A algum tempo atras um amigo meu queria iniciar uma campanha de D&D mas estava em dúvida quanto a qual cenário iria usar, eu lhe dei a idéia de montar um novo mundo(como visto naquelas dicas do Livro do Mestre) e ele respondeu .."sem chance dá muito trabalho"...e eu pensei, será que e tão dificil assim?
eu sempre mestrei usando Forgotten Realms e Dark Sun mas de uns tempos pra cá me deu vontade de lidar com um cénario aonde eu REALMENTE pudesse alterar e moldar sem comprometer a essencia do cenário, e claro que eu podia fazer Thay invadir definitivamente Aglarond, matar alguns escolhidos de Mystra, iniciar uma guerra definitiva entre os Harpistas e os Zhentarins mas eu estava mais a fim de lidar com um cenário menor, mais "jovem" aonde eu poderia manipular o que acontece nele o tempo todo sem a impressão de que estou "descaracterizando" o cenário entendem?
Bom por ter um tempo livre na hora do almoço no trabalho resolvi escrever sobre um mundo de fantasia meio que do nada, as unicas caracteristicas que eu queria nele era as seguintes:
+um mundo jovem e pequeno
+com criaturas e elementos clássicos de D&D
+eu queria que ele tivesse muitas ruínas e construções colossais em todos lugares, baseados em reinos de gigantes
+que fosse LowMagic (apesar de eu sempre usar itens magicos nas campanhas de FR, aqui o caso seria diferente )
+panteão divino de Greyhawk (na minha opinião o mais simples e interessante de D&d, desculpe FR mas seu panteão e MUITO GRANDE, tem divindades demais)
+ que as raças não humanas (anões elfos e etc ) fossem um pouco mais reclusas e tratadas como lendas em algumas regiões (supremacia humana )
+ e para terminar, que um grande Império teria sido arruinado e que as trevas tivessem tomado toda a esperança do mundo, levando o conceito de "pontos de luz" ao extremo ( como Midnight )
Bom eu escrevi a história do mundo de Ardaria (levou 1 semana), agora estou preparando um mapa das regiões a descrição geral de cada localidade importante e levando em consideração as caracteristicas acima, eu estou pensando seriamente em usar o Iron Heroes no lugar do D&D em si, sendo assim resolvi colocar aqui a historia de Ardaria e queria a opinião de vcs quanto a história ( e os furos nela ), talvez ela seja complicada ou muito simples mas eu posso modificala futuramente...o texto e grande não foi totalmente revisado...
A Origem Perdida de Ardaria
- Registros recuperados do antigo reduto da Academia dos Mestres Anciões nas ruínas das catacumbas da cidade imperial de Anturiah.
A Era Primordial
O continente de Ardaria sempre foi repleto de modificações climáticas e geográficas desde o principio de sua criação pela vontade dos Deuses do Antigo Panteão, seres divinos que foram esquecidos e substituídos pelas atuais deidades conhecidas em nossa Era atual, que pelos registros de Titãnheim surgiram durante a Era da Ascensão, mas mesmos os Titãs não tinham certeza absoluta quanto as informações sobre os Deuses do Antigo Panteão, pois e de conhecimento geral que deuses como Moradin, Corellon, Gruumsh, Obad Hai, Bahamut e Tiamat já existiam naquela época, porem em encarnações diferentes das atuais.
Os povos anões e elfícos dessa Era não eram numerosos, muitos menos tinham se desenvolvido e crescido para formarem seus próprios reinos, assim como as outras espécies mais primitivas como goblinóides e outros humanóides.
As duas espécies mais antigas e poderosas em Ardaria eram os Gigantes e os Dragões, ambos vagavam pelo continente em grandes quantidades, batalhando por território e recursos naturais.
A Era da Ascensão
O início da segunda Era começa a partir da chegada da raça mais prospera de Ardaria.
Os próprios Titãs em muitos registros posteriores alegam ter abandonado seu antigo plano de existência que sucumbiu depois de um conflito de proporções divinas que destruiu por completo o plano de origem dessas criaturas.
Sábios de muitas raças diferentes durante os séculos seguintes acreditam até hoje que uma guerra divina teria destruído os Deuses do Antigo Panteão, e como conseqüência desses eventos os Titãs teriam se abrigado em Ardaria.
Maravilhados com esse novo mundo os Titãs começaram a erguer cidades monumentais para seu povo, os Titãs de boa vontade ensinaram os segredos da magia para os anões e elfos por meio do Tomo de Ghalaran, em troca de serviços em suas grandes cidades durante os séculos seguintes e assim essas raças também passaram a erguer seus pequenos reinos que aos poucos foram se tornando poderosos, mas poucos em quantidade e tamanho se comparados a seus patronos Titãs, porém alguns dos Titãs viam essas raças como criaturas inferiores e fracas, e em sua ambição eles resolveram usar sua mágica e seqüestrar uma raça que podia ser escravizada para ampliar ainda mais seu novo império.
Em um mundo paralelo, arrasado pela guerra e a destruição os Titãs encontraram uma raça enfraquecida que tinha arruinado sua própria civilização em seu mundo e tinham sido reduzidos ao barbarismo, os humanos.
A partir de um grande portal várias tribos bárbaras de humanos surgiram nas planícies selvagens de Ardaria, mas os Titãs não tinham controle completo de sua experiência magica, e junto com os homens, tribos de raças oriundas desse mundo paralelo também vieram pelo poderoso portal entre eles gnomos, halflings e outros humanóides monstruosos em proporções menores.
Para surpresa do Titãs os humanos se mostraram indomáveis e fracos para ajudarem em suas obras colossais, além disso, anões e elfos se tornaram aliados dos homens contra raças malignas que existiam em Ardaria, como orcs e outros monstros que vivam espalhados pelo continente, assim a raças longevas se tornaram aos poucos patronos dos homens assim como os Titãs fizeram no passado.
Então para evitar um conflito entre os próprios Titãs, pois muitos Titãs apreciavam sua ligação com os anões e elfos, os mesmos Titãs que tentaram escravizar os homens se voltaram para as duas raças que era mais numerosa e poderosa que as outras do continente, os Gigantes e Dragões.
Os Titãs ajudaram os Gigantes a caçar e escravizar os Dragões, que foram quase extintos nessa época, muitos passaram a servir como montarias nos séculos posteriores ao Expurgo dos Dragões, depois até mesmo os Gigantes foram escravizados pelos Titãs e obrigados a construir imensas cidades e fortalezas para seus mestres durante muitos anos.
E assim se deu a origem do grande império de Titãnheim, que se expandiu por todo continente, exaltado em glória, magica e poder diante os outros povos primitivos de Ardaria.
A Era de Jottunheim
Após séculos de ascensão o império de Titãnheim se viu aflito ante a um evento que pronunciou o fim de sua civilização em Ardaria.
Com o tempo o índice de natalidade dos Titãs diminuiu gradualmente a ponto de acabar os nascimentos da raça por anos.
Teorias e registros da época revelam que esse mal se tornou cada vez mais visível desde que os Titãs abandonaram seu plano de existência, o que leva a crer que em teoria a descrença e o repudio da raça Titã pelas Divindades os tenha amaldiçoado de alguma forma por forças superiores.
Essa tese ganha força quando se especula que os Titãs em sua plano natal seriam servos de entidades mais antigas, como as Divindades do Antigo Panteão, esses que aparentemente foram abandonados pelos seus servos leais (os Titãs) diante de uma grande ameaça (a ascensão de novos Deuses que formam o Panteão atual) o que se imagina que foi o fim da existência dos antigos Deuses.
Independente dessas teorias sabe se que, a partir dessa Era os Gigantes eram muito mais numerosos que os próprios Titãs em Titãnheim, e que tinham se espalhado pela sociedade do império não só como escravos, mas como servos, e até mesmo soldados.
Assim começou a Guerra do Fim, como chamaram os elfos na época, os Gigantes se aproveitaram do seu grande numero e passaram a assassinar e destruir o império por dentro, aniquilando seus mestres com violência e crueldade.
Em poucos anos as grandes cidades de Titãnheim não passavam de ruínas espalhadas em Ardaria, rumores indicavam que poucos Titãs tiveram tempo para abandonarem Ardaria e partirem desse plano.
Para o terror das outras raças do continente os Gigantes uniram todas suas tribos sobre a liderança de Angor, um gigante das tempestades, que foi coroado Rei dos Gigantes e fundou Jottunheim, o Reino dos Gigantes a partir das ruínas da capital de Titãnheim.
Durante os anos seguintes o Rei Angor tentou dissuadir seu povo de se aproveitar de sua superioridade racial ante os povos primitivos de Ardaria, seus sonhos de prosperidade terminaram 50 anos depois de sua coroação quando foi assassinado e substituído por Maldorr, o Negro, um gigante do fogo cruel e terrível , e em seu comando os Gigantes de Jottunheim avançaram contra as outras raças como uma onda implacável de destruição e escravismo que durou os 5 séculos seguintes.
Os reinos elficos e os reinos dos anões sucumbiram diante da força de Jottunheim com o passar do tempo, porém os homens já tinham crescido em numero, e já eram mais sábios e capazes na magica e na arte da guerra, então entre os bárbaros da planície surgiu um guerreiro que se tornaria lembrando pelas eras seguintes, seu nome era Anturiah, um caçador de olhos e cabelos negros como a noite, um homem que vagou por todas as tribos conhecidas e pelas ruínas elficas e anãs em busca de guerreiros para se aliar e iniciar uma campanha de guerrilha contra os Gigantes.
Apesar do sucesso de Anturiah em conseguir aliados, o caçador estava longe de obter uma vitoria significativa, passando anos guerreando com os Gigantes em campanhas pequenas, mas bem sucedidas.
Uma década depois de muitos ataques e armadilhas, e com um grupo grande de guerreiros leais de várias raças, Anturiah teve uma visão, em seu pressagio ele viu seu povo triunfando sobre os Gigantes, porém nos meses que seguiram sua visão o caçador não sabia como vencer tantos Gigantes, mesmo com todos os seus aliados sua tarefa parecia impossível de ser realizada.
Então o tempo de espera de Anturiah acabou, em um inverno terrível o horizonte se tornou escuro como a noite nas terras das montanhas do norte, e em nenhuma outra época em toda história do continente nunca se viu tantos Dragões unidos em uma única revoada.
Os registros chamam esse evento de Revoada da Vingança, e em poucos dias os Dragões e Gigantes iniciaram sua última grande guerra.
Escondidos há anos desde a guerra dos Gigantes e Titãs, os Dragões planejaram sua vingança por anos a fio esperando o momento certo para atacar seus inimigos Gigantes.
Em meio ao pesadelo sangrento de destruição que se seguiu por dias Jottunheim se enfraqueceu, mas não foi esse o seu fim, os Dragões lutaram por dias, mas mesmo assim não tinham poder para destruir seus inimigos por completo, e em meio à guerra na capital de Jottunheim um grande portal surgiu entre as ruínas, enquanto isso não muito longe da cidade Anturiah reuniu todos os guerreiros disponíveis e vislumbrou a chance de dar um fim naqueles anos de trevas e destruição, convencidos da vitória e da visão de seu líder humano eles marcharam para capital da cidade dos Gigantes e combateram Dragões e Gigantes, mas para surpresa de todos do portal que surgiu em meio à cidade veio à ameaça final.
Os Titãs vieram para Ardaria pela última vez, vestidos para guerra, eles eram poucos, mas lutariam uma vez mais para acabar com seus antigos servos.
Assim terminou a Revoada da Vingança iniciada pelos Dragões, Jottunheim deixou de existir, e poucos Gigantes sobreviveram ao massacre e os que fugiram nunca mais alcançaram grandeza em números prodigiosos, como no passado, para se tornarem uma nação, assim como os Dragões que em números muito reduzidos se ocultaram nos confins da terra carregando tesouros antigos de seus inimigos mortos, por fim os Titãs saudaram os homens e seus aliados pois estes herdariam o continente e assim os Titãs poderiam abandonar aquele plano e voltar a servir o Panteão Divino em troca do fim de sua maldição por terem sucumbido a corrupção e a tirania que os levaram a tentar escravizar os habitantes de Ardaria.
Era dos Homens
Essa era se estende pelos séculos que se seguiram após a Revoada da Vingança.
A partir dessa Era os povos civilizados livres passaram a contar a passagem dos anos seguintes a partir da fundação do Reino/Império de Anturiah.
Ano 0
Os clãs de gigantes se exilam para pontos distantes e selvagens no continente.
Anturiah e coroado como o 1° rei dos homens de Ardaria, começam as construções da capital da nação humana.
Ano 65
A cidade de Anturiah atinge seu auge em termos de sofisticação, arte, conhecimento, poder e população rapidamente, tribos humanas migram para cidade enquanto sábios e artífices humanos, elfícos e anões concluem as construções sobre as antigas ruínas de Jottunheim.
O rei humano Anturiah morre aos 96 anos, seu único filho, um talentoso feiticeiro meio elfo, Enaren, foi concebido pela feiticeira elfa Vandrine princesa da Casa de Arian do reino elfíco de Sedrindalar com o rei, aos 26 anos Enaren se torna o monarca do Reino de Anturiah.
Ano 90
São reconstruídos os reinos anões de Doordamar e Rogarlast, e o reino oculto de Mithrandor e reaberto pelos anões.
São fundados os reinos de Atheilor e Goldarion.
Além da Floresta de Espinhos começa a se restabelecer as Casas elfícas do reino de Sedrindalar.
No Norte Gélido a Floresta da Mortalha e sitiada por tribos bárbaras de orcs, o reino elfíco de Laranthir e abandonado.
Ano 120
O reino de Anturiah se expande pelo centro do continente de Ardaria.
Os cultos a Pelor, Heironeous e Boccob se espalham pelas cidades centrais do continente.
Com a fundação do reino de Darandras ao sul e da conquista das terras das tribos bárbaras de Adhrammar nas terras do oeste seguido da libertação da cidade dos gnomos de Barentir de hordas de hobgoblins, a cidade estado dos cavaleiros de Taren se submete pacificamente ao governo do reino de Anturiah.
A prosperidade de Anturiah cresce com a passagem dos anos, seu culto ao Deus do Sol Pelor se expande de maneira nunca vista, o rei Enaren devoto de Pelor e agraciado com uma longevidade sobrenatural.
Ano 150
E fundado o Império de Anturiah com a aquisição da cidade costeira de Navolaren.
O imperador Enaren e coroado na cidade Imperial de Anturiah, reconhecido pelos reinos de Atheilor, Goldarion, Sedrindalar, Darandras, Adhrammar, Barentir, Taren, Doordamar, Mithrandor.
As únicas nações livres do governo do império e Rogarlast, no qual o rei anão Brindor manteve sua soberania, Laranthir o reino elfíco sobre controle de orcs, Rumnaheim, o reino bárbaro do Norte Gélido, Nanrael a cidade elfíca oculta do Vale das Tempestades e a cidade estado de Sorenar ao sul do Deserto Escarlate.
E formada a Legião Anturiahna, com o propósito de proteger os reinos do império e libertar Laranthir dos orcs do norte, a Legião liderada pelos elfos de Sedrindalar libertam a cidade elfíca e expulsam os orcs de volta para o Norte Gélido.
Tribos de saqueadores bárbaros do Deserto Escarlate e das planícies de Adhrammar são combatidos e derrotados nos anos seguintes, dando prestigio a Legião.
Castelos e fortes são construídos por aliados anões de Doordamar nas fronteiras entre os reinos do império.
Ano 235
Laranthir se restabelece, e as casas elfícas da Floresta da Mortalha retomam seus domínios no Norte Gélido, apesar de não se submetem totalmente ao império, os elfos de Laranthir se mantém como aliados do Império nos anos seguintes.
O Conselho Arcano de Atheilor funda o primeiro Santuário Arcano, treinando magos e feiticeiros, a habilidade dos conjuradores desse reino se torna lendária, assim como seus cavaleiros arcanos.
Goldarion se torna o reino sede da Legião Anturihana, e centro de treinamento das hostes imperiais, o culto de St.Cuthbert se tornam influente no reino.
Navolaren, a cidade dos mercadores, cresce de maneira inesperada e estabelece uma rota mercantil bem sucedida com Sorenar, apesar da desaprovação de alguns nobres do império, os primeiros relatos sobre a guilda do Punhal Sombrio são dessa época.
Os gnomos de Barentir inicia a construção da Morada Subterrânea, um complexo de túneis subterrâneos ligados a sua cidade na superfície.
A exemplo de Novalaren, Darandras se torna o centro comercial do império negociando com varias raças e cidades espalhadas pelos territórios imperiais.
Morre o rei Brindor de Rogarlast durante um ataque de orcs e goblinóides vindos do subterrâneo, Rogarlast e sitiada, e descoberto o mestre desse ataque maligno, um dragão vermelho chamado Amarindrax.
Depois dos saques e da destruição o dragão abandona Rogarlast e se esconde no interior das Colinas da Presa.
Os anões de Mithrandor marcham para Rogarlast e expulsam os goblinóides que se escondiam no reino e começam a fortificar a cidade.
Aos 196 anos morre o imperador Enaren, sua mulher, a imperatriz Callindre, descendente da família nobre do mago fundador do Santuário Arcano de Atheilor, que também adquiriu longevidade divina adoece de tristeza e em poucos anos falece, deixando o controle do império para seus quatro filhos.
Ravennar, o mais velho e erudito dos quatro e servo de Pelor, Enaros o combatente criado em Taren o reino dos cavaleiros, Dharamyr o mais avançado nas artes arcanas e Sidriel a feiticeira, gêmea de Dharamyr e aprendiz de Vandrine a alta feiticeira elfíca de Sedrindalar e a rainha original do reino de Anturiah.
Com a morte do imperador as terras de Adhrammar voltaram a se tornar bélicas e ondas de guerras civis e barbarismo voltaram a se espalhar, ameaçando o império.
A feiticeira Vandrine, junto com forças da Legião Anturiahna marcharam paras planícies de Adhrammar, mas foram surpreendidos por forças organizadas de Adhrammar e mercenários de Sorenar, vencidos os legionários recuaram, mas não antes da feiticeira Vandrine perder sua vida.
O Rei Arian de Sedrindalar envia suas guarda pessoal de elite para ajudar o império e caçar bárbaros e mercenários de Sorenar e se vingar pela morte de Vandrine, sua filha.
Ravennar assumiu o trono do império ameaçado pelo reino de Adhrammar, liderado pelo Regente Guerreiro Stonar RedStalker, descendente das tribos bárbaras das planícies do oeste, e por Sorenar, o reino além dos Desertos Escarlates, governados pela rainha Dessarina da Dinastia de Soren
Ano 245
Após um década de guerras entre o povo das planícies de Adhrammar, a Legião Anturiahna finalmente retomou todas as fortalezas fronteiriças que pertenciam ao império, liderados por Enaros, filho do último imperador, o líder da Legião na época.
Ravennar, o imperador, resolveu dar um fim nas guerras entre o império e Adhrammar, se reunindo com o Regente Guerreiro Stonar, ambos os lideres deram um fim nas hostilidades por meios diplomáticos.
Ravennar não contestou a soberania de Adhrammar e retirou suas tropas da planície, enquanto Stonar prometeu cessar as hostilidades contra as fronteiras e mercadores do império que percorriam a região na época.
Infelizmente os mercenários do Deserto Escarlate continuaram agindo nas terras do império, a partir de um acordo secreto com as guildas de mercadores de Navolaren e os nobres de Sorenar, os mercenários passaram anos saqueando e atacando as rotas comerciais de Darandras.
Enquanto isso no Norte Gélido, um conjunto de cidades estados, unificadas por Dharamyr e seu aprendiz, Malgorith, fundaram um reino sobre um planalto castigado pelo clima do norte, Hundagoren, foi descoberta pelo arquimago Dharamyr, e nesse local, antigas ruínas da Era da Ascensão, os Titãs teriam forjado ou descoberto uma fonte de poder magico ancestral, eles teriam adquirido força magica forte o suficiente para abrir portais para outros planos.
Porém Hundagoren se mantinha em guerra com tribos de gigantes e hordas goblinóides, então o imperador Ravennar destacou forças constantes de legionários para região em constante conflito.
Nos anos seguintes Darandras sofreu com as incursões de mercenários em suas terras, e sem a força total da legião a cidade passou a se proteger sozinha.
Ano 285
Morre Ravennar, o 3°imperador de Anturiah, por um curto período de tempo Enaros se torna imperador, porém sua liderança termina tragicamente.
Liderando pessoalmente uma tropa da legião em direção a Darandras, Enaros e emboscado por mercenários do Deserto Escarlate e morto em combate.
Darandras perde a esperança de qualquer auxilio da legião.
Dharamyr, guardião da Fonte Ancestral dos Titãs, delegou a responsabilidade do império para Sidriel, sua irmã que possuíra a mesma longevidade de seus antepassados, assumindo o titulo de imperatriz, ela se casou com Aresian Neras, um homem da casa nobre mais influente de Anturiah, capital do império.
Ano 340
A Casa Neras, composta principalmente por lordes regentes vindos de Goldarion, assume o governo do império, porem nos anos seguintes a longevidade sobrenatural, da linhagem de Enaren se perde com o tempo.
Navolaren com a Dinastia de Soren de Sorenar constroem o Porto de Azzir na Costa do Wyvern.
Os magos do Santuário Arcano de Atheilor tentam convencer o arquimago Dharamyr a permitir que os
Mestres Arcanos de Atheilor estudem a Fonte Ancestral.
Malgorith, secretamente completa um ritual arcano e se torna um lich e convence seu mestre, Dharamyr, a atacar os magos de Atheilor, seduzido pelo grande poder da Fonte Ancestral Dharamyr ordena que seus aprendizes e soldados de Hundagoren ataquem emissários de Atheilor.
Malgorith se apresenta no Santuário Arcano de Atheilor e revela que seu mestre está sendo controlado pelas forças da Fonte Ancestral, por intermédio de Malgorith, as forças imperiais entram em guerra com Hundagoren.
Malgorith, o traidor, elimina seu antigo mestre e se torna regente de Hundagoren.
Explode a guerra elfíca de Nanrael, elfos negros iniciam sua invasão a superfície pelo Vale das Tempestades.
O Rei elfíco Arian de Sedrindalar mobiliza grupos de batedores e guerreiros e os envia para Nanrael.
Tribos bárbaras de Adhrammar migram paras Cordilheiras da Névoa.
O uma tribo de Rumnaheim se alia aos anões de Rogarlast contra tribos goblinóides no norte em troca de armamentos, pelos anos seguintes os bárbaros humanos e anões caçam goblinóides e procuram o covil de Amarindrax, apesar de muitos dragões serem caçados nos anos seguintes ninguém jamais encontrou o covil de Amarindrax.
Ano 420
Sorenar expande seu reino e funda a cidades estados de Teravir e Baraskar.
Nanrael e conquistada por elfos negros, Laranthir e Sedrindalar se unem a forças imperiais e aos anões de Doordamar para retomar o Vale das Tempestades.
Darandras sucumbe a fé dos devotos de Hextor, que fundam a Ordem dos Cruzados Negros, oriundos originalmente das fileiras da Legião Imperial, a igreja de Heironeous pressiona a Casa Neras para que o imperador da época, Nedarius Neras envie sacerdotes e magistrados com legionários para Darandras para retomar o controle da cidade, mas e tarde demais.
No alto do Planalto de Marfim os elfos exilados de Nanrael constróem a cidade de Darneth, sobre ruínas da época da Era dos gigantes de Jottunheim.
Os anões de Mithrandor exploram as ruínas do Vale Atroz, descobrindo várias fontes de minérios preciosos na região.
Goldarion enriquece e cresce, estabelecendo rotas comerciais com o Porto de Azzir.
A Legião Anturiahna estabelece uma fortaleza em Teravir, com ajuda do templo de Pelor na região, estabelecendo assim um local estratégico para lidar com mercenários e nativos do Deserto Escarlate que ameaçam de maneira constante os territórios imperiais.
Nessa época o Império de Anturiah era composto por, Teravir, Navolaren, Atheilor, Goldarion, Sedrindalar, Barentir, Taren, Doordamar, Mithrandor, Darneth e o Porto de Azzir.
Os reinos de Rogarlast, Laranthir, Rumnaheim, Adhrammar, Nanrael, Sorenar, Baraskar se mantiveram longe da influência do Império de Anturiah.
Além deles Darandras abandonou sua aliança com o Império, assim como Hundagoren, que governado pelo rei lich Malgorith se isolaram das cidades sulistas.
Ano 515
Com a morte do último imperador da Casa Neras, Avinar da Casa Andoren, e escolhido pelas famílias nobres de Anturiah como novo imperador, Avinar restabelece o poder dos magistrados arcanos no Império, e permite que a Casa Haldar lidere o culto de Pelor na capital imperial para iniciar uma cruzada, após anos de depredações da Dinastia Soren de Sorenar o imperador Avinar inicia uma investida militar nas terras do Deserto Escarlate.
A Ordem dos Cruzados Negros de Hextor de Darandras passam invadir o Deserto Escarlate com freqüência, causando mais conflitos entre a Ordem e a Legião próxima a cidade de Teravir.
Em 15 anos de conflito as forças de Soren são vencidas e expulsas das terras do império, a legião se restabelece na cidade de Teravir, tornando a cidade como retaliação aos vários anos de saques nas terras imperiais, como a Ordem dos Cruzados Negros de Hextor também se estabeleceram secretamente na cidade durante a guerra do império e da dinastia o controle da cidade fica dividida até os dias de hoje, as incursões de seguidores de Heironeous dedicados a libertação da cidade se tornam comuns.
Morre o Rei elfico Arian durante a batalha final pelo Vale das Tempestades, os elfos negros se exilam novamente para o subterrâneo, esperando o momento adequado para retomarem a superfície, as Casas Elfícas de Sedrindalar enfraquecidas pelas guerras sucessivas perpetuadas se afastam lentamente da política do império.
Nanrael não e mais conhecida como a cidade oculta do Vale das Tempestades, Alarion o rei do Vale das Tempestades passa a responder pelo povo elfíco no império quando necessário.
Um sacerdote de Set (aspecto divino de Hextor ) oriundo da Ordem dos Cruzados Negros descobre as ruínas antigas de Eras anteriores a dos homens, repleto de segredos sombrios e tesouros esquecidos, sobre o local ele abriga escravos, foras da lei e soldados vencidos do Deserto Escarlate, seu nome e esquecido pelo tempo, ele passa a ser conhecido como Nepherenka, e sua cidade em ruínas e chamada de Arkaria.
Ano 610
Os anões de Mithrandor adquirem a reputação de grandes exploradores, grupos de anões iniciam a grande exploração das ruínas da Floresta Sinistra, poucos anões sobrevivem, mas os que retornam descrevem ruínas antigas com grandes tesouros das Eras anteriores.
Arkaria totalmente reconstruída se torna a maior cidade do Deserto Escarlate, Nepherenka ressurge na forma de uma múmia de grande poder e mata os membros da Dinastia Soren, com o fim da Dinastia, Nepherenka se proclama governante absoluto do Deserto Escarlate.
Goldarion se torna a segunda maior cidade do império, a força da Legião Anturiahna e as guildas dos mercadores da cidade se tornam muito influentes nos anos seguintes, quando a Legião inicia uma marcha armada contra os Cruzados Negros de Darandras.
Explode a Guerra Sagrada.
Ano 630
Com os ataques da Legião liderados por devotos de Heironeous, Pelor e St.Cuthbert, o culto de Hextor dos Cruzados Negros de Darandras se alia aos seguidores de Nepherenka do Deserto Escarlate.
A Guerra Sagrada se alastra por todo sul de Ardaria.
Os cavaleiros de Taren se unem aos soldados da Legião, assim como os anões de Doordamar, liderados por sacerdotes de Moradin.
Ano 648
Emissários dos elfos negros da cidade subterrânea, Dominatra, nas profundezas da Floresta da Noite, se aliam aos devotos de Hextor na guerra em troca de um pacto para dominarem os domínios elfícos da superfície, depois da guerra contra o Império de Anturiah.
Os elfos negros atacam a cidade de Taren com força total, a cidade e sitiada.
Os elfos seguindo as ordens do rei Alarion, de Nanrael, entram na guerra para salvar Taren, mas chegam tarde, Taren e saqueada e destruída, os sobreviventes partem para capital do império.
Ano 660
Um líder bárbaro terrível imerge das planícies de Adhrammar, Anroas Jarad, um fervoroso devoto de Erythnul lidera as tribos selvagens do Oeste.
Nepherenka paga tributos ao rei bárbaro e envia armas para seus seguidores se unirem aos Cruzados Negros durante a guerra, as fortalezas e castelos imperiais são tomados um a um.
A ousadia do bárbaro e tão grande quanto seu poder, então ele lidera pessoalmente suas tribos guerreiras até o coração do império, Anturiah, enquanto os elfos negros que tomaram Taren envia tropas para ajudar Anroas, a capital do império fortifica suas muralhas e recruta soldados e aventureiros para evitar uma invasão.
Os anões de Doordamar e Mithrandor abandonam a guerra nas terras do sul e partem para Anturiah.
Darandras finalmente e conquistada pela Legião, e os Cruzados Negros se refugiam no Deserto Escarlate.
A imperatriz da época, Selestria Andoren foge para Goldarion sobre proteção da Legião.
Os cavaleiros arcanos e os magos de Atheilor se unem aos anões para expulsar os bárbaros de Adhrammar da capital, durante o conflito mortífero envolvendo os inimigos, o rei anão Durguin o Resoluto, de Doordamar, mata Anroas em um difícil combate, porem falece pouco depois vitima de inúmeras flechas envenenadas dos elfos negros.
Com a morte do rei de Doordamar, e de Anroas Jarad as tribos recuam paras as planícies no Oeste, os elfos negros abrem portais para os Planos Inferiores dentro de Taren, corrompendo a cidade com demônios enquanto fogem com os espólios de guerra.
Darandras se submete ao Império de Anturiah.
Fim da Guerra Sagrada.
Ano 695
Os anões se reúnem para decidir o futuro da sua comunidade no império.
Esse evento e chamado de o Grande Conselho, líderes dos clãs mais poderosos de Rogarlast, Mithrandor e Doordamar em uma grande conferência decidem se afastar do império.
Ao mesmo tempo em que as cinco maiores Casas nobres de Anturiah decidem quem será o novo imperador.
Neras, Andoren, Daran (da cidade de Darandras que voltou a pertencer ao império ), Azzir (a família mais poderosa do Porto de Azzir ) e Haldar ( uma casa nobre de devotos de Pelor de Anturiah que aconselhou e protegeu os imperadores anteriores ).
As Casas Neras e Andoren decidiram por um representante da Casa Haldar, Lenaros Haldar, um sacerdote de Pelor que recuperasse o equilíbrio do império, mas tanto a Casa Azzir e a Casa Daran não apoiaram a decisão das outras famílias, e uma guerra secreta entre as Casas nobres do Império começa a se iniciar discretamente enquanto Anturiah tentava se recuperar sem ajuda dos anões que se afastaram do Império.
A Casa Azzir tentou convencer o imperador a dominar os reinos anões, mas o imperador impediu que qualquer nobre descontente tomasse qualquer atitude contra os reinos dos anões.
Ano 720
Os elfos de Sedrindalar e a Legião retomam a cidade de Taren dos demônios e monstros conjurados pelos elfos negros, nos anos seguintes os elfos e gnomos de Barentir ajudam os homens a reconstruírem Taren.
Relatos revelam que Nepherenka, o governante do Deserto Escarlate teria desaparecido nessa época.
Os elfos negros passam a agir no Deserto Escarlate, sem o governo de Nepherenka, os elfos negros atacam caravanas e vilarejos por toda região sul.
Espiões de Atheilor investigam as ações perturbadores no Norte Gélido, aonde o rei lich Malgorith assola as terras do norte com hordas de mortos vivos e criaturas dos Planos Inferiores para encontrar outros locais de poder semelhantes a Fonte Ancestral, os bárbaros de Rumnaheim combatem os servos do lich no Norte Gélido, assim como os caçadores elfícos da cidade de Laranthir situada na Floresta da Mortalha.
Ano 766
Exploradores de Anturiah descobrem uma região arruinada magicamente além das montanhas das Cordilheiras da Névoa, a área e chamada de Pântano das Ruínas, por causa da antigas construções das Eras passadas que foram encontradas no local.
Como a área do pântano a muito grande e vários exploradores enriqueceram com os saques de tesouros antigos do local, mais a Oeste alguns mercadores e aventureiros fundaram a cidadela Meranor e o Forte das Brumas.
Ano 782
O conflito entre as 5 Casas Nobres do Império se intensifica após várias gerações de conspirações, traições e conflitos políticos e comerciais.
A Casa Azzir passa a controlar e influenciar os nobres de Sorenar, sua influência se estende pelas cidades de Navolaren, Porto de Azzir e Sorenar.
A Casa Daran secretamente estabelece refúgios da Ordem dos Cruzados Negros de Hextor em Darandras, além de manter membros da sua família em posições de controle em Teravir e na cidade estado arruinada de Adhrammar.
A Casa Neras manteve grandes propriedades na capital Anturiah, assim como lordes regentes em Goldarion, a cidade natal da Legião.
A Casa Andoren sempre foi formada por magistrados arcanos na capital Anturiah além de possuir membros da família em posições de destaque entre os cavaleiros e magos de Atheilor.
A Casa Haldar uma da mais antigas da capital Anturiah aonde se estabeleceram originalmente, como regentes e sacerdotes, além de terem uma tradição de devotos de Pelor e lordes cavaleiros em Taren.
Com a definição da influência de cada uma das Casa Nobres espalhadas pelo continente conflitos entre os nobres se tornaram comuns com o passar das décadas.
De um lado ficaram as famílias que queria que a Casa Haldar mantive se seu poder com um imperador dessa família, entre seus aliados estavam a Casa Neras e a Casa Andoren.
A Casa Azzir insistia em dominar o território dos anões e escolher um sucessor de sua família para o trono do império.
Já os membros da Casa Daran eram devotos de Hextor e mantinham uma antiga ligação com a Ordem dos Cruzados Negros, o objetivo primário desses nobres sombrios era unificar Darandras, Teravir e a cidade estado de Adhrammar e fundar seu próprio império.
Ano 810
Na Ilha Ametista na Costa do Wyvern exploradores e corsários de Navolaren encontram minas em meio a selva repletas de ruínas antigas e de minérios preciosos e gemas em estado bruto, a Casa Azzir constrói o Porto Cravejado nas encosta da ilha e enriquece ainda mais, porém em menos de 10 anos a cidade se torna cada vez mais perigosa e independente.
Os primeiros relatos de vermes gigantes se espalham a partir da cidade de Barentir, gnomos afirmam que um numero crescente dessas criaturas assolam as terras além das Planícies do Alvorecer, passam a chamar o local de Desolação dos Vermes.
Um revoada de Dragões repentina deixa os povos do Norte Gélido em alerta, rumores indicam que esse evento ocorreu por causa do despertar de Amarindrax, o Dragão Vermelho.
Ano 813
Malgorith, o rei lich, se alia a Amarindrax.
O dragão lidera um exercito formado por guerreiros sombrios de Hundagoren, e tropas de mortos vivos, goblinóides e gigantes em direção a Rumnaheim, lar das tribos bárbaras do Norte Gélido, as tribos são rapidamente vencidas e os homens se dispersam.
Laranthir e atacada, para que o rei lich se apodere da Floresta da Mortalha e da magia elfíca oculta pelos elfos e Entes, a cidade na floresta resiste por muito pouco, pois em meio ao conflito a rainha elfíca Tallendris se sacrifica combatendo Amarindrax, mas não consegue evitar que Malgorith com seus servos sombrios roubassem os Tomos de Ghalaran, tomos mágicos entregues aos elfos pelos Titãs na antigüidade, aonde os segredos da magia primordial era descrita.
O dragão gravemente ferido por um fragmento da lâmina de gelo, Coração do Norte, a espada da rainha elfíca, foi obrigado a abandonar a guerra.
Enlouquecido pela dor, (o fragmento da espada se alojou nas costas do dragão ) Amarindrax perdeu o controle e atacou enfurecido as suas próprias tropas antes de partir.
Anões de Rogarlast e os bárbaros sobreviventes de Rumnaheim contra atacam as forças de Malgorith por todo Norte Gélido, alertados pelos viajantes dos acontecimentos do norte o Santuário Arcano de Atheilor envia uma falange da Legião e cavaleiros arcanos para o Norte Gélido.
Amarindrax e finalmente morto por caçadores de dragões, entre eles bárbaros de Rumnaheim, anões de Rogarlast, cavaleiros arcanos de Atheilor e caçadores elfícos de Laranthir.
As forças de Malgorith unidas novamente sobre a liderança do rei lich marcham contra Rogarlast, mas uma batalha devastadora e travada nos vales em torno da Cordilheira de Gelo entre as forças do rei lich e os anões e seus aliados, atrai Dragões Brancos das Cordilheiras de Gelo que avançaram contra os dois exércitos, poucos combatentes sobreviveram nesse conflito, essa guerra ficou conhecida como a Batalha da Ira Gélida.
Ano 950
Nepherenka ressurge na cidade de Arkaria.
Um novo regente guerreiro inicia uma guerra civil na cidade estado de Adhrammar e a liberta do governo da família Daran.
A Ordem dos Cruzados Negros de Hextor restabelecem seu controle em Darandras, a tensão na região em relação ao Império aumenta rapidamente, a Casa Daran declara guerra a Casa Haldar já que o Império não reagiu a independência de Adhrammar e não aceita a autoridade da igreja de Hextor em território imperial.
A Casa Azzir percebe a oportunidade de colocar um membro da própria família no trono imperial e ameaça abandonar o império se a Casa Haldar não abdicar do governo de Anturiah.
As Casas nobres Haldar, Neras e Andoren aliados ao rei elfíco Alarion de Nanrael se preparam para possibilidade de terem que reagir as ameaças da Casa Daran e Azzir.
Ano 955
Se espalham os conflitos armados nas terras das fronteiras entre Darandras e o Império.
A Casa Azzir contrata os serviços de uma guilda de ladrões e assassinos, o Punhal Sombrio, que envenenam o imperador Deranor e a alguns dos principais membros da família Haldar.
Navolaren, o Porto de Azzir e Sorenar matam os regentes e magistrados imperiais em um golpe de estado que se espalha por toda Costa do Wyvern.
A Casa Azzir retoma o antigo desejo de dominar o território dos anão que abandonaram o império, assim uma força imensa de mercenários e magos de guerra iniciaram um cerco sobre Doordamar, o reino da montanha, que adquiriu fortuna em explorações por todo continente, os cofres dos anões possuía riquezas jamais vistas por outras raças de Ardaria.
Durante a Guerra da Montanha os anões se defenderam de maneira eficiente e as forças da Casa Azzir não conseguiram invadir totalmente o reino anão.
Enquanto isso no sul, as forças da Ordem dos Cruzados Negros de Hextor iniciaram sua marcha rumo a Anturiah, conquistando fortes na fronteira e vilarejos durante todo percurso.
O Império não se intimidou com as forças da Casa Daran e enviou a força mais poderosa da Legião para combater os cruzados negros.
A grande Guerra Imperial inicia.
Ano 956
O rei lich Malgorith atento ao conflito que se estendia pelas terras imperiais iniciou um plano para conquistar Atheilor e roubar seus segredos, como tinha feito com os elfos de Laranthir.
Depois de muito tempo de estudos e por meio obscuros Malgorith encontrou Darkhara, a rainha githyanki no Plano Astral, e lhe prometeu honras e glória em troca dos esforços de sua armada extraplanar.
Enquanto isso a Guerra Imperial atingia seu auge.
No Sul a Legião combatia contra a Ordem dos Cruzados Negros forte a forte, para cada fortaleza conquistada pelos legionários um vilarejo do Império era destruído pelos cruzados, os poderosos magos de Atheilor rapidamente se colocaram lado a lado com as tropas da Legião Imperial, e assim o conflito se estendeu para o Deserto Escarlate, Teravir e Baraskar foram sitiadas e tomadas pela Legião, enquanto isso mais ao norte Goldarion era fortemente atacada pela nata da Ordem dos Cruzados Negros, seus sacerdotes em momento de ira evocaram magias que caíram como uma vingança divina sobre as terras ao redor da cidade, animais, plantas, terra e camponeses adoeceram ante a vapores venenosos e ácidos mágicos e destrutivos que castigou e profanou toda a cidade de Goldarion e seus arredores.
A Casa Daran, convencida de que iria conseguir destruir o império com a queda de Goldarion, o quartel general da Legião, convenceu clãs de Dragões Azuis do Deserto Escarlate a ajudar seus cruzados a destruir a cidade em troca de todas as riquezas da mesma, e então uma revoada vinda do Deserto Escarlate em forma de uma tempestade de areia e relâmpagos se aproximou perigosamente de Goldarion, então a cidade foi arrasada, e o fim da Casa Neras paralisou de terror todos os cidadãos do Império, que enfrentara agora uma ameaça sem precedentes.
A Casa Azzir relutantemente aceitou uma proposta dos elfos negros de Dominatra, invadir Doordamar pelo subterrâneo enquanto as forças da Casa Azzir se ocupassem com as forças anãs exteriores.
Assim caiu o reino anão de Doordamar, saqueado por elfos negros e soldados humanos a serviço da Casa Azzir.
Fim da Guerra da Montanha.
Os elfos de Sedrindalar liderados por seus campeões começaram a caçar os Dragões Azuis do Deserto Escarlate, mas as feras aladas não estavam sozinhas, vindo do deserto tribos de gnolls e robgoblins servos dos dragões vinham em grupos de guerra para carregar e saquear os tesouros de Goldarion para seus mestres.
Durante o conflito nas ruínas de Goldarion que se tornou o túmulo de homens, dragões, elfos, gnolls e robgoblins a Casa Daran vislumbrava a possibilidade de tomar a capital Imperial.
Os cavaleiros de Taren, apesar de possuir poucas tropas nessa época se uniram aos elfos de Sedrindalar, expulsando os Dragões Azuis de volta para o Deserto Escarlate.
Enquanto isso em Mithrandor, anões sobreviventes de Doordamar relatavam os horrores da Guerra da Montanha e como os homens da Casa Azzir se uniram aos elfos negros de Dominatra para saquear seu reino, os líderes dos clãs mais poderosos do povo robusto se reuniram mais uma vez, o Grande Conselho passou a se encontrar com mais freqüência nos anos seguintes, se preparando para uma terrível retaliação contra a Casa Azzir.
Ano 957
A Casa Azzir e a Casa Daran formam uma aliança com o propósito de assumirem o trono de Anturiah, os elfos negros de Dominatra cientes da possibilidade de usarem a força das Casas contra seus inimigos convencem as duas famílias a conquistarem os domínios elfícos.
Emissários dos elfos negros e das Casas Azzir e Daran chegaram até o rei elfico Alarion na cidade de Nanrael, no Vale das Tempestades, com a uma falsa proposta de rendição.
O rei enfurecido pela ousadia dos emissários os prende na cidade e envia uma mensagem a cidade de Navolaren, recusando qualquer rendição ou submissão.
Porem o rei não imaginava que os emissários eram na verdade espiões poderosos, enviados com o objetivo de sabotar as defesas da cidade.
Assim começou a Guerra do Vale.
As forças reunidas da Casa Azzir e dos elfos negros atacaram ferozmente o Vale das Tempestades.
O rei Alarion foi o primeiro a cair diante as espadas inimigas junto com seus sentinelas de elite emboscados em sua fortaleza, porem as hostes elfícas estavam preparadas para invasão, e a batalha que se seguiu demorou mais do que a Casa Azzir pudesse imaginar, mas os elfos negros de Dominatra tinham um segredo conhecido apenas pelos povos do Subterrâneo.
Das profundezas de Ardaria os elfos negros de Dominatra atraíram a atenção de uma raça belicosa que vivia oculta para os povos da superfície, os anões cinzentos logo descobriram os feitos dos elfos negros e principalmente da destruição de Doordamar.
Convencidos de que poderiam ajudar os elfos negros em suas investidas na superfície logo as duas raças iniciaram uma aliança secreta que beneficiaria Dominatra, e o reino dos anões cinzentos, Tordhamor, na Cordilheira Mortífera.
Com a destruição de Goldarion, a Legião Imperial se enfraqueceu rapidamente, o Império teve que fazer com que suas tropas recuassem para capital, Anturiah, e abandonar as terras do sul.
O exército da Ordem dos Cruzados Negros logo alcançaram os arredores da capital, e ao tomar suas fortalezas fronteiriças logo iniciaram os planos de invasão.
Ano 958
Sedrindalar e Darneth em comum acordo unificou suas tropas com intenção de avançar até o Vale das Tempestades, mas antes de iniciarem sua marcha portais ligados ao Plano Astral se abriram pelos céus do continente.
Guiados por meio da magia poderosa do rei lich Malgorith, navios voadores dos Githyankis escoltados por dragões começaram a cruzar os céus sobre a cidade de Atheilor.
Darkhara, a rainha githyanki vislumbrou seu alvo abaixo de sua nau capitânia e logo iniciou um ataque repentino e mortal contra a sede do Santuário Arcano.
O rei lich Malgorith usando todo poder da Fonte Ancestral de Hundagoren enviou sua horda de mortos vivos através de um grande portal, liderados por liches e vampiros poderosos como comandantes, na intenção de se apoderar de todos os segredos mágicos de Atheilor.
Os poderosos magos da cidade foram ajudados pelas forças unificadas de Sedrindalar e Darneth, mas as hostes extraplanares tinham uma força além da compreensão das forças de Ardaria.
Em poucos dias Atheilor foi destruída, as forças elfícas desmanteladas, a cidade foi saqueada e queimada, e para o desespero de Malgorith pouco sobrou das bibliotecas místicas do Santuário Arcano.
Os Githyankis perceberam a fraqueza das terras próximas e sobre ordens de sua rainha avançaram contra Sedrindalar e Darneth, que nem conseguiram oferecer resistência aos invasores extraplanares munidos de magia, armas mágicas e poderosos dragões e naus voadoras.
Lordes Regentes da Casa Haldar e Andoren alarmados com as ameaças e a queda eminente do Império tentaram convencer as Casas Daran e Azzir de cessar as hostilidades, mas era tarde.
Sem auxilio das tropas de Sedrindalar e Darneth, o Vale das Tempestades deixou de oferecer resistência aos elfos negros e as tropas da Casa Azzir quanto grupos de guerra de anões cinzentos se uniram aos invasores.
Indagados quanto a lealdade dos anões cinzentos os elfos negros responderam aos comandantes da Casa Azzir de maneira inesperada, feridos e cansados os soldados humanos foram aniquilados pelos elfos negros e anões cinzentos antes que pudessem reagir a traição.
Esse foi o fim da Guerra do Vale.
Ano 960
Ultrajados pelo conflito com a Casa Azzir que resultou na destruição de Doordamar, os anões de Mithrandor e Rogarlast marcharam em direção de Novalaren e o Porto de Azzir, com suas forças limitadas por causa da traição dos elfos negros e os anões cinzentos a Casa Azzir foi rapidamente vencida, as construções de Novalaren resistiram a investida dos anões, mas isso não aconteceu no Porto de Azzir, com as tropas arrasadas pelas maquinas de cerco dos anões apenas a maioria dos plebeus foram poupados na invasão, e todos os membros da Casa Azzir formam executados.
Enquanto isso Taren, Barentir, Meranor, Teravir, Baraskar e Darandras foram sistematicamente aniquiladas pela Horda Extraplanar.
Nepherenka ressurgiu nos Desertos Escarlates para exigir seu controle sobre o sul de Ardaria, mas Darkhara a rainha githyanki destruiu pessoalmente a poderosa múmia e nada pode evitar a desolação em Sorenar e em todo Deserto Escarlate e nas terras do Império.
Ano 961
Os anões viram o quanto a ameaça da Horda Extraplanar era grande quando todas as cidades civilizadas do Império foram aniquiladas rapidamente, então emissários anões se uniram e partiram para Anturiah para convencer os lideres da Casa Haldar e Andoren a partirem com seu povo para as montanhas, assim começou a Marcha Secreta.
Aos poucos todas as raças se uniram aos homens para se ocultarem em Rogarlast e Mithrandor, e os anões começaram a receber refugiados de vários povos e reinos nas montanhas.
Mas nem todos partiram com os anões, metade da população de Anturiah ainda acreditava que a cidade podia protege los, enquanto famílias e tribos inteiras preferiram se ocultar em terrenos selvagem, nas florestas e pântanos.
A Horda Extraplanar agora partia para o Subterrâneo, aonde começaram uma invadir Dominatra, a cidade dos elfos negros e Tordhamor, a cidade dos anões cinzentos.
O rei lich Malgorith enlouquecido pela ira resolveu convocar Darkhara, a rainha gith para se encontrarem impedir que a conquistadora toma se Ardaria para si.
Darkhara respondeu o chamado, mas garantiu ao rei lich ele poderia se tornar conselheiro pessoal da rainha no futuro, já que ela escolheu tomar Ardaria para seu povo e que em poucos anos os gith reclamariam todo o continente como seu novo lar.
Ano 962
Darkhara oferece clemência aos últimos habitantes de Anturiah em troca de servidão e uma existência como escravos, enquanto sua armada extraplanar cerca a cidade imperial e último reduto fortificado do continente.
Acuados e perturbados pelo destino de seu povo, Galadris Haldar, um sacerdote de Pelor que assumiu a liderança da cidade ordenou aos guerreiros restantes que lutassem uma última vez por suas vidas.
Os gith subestimaram as defesas da cidade, que se preparam durante meses para batalha, os magos humanos conjuraram as mais poderosas magias conhecidas pelo Santuário Arcano, cavaleiros de Taren e legionários investiram perigosamente contra as forças invasoras, que foram surpreendidas por caçadores elfícos nas planícies e uma infantaria pesada de anões que decidiram ficar na capital imperial em vez de buscar abrigo nas montanhas.
A batalha mortífera se estendeu por toda capital.
Longe dali os anões imaginaram que o fim de Ardaria estava próximo e começaram a conjurar uma poderosa magia para enviarem uma mensagem mágica através dos Planos, destinada aos Titãs.
Os Titãs ao notarem o terror pelo qual os povos escondidos nas montanhas estavam passando criaram um poderoso portal, aliviados e aterrorizados os sobreviventes começaram a abandonar Ardaria.
Em Hundagoren, com a cidade abandonada Malgorith observando com seus feitiços a batalha em Anturiah resolveu dar um fim aquele pesadelo carregado de morte que se tornou a sua existência e dos outros habitantes do continente, e evocou todo o poder da Fonte Ancestral dos Titãs com o Tomo de Ghalaran.
Consumindo sua própria essência o morto vivo conjurou um portal de proporções cataclismicas sobre a cidade imperial, visando expulsar e destruir a maior quantidade de soldados da rainha Darkhara em poderoso vórtice oriundo do portal.
Mas Malgorith não tinha controle sobre o poderoso portal, que de tão poderoso consumiu toda mágica espalhada por Ardaria, de itens mágicos, seres vivos e locais de poder.
Erupções, terremotos e inundações varreram regiões inteiras enquanto uma tempestade assolou todo o continente.
A Horda Extraplanar foi destruída completamente durante a explosão do portal, assim como a cidade imperial.
Assim Ardaria caiu nas sombras, arruinada pela magia e consumida pela ambição de seus habitantes.
Era das Sombras
Ano 1212
Esses registros foram encontrados por exploradores nas ruínas das catacumbas da cidade imperial de Anturiah, a teoria mais aceita pela comunidade de sábios dessa época acredita que os próprios Titãs abandonaram esses registros para serem encontrados posteriormente pelos sobreviventes e descendentes desses eventos.
Ardaria e uma sombra do que já foi, seu império não existem mais, as raças mais longevas se tornaram lendas de uma época distante e esquecida, e as tribos barbaras dos homens que sobreviveram ao fim da Guerra Imperial herdaram um continente selvagem, repleto de ruínas antigas e monstros errantes a espera de uma presa.
A Era das Sombras começa agora.
