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Esse não é um conceito universal.
Poucos conceitos são universais...
Diversos esportes, inclusive o futebol tem ligas privadas que regem campeonatos nacionais: J-League, MLS, A-League. Nessas ligas participa quem dá retorno financeiro.
Diversos esportes tem sim essas ligas privadas. Não é o nosso caso, até porque os clubes de RJ e SP, na última tentativa de fazê-lo, tiveram a constrangedora constatação de que o campeonato regional que mais rendia não era o deles, e sim a Sul-Minas. E, como quem manda financeiramente no Brasil são os times do "eixo do mal", a ideia não foi para a frente... ficamos então no argumento de "ter maior torcida" para poder determinar quem tem mais grana. E olha que até esse está caindo por terra, dada a discrepância entre as cotas de "pay per view" de cada time e a vendagem de jogos desses mesmos times.
Então, não é em termos de "retorno financeiro" que se organiza o campeonato. Pode até ser para se constituir a panelinha, mas daí para adiante, a conta é outra.
A maior liga esportiva do mundo a NFL é uma liga privada.
Bom para eles. O Campeonato Brasileiro é instituído pelo Poder Público, regulamentado em Lei pelo Ministério do Esporte.
A maior liga esportiva doméstica do hemisfério sul é a AFL é uma liga privada.
Bom para eles. O Campeonato Brasileiro é instituído pelo Poder Público, regulamentado em Lei pelo Ministério do Esporte.
A maior liga esportiva internacional do hemisfério sul é uma liga privada (Super 14).
Bom para eles. O Campeonato Brasileiro é instituído pelo Poder Público, regulamentado em Lei pelo Ministério do Esporte.
Os campeonatos nacionais só surgiram no brasil após mais de 50 anos de futebol por aqui porque simplesmente era IMPOSSÍVEL fazer um campeonato nacional, dada a geografia do país e a condição econômica.
Isso é mentira. Tanto é que já tínhamos excursões internacionais dos clubes do Brasil ANTES de 1950 (o Vasco inclusive pleiteia um título de campeão continental de 1948, que seria equivalente à Libertadores). Fora amistosos nacionais. Nós não tínhamos uma competição nacional por uma questão de 1) não se querer legitimar o que acontecia ao norte de Minas Gerais e ao sul de Sâo Paulo, em termos de futebol; 2) por não haver uma necessidade financeira (olha ela aí de novo!) por parte dos times do "eixo do mal" em excursionar pelo país. Dinheiro para futebol, esse país sempre teve, e sempre terá.
Para o Inter jogar em refice contra o Sport ele levaria semanas, pois teria de ir de barco e precisaria de tempo de recuperação. por exemplo.
Existe avião desde 1906, fraga? Ônibus, desde antes. E não havia taaaaantos times e taaaaantas datas antigamente, então havia sim a possibilidade de um time excursionar e fazer os jogos que teria de fazer no nordeste ou no norte do país. Só que, no desenvolvimento de uma cultura nacionalista, as regionalidades ficariam prejudicadas... e a gente sabe que o Brasil é uma colcha de regiões, muito antes de ser um país...
o campeonato brasileiro não passou a existir para unificar o esporte, passou a existir pela facilidade de locomoção e dinheiro que poderia gerar.
Não mesmo. Tanto é que a quantidade de times só foi aumentando no torneio, justamente para torná-lo "nacional". E não "sudestino".
aliás o que faliu o nosso futebol foi o "inclusionismo" . começaram a entrar times que encareciam o campeonato e não davam retorno nenhum do ponto de vista financeiro.
1. o nosso futebol está longe de ser falido.
2. os clubes endividados encontram-se nessa situação devido a prejuízos acumulados ao longo de décadas, desde quando os campeonatos eram compostos por poucos times, depois quando foram inchados e, também, agora, quando tem tamanho reduzido. Dívida não é por outra coisa senão corrupção eficiente associada à inépcia administrativa.
3. A maioria dos grandes talentos do nosso futebol não é do eixo Rio-SP (que hoje responde pela metade dos times no campeonato da Série A), então, sem "o resto do país" para fornecer jogadores, esses times seriam menos, muito menos do que são hoje, e do que foram no passado.
Times estes que só viviam por causa do repasse da CBF e patrocinadores do campeonato brasileiro.
Engano teu. E há tempos que a maior fonte de renda dos clubes (qualquer clube) deixou de ser a torcida, e passou a ser, por exemplo, a quota de TV a que tem direito. Todos os times, hoje, dependem de patrocinadores e de quotas de transmissão. Querer elencar mérito a partir desse quesito é o mesmo que amarrar a boca do saco e jogá-lo dento do rio: morrem afogados todos os que estiverem lá dentro.
A taça união foi a pirmeira tentativa, acertada, de tirar os clubes pequenos do campeonato e dar aos clubes realmente grandes um torneio compatível a essa grandeza econômica e a capacidade de competir com o exterior.
Nisso, você está certo. Em termos de GRANDEZA ECONÔMICA, está absolutamente certo. Agora, onde é que está o MÉRITO ESPORTIVO em se remover arbitrariamente do campeonato os times mais pobres e então concentrar as antenções nos times mais ricos, eu simplesmente não sei. Sinceramente, eu não sei.
Volto a dizer: os times mais ricos podem fazer a liga que quiserem, eles tem esse direito. Agora, quanto a ela valer como um Campeonato Brasileiro, isso é outra coisa, pois não cabe a eles decidir o que é ou o que não é o Campeonato Brasileiro. Cabe, no caso, à CBF.
Caso fosse levado a frente, hoje provavelmente o equivalente mundial a Premiere League britanica seria o campeonato do clube dos treze.
Devaneio total de sua parte. E, mesmo que fosse conseguido, seria um torneio insosso, sem descenso ou ascenção. Porque, como você bem sabe, não tivemos esse mecanismo na Copa União, ou no Módulo administrado pelo C13. E é isso que os mais ricos querem: a garantia de que permanecerão na elite ad eternum, com vaga cativa, sem nunca (ou apenas raramente) ter de exercer essa supremacia dentro de campo.
E.