
Em tempo, o grupo era composto de 5 personagens de 4º nível, pois antes de começar essa aventura eles passaram pela aventura do Livro do Mestre. 2 paladinos, 1 warlord, 1 ladina e 1 mago (todos humanos, menos 1 paladino dragonborn). Com anos de experiência de 2ª e 3ª edição e 4 níveis de 4ª edição, o grupo já estava bem maduro e sabendo lutar junto. Porém, não atentaram aos sinais de ameaça e subestimaram os oponentes.
Como o grupo era de nível mais alto que o previsto pela aventura (3º), troquei os esqueletos comuns por boneshards. As diferenças principais seriam:
Soldado nível 3 => bruto nível 5
PV 45 => 77
CA 18 => 17
Fort 15 => 16
Movimentação 5 => 6
Ataque +10 => +9
Dano 1d8+2 & marca => 1d8+3 (crit 1d8+11) +5 necrótico. Sendo que isso nem fez tanta diferença porque os dois paladinos tinham armadura de ferro negro, que tem resistência 5 a dano necrótico.
Além disso, tem o Boneshard Burst que causa 2d6+3 de dano a primeira vez que a caveira fica Bloodied e também quando morre.
Dá pra ver que as vantagens dos esqueletos ficaram mais nos pontos de vida e na explosão, que é algo um tanto pontual. Nem foi por isso que o grupo morreu.
O grupo morreu, realmente, por conta de uma sequência sutil, porém nefasta, de erros táticos.
1) deixaram 2 vezes um scout fugir, então Kalarel e sua gangue já os recebeu prontos. E eu nem concedi rodada de surpresa, apenas posicionei eles de forma mais vantajosa, como indicado pelo livro.
2) Kalarel e um esqueleto saíram da posição de vantagem pra armar uma armadilha (se aproximaram da Coisa), e nem suspeitaram de nada.
3) A armadilha não teve sucesso (a Coisa errou todos os ataques), mas a ameaça ficou evidente, e mesmo assim ignoraram.
SPOILER: EXIBIR
6) Restaram Kalarel, o artilharia e o scout. O paladino e a ladina detonaram os últimos dois, mas Kalarel continuou firme e forte. Sendo que os esqueletos não morreram quando atravessaram pro outro lado, pois não eram vivos mesmo. Apareceram tentando passar pelo "filme dimensional". Vendo a causa perdida, a ladina se mandou.
7) O paladino ficou. Derrubou o artilharia e o scout, mas Kalarel continuou muito bem e com clara e esmagadora vantagem. O devoto de Bahamut manteve-se firme, decidido que ia matar ou morrer.
8) Com o pessoal emocionado e a atitude estupidamente heróica do paladino, decidi fazer uma intervenção divina. Como o outro paladino também era devoto de Bahamut, e o warlord da Raven Queen (inimiga mortal de Orcus), eles foram ressuscitados. (E já que era festa, revivi o mago também.) Com 1/4 dos pontos de vida e nenhum healing surge pra usar. A ladina, ouvindo as vozes dos que tinham morrido, voltou. Tiveram a opção de continuar lutando ou correr. Os dois esqueletos estavam de volta, um Bloodied e o outro quase.
9) Continuaram lutando. Caíram feito moscas. Nunca distribuí tanto coup de grace. Não que tivesse prazer nisso, mas era a atitude lógica dos final bosses. Caíram todos, amigos e inimigos, até que sobrou só o paladino (o mesmo ainda) e Kalarel.
10) Não teve jeito. Com 186 pontos de vida, contra uns 50 do paladino, Kalarel prevaleceu. Não sobrou ninguém pra contar a estória.
O clima ficou meio nefasto, mas como diria o samurai no filme de Tom Cruise, "foi uma boa morte". A luta foi épica, os heróis foram bravos... mas cometeram erros táticos cruciais e foram esmagados. Sem dúvida, adrenalina foi sentida e lições foram aprendidas. Mas, domingo que vem, todos de fichas novas...





. Entre cada teleporte 5 minutos de descanso

