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Matrix

Enviado:
11 Set 2007, 15:13
por Elara
Olá,
Resolvi que neste novo fórum só vou publicar meus trabalhos inéditos. Esse é antigo, uma crítica escrita depois (bem depois) da exibição do filme Matrix. Na verdade escrita após a leitura do livro "Matrix, bem-vindo ao deserto do real".
Apreciem, e se possível, comentem.
Chero pra todos!
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Matrix
Lá fora as máquinas vivem
Manipulam
Quem um dia as manipulou.
Tratam-nos como cérebros num barril
E vivemos seus sonhos.
Os mesmos
Que nunca tivemos
Porque não vivemos
Alienamo-nos
Neste maquinário
E agora acordo
E morro
Desconectado.
(Elara Leite)
Matrix

Enviado:
11 Set 2007, 23:24
por Dahak
Bom, não sou o maior fã nem o maior entendedor de Matrix, o que me deixa cheio de receios para falar sobre.
Em síntese, você meio que colocou em palavras toda minha perspectiva da trilogia. Simples e de forma objetiva. Só faltou os efeitos especiais

Creio que criticar em verso é ainda mais trabalhoso que em prosa. E creio que a assimilação também se faz mais trabalhosa.
Se consegui entender bem, por de trás de toda a alegoria dos filmes, você vê como uma troca de papéis entre homem e máquina "em cenas" (não sei se me expressei bem) de manipulação e sonhos. É isso?
Mudando de assunto, por que a decisão de postar só material inédito?
beijos!
Dahak Out
Matrix

Enviado:
13 Set 2007, 08:48
por Mirallatos
Até a poesia, outrora em papel e tinta, hoje traféga na fibra ótica.
Um abraço, moça!
Matrix

Enviado:
13 Set 2007, 14:41
por Elara
Dahak,
É preciso desprender o foco um pouco. A base é o filme Matrix, mas o poema traz reflexões que vão além. É uma crítica à sociedade da informação. Compramos coisas que não precisamos, criamos necessidades que não temos, nos conectamos para falar com pessoas que não conhecemos, quando nossos familiares muitas vezes sabem bem menos de nós que essas pessoas. (Vixe, que filosófico!)
Bem, não sei se deu pra passar essas coisas nos versos, mas talvez assistir Animatrix o ajude a entender melhor o poema. Eu recomendo! =)
Sobre o material inédito, bem, andei cascavucando minhas coisas e achei uns poemas antigos, dignos de postagem, mas que estavam meio que ofuscados pelas minhas obras mais badaladas. Resolvi dar vida a eles.
Mirallatos,
É verdade! A idéia é bem essa também.
Chero pra todos!
Matrix

Enviado:
16 Set 2007, 01:06
por Sampaio
Entendi tudo isso, assim como entendi muitas outras coisas no filme (ou criei interpretações pra mim mesmo, vai saber).
Mas mesmo assim, e mesmo sendo fã da sua poesia Elara, achei este poema muito fraco. Muito fraco mesmo.
De um teor crítico-reflexivo-filosófico esforçado mas bem fraco, como que escrito as pressas e sem de fato ter uma idéia na cabeça.
Matrix

Enviado:
16 Set 2007, 02:46
por Dahak
Vixi...eu acho que eu viajei bastante então. E uma viagem totalmente fora de rumo, hauahauahaua
Animatrix, é isso?
Vou procurar assistir porque agora fiquei curioso.
E falando da sua filosofia, hauahauahaua
Acho que família é aquela que criamos, de forma que, apesar de ser um belo auxílio, aquilo que corre nas veias não necessariamente passa de Mns, Rhs e etc...
Dahak Out
Matrix

Enviado:
18 Set 2007, 14:26
por Elara
Sampaio,
Bem, vou explicitar o momento de escrita do poema. Estava na parada de ônibus, tinha acabado de ler o tal livro "Matrix, bem vindo ao exército do real", e pensei; "Puxa, isso dava um poema." E escrevi. Apesar do poema induzir a boas reflexões, ele não foi escrito num momento especial e esmeradamente trabalhado. Talvez por isso vc o tenha considerado fraco.
Mas vou me esforçar mais nos próximos! Obrigada pelas críticas. Apareça sempre aqui pra dizer o que pensa! =)
Dahak,
Eu sei, acho que a questão da família que escolhemos é super válida. Só escrevi na intenção de conduzir a uma reflexão crítica sobre o assunto.
Chero pra todos!
Matrix

Enviado:
19 Set 2007, 01:17
por Dahak
^^"
Lala, você que trabalhou em locadora, é fácil acha Animatrix para alugar?
Beijão!
Dahak Out