[D&D] Discutindo as edições

Venha trocar idéias sobre os mais variados sistemas de RPG e seus cenários.

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Mensagempor Lumine Miyavi em 13 Abr 2009, 20:30

Desculpa, Luminus, mas teus três argumentos começam com "e se". Então vai um meu:

E se o mestre não quiser gastar tempo fazendo a ficha de todos npcs menores?
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Mensagempor Luminus em 13 Abr 2009, 22:30

Hah!, então, nesse caso, quotando eu mesmo:

Não é o grau de capacidade, e sim o grau de necessidade. Eu acho que precisa, vocês aí acham que não... e o barco segue :roll:


Vai de cada mestre, cada grupo, cada aventura, cada PdM...

E!
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Mensagempor AKImeru em 13 Abr 2009, 22:46

Então Luminus, você concorda que devemos fazer fichas apenas para NPCs que julgamos importantes?


Meus parabéns, você acaba de negar os conceitos simulacionistas de AD&D e 3.X e abraçar os conceitos narrativistas da quarta edição.


"ONE OF US ONE OF US ONE OF US"
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Mensagempor Luminus em 13 Abr 2009, 22:50

Oda,

Não sei do que é que você está falando... e sobre ser "um de nós", como diria Rorschach, "não sou eu que entrei para o grupo de vocês: vocês é que entraram para meu grupo". :P

E eu perdi a merda do filme! RAIOS!!!

E!
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Mensagempor planes em 13 Abr 2009, 22:52

Lorde da Dança escreveu:Quem cria cenário é porque não está satisfeito com os cenários do mercado, a Era de Ouro foi caracterizada justamente pela coletanea de opções nesta categoria e o enfoque dado a elas (tanto que o grande exemplo desta época são as caixas de mundos).


Você não disse, mas o movimento old-school disse. Não acho que devamos criar cenários por nescessidade, mas por diversão.


Na verdade estou falando extamente desta situação.

Primeiro ponto, há quem curta escrever, eles podem escrever fanfics, contos, blogs, cenários, um colega até fez mestrado sobre RPG, mas não é bem esta a questão.

Estou falando dos jogadores mais práticos, nem precisa ser aqueles que não conseguem jogar Castelo Falkenstein porque não conseguem escrever diário do personagem, mas do pessoal que curte o jogo RPG. Estes caras querem jogar, por falta de tempo (tem mestre que nem tempo para criar aventura tem) ou até vontade possuem uma visão mais pragmática (e estamos falando de um mercado com um zilhão de aventuras prontas), uma visão na qual o cenário existe para preencher a vontade de jogar algo e você vai se ver obrigado a ir para a prancheta se este algo não existir no mercado (e quanto mais o mercado te dá, mais tempo você gasta na sua campanha do que terminando de escrever o RPG dos outros).

Você disse que:

Não é nescessário modificar as regras para criar um cenário.


Para clarificar, se como cenário você entende uma extensão do produto como está então esqueça o que eu disse, sempre fizeram isso. Todos os cenários de AD&D tinham aquela saída de "continentes escondidos" (continentes extras eram praxe da época: Taladas, Kara-Tur, etc..), "esferas não catalogadas", regiões descritas com um paragrafo de forma que o mestre pudesse ter liberdade de colocar novas regiões sem mudar o estilo.

A questão é que isso não muda a experiencia, se você criar um novo continente, faz mapinha, mas usa AD&D padrão não vou ver diferença nenhuma de jogar Forgotten ou GreyHawk. Algumas vezes joguei versões bem diferentes de uma mesma região devido a interpretações diferentes de cada um dos mestres, rotulos não mudariam isso.

Agora se estivermos falando de pegar o AD&D e fazer um jogo no qual você controla regentes aí a coisa muda de figura, você não vai poder pegar as regras de AD&D e deixar a galera governar no gogó (pelo menos não se quiser um cenário que preste), vai ter que criar regras para administração e regras adequadas de combate em massa, o que por fim gera um BirthRight da vida.

Esta criação sim dá trabalho e aqui colocam uma linha entre gostar e se dedicar. Muita gente curte criar e tal, mas o que mais você ve por aí é empolgação, a galera se empolga ("vamos criar" ou "vamos arrasar") e quando o trabalho começa todo mundo some. Participei e vi várias listas/foruns para criação de mundos (aliás, conheci Allef em uma delas :aham: ) que não sobreviveram a fase pós-empolgação, posso contar nos dedos resultados como os obtidos pelo Deicide.

Para piorar tem a concorrência, RPG é jogo de grupo, se a galera joga uma vez a cada 15 dias não terá muitos encontros por ano, é natural que queiram concentrar este tempo no que há de melhor. Desta forma se for fazer um cenário com samurais, terá de ter algo que supere a experiencia obtida com um L5R, Sengoku e outros, caso contrário é reinventar a roda (novamente levando em conta a visão pragmática da coisa).

O que quero dizer com isso é que criar cenários não é simples, mesmo quando gosto está envolvido é importante levar em conta a dificuldade mecanica e AD&D era um cenário muito fechado com uma quantidade enorme de opções prontas de cenário, não dá para esperar que a situação seja a mesma de um D&D 4a edição com regras customizaveis e sem cenário algum, este segundo assim como diversos sistemas antes deles tem como objetivo facilitar o mestre na criação de sues próprios cenários (fornecendo o máximo de regras possível) e não fornecer regras para descrições (e aqui acho que morre qualquer critica a D&D 4a edição no sentido de chama-lo de wargame, o sistema não precisa de descrição a la Livro dos Monstros de AD&D, ele precisa de regras customizaveis o suficiente para você descrever a criatura do jeito que bem entender e pronto).

Não vejo mais NPCs famosos serem criados... vivemos dos vestígios de uma época de ouro perdida. Não reclamo, como um old school, que de como era boa aquela época. Eu reclamo de como tenho medo de que meus mundos que gosto sumam, junto com os jogadores.


Não creio que isso esteja acontecendo.

D&D mesmo voltado para um lado mais genéricos ainda tem lá suas fichas de Strahd e Kas, até pelo fator nostalgia.

Ainda assim existem cenários de peso que se baseiam em personagens iconicos, como o próprio Exalted entre outros (assim como todos os anos continuam saindo sistemas inovadores e com cenários pesados, como o Aces & Eights campeão da Origin ano passado. Não é porque o sistema mais popular mudou o foco que as opções de sempre deixarão de existir (na verdade parece que apenas inverteram, antes a proposta mais generica de GURPS estava na sombra dos pesados cenários de AD&D, hoje os cenários pesados ficam nas sombras da proposta mais genérica de D&D 4a edição :b ).
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Mensagempor AKImeru em 13 Abr 2009, 22:57

Luminus escreveu:Oda,

Não sei do que é que você está falando... e sobre ser "um de nós", como diria Rorschach, "não sou eu que entrei para o grupo de vocês: vocês é que entraram para meu grupo". :P

E eu perdi a merda do filme! RAIOS!!!

E!



Essa citação faria sentido - Se não fosse justo o oposto. Hurr Durr.
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Mensagempor Lorde da Dança em 14 Abr 2009, 12:07

Planes, entendi sua posição, até faz sentido várias pessoas não fazerem cenários próprios, mas que é algo legal ´de se fazer é dificil contestar. Mas, só um ponto que gostaria de falar.

A questão é que isso não muda a experiencia, se você criar um novo continente, faz mapinha, mas usa AD&D padrão não vou ver diferença nenhuma de jogar Forgotten ou GreyHawk. Algumas vezes joguei versões bem diferentes de uma mesma região devido a interpretações diferentes de cada um dos mestres, rotulos não mudariam isso.



Devo dizer que muda, mudar o lore não é só fazer mapinha, eu quis dizer que poderia se mudar a história do mundo, a distribuição geográfica, a personalidade dos povos e sua cultura (vejamos Eberron, cujos elfos são diferentes ods de greyhawk mas nem por isso tiveram seu stats raciais modificados), uma reinterpretação ficaria igual a greyhawk, mas um cenário novo?
Eu criei um cenário novo aonde um gnoll clérigo lidera uma ceita fanática e é impulsivo compulsivo, não tive de mudar regras e nem por isso ficou com clima de forgotten ou greyhawk.

E foram vocês que entraram no time do lorde da dança.
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Mensagempor Sr. Pichu em 14 Abr 2009, 12:41

Luminus escreveu:
Se o Fred apenas guiar o grupo pelas Trilhas Estreitas e nada mais que isso, então nem ficha ele precisa ter.


E se tiver um combate? E se precisar de um teste de habilidade/perícia/resistência? Talvez ele não precise de uma ficha assim tão detalhada como a de Elminster, mas alguma coisa de estatística ele tem de ter... presumindo que você seja um mestre que, dentre outras coisas, goste de fazer algumas rolagens na frente dos jogadores, mostrando que os PdM's estão realmente vulneráveis àquilo que também ameace aos personagens.
E!

interessante
sempre achei que combate fosse coisa para os players...
tirando SdA, não lembro de ver guias indo prá porrada

a parte mais interessante é que normalmente há a tendência de simplificar, e você prefere complicar...
e me explica o pq diabos Fred, o taverneiro, resolveu guiar o grupo e para tanto ele precisa de rolagens? ele é um guia ou alguém que precisa adivinhar o caminho?
eu sempre achei que guias serviam para guiar um grupo justamente por que eles sabiam o caminho de cor e salteado....
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Mensagempor Youkai X em 14 Abr 2009, 13:28

Guias rolariam Nature e perception em skill challenges que envolvessem se guiar pelo caminho. E éc laro, preocupado em proteger seu precioso 1 PV


Na 4E a ficha do Fred o Taverneiro poderia ser assim

Fred o Taverneiro Minion level 3
1 PV; nunca recebe dano de ataque que erra
Iniciativa +0 Perception +7
CA 12; Fortitude 14; Reflexos 12; Vontade 13
Ataque: Porretada (standard; at-will)
Melee basico; +4 vs CA; 5 de dano
Covardia
Quando Fred pega cobertura ou camuflagem (inclusive aprimorada), ele ganha +2 de CA e reflexos além dos bônus de cobertura ou camuflagem

Força 13
Constituição 11
Destreza 8 (0/Porque ele é gordo, pançudo e lento)
Inteligência 10
Sabedoria 13
Carisma 9 (0/É, ele é feio, tem furunculos e cospe direto no chão)

Tendência: Unaligned/Desalinhado Linguagem: Comum
perícias: natureza +7, endurance +6

Equipamento: Avental, caneca suja, pano de limpeza, porrete, dente de ouro.

-----------------------------------------------------------------

Tirando o Fred da jogada: Alguém já converteu algum desses odiadores da 4E e mostrando a eles que 4E não se resume a um "videogame de papel"?
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Mensagempor planes em 14 Abr 2009, 19:16

Lorde da Dança escreveu: Devo dizer que muda, mudar o lore não é só fazer mapinha, eu quis dizer que poderia se mudar a história do mundo, a distribuição geográfica, a personalidade dos povos e sua cultura (vejamos Eberron, cujos elfos são diferentes ods de greyhawk mas nem por isso tiveram seu stats raciais modificados), uma reinterpretação ficaria igual a greyhawk, mas um cenário novo?


Opa, falei besteira :ops:

Não queria dizer que isso é algo inferior a "criar cenário" (mesmo porque também faço isso) e sim que,na discussão, imaginava isso mais como expandir o conceito de um cenário (já que no caso do AD&D as regras estão ligadas a um cenário, criar algo sem mudar nada nas regras seria como se você jogasse em um continente "novo" de Greyhawk ou Forgotten, sacou? Até mesmo jogos com propostas semelhantes como DragonLance possuiam algumas coisas para tentar diferenciar a abordagem e no final isso acabou virando um sistema completamente diferente).

Criar cenário estava pensando em algo do nivel de mudar o estilo de se jogar, alguns RPGs tentam cobrir o maior numero possivel de variaveis (com o GURPS e, em menor grau, o D&D 4a edição) outros não se preocupam muito para o que rola fora de seus cenários, nestes ultimos você dificilmente vê cenários próprios (a maioria pega Vampiro para jogar Vampiro, Exalted para jogar Exalted e, na época, AD&D para jogar os box sets da época). Não sei se agora ficou claro o motivod e minha confusão...
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Mensagempor Lorde da Dança em 14 Abr 2009, 19:46

Não sei se agora ficou claro o motivod e minha confusão...


Agora eu entendi seu ponto :dança: , ém AD&D é mais díficil criar cenários próprios, o que explica o uso de cenários oficiais na época.

Bem, acho que não tenho mais o que discutir nesse tópico, pelo menos até aquela das fichas de npcs evoluir.
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Mensagempor Corvo da Tempestade em 14 Abr 2009, 19:50

Teóricamente, é possível... basta que você faça um ato tão vil e horrendo que tu se torne OUTRO Dark Lord e entre em guerra com o domínio do outro.

...faz sentido.


E nada acontece pois, ao contrário dos outros mundos, a fronteria entre dois reinos não pode ser mudada (vide o caso de Falkovia e Darkon)

Não é nescessário modificar as regras para criar um cenário.


Bem eu sempre tive diculdades em criar um cenário onde não tem deuse(s) (ou onde ele(s) não atua(m) na vida e sim no pós morte) justamente por causa das regras, mais especificadamente com os clérigos, ignorava completamente a classe (é consequentemente boa parte das mágias/poçoes de cura) sem contar a habilidade de "expulsar mortos vivos"? e os Paladinos?
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Mensagempor Madrüga em 14 Abr 2009, 22:32

Corvo da Tempestade escreveu:
Teóricamente, é possível... basta que você faça um ato tão vil e horrendo que tu se torne OUTRO Dark Lord e entre em guerra com o domínio do outro.

...faz sentido.


E nada acontece pois, ao contrário dos outros mundos, a fronteria entre dois reinos não pode ser mudada (vide o caso de Falkovia e Darkon)


Até onde eu sei a geografia pode mudar sim, mas por causa dos Poderes Sombrios, nunca dos jogadores. E pelo que eu lembro o próprio cenário desincentiva esse tipo de comportamento típico de D&D, "HURR VAMOS MATAR NERULL".
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Mensagempor Lumine Miyavi em 14 Abr 2009, 22:46

O Kas tinha um domínio próprio, e o Vecna matou ele pré-ascenção. Então É possível.
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Mensagempor Youkai X em 14 Abr 2009, 22:52

Ninguém reparou na ficha que fiz pro pobre Fred XD ?
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