por VAMPIRA em 31 Mar 2009, 23:15
Mas vender a camisinha como forma de contracepção de bebê, eu acho que é mais eficaz do que vender como uma doença.
Veja bem (ok, vem enrolação aí), as pessoas são poucas que tem noção de que sua vida inteira vai mudar porque você é doente. São poucas aquelas que conhecem a dor, a causa, a perda de uma doença. E fora que a AIDS é uma doença que ataca o sistema imunológico fazendo com que qualquer gripe seja um inferno para passar. Porém, ninguém tem noção disso. Ninguém tem noção de pensar assim. É muito mais difícil.
Agora, bebês são aquela coisa: vai tá ali. É palpável. É visto. É financeiro. E você vai começar a Vê-lo antes mesmo de tê-lo. E fora que quantas pessoas vocês conhecem que tem bebes e quantas vocês "conhecem" (porque a gente nunca sabe) que tem AIDS?
E nas que tem bebês é muito mais visível a "perda" ou "ganho" de vida delas. Por exemplo, eu tenho um casal de amigos que praticamente perderam a vida porque tiveram uma filha. Eles não tinham dinheiro nem pra eles e agora perderam o pouco que tinham para poder sustentar a filha. Claro que com o tempo, tudo se ajeita. Mas isso prum adolescente de 15 anos que tudo o que quer é sair na balada sexta e experimentar o máximo de coisas que pode é horrível! E esse é o lado "besta" da coisa. E as aulas perdidas? E os trabalhos que eles tiveram que arrumar? E ter que arrumar uma casa, um lar, roupas para ela, escola... Sâo coisas que até para quem "está preparado para ser pai gera problemas, imagina pra quem não tá?
Por isso sou favorável vender a camisinha como forma de contracepção. Num país como nosso que a educação é precária, é difícil explicar os efeitos de uma doença a longo prazo. Agora, esse papo todo me levou a uma questão: pessoas que fazem vasectomia ou ligação de trompas continuam tomando cuidados utilizando camisinhas nas relações?
Geralmente essas pessoas tem um parceiro estável e já tem filhos. Mas pode ocorrer uma separação e sei lá, a pessoa procurar novos parceiros. Eu acho que esse tipo de questão caberia a elas, não?
Born to be wild!