Bom, na minha mesa de D&D, meu mestre já pediu que interpretasse tanto NPCs inimigos quanto amigos.
Em uma ocasião, interpretamos e jogamos em uma batalha entre deuses (nós ficamos com as divindades inimigas, e a definição da batalha afetava o mundo dos nossos personagens principais). Em outra, interpretamos um grupo diverso de várias tendências cuja atuação também mudaria o rumo do cenário que nossos personagens estavam vivendo (e lutando por).
Mas o mais legal foi quando interpretávamos os NPCs amigos/comparsas dos nossos PCs. Ocorria que o ladino do grupo tinha uma guilda de ladinos/espiões (quando éramos nível bem alto já e tinhamos nossa própria nação), e quando tinhamos que fazer missões de infiltração, os personagens principais (guerreiro e paladino, mais barulhentos e sem habilidades de armadilhas e abrir portas) ficavam ajudando longe do local infiltrado, e só entravam quando tinham que destruir os inimigos. Enquanto isso, o ladino principal e os amigos/comparsas dele entravam e faziam o reconhecimento e limpa do local. Foi extremamente interessante porque transformamos NPCs que antes não tinham muitas características em novos personagens. Até hoje me lembro e dou risada de Kano, o ladino/guerreiro braço-direito-do-braço-direito-do-chefe, que estava sempre fumando um cigarrinho fajuto (um lápis na boca

), tinha uma azar incrível para fazer barulho mas logo depois se safar, zoava com a cara dos outros comparsas, e nas horas vagas era pintor (que ele escondeu o maior tempo possível para não ser zoado).

Inteligência é perceber que, daqui a dez anos, você será menos tolo.
Sabedoria, portanto, é compreender que você é um tolo agora.
Bom senso, por fim, é tentar não ser um tolo hoje.
- Desconhecido
(Gladius, tentando sempre ser menos tolo)
Gladius desencanou. Ele sabe quem ele é, o que faz, e o que foi feito à ele. Nada disso pode ser mudado. Procure uma contra-resposta, ela existe. Tenha um bom dia.