Lune escreveu:Ora meus caros, se um guerreiro corajoso e honesto sai por aí correndo de lutas e passando meio mundo pra trás, bem, ele não era tão corajoso e honesto assim, não é mesmo? Por acaso o ponto da defesa é que se o jogador não obedecer fielmente o que declarou no começo do jogo, sem jamais alterar a personalidade do personagem, ele estaria jogando errado? Não faria mais sentido adequar a reação dos NPCs à atitude verdadeira do jogador? Em que, exatamente, o guerreiro/ladino em questão está prejudicando o jogo? Me parece um personagem bem interessante, na verdade.
Opa, opa, isso já foi discutido antes no outro tópico.
É natural um tempo de ajuste para a personalidade, ele pode m uito bem criar algo, mas, por diversos fatores, na prática tentar algo diferente, e neste caso todos os sistemas abordam mudanças (e o mestre deve ser mais aberto nas primeiras sessões).
Quando você faz X e interpreta Y o jogo inteiro
ele não está interpretando errado, ele fez foi o personagem errado durante o processo de criação, o problema está no processo de criação, que não está conseguindo expressar na ficha o que o jogador quer. isso é outro problema e se resolve de outra forma (e para isso o mercado oferece
muitas opções, de simplificações de fichas a processos visuais avançados para criação de personagens).
Agora porque isso prejudica o jogo? Vamos a um exemplo:
em um determinado sistema (exalted e congeneres) você tem um atributo chamado coragem que em determinadas situações adiciona este valor a um teste para melhorar a chance de sucesso. Se você coloca 4 nesta habilidade você é um personagem corajoso, mas se você não interpreta desta forma há dois caminhos.
I) Você usa as regras como elas estão escritas e pune o jogador constantemente, muitas vezes o obrigando a tomar determinada ação além de travar a evolução dele em relação ao resto do grupo (a sensação dos outros jogadores evoluirem e você ficar parado é muito ruim) e isso atrapalha e muito a diversão do jogador;
II) O mestre faz vistas grossas e o jogador passa a ter dados extras sem custo algum, ou seja, ele passa a ter uma vantagem que ninguém tem. Essa situação é um tipo de trapaça, não é diferente de roubar nos dados e na ficha e quem se sente chateado é o resto do grupo, já que há tratamento especial.
resumindo, é algo ruim, é um problema e não uma característica do jogo e o mestre tem que solucionar com dialogo, ou ele muda a ficha ou se enquadra interpretando tanto a parte boa quanto ruim do personagem (afinal ambas deveria ser divertidas), se o jogador não conseguir que ele coloque o valor médio em tudo e seja feliz com um cara que não é nem corajoso demais nem um covarde.
Em RPG é impossível não interpretar, você fez um personagem ele tem uma personalidade pela qual interage com o jogo portanto é interpretado (esta é a diferenã feita nos idos do D&D, quando substituiram as peças de exercito por um personagem unico), isso não vai mudar em sistema algum, a interpretação pode ser mal feita ou bem feita, mas ela existe de qualquer forma.
Pelos dois motivos que descrevi acima interpretar mal atrapalha a diversão por isso não é aconselhavel, isso é universal. Óbvio que o padrão do que é certo ou errado varia de jogo para jogo (assim como muda o que é trapaça, se não tem dados no jogo vai roubar na jogada de dados como?), mas tentar quebrar as regras para ter vantagens é ruim porque atrapalha o resto do grupo, asism como ter de submeter a uma situação que não te diverte é algo que vai acabar com o jogo para você.
Sobre uma forma correta de se jogar, não acho que tenha. O que existe é uma cartilha de atos que não devem ser praticados, como por exemplo, dormir durante o jogo, atrasar duas horas para chegar, tentar roubar (quebrando qualquer regra, inclusive a que dita que você tem que interpretar o que criou e não só aproveitar os bonus e ignorar as desvantagens que equilibram tais bonus), atrapalhar a parte dos outros jogadores, emporcalhar demais a ficha dificultando a consulta (caso o mestre não tenha estes valores anotados), ser um advogado de regras irritante, ficar criticando as ações dos outros o tempo todo e por aí vai, RPG é um jogo social e espera que cada pessoa consiga se comportar em um ambiente social, se você não faz isso
está jogando errado.