Russel escreveu:Lumine Miyavi escreveu:Posso pedir exemplos das dificuldades que as tendências provocam, Russel?
um exemplo que já aconteceu na minha mesa: o grupo havia acabado de derrotar um lorde das profundezas que veio dando trabalho a campanha inteira.
nesse momento o paladino do grupo entrou num dilema moral:
ele deveria eliminar o monstro (visto que diabos não podem se redimir já que o mal faz parte de sua natureza) ou deveria poupar o inimigo caido (sendo que assim ele poderia vir a cometer novas atrocidades)
Embora eu compreenda, como alguém que gosta de paladinos e do Book of Exalted Deeds, o dilema moral de seu jogador, e como ele pode aprofundar a personagem, não acho que dentro do sistema de D&D esse dilema existiria. Meu pensamento é o seguinte:
O diabo É uma criatura maligna. Não é um ser que se tornou maligno por opção, nem que vai perder sua malignidade sem um poder extremo de conversão (muitas vezes conhecidos como poder de nível divino, ou conjunção astral poderosa, ou que quer que seja), que os jogadores não tem disponível.
Manter esse ser maligno vivo é o equivalente a permitir atos malignos por omissão.
Nesse caso, destruir esse diabo em particular, no sistema maniqueista de D&D, É uma ação boa. Ele está destruindo uma materialização do Mal, e mudando a balança dos planos para o lado do Bem.
Quando a criatura não é um ser sobrenatural que tem a malignidade impressa nos genes (exemplo, orcs), é possível sim mantê-lo vivo e convertê-lo. No entanto, deve-se pesar outros fatores, como, por exemplo, se manter esse ser maligno é possível (muitas das situações em que se encontram com eles são de vida e morte, legitima defesa ou proteção de outros seres vivos). Numa situação em que o paladino (ou outros personagens Bondosos que levam a tendência para o lado mais heróico/Exalted também) poderia fazer a conversão ou levar a outros que poderiam fazer o mesmo, deveria-se considerar fortemente isso. Se não é possível isso, o ato de matar uma criatura dessa, embora não seja Bondoso, poderia facilmente pender para o lado da Neutralidade (nem bom nem mau, apenas que teve de ser feito). Matar a criatura com requintes de crueldade seria um ato maligno, pois estaria causando dor desnecessária (em discordância com a afirmação anterior de que, se a criatura é maligna, toda forma de violência é justificada).
Penso que a mentalidade de paladinos LB da 3ª Edição, frente ao combate com uma criatura que não é maligna de existência, não é regojizar-se com o sangue do inimigo, etc, mas acabar por aceitar que era a última (se não a única) opção válida e lutar de maneira a causar o mínimo de dano possível com o máximo de eficiência e proteção de seus aliados e protegidos em primeiro lugar. Esse malabarismo entre os dois pontos, no meu entender, é que torna uma das classes favoritas de se jogar para mim.
Meus dois centavos na situação, no entanto.





muito bom.




