Kasuya:
O que é realmente "Bem" e "Mal"?
Do meu ponto de vista (e estou aberto a críticas quanto a tal ponto) "Bem" e "Mal" nada mais é que uma extenção do conceito moral de o que é "Certo" e "Errado". Além disso, uma visão "cruzada" de "Certo" e "Errado", se é que me entendem: "Todos os infiéis são malígnos". O que é isso se não a visão dos paladinos que realmente acreditavam na "boa intenção" das cruzadas? Ou, indo mais além, a visão dos terroristas ao explodirem com centenas de "não-islâmicos" que, do ponto de vista deles, não passam de infiéis "malígnos"?
Ou seja, no fim das contas, do ponto de vista dos americanos (e de, óbvio, muita gente), Osama Bin Laden É o mal e do ponto de vista dos terroristas os americanos é quem são mals. Quem está certo? Não há gente correta.
Toda análise de conduta ética será feita com base nos NOSSOS preceitos éticos. Se o que ele fez está no meu conceito de "muito errado", certamente eu vou associar o ato dele a um ato malígno.
Um exemplo bem simples: acredito que, para a maioria de nós, matar seja um ato deploravelmente malígno, não cabível para uma pessoa de bem de forma alguma. Mas um cara que viveu uma vida de "rambo", tendo que matar vários diariamente para sobreviver não terá bem essa visão. Talvez a morte tenha se tornado tão banal no "código moral" dele que ele veja o ato de matar algo comum ("Ah, se ele matou, provavelmente ele tava se defendendo").
Então, tudo isso que escreveu, e concordo, foi o que eu disse com "Não existe fato moral, mas interpretação moral dos fatos".
Onde eu quero chegar? Não exatamente na Humanidade de WoD, mas nas "Trilhas da Sabedoria".
Acho que sua idéia, de modo geral, é muito boa.
Mas analisando-a mais de perto, podemos pensar em alguns impecilhos. Cada deus terá um trilha própria? Seria algo extremamente complicado de se fazer, inviável até.
Se não, se for algo mais genérico, algumas linhas para vários deuses, além de ainda termos uma limitação de 8 opções (talvez pouco mais ou pouco menos), entra a questão: se a pessoa troca de divindade, troca de trilha? Pq isso pode abrir margem para muitos problemas também e provavelmente não resolverá nenhum.
E isso nos leva a outro ponto interessante: talvez os deuses não agraciem apenas os clérigos entres seus bons seguidores. Quem nunca ouviu falar em pessoas que, apesar de não serem sacerdotes, terem alcançado milagres ou graças divinas?
Outro ponto interessante a ser debatido, mas creio que seria assunto para outro tópico.
Em tempo, lembrei do Elminster, que não é clérigo de Mistra mas é queridinho da mamãe.
Sempre quis alguma regra que representasse algo substancial para a graça divina. Não precisamos ser sacerdotes para agradar algum deus, certo? Exemplos literários não falta. Então, que tal uma regra sólida que torne relevante para "o guerreiro" que religião seguir?
Se não formos usar a idéia da trilha da sabedoria, com relação aos deuses basta o bom senso de desenvolve-los um pouco além de sua tendência. Por exemplo, uma pequenina lista e coisas que o deus gosta e aprova, e coisas que desgosta e desaprova. Daria uma boa noção, sem se limitar ao "bom", "mau", "feio".