Seu_Madrüga escreveu:Baha, se eu cedesse meu corpo a, digamos, meu irmão necromante, e ele usasse isso para arar os campos da minha família... seria REALMENTE um ato maligno? Afinal, não é a alma que fica aprisionada, é só um corpo animado. Não seria "eu", mas meu... "veículo carnal".
Bem, creio que seu irmão já seria maligno, se fossemos analizar do meu ponto de vista (que eu mencionei na minha resposta).
Mas, vamos olhar de outro modo.
Como ficaria sua possivel esposa, morando na mesma fazenda, vendo teu cadaver animado, sem sentimento (uma vez que não possui mas alma), e apodrecendo aos poucos?
E seus filhos? Acho que seria um pouco impressionante demais não?
E, pra piorar, suponhamos que sua mãe/pai ainda vivessem contigo, eles não iriam querer que seu corpo continuasse trabalhando, ao invés de partir para o descanço eterno...
Claro, meu argumento cai por água, se a sociedade em questão não trata isso como um ato maligno, e possui mortos vivos entre eles como uma "ferramenta" de trabalho.
juma escreveu:Já na minha opinião, isso só faria sentido numa sociedade com visões parecidas com a nossa. Agora imagine uma sociedade de um mundo de fantasia onde os deuses existem, caminham por aí e tem um plano astral para onde vão as almas de seus seguidores. Imagine que eles também não possuem muito apego às coisas materiais. Qual seria o problema de um morto vivo? Acho que no máximo eles poderiam considerar o necromante como uma pessoa que tem preguiça de fazer as coisas por si mesmo, mas não veriam problema com corpos "vazios".
Mas o problema é que a maioria dos cenários de RPG possui uma visão como a nossa sociedade atual.
Não é comum cenários que fujam do padrão cultural de seu criador.
E geralmente quando isso acontece, o mesmo passa a não ser recebido com bons olhos, os cenários sempre pregam o jargão do "bem contra o mal"
Então, criar mortos vivos, que é uma magia que profana corpos de pessoas que já não estão mais entre os vivos, é algo que causa repulsa, e torna o criador maligno.