jun 2008, 11:36
por Sr.Personna
Menina Rara,

Estou acelerando o processo. Declarando abertamente o que antes era mais velado. Descobrindo parceiros pra essa santa guerra contra os infiéis! Risos

Abramassos

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 19 Jun 2008, 20:41
por Captain Beefheart
Abramassos foi a melhor parte!

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 20 Dez 2008, 16:24
por Elara
Vc me paga, moço audacioso!

¬¬

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 19 Mar 2009, 02:44
por Dahak
Lucas!
Tudo bem meu caro?

Poxa, é sempre um grande prazer me deparar com um trabalho seu. Aliás, achei que já até tinha comentado este. Perdoe-me a desatenção, mas tinha certeza que já tinha comentado.

De qualquer modo, novamente é visível seu primor pela forma. E é curioso e gostoso ver como seus versos soam "livres", como não soam forjados. Muito pelo contrário, soam espontâneos.

Nesse trabalho em questão, a parte que mais gostei foi a seguinte:
Sr.Personna escreveu:Diga-me pois onde está teu prazer
que ali também irei lhe perverter
pelo som da mais bela simetria

Quase consigo ouvi-lo dizendo tais palavras!
Foi a parte mais natural e mais arisca e/ou ousada do trabalho.

Em outra situação, em outro contexto, cairia muito bem como um suave aviso de vingança.

Mudando um pouco de assunto, como vai seu livro?

Um abraço!

Dahak Out

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 19 Mar 2009, 16:01
por Miifva
Saudações,

Meu rapaz, o soneto está muito bonito, mas... para mim, está muito longe de caber na pretensão que tem.

Este contra-atacante (o soneto) - do jeito que está - não irá muito longe na batalha. E o motivo é simples: está com alguns pezinhos quebrados, principalmente na segunda estrofe.

Este verso, por exemplo:

d'algum pensamento que encha ou entorne
(2-5-7-10)

Não é heróico (2-6-10) nem sáfico (4-8-10), como cabe ao deca. Nem mesmo 'gaita galega' (4-7-10), que se poderia, com algum esforço, aceitar.

Enfim, eu reforço que é um belo poema, mas não é 'parnasiano'. E talvez, por pretender sê-lo - suponho -, haja um pouquinho de incoerência.
_____

Amor e Poesia a todos!

Até!

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 19 Mar 2009, 16:17
por Lumine Miyavi
Bem, eu ia falar que não achei que se enquadrava, mas já o fizeram. =p

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 18 Mai 2009, 15:51
por Sr.Personna
Milfva,

Ora oras! Que surpresa mais agradável chegar cá (depois de muito tempo caminhando por outra bandas) e dar de cara com um comentário deveras pertinente quanto a um trabalho meu postado por aqui há quase um ano...
Reconheço pois a falha minha. Fui um tanto apressado tirando da gaveta uma obra inacabada assim.
De fato, não cabe à pretensão e eu cá me vejo provando do mesmo veneno que já destilei um dia!
Mas o mais importante já está ai, a pretensão :)
Agradeço os elogios e deixo a promessa de polir esses tantos versos imperfeitos para depois reapresentá-los aqui.
Não obstante, é bom ver outros com apreço e conhecimento da versificação por aqui. Aguça minha curiosidade e inspira-me.

O Parnaso contra ataca

MensagemEnviado: 06 Out 2009, 10:13
por Cyrano
Ora ora ora...

Quero ver mais dessa batalha. Parece-me bem um desafio.