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Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
16 Ago 2010, 12:02
por Mirallatos
Por Ataualpa Pereira
Um velho amigo meu tem uma filha
que é delícia na idade do problema,
menina nova, de lascívia extrema
quando nos olhos dum marmanjo, brilha!
Eis que o pai, homem, de ciúmes fervilha.
Não deixa sequer ela ir ao cinema,
para evitar que entre num "esquema"
e acabe tendo de abrir a barguilha.
Mal sabe meu inocente e velho amigo,
que sua menina e meu esperto sobrinho
já possuem um "esquema" bem antigo:
Sem querer, peguei o jovem casalzinho
discutindo por causa dum fulano,
que enrabou ela, no fim do oitavo ano!
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
16 Ago 2010, 12:16
por Bahamute
Cara, gostei!
Não sei se era a intenção, o tom humorístico, mas eu dei risada no final.
Parabéns!
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
16 Ago 2010, 21:58
por Emil
Velho, se foder. Pára, cê tá escrevendo pra caralho. Rasguei minha produção, quebrei minhas canetas.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
17 Ago 2010, 11:44
por Lanzi
É aquele tipo de poema que, depois de ler, a gente repete pra si mesmo: "eu gostaria de ter escrito isso!"
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
18 Ago 2010, 09:32
por Sr.Personna
Esse tom bocageano com um toque de baião me deliciou!
Já tinha lido mas a fluidez que alcança é uma perfeita dança.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
18 Ago 2010, 13:01
por Mirallatos
Bahamute escreveu:Cara, gostei!
Não sei se era a intenção, o tom humorístico, mas eu dei risada no final.
Parabéns!
Obrigado. Mas, bem, o tom pode soar do humorístico ao ácido, dependendo do ouvido.
Emil escreveu:Velho, se foder. Pára, cê tá escrevendo pra caralho. Rasguei minha produção, quebrei minhas canetas.
Pô, vindo de você o elogio, vou trazer mais poemas para cá.
Aliás, e os teus escritos?
Lanzi escreveu:É aquele tipo de poema que, depois de ler, a gente repete pra si mesmo: "eu gostaria de ter escrito isso!"
Tu és outro safado, que também escreve mas não mostra.
Sr.Personna escreveu:Esse tom bocageano com um toque de baião me deliciou!
Já tinha lido mas a fluidez que alcança é uma perfeita dança.
É, Bocage teria louvado calça jeans. Principalmente as que mostram a cicatriz da cesariana.

Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
18 Ago 2010, 23:53
por Nathalia Melati
Humor ácido, a sua cara, sempre.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
19 Ago 2010, 07:08
por Sr.Personna
Calça jeans é o maior sacrilégio que já atentaram contra o corpo feminino, muito pior que qualquer sutiã!
Perto da volúpia das saias, vestidos e túnicas a calça jeans tira toda a fluidez do balançar tão natural feminino.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
19 Ago 2010, 13:49
por Geleiras
calça laika, ou algo assim, que é a pior afronta contra a figura feminina.
sim, ácido e engraçado, li duas vezes pois não acreditei no final.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
19 Ago 2010, 14:06
por Léderon
Não gostei. Nem um pouco. Não sou o maior leitor de poesia do mundo, então é muito achismo da minha parte, mas achei forçado. Tem rimas e só; as palavras não soam bem juntas, estão todas travadas (tem umas vírgulas desnecessárias, também) e é incômodo de ler.
E sei lá, o tema não foi muito interessante, pra mim. Achei sem graça.
Como as coisas são (ou "Quando ela dava atrás do muro")

Enviado:
19 Ago 2010, 14:55
por Mirallatos
Geleiras escreveu:calça laika, ou algo assim, que é a pior afronta contra a figura feminina.
sim, ácido e engraçado, li duas vezes pois não acreditei no final.
Essas coisas são difícieis de se acreditar...rs...
Léderon escreveu:Não gostei. Nem um pouco. Não sou o maior leitor de poesia do mundo, então é muito achismo da minha parte, mas achei forçado. Tem rimas e só; as palavras não soam bem juntas, estão todas travadas (tem umas vírgulas desnecessárias, também) e é incômodo de ler.
E sei lá, o tema não foi muito interessante, pra mim. Achei sem graça.
Não é um poema para todos os paladares, de fato. Ademais, há rimas, há metro e é um soneto, somente. Nada que não tenha sido dito, ainda que fique no dito pelo não dito.
