por Gehenna em 30 Ago 2009, 20:23
Sendo um merda completo, mais fraco e inepto que a maioria da população, sendo totalmente inviável confiar em qualquer um, estando totalmente sozinho em um mundo lotado de pessoas querendo me roubar, pensei na seguinte opção:
Eu pegaria o máximo de dinheiro possível e algum objeto/gema que parecesse bem valioso. Compraria um cavalo pra viajar mais rápido assim que possível. Quando chegasse em minha casa, guardaria a maior parte do tesouro em algum compartimento secreto, como um buraco embaixo da cama. Ninguém procuraria tesouros na cabana de um jovem aventureiro iniciante e bundão.
Caso eu não tenha nem uma casa, compraria uma simples e modesta, com uma decoração bem humilde. Teria de aparentar ao máximo um local quase abandonado, sem nada de valor e cujo dono só volta raramente. Um local que não valha nem o esforço de invadir, para procurar algo de valor.
De preferência, compraria lugares assim em diferentes localidades, sempre, visando pequenas vilas. Seriam todas “minha casa”.
Viajaria então até uma cidade maior onde houvesse algum mago/feiticeiro/estudioso arcano, de preferência próspero, com boa fama e com quem pudesse consultar e/ou fazer negócios. Inocentemente, perguntaria sobre modos de camuflagem e ocultação e perguntaria sobre preços. Me espantaria com o alto valor e diria que os 100PO de minha primeira missão não chegavam nem perto daquilo, mas prometeria voltar quando tivesse mais dinheiro.
Voltaria até a rota segura para o local do tesouro usando um caminho diferente q o q utilizei anteriormente. Pegaria o máximo de dinheiro possível e viajaria até minha casa novamente, onde guardaria o tesouro e pegaria o tal objeto/gema que trouxe na primeira viagem. Depois, voltaria à cidade grande e gastaria algumas moedas para melhorar minha aparência, de forma a parecer mais experiente. Armadura e arma certa + um kit de disfarces certamente me ajudariam nisso.
Devidamente trajado, voltaria ao tal mago, dizendo que tive alguma sorte na última missão. Daria o objeto/gema de valor alto em troca dos modos de camuflagem e ocultação (anel/capa/poções de invisibilidade ou o q seja). Teria uma boa história pra contar, caso ele pedisse detalhes, mas duvido que o faria. Eu seria simpático, de forma a demonstrar q ele ganhara um bom cliente e conversaria sobre transportes facilitados, que não o desconfortável cavalo. Perguntaria preços, me espantaria de novo e diria que o cavalo nem é tão desconfortável assim.
Devidamente camuflado, voltaria ao local do tesouro, pegaria o máximo possível e retornaria para esconder em casa. Faria isso mais duas vezes. Implementaria meu “disfarce” com algumas cicatrizes, além de inventar histórias para cada uma delas. A barba que deixei crescer também ajudaria.
Voltaria à cidade grande e falaria novamente com o mago, dizendo que estava prosperando, então compraria o tal transporte facilitado (tapete voador, vassoura voadora, grifo conjurável, anel de vôo, o que for) com uma quantidade grande de tesouros. Reclamaria da dor nas costas e diria casualmente que devia haver uma forma mais fácil de conseguir carregar as coisas. Eis que meu amigo me dá o conhecimento para solucionar meu problema.
Agora que posso me ocultar e me transportar facilmente, as viagens para transportar meu tesouro seriam mais simples. Então, eu compraria algumas terras e pagaria bem pela construção de meu castelo. Faria acordos com aldeões, dando-lhes terras gratuitas para trabalhar por seu sustento, além de algum dinheiro para equipamentos, pedindo em troca apenas a lealdade para comigo.
Voltaria a falar com o mago e compraria, enfim, o meio de armazenamento possível para pegar grandes quantidades do tesouro. Conversaria então sobre meios de proteção, pois precisaria, caso pretendesse juntar mais dinheiro.
Pagaria algum instrutor para me ensinar a ser menos bundão. Buscaria aprender a lutar e talvez até estudar magia. Isso, se ninguém parecer que vai me matar pra saber de onde vem meu ouro.
Quando meu castelo ficasse pronto, contrataria guardas para protegê-lo. Os aldeões ao redor também deveriam ser protegidos. Faria uma pequena vila, buscando o melhor pra população e cobrando taxas ínfimas. Com sorte, acabariam gostando um pouco de mim.
Enfim, se eu não fosse assassinado por um taverneiro ou uma prostituta, ou mesmo pelo tal mago com quem busquei ser um cliente simpático, acho que conseguiria armazenar meu tesouro em meu castelo para viver sozinho e paranóico até morrer do coração ou ser traído pelos meus guardas ou concubinas ou aldeões.
Bem, é isso. É meio complicado esse negócio de não poder confiar em ninguém. Praticamente não se pode aproveitar o dinheiro, pq é um mundo sem lei, onde todo mundo ta esperando pra te matar e te roubar. E pra piorar, vc é um merdão que, certamente, vai morrer quando tentarem isso.