The Witcher(PC, mas deve ter para consoles também)
Baseado na engine Aurora(a mesma do Never Winter nights 2, só que agora super turbinada e muito robusta(e bonita)), o jogo é europeu e baseado nos contos e histórias de um autor que nunca ouvi falar (mas pelo visto muito criativo).
É um RPG em terceira pessoa. Você é um Witcher, um caçador de monstros e bruxas, treinado especialmente para isso, suportar altas doses de magia e lançar magias também. No caso você foi um dos mais famosos Witchers, mas anos atrás quando a decadência nos reinos, e as guerras, começaram, você sumiu do mundo sem deixar notícias.
E apareceu agora. Sem se lembrar de nada dos últimos anos. O mundo está uma droga(cenário meio dark e decadente) porque as guerras(sem muitos resultados) acabaram por desistências(com os recursos acabando) e para completar uma terrível peste começou a assolar os reinos.
O jogo começa com você entrando em contato com sua escola, aonde aprendeu a ser Witcher, e sendo atacados por um misterioso grupo liderado por um mago. Cabe a você descobrir o que eles roubaram, para onde foram e qual o motivo.
O jogo é em terceira pessoa, com gráficos belíssimos e de cara te dá a opção de jogar vendo o personagem "por cima", clicando nos inimigos e locais que quer ir, ou jogando vendo as costas do personagem (aproximando-o bem mais da ação). Prefiro a segunda opção, até mesmo porque a primeira é mais pesada(e menos empolgante).
O jogo é um action-rpg, mas muito melhor que Diablo e seus clones. Você não dá os ataques, você clica e o personagem ataca com suas rolagens (o que é uma característica que me afasta de qualquer RPG). Mas ele tem um diferencial: os combos. Você clica, mas no momento certo você pode clicar novamente e na sequência, e tempos, corretos, você dá golpes muito melhores.
O interessante é que não são simples combos ou sem graça, e o jogo assume os combos em todos os combates. Ou seja, os combos não são um adicional; eles são essenciais. Lute sem nenhuma habilidade e logo logo você estará morrendo para qualquer desafio. Posteriormente mais combos e movimentos são aprendidos. E você pode esquivar (apertando duplamente os botões direcionais). Enfim, um action-rpg que vale a pena.
Outro ponto interessante: posições de combate. Quando eu vi isso eu vibrei. Eu tenho no meu sistema algo extremamente similar, e ver isso no jogo foi um prazer sem descrição para mim. Você pode assumir as posições: ataque pesado, ataque rápido ou ataque grupal. A primeira é mais acurada e com golpes fortes, enfim, seu ataque com força total. O segundo são golpes mais velozes e imprecisos, bons contra adversários rápidos e esquivos que facilmente desviam dos golpes pesados do primeiro estilo. E por fim o grupal, com golpes muito amplos e abertos, para acertar vários adversários de uma vez, mas menos potente.
O único pecado do jogo, quanto as posições, é que o jogo te força a mudar de posições. Pegue um adversário rápido usando o estilo pesado e você perde. Você TEM que mudar os estilos na hora certa, forçar isso foi a única coisa que não gostei. Mas apenas comecei a jogar, verei adversários mais difíceis ainda.
Os diálogos têm diversas opções que fazem DIFERENÇA. Algo que sinto falta nos demais RPGs que vejo (exceto Fallout, Arcanum e, agora, The Witcher). Fale com alguém e a pessoa guarda a impressão que você causa. Os diálogos não são tão extensos e variados como o de Fallout, mas são suficientemente interessantes. Sem falar que o jogo, que já é num cenário decadente, te dá opções bastante cinzentas. Você pode ser compreensivo, como pode ser um idiota ignorante ou cruel. O jogo te dá essas opções. E tem temas mais adultos (já catei umas mulheres no jogo, você vê as casas com pessoas mortas pela peste e crianças sozinhas nas estradas, etc).
A evolução é bem interessante. Conforme você aumenta os seus atributos físicos você ganha pontos de talento. Cada ponto em cada atributo abre um ramo numa espécie de árvore de talentos. Você pega um talento de um desses galhos e abrirá a opção para avançar mais nos talentos daquele galho de evolução. E obviamente o jogo tem pontos limitados, logo você tem que escolher bem o que vai evoluir, com muitas opções diferentes para moldar seu personagem.
O seu personagem também solta magias, e pode aprender a lidar com alquimia. Você pode focá-lo mais em combate, magia ou alquimia durante o jogo.
Tudo muito bom e bonito. Mas nada é perfeito.
Ele tem pontos negativos, como todo e qualquer jogo possui. É pesado. Muito robusto, os gráficos baixos dele exigem mais da máquina do que deveriam. Os loadings são enormes, e para cada área de tamanho razoável(e até algumas pequenas) há loadings, o que realmente corta a ação e faz você exclamar "droga, outro loading!".
O jogo sofre também do mesmo mal que Fallout e Arcanum. Entre na casa de alguém, converse com a pessoa.... legal. Mexa no armário dela, pega as coisas. E ela não faz nada. É ridículo, mas eu até já estou acostumado com jogos assim... mas bem que eles podiam vir te atacar ou algo assim.
Os diálogos são interessantes, mas a trama inicial me pareceu fraquinha... digo, parece uma sessão de jogo muito promissora, mas que começa mal

. Li que a história se torna mais interessante, o jogo até começa com um combate bem empolgante (primeira cena do jogo: combate. Adorei isso), mas o começo não é tão inspirador quanto imaginava. Nem o plot que move o personagem, inicialmente.
E os estilos são essenciais para os combates. Eles podiam ser mais opcionais, pode até ser difícil vencer alguém com o estilo errado, mas o jogo praticamente te obriga a trocar de estilo (até onde vi).
Mas esses pontos negativos não obscurecem o jogo. Pelo contrário, são um pequeno detalhe, porque o jogo é bom pacas e realmente muito bom.
Ele também é difícil. Exige tanto da sua inteligência e evolução de personagem como da sua habilidade. Equipamentos também são importantes e as poções... o jogo até me inspirou a mudar algumas coisas com poções. Excelente.
A dificuldade eu falei por último porque, para mim, não é desvantagem, mas sim ponto positivo. Os novos jogos, a maioria, são fáceis demais, são feitos para que qualquer um zere, só consome algum tempo e você se diverte um pouco no processo... mas para mim jogos têm que ter diversão e desafio. Enfim, se quer um jogo fácil não pegue esse. Nada impossível ou absurdo, embora eu tema conhecer as dificuldades maiores
Desculpe se pareceu propaganda ou review, empolgo para falar de jogos que realmente me agradaram.
Uma dúvida: Qual eu devo experimentar? Oblivion ou Elder Scroll 4?