Isso me fez pensar, como seria um sistema aceitavel de magias pra 3.x? Digo, usar aquele de spell points tb deixa os conjuradores desequilibrados não?
Os spell points não reatavam o equilíbrio com perfeição (apesar de ajudar - qualquer coisa é melhor que o sistema Vanceano) porque ele era um "remendo" para um sistema que já não funcionava. Creio que sistemas como os seguintes possam servir de inspiração:
-Iron Heroes e/ou Mago (de Storyteller/Storytelling), por levarem a magia para um âmbito mais simples em termos de informações anotadas na ficha (nada mais de anotar 39371289372893 magias na ficha) e para um ponto mais criativo. Mas considero um pouco discutivel o balanceamento disso frente a jogadores mais criativos (o Iron Heroes e o Mago do nWoD são mais amarrados para impedir isso);
-CODA (de O Senhor dos Anéis RPG), se for para manter um estilo mais "meu grimório de magias". Na verdade, eu considero a ideia da fadiga um bom começo para se inspirar em alguma restrição (sempre apliquei isso como uma house rule para limitar os conjuradores 3.5, o que reduzia muito a apelação deles, visto que eles poderia chegar a desmaiar de cançaso em pleno combate se abusasse das magias);
-Ou mesmo a própria 4ª edição do D&D que encara a magia como uma outra forma de aplicar habilidades extraordinárias. Basicamente, uma "magia" de mago, nada mais é um poder como um outro qualquer mas com o fluff de que "é magia" (claro que ainda tem umas especificações, como uma porrada não pode manipular mentalmente um alvo, por exemplo - pelo menos não deveria). É a sistemática mais amarrada e limitadora, mas, possivelmente, a mais equilibrada.
Ainda assim, em se tratando de 3.X, eu seria mais a favor de uma inspiração no CODA para que não ficasse uma mudança mais drástica do que já seria. Sempre acreditei que uma limitação no sentido de "exaurir as forças" de quem usa os possíveis melhores poderes tende a equilibrar (porque não vai mais haver um abuso nesse sentido) e a tornar o jogo um pouco mais tenso, obriga os jogadores a usar suas magias o mais sabiamente possível, pois eles nunca vão saber quando eles vão realmente precisar de todas as energias do mago. (E não, a tirar pelo Senhor dos Anéis, o jogo não deixa de ser heróico por isso, acho que fica até melhor, visto que o ponto de vista estratégico dá uma "apimentada" nos combates, como a própria 4e vem provando).
Bom e estes são algums exemplos de sistemas de magia que passam longe do sistema vanceano e que, ao meu ver, funcionam melhor.
Editado: Bom, por algum motivo, eu não cheguei a ler esses dois posts que eu vou responder:
O sistema vanciano é um problema completamente separado do crescimento exponencial de poder dos conjuradores.
Então a opção seria diminuir, por exemplo, o dano causado pelas magias dos conjuradores? Pq pelo que o kasuya colocou ali em cima, quase todo o problema se concentra no sistema vanciano. Eu particularmente não concordo, achoq ue um sistema de spell points daria ainda mais poder aos conjuradores...
Quando eu digo sistema vanceano de magias, leia-se não só o fato de serem algumas magias por dia, mas as magias em si já são bem problemáticas (é por isso que os Spell Points não equilibram da forma como gostaríamos que fizessem e até teve uns certos bugs, como o feiticeiro, que tinha como única vantagem lançar mais magias que o mago, se vê, no final, lançando quase tanta magia quanto o mago, ganhando por muito pouco.