Teste na 4ª edição

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Teste na 4ª edição

Mensagempor Venificina em 07 Jun 2008, 22:16

Minhas opiniões sobre a 4ª edição


Hoje, dia 07/06/2008, jogamos pela primeira vez a 4ª edição, ainda não com os meus livros ( que já foram comprados na amazon, mas ainda não chegaram), e sim com a edição "não oficial" que vazou na net.

Expliquei por cima os roles dos personagens e pedi para os jogadores fazerem um personagem de cada role, e deixei eles terem a atributação padrão, sem rolagens e sem compra de pontos , para que pudéssemos ter uma ideia de equilíbrio de maneira limpa.

Após uma ligeira briga pelos strikers, acabamos por ter os seguintes personagens de primeiro nível:

Um Paladino Dragonborn, como defender
Um Ranger Elfo, como striker
Um Mago Eladrin, como controler
E um Clerigo Anão como leader

Após mais uma pequena confusão sobre poderes raciais, poderes das classes e feats, começamos o jogo.

A primeira batalha foi contra:

2 Kobolds Slingers
8 Kobolds Minions
e 1 Stormclaw Scorpion

Um grupo que esta como sugestão na descrição dos Kobolds. Após uma rolagem de iniciativa baixa dos players e a falta de ação do ranger que tinha sido o primeiro da iniciativa, os kobolds começaram a atacar a distancia e antes que os outros jogadores agissem eles já tinham sidos "machucado" de mais.O paladino serviu como um otimo "tanque" o clerigo ficou insatisfeito com as poucas curas e o ranger só chorava no inicio por não poder usar as armas tão bem como na 3ª edição.O jogador do mago deu um show a parte, sabendo como usar seus poderes de maneira correta e matando mais que o striker.

Após essa batalha deixei que eles "dormissem" um dia e coloquei outro encontro contra:

2 Goblins Warriors
2 Fire Beetles
e 1 Goblin Blackblade

Nessa batalha eu inicialmente usei o Goblin Blackblade de maneira não satisfatória (por besteira minha, não usei as vantagens de combate) e graças a um pouco mais de conhecimento dos própios poderes o grupo se deu melhor.

Considerações finais:

Eu inicialmente achei a mecânica e jogabilidade dessa nova edição interessantes, não melhores ou piores que a anterior, já que não jogamos suficiente para uma analise completa, as definições de papeis ajuda muito, já que graças a alguns jogadores esse grupo é desunido, achei a nova mecânica de pvs e de second winds interessantes e retira um pouco a letalidade inicial dos jogadores.

Os jogadores gostaram da nova edição, com excessão do ranger que ficou chorando que o personagem dele era ruim comparando os rangers da 3ª edição, mas sobre isso eu pessoalmente acho que o jogador é um pouco chorão e não teve sorte nos dados.

Como eu imaginava a construção inicial da ficha demorou quase 3 horas, graças a falta de conhecimento dos jogadores, que viram a nova edição pela primeira vez, porem semana que vem vamos jogar mais um pouco e continuar os testes.

Então eu pergunto pra vcs , quais são as suas impressões ? :aham:

Abraços
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Mensagempor Deicide em 07 Jun 2008, 22:22

Ainda não joguei, e provavelmente levarei um bom tempo antes de jogar (estamos jogando o meu Ao Cair da Noite e tenho que finalizar minha campanha de d20 Anima em breve), mas andei estudando as mecânicas.

Sinceramente, estou ansioso para jogar de Paladino, Guerreiro ou Ranger. Um outro jogador estava reclamando que o mago não parecia mago, que estava fraco, mas mandei-o fechar o bico que o mago estava muito bom pelo que percebi.

Tem umas coisas que não gosto na 4e, mas não é porque acho que não ficam legais em jogo, mas sim por questão de gosto mesmo. Tudo o que li até agora me parece muito bom, mesmo que não seja perfeito.

Quero ver mais gente testemunhar seus jogos neste tópico. :aham:
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

Desde então, grandes heróis e vilões têm mantido o mundo girando a cada geração.


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Mensagempor planes em 07 Jun 2008, 22:46

Hoje joguei de fato e acho que há alguns pontos positivos e outros negativos, mas no geral o somatório das partes aparenta ser positivo.

Não vou entrar no quesito "é só combate" (nada mudou, D&D é e sempre será voltado para o combate, se você não curte dar porrada e acha que isso é subjogo há outras opções no mercado) e nem no questio miniatura (todo jogo com combate tático precisa de miniatura, caso contrário o sistema será sempre subutilizado), mesmo porque hoje fiz questão de mestrar verway seguido de D&D com intervalo de menos de 10 minutos e me diverti com ambos e com jogos totalmente diferentes, viva a diversidade :victory:

Nos pontos positivos falo do quesito tático, D&D 4a edição tem um dos combates mais táticos que já vi, a quantidade de abordagens e opções é impressionante, assim como o fato de ser um sistema extremamente fluido, não é realista, mas o combate tem um nivel de desafio interessante sem se arrastar e isso é uma grande vantagem, especialmente considerando que os monstros tme nichos bem personalizados (está certo que testei poucos, mas os que testei foram legais) e os personagens tem muito o que fazer dentro de suas funções sem se reduzir a eternos "eu ataco ele".

O principal ponto negativo que vi até o momento é o clima do combate, tudo parece épico demais,uma luta com meros esqueletos teve reviravoltas e movimentos espantosos a revelia e dái fica a questão: se todo encontro for assim não há um risco de banalização? De tudo deixar de ser espantoso muito rápido? Não chegeui a testar minions, mas com a quantidadde de pontos de vida e possibilidades acho que um bom ritmo de aventura irá necessitar de uma quatidade pequena de combate, desta forma a magia não se perderia.

Outro ponto que tenho que lidar são alguns conceitos que estou tendo dificuldades (esqueleto ensanguentado?) e como gosto muito de descrições vividas isso pesa um pouco, acho que alguns pontos terei de refletir de forma mais profunda (ou ler mais, confesso que li apenas um resumo das regras e parte do PH, talvez lendo o livro do mestre e alguns artigo vejo o assunto de outra forma).

No mais é um sistema que dá vontade de testar novamente e isso é o que busco de quando testo algo novo.

nota: Reclamando do Ranger? Acho que os strikers estão batendo que é uma barbaridade (o ladrão do grupo barbarizou geral), talvez ele não tebnha aproveitado todo o potencial da classe.
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Mensagempor AKImeru em 07 Jun 2008, 23:21

e o ranger só chorava no inicio por não poder usar as armas tão bem como na 3ª edição.


LOL wut? :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando:


Um Paladino Dragonborn, como defender


Seu principal problema é aqui, o Paladino está mais ara um hibrido de defender e leader enquanto o Ranger está mais para um hibrido de Stryker com Defender. Eles teriam que trabalhar juntos para poder salvar as outras classes.

O principal ponto negativo que vi até o momento é o clima do combate, tudo parece épico demais


"O lixo de um homem é tesouro de outro"
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Mensagempor planes em 07 Jun 2008, 23:39

Oda Nobunaga escreveu:"O lixo de um homem é tesouro de outro"


Não é questão de ser ruim, mesmo porque por mais épico que D&D seja não chega perto de uma campanha de Exalted (ou até Scion) e Everway em termos de escopo épico (ou seja, faz mais de uma no que narro batalha epica atrás de batalha épica).

A questão é que até uma batalha comum tem um escopo de quebra pau épico, se em um jogo épico tipico pego alguns esqueletinhos (que seria um encontro comum) eu passo por cima como um trator, é epico, mas brutal e rápido.

No D&D, mesmo com boas estratégias de ambos os lados o combate teve uma duração consideravel, como se fosse algo mais disputado (o que de fato não era, é uma batalha contra oponentes comuns, os jogadores sempre irão pegar as redeas uma hora ou outra), se todo combate for assim pode ser que o combate épico de fato se torne banal. Não sou contra o equilibrio e nem combate duradouros, mas creio que isso faz com que a quantidade de confrontos tenha de ser bem ajustada, caso contrário vai cair na mecanização mesmo (vai chegar um ponto que ninguem vai descrever nada, vão só falar de "ataque contra fortitude", "ataque contra reflexos", etc...).
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Mensagempor AKImeru em 07 Jun 2008, 23:56

No D&D, mesmo com boas estratégias de ambos os lados o combate teve uma duração consideravel, como se fosse algo mais disputado


E está ai seu problema.


Eles devemser disputados. Se tem algo que a quarta edição quer emular são aventuras fantasticas e heroicas. Está enfrentando goblins? PREPARE-SE PARA LUTAR POR SUA VIDA!

É um charme que eu admiro muito, eu sempre usei o combate como algo dramatico, um ou outro por sessão. E isso funciona para mim.
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Mensagempor Venificina em 08 Jun 2008, 00:16

Oda Nobunaga escreveu:
e o ranger só chorava no inicio por não poder usar as armas tão bem como na 3ª edição.


LOL wut? :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando: :rolando:



Como eu disse , o jogador do ranger estava chorão, e disse que não usava bem as armas, ou seja , chorou por chorar, eu acho que o ranger agora esta melhor e que o jogador fez um draminha pois esta com uma certa "negação" a nova edição.


Um Paladino Dragonborn, como defender


Seu principal problema é aqui, o Paladino está mais ara um hibrido de defender e leader enquanto o Ranger está mais para um hibrido de Stryker com Defender. Eles teriam que trabalhar juntos para poder salvar as outras classes.


Eu pessoalmente não achei nenhum problema com o paladino, tanto eu, quanto o jogador achamos que ele cumpre bem o seu papel, e sim tem um pouquinho de leader.Mas a primeira vista eu discordo do ranger ser striker e defender, já que a seleção de armaduras dele, mais a incapacidade inicial de usar escudo atrapalham um pouco, mas apos alguns testes a mais eu poderei ver se ele tem esse role secundario tambem.

E por enquanto só testamos o combate, as partes de fora não rolaram pois os jogadores e eu, tinhamos compromissos e se fossemos testar elas, eles iam ficar muito putos de gastar tanto tempo e não bater em nada :linguinha: !!

E uma questão pro Deicide , que parte de 4ª edição lhe causou uma repugnancia logo de cara? Fiquei curioso ...
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Mensagempor Templario em 08 Jun 2008, 00:20

Joguei hoje também (mas com colegas, não no game day), e na minha mesa aconteceu praticamente a mesma coisa que na do venificina, menos o ranger chorão - colegas mais tradicionalistas deram uma olhada ou outra n o livro e ficaram falando "videogame isso, videogame aquilo".

Nosso mestre é bem liberal - as jogadas de atributos foram 3 tabelas de 8 roladas de 4d6, tirava-se os 2 menores valores de cada tabela, escolhia uma delas como a melhor e podia-se pegar os 2 melhores atributos de uma mesma tabela, dentre as descartadas. Bom demais? Sim, mas eu, por mais incrível que pareça, consegui 17 15 15 14 14 14 :( e era o Fighter defender! Tinha 1 HP a mais que o ladino heouaeheau

Começamos numa clássica taverna (eu era um Shifter Longtooth Fighter, sendo os outros um Tiefling Ladino e um Humano clérigo - o mestre jogou com um npc wizard, pois dois outros players não puderam vir), e falando com o velhote local iríamos matar uns goblins salteadores de caravanas. Fácil, fácil.

Bem, tá certo que o mestre fez os encontros para 5 players, mas com 4 foram dificílimos. No primeiro, enfrentamos 2 goblin sharpshooters (em locais elevados), uns 6 warriors, 1 blackblade e 1 hexer - que ficava cegando todo mundo! Caí 1x, mas fui salvo pelo clérigo. Foi muito bom ver o mago levando 12 de dano do blackblade e ainda estar de boa! O tiefling se esquecia de suas 2 habilidades raciais e acabou caindo no finalzinho da luta. Só matamos o hexer, o blackblade e 2 soldiers - o resto fugiu.

Dormimos e resolvemos entrar na caverna goblin (por 500po para cada + um anel mágico, até injeção na testa!). Tranquilamente avançamos até a 1ª armadilha, onde o clérigo e o ladino caíram (mesmo com ela já exposta pelo último). Após uns malabarismos com a corda do Kit do Aventureiro Feliz, avançamos adentro. Num outro corredor, uma pit trap dupla quase matou o ladino (muito azar nos dados), e logo adiante um agrupamento de 11 minions mais 2 sharpshooters novamente me derrubou (esquecia de marcar), além do ladino. Novamente o clérigo nos levantou, e matamos a todos. Infelizmente a sessão acabou aí, mas temos que enfrentar os 2 chefes do bando e o resto da patota.


O uso de miniaturas ajudou bastante (assim como o advento de quadrados no lugar de feet), e não vi nenhum a diferença entre o roleplay da 3.5 para esta. Não saía gritando o nome dos poderes, mas fazia pequenos shouts ao "Kord" do cenário a cada ataque.

Os outros players gostaram, e provavelmente no 2° test teremos mais jogadores. Campanha mesmo, creio que vá demorar um pouco mais, até estarmos acostumados à nova mecânica.

PS: quase fiz um warforged do excerpt, mas já tenho um numa campanha 3.5.

Ah, e os skill challenges são fodas... o tiefling tentou jogar sua simpatia chifruda para uma moça da cidade, se deu muito mal ehaeuhea
Editado pela última vez por Templario em 08 Jun 2008, 00:31, em um total de 1 vez.
Face_Stab escreveu:I just hope we don't get a zealot bursting through the doors rubbing ketchup on himself shouting "This is the blood of previous editions, gunned down to make way for this heretical new edition!"
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Mensagempor planes em 08 Jun 2008, 00:21

Oda Nobunaga escreveu:Eles devemser disputados. Se tem algo que a quarta edição quer emular são aventuras fantasticas e heroicas. Está enfrentando goblins? PREPARE-SE PARA LUTAR POR SUA VIDA!


Discordo, não é este o sentimento que o D&D vai emular, em nenhum momento deste combate você tem aquela sensação de "lutar por sua vida", a sensação de ameça é bem pequena, não é como em um sistema realista onde realmente você arrisca sua vida a cada golpe porque todo mundo sabe que, goblin ou não, um bom acerto e você já era, este combate sim é realmente disputado e você tem a eterna pressão de estar a uma rodada da morte.

A disputa em D&D é aparencia, os PCs vão vencer as caveiras e nenhum vai morrer, mas o combate vai durar e isso é feito porque se dura mais é mais divertido. O problema é que isso pode levar a uma situação que muitos estão reclamando: combate mecanico demais, afinal depois de descrever o mesmo golpe mil vezes não tem como deixar de ser mecanico mesmo. A tendencia é ficar com aquela cara de video-game onde você vai massacrando os botões de golpes especiais.

Por isso que digo que é preciso um um novo ponto de equilibrio, se os combates duram mais eles tem de ser menos frequentes que eram normalmente, esta é a base (pelo menos incial, não sei se esta sensação será um problema de fato) que pretendo utilizar a criar aventuras. O interessante que isso é bem diferente dos jogos epicos que mestro, em Everway nunca tive medo de botar váios encontros porque encontros normais acabavam rapidamente, se estendendo apenas em duelos, mas se for assim tanto melhor, se fosse apenas para jogar Everway com dados não haveria porque perder tempo com um novo sistema.
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Mensagempor AKImeru em 08 Jun 2008, 00:52

Como eu disse , o jogador do ranger estava chorão, e disse que não usava bem as armas, ou seja , chorou por chorar, eu acho que o ranger agora esta melhor e que o jogador fez um draminha pois esta com uma certa "negação" a nova edição.



Verdade. Quando finalmente fazem o Ranger jogavel vem um zé e chora? LULZ

Não saía gritando o nome dos poderes


SPOILER: EXIBIR
Você nunca precisou gritar o nome dos seus poderes. Nem mesmo no ToB.


Discordo, não é este o sentimento que o D&D vai emular, em nenhum momento deste combate você tem aquela sensação de "lutar por sua vida", a sensação de ameça é bem pequena, não é como em um sistema realista onde realmente você arrisca sua vida a cada golpe porque todo mundo sabe que, goblin ou não, um bom acerto e você já era, este combate sim é realmente disputado e você tem a eterna pressão de estar a uma rodada da morte.


Repare o caps. Não é "oh ele vai me esfaquear e lá se vai meu personagem" e sim "GOBLINS GOBLINS MEU DEUS VEJA O QUE AQUELE GOBLIN TEM ELE ESTÁ ATIRANDO EM TODOS NÓS EM APENAS UM TURNO CACILDA ISSO É EPICO".


A disputa em D&D é aparencia, os PCs vão vencer as caveiras e nenhum vai morrer, mas o combate vai durar e isso é feito porque se dura mais é mais divertido. O problema é que isso pode levar a uma situação que muitos estão reclamando: combate mecanico demais, afinal depois de descrever o mesmo golpe mil vezes não tem como deixar de ser mecanico mesmo. A tendencia é ficar com aquela cara de video-game onde você vai massacrando os botões de golpes especiais.


Eu acho uma exageração, fiz seis ataques contra o grupo de quatro caveiras, sendo que eu usei três técnicas diferentes. Não me senti pressionando butões, me senti salvando o traseiro sujo do ladino isso sim.

Por isso que digo que é preciso um um novo ponto de equilibrio, se os combates duram mais eles tem de ser menos frequentes que eram normalmente


E são, vide DMG.


Eu sei que eles já eram na minha mesa e vão continuar sendo.
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Mensagempor Deicide em 08 Jun 2008, 08:37

Venificina escreveu:E uma questão pro Deicide , que parte de 4ª edição lhe causou uma repugnancia logo de cara? Fiquei curioso ...


Eu preferi não falar porque eu tenho certeza que alguém vai me entender mal e discordar. Além disso, como ainda não joguei, pode ser que seja só preconceito meu e não uma crítica válida.

Mas, como você perguntou: meu grande problema com o jogo é uma série de probleminhas (aparentes, talvez durante o jogo eu mude de idéia), cada um deles pequeno, mas juntos começam a incomodar:

  1. Há uma distância entre o fluff das classes e as regras. Por exemplo, pelas características básicas do Ranger, você não julga que ele é um guerreiro das matas. Na verdade, se você analizar o Guerreiro, o Ranger e o Ladino, eles mais parecem estilos de combate "arma e escudo/arma duas mãos", "duas armas/arco" e "armas leves/duelista" do que um "mestre em armas", "guerrilheiro batedor" ou "ladrão/infiltrador".

    Isso em si não é problema. Eu gosto de estilo de combate, e acho mais legal esse estilo acima do que dizer: "se quiser ser bom em combate, só sendo guerreiro". Só que eu fico imaginando que, se a Wizards foi tomar esse caminho e queria inovar tanto, não seria melhor dividir as funções das classes em duas? Do tipo, ao invés de escolher "guerreiro", você escolhia um estilo de combate ("duas armas", "arco", "arma e escudo", etc.) e uma profissão ("mestre em armas", "batedor", "ladrão", etc.) e as combinava como quiser (nesse caso, a função, do tipo "defensor", "atacante", etc. estaria ligada ao estilo de combate)?
  2. Em alguns pontos eles focaram-se tanto nas regras para encontros, que parecem ter esquecido do que isso pode significar em momentos de roleplay. O Warlock ganhar camuflagem sempre que se movimenta é útil em combate, mas bem esquisito em situações fora dele, por exemplo. Claro, provavelmente ele pode desligar isso se quiser, mas já pensou as possibilidades que esse poder "à vontade" proporciona?
  3. Certas magias ficaram muito toscas. Feather Fall ser diário, só afetar uma criatura por vez e nem sequer servir de interrupt?

Como eu disse, são umas críticas bem tosquinhas. Não estou reclamando da 4e em geral, contudo, eu gostei muito do que vi e acho que as questões acima são mais problemas de gosto ou falta de experiência mesmo. Ainda tenho muito o que ler nos livros e ainda vai levar um bom tempo para eu poder jogar, então nem acho essas críticas tão válidas assim, e por isso não quis comentá-las no meu post original.

[edit:] Bom, já que fiquei criticando, vou elogiar também. O que mais gostei na 4e: combates épicos, combates contra pequenos exércitos de criaturas, combates contra inimigos terríveis capazes de dar trabalho ao grupo todo, guerreiros e paladinos capazes de fazer frente a um mago, opções e mais opções em combate, estilos de combate, etc.

Parece tudo o que eu venho jogado no meu d20 Anima, mas melhor em muitos pontos! Quando eu for fazer meu Anima v2, vai ser para a 4e, pode ter certeza!
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Mensagempor DracoDruida em 08 Jun 2008, 22:09

Do tipo, ao invés de escolher "guerreiro", você escolhia um estilo de combate ("duas armas", "arco", "arma e escudo", etc.) e uma profissão ("mestre em armas", "batedor", "ladrão", etc.) e as combinava como quiser (nesse caso, a função, do tipo "defensor", "atacante", etc. estaria ligada ao estilo de combate)?

Perfeito, primeiro grande projeto da Spell de 4E vai ser fazer algo assim. XD
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Mensagempor AKImeru em 09 Jun 2008, 01:21

Isso é o que eu gosto de chamar "Efeito Street Fighter RPG".



E sinceramente? Se você não gosta disso, você provalvelmente tem uma "neckbeard".
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Mensagempor Deicide em 09 Jun 2008, 08:38

Oda Nobunaga escreveu:Isso é o que eu gosto de chamar "Efeito Street Fighter RPG".


Explique.

E sinceramente? Se você não gosta disso, você provalvelmente tem uma "neckbeard".

Não entendi... :blink:
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