Bem eu queria criar um "cenário básico" para jogar a quarta edição e uma campanha com amigos ainda na 3.5. Mas como eu nunca fiz isso, desejei criar um mundo de fantasia "normal". Mas não consegui. Desejei criar minha visão de uma raça iconica, os Orcs. E os Elfos. Os Anões, e por ultimo, os Humanos.
Eu descrevo abaixo a aparencia e a cultura dos Orcs. Mais tarde posto a sociedade deles.
Orcs
Introdução:
Descendentes de antigos povos nômades que perderam seu nome no meio das páginas da historia, os Orcs fundaram seu único reino e sociedade nos pés das montanhas ao norte de Sakkibeh. Chamados pelo reino mais ao sul de “Filhos da Montanha” e pelos demais de “Filhos de Meretrizes” os Orcs são temidos e respeitados. Mas na maioria das vezes são chamados de brucutus sem mente. Marrons, grandes e com uma massa corporal bem maior do que as outras raças que habitam o arquipélago Sakkibeh, os Orcs são vistos como bárbaros sem educação. E isso talvez fosse verdade, se eles não adorassem tanto suas instituições religiosas. A sociedade Orc é tão devota ao seu Deus da Guerra que a palavra dos sacerdotes dele é a mais pura lei. Essa devoção que é passada de geração em geração perfura toda a camada da sociedade orquica, do mais simples camponês criador de porcos ao guerreiro mais cheio de cicatrizes e ofensas na língua.
Aparência:
Variando entre 1,76 e 2,10 centímetros de altura e geralmente pesando um pouco acima do peso em comparação com humanos da mesma altura, os Orcs podem ser considerados bestiais em sua aparência, especialmente por possuírem uma pele muito áspera. Sua pele é amarronzada em tons que variam de claro a escuro, sua postura é ligeiramente curvada para frente, e seus cabelos em sua maioria são em tons de castanho, nunca muito claros. Seus caninos são mais longos do que os dos humanos e seus rostos são ligeiramente alongados.
Historia e Cultura:
Antes do reino orquico conhecido como “Grangulak” existisse, os Orcs habitavam as montanhas mais ao norte. Eles eram divididos entre clãs, tribos, e entravam em escaramuças pelos menores motivos. Contudo o tempo foi passando e a sociedade Orquica crescendo, se expandido por toda cadeia montanhosa. Apesar da guerra e o combate ainda fazerem parte do dia a dia dos Orcs habituais, um Orc diferente surgiu no meio do caos e esquecimento das montanhas. Sua pele era albina, e ele falava de visões que teve em sua viagem ao cume da montanha mais alta da cadeia. Seu nome é sempre apagado quando mencionado em antigos textos orquicos, mas sua mensagem tocou o coração de todos que ouviram. “Orcs foram feitos para a guerra”. E que essa natureza deveria ser abraçada. Cada Orc possuía um “Deus da Guerra”, um destruidor de mundos, dentro de seu próprio ego.
O conflito é a definição mais básica de um Orc. Sacerdotes e seguidores do Orc albino logo surgiram e a “Igreja ao Deus da Guerra” foi fundada. Na pratica ela apenas servia para guardar registros e documentos sobre os constantes conflitos Orquicos e suprir os lados dos conflitos, mas após a morte do Orc albino a maioria dos chefes das tribos prestou tributo ao enterro do albino. E influenciados pelo conselho dos sacerdotes da guerra, decidiram que o povo Orc podia ser muito mais do que apenas brutos da montanha. As palavras do Albino eram profundas, mas simples ao ponto de uma criança Orc conseguir compreender. Eles estavam destinados ao conflito, mas como um povo, e não como tribos separadas. O Deus da Guerra estava dentro dos Orcs, mas não em sua volta. Era necessário expandir as ensinanças dele. Chegando a um consenso, os chefes das tribos decidiram se unificar, dentro de um conselho. As tribos Orcs se tornaram diferentes facções que trabalhariam em conjunto, obedientes ao conselho.
Com tanta gente em um só lugar, os Orcs decidiram mudar sua morada para o pé das montanhas que seus ancestrais haviam habitado. A primeira cidade, conhecida como “Grangulak”(Albino, em Orquico) foi fundada bem próxima a montanha. Com a passagem de séculos, os Orcs expandiram seu território fundando diversas outras cidades e feudos, formando o reino de Grangulak.
Apesar das eventuais escaramuças contra o único reino que fazia fronteira com Grangulak, o reino humano do sul conhecido como “Taeca”, a sociedade orquica conseguia aproveitar longos anos de paz, desenvolvendo sua agricultura e tecnologia. O isolamento e falta de contato com os outros reinos fez o Grangulak ser auto suficiente. Isso fez do povo Orc um povo orgulhoso e unido. “Somos todos Orcs afinal” foi uma frase atribuída as ensinanças do Albino por sacerdotes orquicos e logo caiu na sabedoria popular.
O conflito ainda habita o coração dos Orcs, mesmos aqueles camponeses e com trabalhos mais humildes. É muito comum vê-los orando para o suposto “Deus da Guerra” para pedir benções para as coisas mais comuns e sem relacionamento ao combate, como cuidar de ovelhas ou assar uma batata.








