A resposta (no caso de AD&D) está no próprio livro, basta ler.
"Enquanto humanos e anões certamente possuem maior habilidade ao forjar armaduras (nota: e consequentemente armas), esta é dificilmente uma prática proibida aos elfos"
É, só que aí você vai ver, no mesmo livro, os exemplos de armas e armaduras criadas pelos elfos... e se depara com armaduras completas que são mais leves que aquelas criadas pelos humanos e anões, chegando a pesar o mesmo tanto que uma cota de malha. Ah, e ainda podiam ser utilizadas por elfos guerreiros/magos sem NENHUMA penalidade: conjure a valer, meu filho!!! Detalhe: nem é considerada como um item mágico, ou seja, pode botar bônus em cima de bônus e boa! É um claro exemplo de algo que APENAS os elfos conseguem fazer, dentre muitos outros... a própria cota de malha élfica já representava muito bem essa categoria.
Então, resumindo: os elfos são sim os melhores fazedores de armaduras, pois até magos podem conjurar de dentro de uma full plate élfica normal, que ainda pesará bem menos que o normal, só porque é élfica.
A questão é levar ao pé da letra explicações de uma linha
Espero realmente que você não tenha insinuado que esse é o meu caso.
Elfos curtem a harmonia com a natureza, mas isso não quer dizer que os caras vão usar armas de madeira e pedra contra aço tendo uma enorme desvantagem bélica
Não, eles não irão fazer isso. Eles utilizarão armas de madeira, MAGIA, pedra e o que mais for necessário. E não é porque eles não tem armas/armaduras de metal que eles não possam, por exemplo, utilizar pólens alucinógenos, unguentos paralisantes, armadilhas espinhentas e toda a sorte de artifícios puramente naturais contra seus inimigos, todos devidamente entregues via flecha ou dardo.
Eles vão ter cuidado ao explorar, provavelmente irão negociar materia prima, mas vão usar o material que torna suas armas mais perigosas como qualquer outra raça que queira defender seu reino. É diferente de ficar usando bola de fogo no mato.
Aqui você usa uma miríade de conceitos de uma sociedade humana para caracterizar um comportamento élfico. Primeiramente: não tem essa de "eu terei cuidado ao explorar tal minério", porque o que você faz é remover aquilo dali, usualmente por algum processo muito invasivo (dragas, por exemplo). Negociar matéria-prima, ora, temos agora elfos madeireiros! Negociar árvores a troco de quê? Ou seria o contrário: encorajar outras raças a cortar as árvores em seus domínios para que as utilizemos como carvão... faça o que eu digo, não o que eu faço. Um reino élfico também não é um termo que me agrade: ele remete a suseranos e vassalos, nobres e plebeus... sendo os elfos de tendência caótica e boa, o famoso "Não pise no meu calo" em AD&D, eu acho pouco provável que eles sustentem reinos inteiros, com contratos desse tipo. Mas enfim...
Ninguém disse que os elfos fazem as melhores armas período.
Complete Book of the Elves, páginas 96-99: arco que pode ser utilizado como uma clava sem medo de ser feliz, armadura completa que pode ser utilizada por guerreiros/magos sem medo de ser feliz;
Complete Book of the Elves, página 104, primeiro parágrafo da segunda coluna de texto: "Some races have spread the rumor that, because of the superior elven craftsmanship, these [magical] blades continue to
grow in power through the ages..."
O restante do parágrafo perde a validade em vista dos aspectos citados aqui.
O Bladesinger tem sua arma de escolha que pode ou não ser uma espada (inclusive dão o exemplo de chicote).
Complete Book of the Elves, página 90: "Bladesingers rarely use weapons other than swords".
Somando-se ao fato de que eles não utilizam escudos, de que elfos tem +1 no acerto quando empunham espadas, mais as regras opcionais de estilo de luta de um outro livro vermelho... é razoável supor que 90% dos Bladesingers utiliza espada longa, e compra o estilo de Arma de Uma Mão.
A espada costuma ser uma arma preferida pelo mesmo motivo que qualquer outra raça curte espadas: elas são funcionais, mais ainda para os elfos que gostam de armas leves e com valorização de balanço. Não faz sentido descartar uma solução ótima para ser diferente, isso é meta jogo safado.
Mude o dano dela para 1d6 e da maça estrela para 1d8 e veremos onde é que isso aí vai parar...
Quanto a magia é o que já disse. Não dá para sustentar um exército apenas de magos (a não ser que o cenário seja muito high magic e, neste caso, mudanças muito mais drásticas que elfos não usando espadas são necessárias). Eles atuam como apoio, um grande diferencial, mas não vai rolar de vencer uma guerra só nisso.
Quem falou em sustentar um exército de magos? E quem disse algo sobre como o "exército élfico" deveria ser ou deixar de ser?
E daí? É a explicação que se tornou base do cenário e que direciona as regras a duas edições. Este tópico não é "Motivos que deixavam você irritado com cenários de fantasia a 20 anos atrás".
Exatamente de qual cenário essa explicação tornou-se base?? Porque esse livro foi escrito DEPOIS que AL-QADIM, DARK SUN, DRAGONLANCE, MYSTARA, FORGOTTEN REALMS, RAVENLOFT, GREYHAWK e SPELLJAMMER fossem editados. Ele não é a base de nada, ele é o resumo do que já havia por aí. E eu só estou falando de edições passadas porque você começou a falar de edições passadas... ao menos, dessa vez.
E.