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[Preconceito] O RPG menos infame.

Enviado:
27 Ago 2007, 19:19
por Mirallatos
Saudações!
Todos sabemos infinitamente que o RPG é um jogo diferente do comum. Pelo menos do que normalmente é tratado como comum. E que durante um bom tempo ele foi pouco aceito, repelido e vítima de opiniões ignorantes, algumas delas tão mais fantasiosas que o próprio jogo. Mas hoje, depois de alguns poucos anos de fórum, posso dizer que muita coisa mudou. Não caiu a mística que cerca nosso hobbie, aquela bruma de mistério e preconceito para com a real face do jogo? Eu penso que sim. E vejo também.
Algumas vezes, embora fundamentadas, as lamúrias eram efadonhas. Quando menos se esperava um novo jogador-novo aparecia por aqui se lamentando sobre os questionamentos da família, da igreja, dos vizinhos e outros, que enchiam o RPG de adjetivos ruins. E alguns acontecimentos de noriedade nacional, (inflamados por alguns midiáticos histéricos) acabaram por atribuir uma visão ainda mais desconfiada para jogo.
Mas no final das contas achei bom. Porque a dúvida acaba gerando respostas, e ao que me parece boa parte daquele véu ruim se dissipou. Não estariam de acordo?
[Preconceito] O RPG menos infame.

Enviado:
27 Ago 2007, 19:26
por Faerunian
Se você visse a cara do pessoal quando apresentei um trabalho sobre o RPG no curso de estatística...
Tudo bem que foi bom pra descobrir uma jogadora e dois jogadores. Mas só.
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Enviado:
27 Ago 2007, 21:31
por Lofwyr
Desde a minha volta ao RPG tenho frequentado novamente minha loja de RPG favorita de Florianópolis, a Dragon's House.
E é com muita alegria que vejo as coisas mudarem no cenário do RPG. Pais e mães indo à loja com seus filhos comprar livros... mães sozinhas comprando presentes surpresas... os donos da loja explicando, com toda a paciência do mundo, como as coisas funcionam e são. Pais que acompanham e estão informados.
Fico muito feliz quando vejo estas coisas... tão diferentes da época em que joguei. Em que as pessoas nos viam como malucos, nossos pais achavam estranho o jogo (e alguns agiam de forma impulsiva... a mãe de um colega colocou fogo nos livros dele, enquanto o benzia com água benta).
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Enviado:
28 Ago 2007, 00:06
por Darin
É, em parte as coisas mudaram mesmo... Mas ainda hoje meus pais não sabem o que é esse "tal de RPG", heheheh
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Enviado:
28 Ago 2007, 14:06
por Dragão de Bronze
Sim, em parte as coisas mudaram. não fico acanhado de dizer a ninguém que sou jogador.
Uma pena que a minha mãenão saiba e nem queira saber o que é. Pra ela é algo condenável, e ela não quer discutir.
Ela já ameaçou queimar meus livros, mas foi só ameaça, como um castigo. O RPG aqui é sempre o bode espiatório...
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Enviado:
28 Ago 2007, 14:37
por Vinicius
Acho que tenho sorte. Nunca tive problemas por causa do RPG, meus pais sempre acharam algo normal, os pais dos meus amigos também.
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Enviado:
28 Ago 2007, 14:44
por Darin
Cara... tem um amigo meu que deixou de jogar... Achando relamente q era coisa do capeta... acho que isso foi desculpa dele para estudar mais...
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Enviado:
28 Ago 2007, 19:10
por guca0
Desde a minha volta ao RPG tenho frequentado novamente minha loja de RPG favorita de Florianópolis, a Dragon's House.
E é com muita alegria que vejo as coisas mudarem no cenário do RPG. Pais e mães indo à loja com seus filhos comprar livros... mães sozinhas comprando presentes surpresas... os donos da loja explicando, com toda a paciência do mundo, como as coisas funcionam e são. Pais que acompanham e estão informados.
Cara isso é uma Utopia!
Hey mães q num entendem o rpg são um caso cada vez mais comum minha mãe teria um infarto se visse o demon the Falen e akele otro da editora daemon. fora o Trevas e o Grimorio q foram confiscados

.

que sorte q o nWoD ta bem escondido
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Enviado:
29 Ago 2007, 14:29
por Dragão de Bronze
Você também citou os mais fortes e pesados, né, cara... Demon, Trevas... assim não dá, é coisa demais. Eu nem comprei esses. Só jogo D&D.
Acho que vou passar a usar o S³ pra divulgar.
É simples e genérico. Quem quiser conhecer, taí a porta de entrada.
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Enviado:
29 Ago 2007, 15:38
por Lofwyr
Duas cenas impagáveis que presenciei em jogos de RPG foi a mãe de um dos nossos colegas (o mesmo que teve os livros queimados e o corpo benzido) surrando ele com um guarda-chuva durante o jogo... e o pai dele, em outra sessão, chegando calmamente, olhando para nós com aquela cara de desprezo e dizendo:
"Vocês deviam parar com esta palhaçada e ir pra rua ver se davam um jeito de colocar uma peluda nessa boca."
Lá em casa é tranquilo... só agora que tenho um irmão mais novo, de 1 aninho de idade, é que complica um pouco por causa do barulho. Mas meu pai nunca fez rolo com RPG.
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Enviado:
29 Ago 2007, 15:51
por Agnelo
Lofwyr escreveu:"Vocês deviam parar com esta palhaçada e ir pra rua ver se davam um jeito de colocar uma peluda nessa boca."
Sempre respeite a sabedoria dos mais velhos jovem gafanhoto
Mas nem por isso pare de jogar RPG
EDIT:Um camarada meu (a muito muito tempo numa galáxia muito distante) juntou dinheiro por vários meses e comprou o livro do jogador do DnD, a mãe dele achou escondido no roupeiro dele e tocou fogo no livro. Mas se ver por aí ela já tinha feito isso com HQs e até com um album de figurinhas.
Malucos tem em todo lugar e vem em todos os tipos. Eu odeio extremistas.
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Enviado:
29 Ago 2007, 17:08
por Gladius Dei
Graças à Deus nunca sofri nada disso. De fato, meu primeiro livro de RPG, de AD&D, eu comprei com minha mãe, e os três primeiros para o 3.0 foram presente de Natal dela e de meu pai. Aqui em casa, deixo meu material de boa espalhado por aí (e sim, minha família, assim como eu, é católica, e tenta ser praticante. Minha mãe principalmente). Na casa de meus amigos, até onde sei, é tudo normal. Afinal, é um jogo, e eles já nos viram jogando. No máximo, reclamam que estamos perdendo tempo com um "jogo" quando poderíamos estar fazendo outra coisa. Mas, hey, eu não gosto de ficar correndo atrás de bolas ao lado de machos suados, então continuo jogando e me divertindo demais.
Eu só fiquei preocupado na época daquele assasinato em Petrópolis(?), mas foi fácil explicar para quem quer que pergunta-se o que o jogo era, realmente.
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Enviado:
29 Ago 2007, 17:49
por Lucita
guca0 escreveu:Cara isso é uma Utopia!
Nem tanto. Hoje, pode ser. Mas, por exemplo, se um dia eu quisesse ser mãe (o que não quero) e por acaso meu filho viesse a gostar de RPG, eu daria presentes relacionados a isso pra ele. As jogadoras de hoje (algumas) serão as mães de amanhã.
E também eu duvido que isso já não aconteça hoje, só que em menor escala. Uma mãe ou um pai não precisa necessariamente
gostar de RPG, contanto que aceitem que o filho jogue, já é um motivo pra dar um livro pra ele, por exemplo. O que minha avó entende de video-games, afinal, mas ela dá jogos de presente pro meu irmão. Claro que ele pede, escreve num papel o nome porque ela num saberia pedir aquilo na loja, mas ela dá de presente pra ele e fica toda orgulhosa por ter deixado o neto feliz.
A única dificuldade que eu vejo aí é essa: quem não joga não sabe presentear quem joga com alguma coisa que tenha certeza que o agrade, já que não sabe as diferenças entre uma coisa e outra.
Já tive problemas sérios com meus pais até antes de eu conseguir fazê-los entender que raios é "esse tal de RPG". Mas depois que as coisas foram explicadas e esclarecidas, eles nunca mais me disseram nada contra o RPG. Pelo contrário: outro dia eu flagrei minha mãe conversando com a mãe de um dos alunos dela, e dizendo que ela não precisava se preocupar que RPG é um jogo muito saudável, e que ela devia dar graças a deus que o(a) filho(a) dela está na casa dos amigos se divertindo do que na rua onde acontecem acidentes, etc. Fiquei realmente impressionada com isso, afinal de contas eu sei que a minha mãe entendeu perfeitamente o que o RPG é, mas não sabia que ela tinha mudado tanto de idéia assim a ponto de incentivar outras mães a mudar de idéia também.
[Preconceito] O RPG menos infame.

Enviado:
30 Ago 2007, 10:06
por Aluriel de Laurants
Já tive problemas sérios com meus pais até antes de eu conseguir fazê-los entender que raios é "esse tal de RPG". Mas depois que as coisas foram explicadas e esclarecidas, eles nunca mais me disseram nada contra o RPG. Pelo contrário: outro dia eu flagrei minha mãe conversando com a mãe de um dos alunos dela, e dizendo que ela não precisava se preocupar que RPG é um jogo muito saudável, e que ela devia dar graças a deus que o(a) filho(a) dela está na casa dos amigos se divertindo do que na rua onde acontecem acidentes, etc. Fiquei realmente impressionada com isso, afinal de contas eu sei que a minha mãe entendeu perfeitamente o que o RPG é, mas não sabia que ela tinha mudado tanto de idéia assim a ponto de incentivar outras mães a mudar de idéia também.
Você tem sorte, minha mãe não é tão legal assim comigo, mas também não tentou destruir meus livros de rpg, como ela não quer ouvir, pelo menos ela não faz nada.
Aquele maldito incidente que a Globo fez questão de citar Jogadores de RPG, ao invés de jovens ou qualquer outra coisa atrapalha até hoje, desde aquele incidente eu me recuso prontamente a acitar qualquer material jornalistico da globo.
A vida é relativamente mais simples pra jogadores de D&D, agora quem joga Storyteller/ Storytelling tem sérios problemas, digamos que Demon: The Fallen com certeza não é titulo visto com bons olhos...
[Preconceito] O RPG menos infame.

Enviado:
01 Set 2007, 22:54
por Ric.freitas
A vida é relativamente mais simples pra jogadores de D&D, agora quem joga Storyteller/ Storytelling tem sérios problemas, digamos que Demon: The Fallen com certeza não é titulo visto com bons olhos...
Pode ser mais difícil mas o remédio é o mesmo: Esclarecimento.
Tanto que eu defendo a opinião de que se alguém pedir esplicações e exemplos sobre o RPG essa pessoa merece ter uma visão do jogo como um todo. Tanto a visão de fantasia que é apresentada em D&D, a possibilidade de interpretar personagens de quadrinos e filmes, como também a possibilidade de jogar comr personagens mitólogicos, malignos, demônios, etc.
É muito melhor um pai esclarecido que julge o que é ou não recomendável para seu filho do que um pai que se sinta traído, por aquela "ilusão" de heroísmo do RPG.