Já queimei livros de RPG

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Já queimei livros de RPG

Mensagempor Yuskeleton em 05 Ago 2010, 11:47

Eu também nunca tive problemas com o RPG. Minha família também nunca se intrometeu no que eu fazia ou deixava de fazer. Porém, acabei perdendo alguns colegas do grupo por causa dos seus pais. Mas no fim eles acabaram voltando.

Jamais queimaria livros para ter que provar que algo é mais importante para mim dp que RPG. Só se alguém me dissesse que jogar RPG dá espinha e faz crescer pelo na mão...
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Mensagempor Léderon em 05 Ago 2010, 12:14

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E com isso temos a revelação de que Yuskeleton é eunuco. XD

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Mensagempor Cyrano em 05 Ago 2010, 14:06

Levantando uma pequena polêmica, não seria exatamente o papel da família se "intrometer" na vida dos filhos? Obviamente, para tudo há limites. Só que, pelos comentários aqui no tópico parece que existem somente 2 opções: ou você é feliz por ter uma família que libera qualquer coisa ou é o condenado por fazer parte de uma família dominadora.

Como agir quando seu filho, menor de idade e, portanto, responsabilidade sua, age de maneira com a qual você discorda?
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Mensagempor ferdineidos em 05 Ago 2010, 14:18

Cyrano, a reposta é sempre depende.

Depende da idade da criança, depende do meio em que vocês vivem, depende do problema...

A regra em geral é sempre conversar, não proibir por proibir e ouvir o que o pivete tem pra dizer. Claro que muitas vezes os pais têm que impor alguns limites ou restrições (televisão só 2 horas, videogame só depois de teminar o dever, etc. etc) mas muitas coisas podem ser combinadas.

Acho que o melhor caminho é o do meio, sempre...
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Mensagempor Lumine Miyavi em 05 Ago 2010, 14:29

Resposta padrão: Masmorra.
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Mensagempor Cyrano em 05 Ago 2010, 14:37

ferdineidos,

Concordo com você. Na condição de "não pais" (maioria aqui) podemos conjecturar à vontade, mas o caminho do meio é, via de regra, aplicado apenas no mundo das ideias.

É fácil, para nós, condenar nossos pais por nos condenarem. Ora, sabemos que o RPG é uma ferramenta que não prejudica em nada a formação de uma pessoa. Respeitando-se os limites do saudável, é exatamente o contrário: o RPG pode ser até mesmo utilizado como ferramenta educacional de formaçõ infanto-juvenil. Mas este é o conhecimento que temos hoje! Agora, como será que nossos pais cresceram? Por bem ou por mal, boa parte das vezes eles tentam nos passar o que acham ser o correto. E provavelmente vamos repetir exatamente os mesmos erros...

Tiro como exemplo o homossexualismo. Acho que a minoria aqui do fórum é de orientação homossexual. Como agiríamos se nossos filhos se mostrassem gays? Eu, que me considero uma pessoa pouco preconceituosa, muitas vezes me esforço para evitar atitudes discriminatórias ao lidar com um amigo ou colega homossexual. Oras, se isso acontece é porque, provavelmente, acredito que o homossexualismo é errado. Mas e se nossos filhos assumissem tal orientação? Não precisam responder, é mais uma questão retórica para explicar que devemos contextualizar as atitudes de nossos pais, e não simplesmente julgá-los por condenar algo que, hoje, é comprovadamente saudável.
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Mensagempor cigano em 05 Ago 2010, 15:20

Por base eu digo não. Tipo, sei lá, não sou o cara com maior capacidade pra dizer o que é certo ou errado, mas se minha filha quer algo que eu ache que é ruim, vou dizer "não", posso sim analisar e tal, repensar, mudar, conferir, e tudo o mais, só que na hora ela vai ouvir um "não, não pode".

Na verdade faço isso ate com o trabalho, quando aparece alguem querendo algo que não ofereço aqui na loja e posso vir a oferecer eu sempre digo "Não trabalho com isso cara, mas...". Deixo uma porta aberta pra analisar melhor a proposta, mas no geral, quando é algo que desconheço ou acho ruim, é minha experiência que vale, mesmo que ela não seja a melhor!
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Mensagempor MagoCego em 05 Ago 2010, 15:25

Cyrano escreveu:Como agir quando seu filho, menor de idade e, portanto, responsabilidade sua, age de maneira com a qual você discorda?



Diálogo. Mas convenhamos que uma criança não é capaz de entender certas coisas, mas que geralmente, uma pessoa de 14 anos sabe o que é "certo" e "errado" e o porque.

Acho que passos básicos dos pais é entender o que o filho quer fazer, por qual motivo, como ele vai fazer tal feito e com quem.

ex (pode ser banal e tocos, mas apresenta o que eu quero falar):
O filho vai jogar bola na rua, (e resumindo porque to com preguiça de digitar) e fala para o pai:
"Pai, vou jogar bola com fulano e ciclano, pra passar o tempo e me divertir no meio da avenida movimentada."

O que o pai deveria fazer nesse exemplo? Dizer: "Você não vai jogar bola!" ou tentar explicar pro filho que seria mais adequado ele ir jogar em uma rua não movimentada ou numa quadra?

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Voltando ao tópico.

Quando comecei a jogar, tinha 10 anos. Meus pais não se preocupavam tanto, porque sabiam com quem e aonde eu estava, muitas vezes em casa. Sabiam que rpg era um jogo de interpretação, porque eu expliquei para eles. Se eles não quisessem conversar comigo e me ouvir, minha mãe que teme a violência do mundo contra seus filhos (assim como a maioria das mães que conheço), não teria deixado eu jogar.
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