Carol a hiperativa escreveu:Segundo ponto, chegamos a conclusão tb de que, quem conta a historia no RPG são os jogadores e não o mestre, ao GM cabe apenas o papel de introduzir os personagens em um plano de fundo, ou seja...na pior das hipoteses, os jogadores fazem a historia

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Eu não acredito muito nisso.
Depois de ler dezenas de campanhas e aventuras prontas, minha impresão é que bons jogadores podem gerar bons personagens, boas cenas e consequentemente um jogo divertido, mas a história em si vai ser boa se for bem criada ou improvisada, se a sua proposta é interessante ou evocativa ou se é tão ruim que se reduz a dialogos bem sacados, boas interpretações ou combates divertidos (uso como exemplo aventuras prontas típicas da decada de 80 para AD&D, não importa quão bons fossem os jogadors, as histórias e não as sessões eram ruins).
Eu acredito que faz parte das habilidades de um bom mestre não só administrar como criar boas aventuras, como disse no inicio do tópico dada um a preferencia teórica prefiro um bom mestre, mas na práica bons mestres conseguem fazer histórias interessantes, mesmo que não brilhantes.
Pois é...esse é o conceito mais dificil pra mim sabia? Eu particularmente gosto de dizer que "BOM" narrador é aquele que diverte os seus players e ponto final!
Acho isso meio complicado.
Se não há nenhum tipo de avaliação isso pode levar ao comodismo. Só porque algo é divertido não quer dizer que haja espaço para maior evolução em termos de divertimento, ou seja, uma aventura com um mestre ruim pode ser divertida, mas a aventura com um mestre bom será ainda mais divertida, não creio que este seja um bom metodo de se avaliar se um mestre é bom e sim se a sessão foi boa.
Da mesma forma não acho que flexibilidade seja característica de um bom mestre, é algo adicional (ele pode ser bom mestre e ainda ser flexivel). Isso porque se um determinado mestre é bom para um grupo de estilo X ele não vai ser um mestre pior por não conseguir lidar com grupo Y, ainda mais considreando o fato de que você escolhe com quem vai jogar (e provavelmente não se diverte com o grupo Y e a diversão do mestre é tão importante quanto a dos jogadores).
Quanto ao assunto de arte, já li vários textos sobre isso e nunca vi um consenso, minha opinião é que RPG é um jogo, mas do qual fazem parte algumas características artísticas (desde histórias a desenhos, passando obviamente por atuações), no geral os mestre não sentam na mesa com o objetivo de criar uma obra de arte e sim montar um bom jogo e, por isso, não seria arte por si, por questões de objetivos.