Pessoas, mês passado ocorreu algo muito desagradável a uma pessoa que eu conheço. Ela é uma mulher de 59 anos que teve o apartamento invadido, foi violentada, assaltada, e por pouco escapou de ser ainda pior (o desgraçado tentou jogar a chave pela janela pra um comparsa que estava fora do prédio, mas ela ficou presa na marquise).
Isso ocorreu há 3 semanas, e agora ela está conseguindo se recuperar (depois do coquetel antiviral que teve que tomar e abalou muito a saúde dela). Só que ao voltar ao trabalho hoje ela ficou sabendo que, no dia seguinte ao ocorrido, o jornal local havia publicado no seu site (e na rádio que pertence à mesma rede) uma entrevista em áudio em que ela conta detalhes do que tinha acontecido... exceto que ela alega que nunca deu entrevista alguma. (O que até havia nos espantado na ocasião, porque não é exatamente comum uma vítima de estupro se expor dessa forma em tão pouco tempo.)
Ela desconfia que a "entrevista" foi gravada sem autorização ou sequer conhecimento dela, enquanto prestava depoimento na delegacia. O que eu não duvidaria, visto que no áudio a jornalista nunca fala diretamente com ela, nem fala enquanto a declaração está acontecendo, apenas insere alguns comentários gravados posteriormente entre os trechos do depoimento.
Ao que chegamos à minha dúvida: se foi isso mesmo que aconteceu, o que a jornalista fez não é descaradamente ilegal, pra não dizer ofensivo e de uma falta de tato inacreditável?
Eu vou tentar continuar me informando sobre a história, mas como sei que tem algumas pessoas no fórum que lidam com as áreas de direito e jornalismo, agradeço muito se puderem opinar até que ponto esse tipo de atitude é ilegal ou não (supondo que tenha havido mesmo uma gravação não-autorizada do depoimento).
Link para a reportagem do dia:
http://www.jornalnh.com.br/site/noticia ... 177026.htm
Link para o áudio da entrevista:
http://www.jornalnh.com.br/site/podcast ... 6,tp-3.htm

Gmail/gtalk/MSN: gilnei.nh ahoba gmail.com
@Macnol
Facebook
Google Reader












