Não que eu me entusiasme com o Funk carioca, mas o que você escreveu sobre ele é exatamente o mesmo do que era comentado sobre o Pop/Eletropop dos anos 80, do Rock e Rock´n´Roll dos Anos 60-70 e em especial, sobre o Jazz no começo até a metade dos Século XX.
Opa, preconceitos a parte, mas essa galerinha estudava um pouquinho de música. O Jazz, aliás, era criticado assim por ser música de negro não por ser estranho.
Só que agora estamos falando de um "estilo" que não tem nada além de "batidas" pré-programadas com um "doideira" que não tem a menor noção de canto, "cantando" letras pornográficas ou de duplos-sentido.
Mesmo o Rock'n Roll que, dos citados era o que tinha algumas letras mais "obscuras" no sentido promíscuo da palavra, não era pornográficos ou faziam apologia à misopédia.
Já sobre as motivações de "ajudar" os "pobres coitados" que só tem isso como espectativa de meio de vida: bom, para começar, poderia-se arranjar um emprego decente para esses "coitados", não sustentar esse meio subversivo de vida.
O funck carioca é até um problema social, eu diria, por alguns fatores como:
- Objetivisação da mulher, não mais como "mais um acessário bonito para se ver no palco" como faz o forró ou faziam algumas bandas de rock 'n roll que levavam a sério o termo "sexo, drogas e rock 'n roll", mas como uma "coisa" em que os homens chegam e, simplesmente, introduzem seus pênis;
- A supermasculinização do homem, que o torna cheio de tabús e problemáticas psicológicas. Menos de 30% da população masculina com problemas e disfunções sexuais buscam ajuda, porque a maioria se sente "menos homem com isso", quando mais de 50% dos homens adultos tem problemas sexuais;
- A total interconexão do "estilo" com drogas, tando ilícitas, quanto lícitas. A palavra de ordem em um baile funk é usar;
- Esse é mais um estilo que se mantém em ascenção sem ter condições lógicas de competir com músicas melhores, resultando numa misopédia cultural. Porque o importante é se negar a ouvir músicas mais bem formuladas. (e nao venham com essa de "gosto". Argumentar que o funk merece respeito porque os cariocas gostam, é argumentar que o 3D&T merece respeito porque os fanboys do cassaro gostam. Você pode até gostar do estilo, mas não pode admitir que o estilo é RUIM e deve se por abaixo de outros estilos que se dão o trabalho de pensar em alguma coisa antes de se verem com uma música completa).
E isso é só alguns dos fatores.
Logo, sou contra a QUALQUER "passada de mão" na cabeça dos funkeiros em geral. Quer fazer música? Vai se esforçar para fazer música de verdade. Boa parte dos grandes músicos brasileiros tiveram um hitórico similar (família humilde, sem grandes espectativas de crescimento financeiro, etc...). Eles conseguiram. O funkeiro carioca não consegue?