Oi gente! Esse é um antigo cenário meu, que criei secretamente todo esse tempo pegando idéias e conceitos de vocês.
Como eu sou esquizofrênico eu alterei tanto isso que acabou se tornando algo único. Tenham em mente que é um cenário para um jogo de estrategia e politica fantasiosa heroica, ou seja não é seu D&D habitual. Por diversos fatores omitidos nesse post eu estou adaptando o jogo para...Mutantes & Malfeitores.
A Era de Saquibi
O continente de Saquibi existe a mais de dez mil anos e a pelo menos cinco mil anos é habitado por humanos que desenvolveram culturas bem peculiares.
Apesar de existirem quatro etnias humanas e duas sub raças no continente, as culturas se desenvolveram de maneira bastante independente, com línguas e dialetos sendo criados ao longo do caminho assim como rituais e religiões. No ano de 560 do calendário do Império Baltan isso mudou drasticamente.
Enquanto a maioria dos outros povos via a guerra como um esporte ou um mal necessário, o Império Baltan do Oeste já dominava a arte da guerra por ter estado e em conflito com uma estranha raça montanhosa conhecida como “Oruns” por mais de quatro séculos. Após ter afugentado os não-humanos de suas terras o Império tinha aprendido muito sobre o combate, a guerra e escaramuças. Então foi um movimento natural o avanço e a expansão do Império Baltan. Os livros de historia creditam os primeiros avanços militares ao Imperador Lúcio Balto, que escreveu muitos livros sobre a guerra e alguns outros sobre poesia.
Os primeiros a cair foram diversas pequenas cidades estados que viviam em harmonia na forma de uma aliança, conhecidos como “A Aliança de Osmir”, localizada bem no centro de Saquibi em regiões planas, conhecidas como “Planice Central”. Apesar da independência das cidades, seus habitantes possuem a mesma etnia e raramente faziam acordos comerciais com membros de outras nações.
A batalha contra o Império Baltan foi rápida e quase indolor, pois a aliança de cidades não possuía um verdadeiro exercito comparado ao que Baltan tinha mesmo possuindo incríveis mercenários no meio de seus homens.
A campanha contra Osmir demorou apenas cinco anos. Isso deixou o Império Baltan convencido que era deles o direito divino de reinar sobre Saquibi. Logo a ambição do Imperador Lúcio Balto ressonou por todo continente.
Algumas províncias independentes se renderam sem nenhum combate para o exercito de Lúcio, tamanho medo que seu nomecausavm. Foi praticamente uma marcha direta até a chegada ao noroeste, onde o exercito de Lúcio encontrou talvez um oponente a sua altura.
Esse foi o primeiro contato entre as etnias Baltan e os habitantes das terras do noroeste, os Elrân. De peles marrom, cabelos lisos e mascaras vermelhas, os Baltan os consideravam uma visão assustadora quase que sobrenatural. Enquanto os Elrân pensavam que os Baltan era a punição divina que seu deus, Mahoum, estava enviando para punir aqueles que negociavam com estrangeiros por vias marítimas.
De qualquer forma, comandados por Alakashe, os Elrân demonstraram uma garra ferrenha e um desejo de lutar imenso, vencendo as primeiras escaramuças contra o exercito do Império Baltan. Furioso, o Imperador Lúcio Balto contratou mercenários de Osmir e de outras cidades que havia conquistado no caminho para aumentar o tamanho do seu exercito. E mesmo possuindo maiores números, o exercito de Baltan estava recebendo imensas baixas.
Estudando a natureza guerreira do povo de Elrân, Lúcio tentou então uma estratégia diferente. Ataques mais súbitos, em áreas como cidades ao em vez de imensas batalhas campais onde as tropas altamente moveis e hábeis dos Elrân possuíam uma grande vantagem sobre as tropas de Baltan, mesmo se as tropas do Império eram mais numerosas. Foi nessa época que foram utilizadas as primeiras armas de cerco como catapultas e fogo alquímico para derrubar as poderosas cidades de Elrân. Sem cidades, o exercito de Elrân não tem de onde conseguir suprimentos, após controlar cinco cidades chaves, o reino de Elrân se rendeu ao incrível exercito imperial de Baltan.
Enquanto cidadãos da aliança de Osmir eram cidadãos de segunda classe no Império de Baltan, Elrân eram considerados poderosos e temidos guerreiros. Imperador Lúcio sabia do poder das táticas militares e marciais que o povo Elrân adquiriu com o tempo, e passou o resto da sua vida os estudando e escrevendo livros sobre a arte da guerra por um diferente prisma. “Momentum, moral e mobilidade” ainda é considerado o livro básico para qualquer general que ouse comandar um bando de homens em Saquibi.
Lúcio Balto morreu um herói. Seu filho, Bastião Balto era inepto na arte da guerra, e os cinqüenta anos que vieram depois da campanha contra os Elrân foram de conflito interno, com Bastião tentando controlar as revoltas dos cidadãos de Osmir na planície central.
Apenas bem no final de sua vida que Bastião começou uma ofensiva contra o sudeste, em busca das terras geladas e de um povo conhecido como “Vashranu”. Ele morreu na campanha militar, sem deixar herdeiros.
Um primo distante da família Balto assumiu o poder, Imperador Fabio Lanciaz resumiu a marcha até o sudeste. Fabio era um estudante dedicado de Lúcio, e mesmo sem experiência conseguiu chegar ao sudeste e enfrentar os Vashranu sem grandes dificuldades e ganhando os corações do povo por onde passava. Sua boa aparência e seu corcel negro eram bem vistos por todo o Império.
Essa etnia possuía uma pele marrom claro, e eram incríveis batedores. Em todos os combates entre o exercito de Fabio contra os Vashranus, o elemento surpresa era inexiste para as habilidosas unidades batedoras.
O frio terrível de Vashram-El, o reino dos Vashranu também não ajudava na moral das tropas de Baltan.
Fabio passou mais de trinta anos pesquisando meios de derrotar os temíveis Vashranus em seu próprio jogo de reconhecimento. Eventualmente ele decidiu desistir de tentar derrota-los em sua própria especialidade e procurou por alquimistas habilidosos na manipulação de rubis (pedras místicas que tem poder sobre o fogo).
Um grande grupo de alquimistas foi reunido e com ajuda do alquimista imperial de Baltan chamado Alexandre Grano, foi criada uma transmutação poderosa onde os alquimistas poderiam controlar como o fogo se espalharia pelo campo de batalha.
Fabio queimou muitas florestas, e surpreendentemente o líder dos Vashranus, um homem muito velho chamado Khall desistiu do conflito e assinou um tratado de paz com incríveis benefícios para o Império Baltan.
Dominando os três cantos de Saquibi, o império de Baltan nascia.
Apenas após 300 anos de suposta paz, tragédia afligiria a terra unificada novamente...Do leste, Oruns e sua selvageria havia se transformado em uma brutalidade inteligente e controlada. O Albino, um Orun considerado um messias para seu povo uniu as antigas tribos rivais e criou um exercito e uma nação bem próximos da capital do Império Baltan.
Do Oeste, Ni Ô. Estranhas criaturas azuladas e chifrudas um pouco mais baixas do que um ser humano normal com uma aparência que lembra a humana marcham contra as terras dos Elrân utilizando maquinas de guerra e um controle quase que divino sobre a alquimia.
Do centro, Osmir lentamente renasce, com os habitantes dessas terras conseguindo direitos ao deterem o poder da burguesia em suas mãos. No noroeste, os Elrân se mantém silenciosos enquanto diversos nobres Baltan desaparecem.
E finalmente no sudeste, as pequenas tribos Vashranu estão simplesmente desaparecendo do mapa.
A estrela de Baltan brilhou reluzentemente por um momento. Mas agora, ela se consome.





