Muitas mensagens, responderei a primeira e depois vejo se vale a pena falar mais alguma coisa.
Khelben Arunsun escreveu:Defina o termo "ferramenta de interpretação".
Não me lembro de ter visto isto em livro algum, e quero uma concepção melhor da idéia, antes de qualquer coisa.
Cada livro usa um termo diferente, uns que acho mais corretos outros que não considero tanto assim (como a vertente
role vs rule, que acho conflitante demais) outros simplesmente chamam isso de
roleplay tools (apesar de que muitos somam neste conceito ajudas descritivas, os
role aids), mas na verdade definição está no nome, ferramentas de interpretação são ferramentas de sistema/regras (com os mesmos objetivos e limitações) dentro do sistema que favorecem um aspecto específico da interpretação, o sistema de natureza/comportamento, por exemplo, busca fazer com que o nucleo da personalidade do personagem seja uma parte inerente da criação do personagem assim como é rolar os atributos (em D&D se você não cria personalidade não tem problema, mas não dá para jogar sem atributos, portanto não é a mesma coisa).
Estas ferramentas não indicam se vai haver ou não interpretação mais complexa na mesa, como disse em minha mensagem isso passa pelos jogadores, se um jogador tem vontade ele cria o personagem que quiser em qualquer lugar.
Agora, mesmo depois de ver a regra do livro, falar que não existe (porque, se é um texto de do livro de regras, no mínimo, deve ser uma..... ahem.... regra,), é teimosia contra o óbvio. O argumento "é uma descrição, e não uma regra" é mais sem consistência ainda, porque toda regra, via de regra, deve ser descrita.
Você esta confundindo, toda regra é escrita porque estamos falando de um livro, a questão aqui é que algo pode ser descrito ou pode ser integrado a mecanica de regras, ou seja, ele pode ser um complemento a leitura (que é opcional) ou faz parte do conjunto de regras como qualquer outra regra e só pode ser retirado se outra coisa for colocada no lugar (L5R sem as ferramentas de honra não é um jogo de samurais, por exemplo).
Como disse em minha mensagem em descrição pura eu não confio, inclusive dei um exemplo que duvido que você não tenha deparado em algum forum que é o Malkaviano bobo alegre. Descrições do drama de ser louco não faltam nos livros do Mundo das Trevas, juntando todas as partes acho que daria um livro só sobre o assunto, mas na prática a maioria ainda acha que ser Malkaviano é vestir como Capitão Ninja e pedir pizza em momentos de tensão, a descrição o pessoal "leu por um olho e saiu pelo outro", já em UA (onde loucura é ferramenta, talvez as regras mais brilhantes do sistema são aquelas que lidam com loucura, já as regras de testes considero apenas passaveis) o buraco é mais embaixo, o caminho ruom a loucura (ou psicopatia) não é nem de longe algo engraçado (e isso acontece porque em UA o sistema apoia o mestre e os jogadores na hora de lidar com a loucura, em Vampiro tem até desvantagens, mas na prática a loucura é descrita em partes que quase ninguem lê, provavelmente pularam para as disciplinas de uma vez...).
Quanto a definição de interpretação, já disse,
não tem como jogar RPG sem interpretar (se um jogador de vampiro falou esta besteira para vocês é prova que nem o livro do qual ele é fã foi lido de verdade, porque isso tá escrito lá), você faz personagem então você interpreta. O problema que muitas vezes rola é o que andam interpretando por aí, um personagem sem personalidade pode ser facilmente bem interpretado, só que (do ponto de vista de história, se a aventura for dungeon crawler personalidade é estepe) o personagem é fraco (e para mim não há boa história sem bons personagens).
Ferramentas de interpretação não te fazem interpretar e ponto (essa não não existe), elas direcionam a interpreção para um caminho especifico. L5R não quer que você interprete um personagem, quer que você interprete um samurai completo, todas as ferramentas de interpretação estão lá para conseguir (ou pelo menos tentar, usar bem a regra é outra discussão) isso.