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Mas que nada

Enviado:
19 Jun 2008, 14:53
por Captain Beefheart
Não vale nada a carne carcomida
se não consigo fazer da ferida
botão de flor ou sílaba medida
De nada vale a rima bem metrada
se eu sempre cago na saída
se eu sempre cago na entrada
Mas que nada

Enviado:
23 Jun 2008, 17:58
por Lanzi
Acho que o Personna vai gostar, uahuahuauha.
Mas que nada

Enviado:
04 Out 2008, 20:05
por Dahak
"se não consigo fazer da ferida
botão de flor ou sílaba medida"
Ótimos versos.
Pra muita gente são das feridas que surgem os mais belos botões...
Dahak Out
Mas que nada

Enviado:
05 Out 2008, 22:18
por Sr.Personna
Realmente admirável!
Divertido e bem abusado!
A começar pelo primeiro terceto em decassílabos simples em que Explicita a pretensão estética não só no sentido viceral das palavras mas na própria estrutura e forma ritmica do poema.
Mas devo admitir que achei genial o primeiro verso do segundo terceto! Um endecassílabo irregular exatamente onde questiona o metro que outrora havia exaltado.
Por fim dois versos em redondilha para arrematar o ritmo e sonoridade!
Isso que chamo de versolivrismo bem trabalhado! Intecionalidade linha a linha... Aplaudo de pé!
Mas que nada

Enviado:
11 Nov 2008, 18:21
por Captain Beefheart
Lanzi, Lulu e Personna, muito agradecido pelos comentários e elogios.
Sorri por vocês terem gostado - e sem ironia. Beijos a todos!
Mas que nada

Enviado:
17 Dez 2008, 11:11
por Elara
Filho, vc tá de parabéns! Pense num poeta esmerado!
Adorei a última estrofe.

Saudades suas, viu?
Chero!