Assistente do mestre: O Adversário

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Assistente do mestre: O Adversário

Mensagempor mortolani em 26 Out 2007, 12:13

Olá,

Alguém já jogou/mestrou com um mestre que tem um "assistente", também chamado de "Adversário"?
O assistente interpreta alguns personagens não jogadores, NPCs.

O GURPS sugere que se jogue assim, e que o "Adversário" seja um mestre aprendiz que depois vire mestre também.

Só aconteceu comigo uma vez isso, quando jogava vampiro. Mas não foi muito legal, o "assistente" ou "adversário" interpretou um inimigo que usava vários combos e habilidades melhores do que todos os jogadores e assassinou todos os jogadores, inclusive eu. Que fui o último a morrer, aliás, mas isso não vem ao caso.

Mas eu acho a idéia em tese boa, já aconteceu com vocês, o que acham?
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Assistente do mestre: O Adversário

Mensagempor cigano em 26 Out 2007, 15:14

Já fiz, mas não como aversário, apenas dividiamos as tarefas. A aventura fluiu muito mais dinamica e rápida, e foi bem menos cansativo. Meu unico conselho se for fazer é, sejam DOI mestres, e revesem, quando um estiver no comando da nave, respeite suas decisões e converse muito com ele antes. No mais é só diversão.

[]s
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Assistente do mestre: O Adversário

Mensagempor Gladius Dei em 26 Out 2007, 17:01

Bom, na minha mesa de D&D, meu mestre já pediu que interpretasse tanto NPCs inimigos quanto amigos.

Em uma ocasião, interpretamos e jogamos em uma batalha entre deuses (nós ficamos com as divindades inimigas, e a definição da batalha afetava o mundo dos nossos personagens principais). Em outra, interpretamos um grupo diverso de várias tendências cuja atuação também mudaria o rumo do cenário que nossos personagens estavam vivendo (e lutando por).

Mas o mais legal foi quando interpretávamos os NPCs amigos/comparsas dos nossos PCs. Ocorria que o ladino do grupo tinha uma guilda de ladinos/espiões (quando éramos nível bem alto já e tinhamos nossa própria nação), e quando tinhamos que fazer missões de infiltração, os personagens principais (guerreiro e paladino, mais barulhentos e sem habilidades de armadilhas e abrir portas) ficavam ajudando longe do local infiltrado, e só entravam quando tinham que destruir os inimigos. Enquanto isso, o ladino principal e os amigos/comparsas dele entravam e faziam o reconhecimento e limpa do local. Foi extremamente interessante porque transformamos NPCs que antes não tinham muitas características em novos personagens. Até hoje me lembro e dou risada de Kano, o ladino/guerreiro braço-direito-do-braço-direito-do-chefe, que estava sempre fumando um cigarrinho fajuto (um lápis na boca :P ), tinha uma azar incrível para fazer barulho mas logo depois se safar, zoava com a cara dos outros comparsas, e nas horas vagas era pintor (que ele escondeu o maior tempo possível para não ser zoado). :bwaha:
Inteligência é perceber que, daqui a dez anos, você será menos tolo.
Sabedoria, portanto, é compreender que você é um tolo agora.
Bom senso, por fim, é tentar não ser um tolo hoje.
- Desconhecido

(Gladius, tentando sempre ser menos tolo)

Gladius desencanou. Ele sabe quem ele é, o que faz, e o que foi feito à ele. Nada disso pode ser mudado. Procure uma contra-resposta, ela existe. Tenha um bom dia.

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Assistente do mestre: O Adversário

Mensagempor arghsupremo em 31 Out 2007, 23:44

Mas o mais legal foi quando interpretávamos os NPCs amigos/comparsas dos nossos PCs. Ocorria que o ladino do grupo tinha uma guilda de ladinos/espiões (quando éramos nível bem alto já e tinhamos nossa própria nação), e quando tinhamos que fazer missões de infiltração, os personagens principais (guerreiro e paladino, mais barulhentos e sem habilidades de armadilhas e abrir portas) ficavam ajudando longe do local infiltrado, e só entravam quando tinham que destruir os inimigos. Enquanto isso, o ladino principal e os amigos/comparsas dele entravam e faziam o reconhecimento e limpa do local. Foi extremamente interessante porque transformamos NPCs que antes não tinham muitas características em novos personagens. Até hoje me lembro e dou risada de Kano, o ladino/guerreiro braço-direito-do-braço-direito-do-chefe, que estava sempre fumando um cigarrinho fajuto (um lápis na boca :P ), tinha uma azar incrível para fazer barulho mas logo depois se safar, zoava com a cara dos outros comparsas, e nas horas vagas era pintor (que ele escondeu o maior tempo possível para não ser zoado). :bwaha:


Cara, nunca tinha pensado nisso. Vocês pegaram NPCs menores, jogaram com eles e acabaram dando características em NPCs que não tinham muita relevância no jogo. Garanto que eles começaram a ser vistos com muito mais interesse por vocês mesmo depois.

Adorei a idéia.
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