A minha teve boas fases. Primeiramente, eu comecei com videogames na época dos primeiros fliperamas a hora (91-92) na região. Era um jogador tão bom, que considerava o Dhalsim apelão no Street 2 porque o soco dele pegava a tela inteira. Embates épicos de Dhalsim vs. Dhalsim na locadora a 1 real a hora. Os mais experientes jogavam de Honda, Blanka, ou Chun-Li, porque sabiam fazer "golpe especial" com eles.
Em 1992 eu ganhei um NES (sim, nada de clones paraguaios compatíveis, Eu tinha o original) com Mario 3. Como sabiam que eu jogava vários jogos, junto com ele eu ganhei mais dois jogos: Megaman 6 e Vice: Project Doom (recomendo a todos jogarem, foi um dos melhores jogos de NES que eu já joguei). Eu demorei cerca de meia hora pra aprender a passar da fase 1-1, e obviamente, alguns meses pra passar da primeira fase de Vice. Ironicamente, Megaman 6 eu jogava bem porque "hackeava" passwords aleatoriamente, e sempre tinha uma arma usável que me ajudava bastante.
Mesmo como NES em casa, eu nunca deixei de frequentar fliperamas. Nessa época, ainda só tinha flipers com SNES e Master System. Nunca achei uma locadora com jogos de NES, e a loja onde meus tios compravam os jogos pra me dar de presente tinha esgotado o estoque. Como todo pré-adolescente normal, pedi um upgrade.
Eis que em 95 eu fui levado no natal pra loja, e tinha a opção de ganhar um SNES (com mario world), ou um mega drive (com sonic 2 e mortal kombat 3, jogo lançamento da época). Como a febre por MK3 era altíssima, não tive muita dúvida e fiquei com o MD. Já esperando jogar com os colegas, adicionei dois joysticks de 6 botões no pacote. E começa a minha fúria contra a Tec Toy: Demoraram SETE meses pra enviar o maldito jogo pra minha casa, e o joystick do mega tinha uma séria tendência a quebrar a cada 4 meses. Eu estava acostumado com o joystick feito de pedra do NES (que nunca deu defeito), e ter um contorle descartável me afetou negativamente.
Não me arrependo de ter escolhido o mega ao invés do SNES. Tudo bem, eu conhecia apenas uma locadora que tinha cartuchos de mega, e SNES tinha uma baita concorrência. Só que os jogos de SNES eu ainda podia jogar na casa dos meus primos, ou nas locadoras. Enquanto Mega apenas eu tinha. E sem ele, eu não teria conhecido Sonic 3&K, Streets of Rage, Ristar, Aladdin (a versão do mega é melhor), e outros clássicos que infelizmente pouca gente jogou.
Em 1996 eu ganhei um gameboy tijolão (primeiro modelo) com Donkey Kong Land 1, e Krusty Fun House. Infelizmente ele durou menos de 3 meses, pois ele me foi roubado (antes de terminar de pagar, claro). Triste forma pra um garoto de 12 anos aprender a carregar melhor seus pertences no meio da rua.
Então chega o fatídico ano de 1997. Nessa época eu já era rato de fliperama, e aida tirava leite de pedra com o meu mega. O que mudou nesse ano foi que a única locadora que tinha jogos de mega
fechou. Obviamente, eu aproveitei o momento e comprei umas 10 fitas. Mas era triste saber que a partir daquele momento, meu mega não experimentaria nenhum outro jogo diferente além dos que eu já tinha.
E então chegou FF7.
os anos de 97 até 2001 foram feitos de PS1 e seus RPGs, devidamente jogados em locadora. Meu único investimento fixo em videogame dessa época foi o meu memory card de PSX (que eu tenho até hoje), que me permitia jogar em qualquer fliperama da região, e o meu CD original de Final Fantasy Tactics. Sim, eu tinha um CD original de PSX mesmo sem tero videogame. Era engraçado chegar no fliperama, eles perguntarem "Que jogo?", e eu responder "Eu trouxe ele. Quero alugar só o aparelho".
De 2001 a 2004, eu entrei em crise financeira pessoal com a separação dos meus pais. O PS2 era cobrado mais caro no fliperama, e FFX não me atraiu muito pra jogar. Então nessa época eu entrei num hiato fliperamístico. Esporadicamente, eu ia jogar algumas fichas no The King of Fighters. Nunca gostei muito dos arcades da série versus porque a ficha "não durava". KoF eu fazia cada ficha durar cerca de meia hora, enquanto um x-men vs street durava menos de 10 minutos, e a ficha ainda era mais cara (exigia gabinete original, enquanto kof usava gabinete "genérico").
E infelizmente, nessa época, fui forçado pela situação financeira familiar a me desfazer de meus dois aparelhos. Como ambos eram videogames BEM velhos, o preço não valia mais a pena vender, mas a gente estava numa situação de vender o almoço pra comprar a janta. Mesmo tendo saudade dos meus VGs velhos, com os emuladores quase perfeitos de hoje em dia, não vejo muito interesse em recomprá-los.
Até que em 2004 eu consegui um emprego, e em 2006 eu pude novamente ser dono de um aparelho de entretenimento eletrônico caseiro: Um PS2 slim. God of War, Shadow of the Colossus, FFXII (que eu ainda gosto), Guitar Hero (que eu posterguei a compra da guitarra o máximo que pude), e outros jogos. Ele ainda está conectado na minha TV, mas já faz quase seis meses que eu não ligo ele pra jogar qualquer coisa. E quase um ano que eu não jogo um jogo de PS2 mesmo (as ultimas jogatinas foram pra jogos de PS1).
E em janeiro desse ano eu "me dei" de natal um Nintendo DSi. Por enquanto ele está indo bem, e está até cumprindo o papel de portátil: Levo ele bastante pra passear, e eu consigo ligar e sair jogando em 30 segundos. New Super Mario Bros, Trauma Center, Zelda: Phantom Hourglass, Peegle, e Castlevania: Order of Ecclesia estão fazendo o videogame durar.
Editado: tl;dr: Nintendinho em 92, mega em 95, game boy classic em 96 (roubado no mesmo ano), ambos vendidos em 2001, PS2 em 2006, DS em 2010