A Marionete - Soneto
A Marionete
Andas nas culpas de seus pais,
erras por eras, seu tormento
finca na dor sem cabimento,
chagas e medos imortais.
Obsessiva tens teu alento,
em teus vestígios materiais
que te corroem, os pedestais
de teu infeliz discernimento.
És a perpétua marionete,
de um sentimento corrosivo,
uma tormenta e nada mais.
E do passado que tiveste,
só foi de alguém que esteve vivo,
que não foi tu jamais... Jamais!
Andas nas culpas de seus pais,
erras por eras, seu tormento
finca na dor sem cabimento,
chagas e medos imortais.
Obsessiva tens teu alento,
em teus vestígios materiais
que te corroem, os pedestais
de teu infeliz discernimento.
És a perpétua marionete,
de um sentimento corrosivo,
uma tormenta e nada mais.
E do passado que tiveste,
só foi de alguém que esteve vivo,
que não foi tu jamais... Jamais!