Quem disse que ele não teria risco algum? Ele teria um risco pequeno. Ele ainda existe.
Quando o risco e negligenciavel ao ponto de você não se importar é porque ele chegou ao ponto de ser quase inexistente.
Er você apenas chegou e disse "Você pode achar exemplo das duas coisas" não você não pode! os romances de Forgotten Realms são sobre personagens bem mais poderosos do que um ser humano "normal". Já leu alguma coisa do Dritzz? Os Orcs? É isso mesmo ele fez aquilo que você acha "que não deveria acontecer".
Já li Legacy of the Drow, Trilogy of the Dark Elf, The Icewind Dale Trilogy e War of the Spider Queen. Realmente se você pegar o Dritzz como exemplo, aliás os romances de Forgotten Realms como um todo, você vai ver esse tipo de coisa com frequência.
Porém se você partir para outros romances de D&D, vai achar exemplos do oposto. O que me vem a mente agora é The Lost Mark, onde os personagens não são tão imortais assim e consideram inimígos em número uma verdadeira ameaça.
De qualquer forma, ache o que quiser, D&D é fantasia heroica. Ele não foi feito para o grupo de personagens enfrentar 40 camponeses. Foi feita para eles enfrentarem hordas de Orcs, Dragões enfurecidos, Trolls semi nus, e por ai vai. QUEM LIGA PARA OS CAMPONESES? Esse é meu ponto, o tom de D&D não é realismo. Aliás, realismo nesse sistema até atrapalha!
Creio que todos os RPGs podem ser classificados como "heroicos", afinal, os jogadores são bem ou mal os protagonistas da história, os herois. O meu questionamento não é esse, mas sim até que ponto que o heroismo tem que tornar coisas triviais irrelevantes.
Estou citando aqui grupos de camponeses, mas pode substituir eles pode grupos de goblins ou orcs. Você acha que eles ameaçam um personagem de nível alto? O problema que vejo é que a curva de desafio não aumenta com o número de criaturas a partir de um certo ponto, particularmente acho isso falho.
Se um exército de goblins (300 goblins) atacasse uma cidade defendida por grupo de 4 PCs de nível 15 iriam ser massacrados pelos PCs facilmente. Isso é heroico? Pode até ser, mais perde um pouco do sentido e até da graça.
O que eu quis dizer é que faz parte do tom de D&D os personagens serem realmente poderosos em niveis altos. Apenas veja os desafios que eles precisam encarar. É o tom do jogo. É o cerne do jogo. Reclamar da fantasia heroica de D&D é reclamar do sistema como um todo, ou seja uma exageração você querer mudar um sistema todo que você discorda. Não é mais facil criar um proprio? Ou jogar um outro?
Pode ser o tom do jogo, mas isso não quer dizer que não incomode ninguém ou que seja perfeito. O que eu acho que você está falhando em compreender é que eu não quero mudar o sistema de forma permamente, estou aqui trocando idéias sobre o que eu acho falho no sistema. Não quero convencer ninguém de que D&D é falho, é uma merda, é irreal, isso é opnião de cada um. Quero só trocar idéias sobre o que cada um acha do sistema e não convencer ninguém sobre o que eu acho.
Coloco que acho ruim quando o sistema gera situações que lhe impõe banalizar alguns aspectos do heroismo. Você sustenta que o sistema é heroico e por isso situações como essas são justas e normais. Só que parece que você não quer que se discuta o que cada um vê como falho no sistema. Parece que é da seguinte forma: "Não gosta de D&D como ele é? Então troque de sistema e ponto final." Imagino que existem mais pontos de cinza entre o preto e o branco do que estamos olhando. O sistema pode ser alterado, mexido e adaptado para servir aqueles que estão jogando. Só que para fazer isso é necessário trocar idéias e experiências sem partir para pensamentos absolutos.
Olhar outros sistemas é óbvio que eu vou fazer. Agora mesmo eu vou começar uma campanha de L5R para ver como é esse sistema. Pode ser que eu goste dele e não queria voltar ao D&D. Pode ser que eu adapte coisas dele para a estrutura do meu jogo de D&D. Existem inúmeras possibilidades a serem exploradas.
"The secret we should never let the gamemasters know is that they don't need any rules." - Gary Gygax
Essa frase é muito aberta e pode ser interpretada de diversas formas. O que eu tiro dela é que os GMs podem e devem usar e descartar as regras quando elas encaixam ou não em suas campanhas. E que na ausência de regras eles devem ser capazes de decidir o que fazer.
Ele não quer dizer que podemos jogar todos os livros de regras fora e começar a jogar como bem entendemos. O resultado disso sería péssimo pois os jogadores simplesmente não teriam rumos para se guiar a não ser as idéias do DM. E este, para ser consistente, teria que começar a anotar as regras que usa para evitar muda-las de tempos em tempos. No fim o que seria feito é que cada DMs estaria criando um conjunto próprio de regras.
Eu acho que a grande reclamação aqui é que as regras mecânicas passaram a ser o foco das empresas de RPG ao invés da criação de conteúdo para os cenários. Eu particularmente discordo disso em parte. Alguns cenários atuais são bons e tem bom material, outro são uma bela porcaria, mas o mesmo se aplicava ao passado. Tinhamos cenários excelentes como Planescape por exemplo.
Acho que isso hoje fica mais em evidência pelo número de livros que a WotC solta no mercado, muitos deles sendo apenas conjuntos de regras sem nenhuma temática. E especialmente pela redução brutal que tivemos no número de cenários dos tempos da TSR para cá.

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Acho que é mais prático simplesmente continuarmos a conversa colocando os posts novos lá, e voltando a falar das opiniões iniciais do Gary Gygax aqui.
