Ninguém conhece? Essa joça é uma obra de arte e NINGUEM CONHECE !!?
Esse jogo é demais, gente. Ele se passa na rússia do início do século 20, você recebe uma carta de seu irmão que não vê ha anos. Ele fala pra você visitá-lo pois está prestes a fazer uma descoberta científica fenomenal e gostaria que você fosse o primeiro a conhecê-la. O jogo começa quando você chega na casa dele e vê que ele desapareceu. Se eu contar mais perde a graça.
Esse jogo é um puta psico-thriller. O que eu achei foda nele é que, diferentemente dos outros psico-thrillers que eu conheço, ele em nenhum momento revela exatamente o que está acontecendo. Ou seja, enquanto Sanitarium e Silent Hill 2 revelam pra você em algum ponto da trama (perto do meio em Sanitarium, e próximo do fim em Silent Hill 2), a explicação pra toda a loucura ao seu redor, em Sublustrum/OutCry não existe esta revelação em momento algum. Isso faz com que o jogador interprete toda experiência do jogo (e que experiência! visualmente e sonoramente linda!)
à sua maneira. E acredite, cada um vai ter uma interpretação - eu mesmo pensei em 3 interpretações possíveis para o jogo, e todas são plausíveis com relação às pistas que o jogo oferece.
No final, ele é um misto de Shyamalan e Tarkovsky. Imaginem "A Vila" mas com um final ala "Stalker" (do Tarkovsky) onde NÃO há explicação exata dos acontecimentos, apenas as pistas que o espectador coletou (ou não), e agora deve juntar à sua maneira, e interpretar também a sua maneira. Psicodelia total.

"For those who came in late, Glorantha is a myth-heavy Bronze Age with a strong Howardian feel, but much more than that. It's probably the best fantasy world ever created for a game" -Kenneth Hite
"Apenas cale a boca e jogue, mocorongo" - Oda