1. É, disseram diferente do "padrão" mesmo, só que mudando o sistema de regras, muda o padrão. E se fazer algo diferente do padrão significar "fazer mais que bater, lançar bola de fogo, desarmar armadilhas e expulsar mortos vivos", então eles estão mirando no que foi proposto na revisão do D&D para o AD&D. É óbvio que eles não desenraizarão as classes, não jogarão fora o que sustenta o conceito de cada uma, mas é infantilidade argumentar "ah, nós vamos mudar tudo para melhor, todo o mundo melhorará, as classes serão canivetes suíços, espere e verá!". E é isto que eles estão fazendo, tentando dizer ao mesmo tempo que as pessoas terão mais escolhas com um mesmo personagem, e que o jogo seguirá mais rápido. Mas isso já é um outro ponto.
Você não entendeu. Eu me referi aos "roles" de personagens - striker, leader, etc - e que, segundo os designers, você não estaria restrito ao role "padrão" da classe. Portanto, vai contra a tua previsão de que os personagens já viriam "prontos".
2. Não digo que os combates em AD&D eram melhores que D&D. Aliás, digo que não eram: eram abstratos demais, improvisados demais, e às vezes bem frustrantes (especialmente quando você estava jogando em um grupo de 6 jogadores, esperando sua vez, daí descrevia a ação, rolava um dado, errava, e pronto, acabou sua participação... esperar 10 minutos para jogar 1). Mas olhe bem, eram sim mais simples, mais rápidos. E agora, eles dizem que fizeram os combates mais fluidos que os da terceira edição e que em cima disso ainda conseguiram torná-lo mais empolgante. Sabe, parece coisa de playtest mesmo: como os caras têm de testar TODAS as habilidades das classes, eles vêem uma variabilidade que, na prática, não ocorrerá, pois os jogadores escolhem uma ou duas coisas que os personagens fazem de legal e se atêm àquilo. O seu próprio jogo da Associação dos Arqueólogos é um exemplo: o cara lá que se teleporta e deixa o monstrinho para trás, o warlock com seu blast, seu personagem com a... ahem... bom, você entendeu. É claro que testando tudo há variabilidade. O problema é que há exemplos clássicos de como certas coisas surgem, tornam-se o modelão, e todo o mundo segue aquilo e essa variabilidade toda some. E o que resta? Restam os ladinos que não escolhem Mobilidade (pois não vão se arriscar a levar AdO de jeito nenhum), os Guerreiros de no máximo 6º nível (é preju seguir adiante com a classe), mais pessoas fazendo a dança do arquimago... entende?
Tá difícil, bem difícil mesmo, de entender do que você está reclamando aqui. É do fato de os combates estarem mais ágeis que na 3E? Não vejo como um problema. É do fato de classes que anteriormente não tinham opções muito variadas em combate (vide combatentes físicos) agora também terem um leque mais variado de opções a cada turno? Também não vejo como um problema.
Se vai haver essa história de "jogadores só se atém a um conjunto limitado de opções", veremos quando for lançado - mas acho bem provável que não, porque uma das filosofias anunciadas é justamente aumentar as opções round a round; esse é o motivo pra terem abolido os Ataques Totais, porque assim torna-se mais atrativo usar habilidades diferentes e movimento sem ter que sacrificar os ataques extras que teria.
Quanto à comparação com magic, advém disso mesmo: muitas habilidades, com seu "momento certo" de ser utilizado. A gente teve, na terceira edição, o de sempre: Surpresa, iniciativa, jogadas, etc. Agora, teremos habilidades que podem quebrar essa ordem, como vimos no combate com o dragão, que agiu "antes" do que poderia agir, "queimando" uma habilidade. São os feitiços, mágicas isntantâneas, etc. cada um tem sua hora de ser utilizado.
Continua sendo uma analogia forçada. As fases do turno de Magic não são comparáveis a, por exemplo, agir fora de sua iniciativa - até porque isso já existia na 3E.
3. Quanto às tendências, você está certo. Mas elas definem muitas coisas no sistema, como por exemplo "quem brilha quando você conjura detectar o mal", "quem fermenta dentro de uma área de compuscar", "quem pode ou não pode utilizar esse item mágico", "quem atravessa essa RD", "quem pode (ou deve) escolher essa classe de personagem", "quem grita mais alto quando leva esse ataque", enfim, é disso que eu estou falando. Pode não ser uma mordaça, mas é pertinente, tendência interfere no jogo.
Você está falando de como a tendência funciona na
3E. 4. O game online foi só um exemplo. É algo passível de um erro simples: fazer algo que funcione bem lá, empolgar-se, e trazer para a mesa de jogo, ou melhor, para dentro do core. É isso. É claro que há outros exemplos mais tangíveis, e um deles pode ser o quanto eles enviam o "conceitual" para o site nos previews, e o pouco de "bloco de regras e estatísticas" que enviam. Lembrando que isso tudo que eu escrevo foi desencadeado pela minha decepção com o Bloco do Ladino. Eu já acho que as regras dele estão erradas.
Eu acho que tu simplesmente não entendeu a parada de D&D online. Aquilo lá não é um jogo separado, é apenas uma "mesa virtual" pra se jogar usando exatamente as mesmas regras do D&D normal.
5. Isso tem a ver com a necessidade de se esperar até dia 28 para ver no quê aquele tipo de preview deu. Se aquilo ali foi parar no site... imagina o que eles não mostram? Peço a você o mesmo que pedi ao Oda: vejamos o vídeo do D&D Experience.
OK! Sou sempre a favor de esperar ter informações mais concretas pra poder avaliar.
6. Ei, ei, ei! Eu não sou anti-nova-edição-matem-as-mudanças. Não é simples assim. Muitas mudanças do AD&D para o 3D&D eu adorei: unificação das tabelas de XP e de habilidade (com todos adquirindo vantagens no mesmo passo), perícias com gradação de competência, simplificação dos testes de resistência, ilustrações das armas e armaduras, eliminação de valores negativos das contas a serem feitas, unificação do "desejo universal em se tirar 20", dentre outras coisas. Mas não é virar e dizer "não tem nada aqui que não foi um erro", porque teve. E eu critico a terceira edição justamente porque ela ganhou tabelas, tabelas e mais tabelas e perdeu em descrição, caracterização. Aliás, é só comparar o livro dos monstros da 3,5 com o de AD&D e o de 3,0 para ver que as modificações do 3,0 para o 3,5 foram acréscimos (alguns ctrl+c ctrl+v) do que havia no livro dos monstros de AD&D. E ao que me parece, isso está acontecendo de novo... só que o AD&D já morreu há 10 anos... vão escavar agora daonde?
Uma das filosofias da 4E é justamente enxugar o espaço ocupado por tabelas e blocos de estatísticas, especialmente nos monstros; presumo que isso signifique que vai haver mais espaço sobrando pra descrevê-los melhor. Além disso, como já mencionado, a descrição das raças no core parece ser um bom exemplo que contradiz essa tua previsão.
7. Sobre first strike:
First Strike
"At the start of an encounter, you have combat advantage against any creatures that have not yet acted in that encounter."
Eu não sei você, mas eu traduzo isso como "no começo do encontro, você tem prioridade de combate em relação a qualquer criatura que não tenha agido neste encontro". O que é que isso te diz? Passou a surpresa, o rogue age primeiro. Isso é o first strike do magic: declarou atacantes, declarou defensores, jogadores utilizaram efeitos rápidos, passa-se então à avaliação de dano (no Magic não há jogada de ataque)... quem causa dano primeiro? Quem tem first strike. Mesma coisa com o rogue: ele agirá primeiro que quem não tem First Strike, e isso está dito, não é uma possibilidade, não tem de testar nada, é uma certeza. O cara entra no combate sabendo que agirá antes, que atacará antes, isso é a mesma coisa que o First Strike do Magic.
Você traduziu errado, e inventou toda uma crítica mirada nesse espantalho que inventou.
Repito: First Strike significa que, se o ladino ganhou na iniciativa, ele tem benefícios contra quem ainda não agiu. Exatamente como é na 3E.
A última edição foi mais equilibrada que a anterior? Sério mesmo? 3,0 é mais equilibrado que AD&D? Porque 3,5 não é uma edição, é uma REVISÃO das regras de 3,0: o sistema é o mesmo. E mesmo na 3,5 temos os combos impossíveis de se realizar em AD&D, de um outro nível de poder desmedido. Desequilibrado em AD&D é um ranger que faz 6 ataques por rodada com dardos e causa mais de 30 pontos de dano; em 3,5 é um cara que arremessa planetas. O máximo que se consegue de ajuste de dano em um ataque corpo a corpo é +24 (força 25 com uma espada +6 contra metamorfos e especialização em armas), ou +9 com um arco, ou +21 com uma funda... em 3,5 isso aí pode ser obtido muito mais facilmente, realizado até 6 vezes por rodada, e você sabe. Não tem nem como comparar os absurdos da 3,0 ou 3,5 com os do AD&D...
Eu estava comparando o equilíbrio da edição 3.5 (chame de revisão, se preferir) com a 3E. E a tendência vista nesses últimos anos é a de diminuir o nível de poder e equilibrar mais os personagens. Portanto, qual o embasamento pra achar que essa tendência vai se reverter e o desequilíbrio vai
aumentar na 4E?
Desinformação... bom, o nome do tópico é "Profecias do Luminus para a Quarta Edição". Não me parece um bom lugar de onde retirar informações concretas (ou mesmo abstratas); me admira que você não esteja mais preocupado com coisas como o que está acontecendo no "como se cria um personagem", onde uma pessoa aparece com dúvidas concretas e seu modo de fazer as coisas e ver o jogo é criticado no âmago. Ali sim, desconstrói-se.
Quem disse que não estou preocupado? Passei um par de horas no MSN dando-lhe um passo-a-passo de como construir o personagem e apresentando o básico do sistema. Mas isso não vem ao caso, pois...
Aqui? Bom, aqui eu escrevi, com todas as letras no primeiro parágrafo do primeiro texto "ei, eu tenho mais com o que me preocupar do que me lembrar das profecias que faço!". Qualquer idiota percebe que a intenção aqui é menos séria do que se espera de uma "fonte oficial de informação". Mas se é isso que realmente te incomoda, eu edito lá e escrevo:
SE VOCÊ TOMAR ESTE TÓPICO COMO FONTE DE INFORMAÇÃO ACERCA DO LANÇAMENTO DA 4ª EDIÇÃO, VOCÊ NÃO UMA PESSOA SENSATA.
E olha, no meu entender, profecias não levam outra coisa senão o éter em consideração. Me criticar por isso é reclamar do peixe que não respira fora d'água. Perceba que eu não argumento nada nesse tópico, pois profecias não levam a razão em consideração. Se você se lembrar do bolão que ocorreu quando saía a quarta edição, se não me engano organizado pelo kimble, cada um "profetizou" a data. E aí, quais as "razões" a se utilizar em uma situação dessas? Não muitas...
Como eu já disse no post anterior, há profecias e profecias. Não são apenas retiradas do éter, não. Você só está seguindo pelo caminho da "Mãe Dinah" porque optou por isso.
E a desinformação existe, cara - não importa se você quis que o tom do tópico não fosse sério, quando vem falando coisas como "first strike de D&D é igual ao de Magic", SEMPRE vai ter alguém que vai ler isso ali e sair repetindo por outros lados, mesmo que em outro post seja explicado que a afirmação não procede.
O aviso no início do tópico ajuda, mas não anula o risco.