Ou você vai fazer uma cultura oriental inteira só com uma única classe do livro do jogador?
Cara, as outras classes podem "se desfarçar" de outras classes numa adaptação. Tipo, se você der a um guerreiro uma Katana e uma armadura de samurai, quem é que vai dizer que ele não é um samurai?
Se eu der uma ninja-to a um ladino, uma roupa preta mascarada com panos deixando só aberto o espaço pro olho e chamá-lo de ninja quem vai negar?
Com o monge não. Quem é que você pode tirar as armas, tirar a armadura e o escudo, sem conjurar magias e chamar aquilo de lutador de kung fu? Não dá...
Aí é que tá. Em culturas orientais, o que nós temos são "guerreiros", "ladinos", "magos" e "outros conjuradores" exóticos que podem muito bem "enrolar" como uma core class. O monge não. Quer queira quer não, o sistema deveria dar suporte, por menor que seja. Mas, sei lá. É sua opinião...
Sim realmente, no caso a única coisa que está certo é que os magos não precisavam venerar um deus eles simplemente "lançavam"...
...os clérigos podem adotar o mesmo conceito, seguir um deus é uma opção seguida pela maioria somente, você pode adotar um conceito diferente e se chamar de "mago" se quizer,(...)
Cara, qual a idéia do clérigo? Um sacerdote de uma religião que usa os poderes e aproteção de seu deus em prol da causa da religião. Se há a possibilidade de variações do tipo "clérigos que não cultuam deus e se chamam de mago" isso é apenas uma das possibilidades do RPG. O fato é que o clérigo foi simplesmente baseado num sacerdote (provavelmente católico a se tirar pelo nome e a forma cruzada a qual ele é proposto), como um mago foi baseado num cara que estudava magias.
O que você não entendeu aqui, foi o que eu quis dizer: não há personagens com conceitos de clérigo nessas histórias. O que há alí é magos que usam magias de cura. Só. (o que, talvez, sistematicamente eles sejam de fato, druidas ou clérigos, por exemplo se fossem adaptados para o sistema de D&D, é aquela mesma história do guerreiro que quer ser ladrão, ele se entitula ladrão, mas no sistema, ele é um guerreiro).
Um clérigo pode curar feridas e se chamar de feiticeiro dependendo do cenário, um druida poderia fazer o mesmo, não vejo razões para dizer o contrário, desde que na regra você esteja usando as classes corretamente, é por essa liberdade na parte de criação e adaptação do 3.5/3.75 que eu ainda me recuso a jogar o 4.0.
Esqueça o metajogo. Não estou falando de sistema aqui. Veja bem, imagine um camponês passando em frente a um cara (druida) conjurando um relâmpago num gnoll (Convorcar Relâmpagos). Adivinha o que ele vai pensar? Que esse druida só pode ser um mago ou um feiticeiro. Não interessa se esse "feiticeiro" pode conjurar magias de cura. No sistema ele é um druida. Ponto final. Aliás, esse é um recurso capaz de tornar um personagem bem mais rico. Quem esperaria um feiticeiro (no sistema, um druida) que conjura magias de cura e tem um "familiar" bem maior que o normal (na verdade um companheiro animal)?
Mas e no caso do monge? Eu teria que fazer um anão beberrão que gosta de brigar em tavernas pra ganhar dinheiro?
O monge pode ser todo e qualquer artista marcial. Ele não precisa necessariamente ser lutador de kung fu. Estilos de luta é coisa que não falta no mundo. Escolha o seu e coloque em cima o conceito. Nem todas os estilos de luta tem aquela filosofia pacífica e "iluminada" como o kung fu. E isso dá um personagem completamente diferente.
Além disso, quem disse que o monge precisa deixar de usar arma? Ele ainda faz rajadas de golpe com armas de monge, não faz? Escolhe as melhores e usa, diz que é alguma outra coisa, sei lá....