Editado, porque quis evitar post duplo.
Sorín decide aposentar-se.Aos 33 anos, o lateral esquerdo decidiu parar de jogar futebol e, talvez, dedicar-se à administração do clube. Sua decisão, segundo ele próprio, deveu-se à falta de oportunidades no time titular: não disputou o último clássico, não disputou a final da Libertadores e ficou no banco contra Santo André e Fluminense, apesar de possuir condições de jogo.
Sorín veio de graça para o Cruzeiro há dois anos atrás, e desde então trabalhou para recuperar-se de uma grave lesão, voltar aos gramados e encerrar sua carreira aqui.
Indiferente a tudo isso, a preferência de Adílson Batista por Gérson Magrão para a lateral esquerda, ou no time titular como um todo, é escancarada: no último jogo, no intervalo do primeiro para o segundo tempo, ele substituiu Bernardo (meio campo) por Diego Renan (lateral), e moveu Magrão da lateral para o meio... e deixou o Sorín no banco (além de outros jogadores que estavam no banco justamente para atuar no meio). O castigo foi imediato: perdido o meio campo (Gérson Magrão não se encaixa naquele setor, nem que sua vida dependesse disso), o time tomou um gol aos 5 minutos do segundo tempo, e logo teve um zagueiro expulso ao ficar no mano a mano com um atacante rival. Ironia das ironias, Gérson Magrão foi substituído após a expulsão (entrou Fabinho, um zagueiro do time de juniores), e o Cruzeiro passou a ser superior ao Fluminense, mesmo com um a menos. O prejuízo de se ter Gérson Magrão em campo é evidente até para o gramado e para as traves do campo, talvez até mesmo para a marca de cal, mas não o é para Adílson Batista.
Ciente da posição estabilíssima do técnico no time, e por conseguinte da titularidade garantida de Gérson Magrão (que é muito esforçado e disciplinado, e só), Sorín não quis causar polêmica: declarou a aposentadoria. É o tipo de jogador que o Cruzeiro não encontra mais: está compromissado com o sucesso do time, e não para utilizá-lo como catapulta para a Europa, ao contrário de tantos outros.
Sorín tem uma história de raça, lutas e glórias pelo Cruzeiro: ganhou uma Copa Sul Minas de 2001 e de 2002, fazendo inclusive o gol do título em 2002; ganhou a Copa do Brasil de 2000, atuando de forma impecável e marcou também pelos gols nos clássicos contra o Atlético-MG. Ganhou a Bola de Prata da Revista Placar em 2000 e atuou pela seleção de seu país em 2002 e 2006. É um jogador acostumado a decisões, foi o capitão do time de 2000 a 2002 e era aguardado ansiosamente por toda a torcida celeste.
É, realmente, uma pena ver um jogador com essa história encerrar a carreira afastado dos gramados.
E.