por Dahak em 15 Mar 2009, 22:27
Eu adoro a Veja.
Assinamos desde que eu me entendo por gente com ligeiros intervalos, mas virou um costume tão grande lê-la todos os sábados que fica até um vazio quando essa rotina é quebrada. Ademais, nas fases mais corridas, funciona como um ótimo veículo que compila alguns dos acontecimentos mais importantes da semana ao redor do "mundo".
Adoro, adoro a Veja.
Mas isso não me impede de olhar para ela com certo ceticismo.
Tal qual o Madruga, incomoda-me um pouco ouvir "ah, mas é a Veja" em certas situações. E não me incomoda pelo fato de simplesmente gostar da revista, mas porque normalmente a pessoa usa isso como jargão, sem nunca ter encontrado um motivo concreto para desmerecer a revista.
É verdade sim que ela tem muitos problemas, que boa parte dos centro acadêmicos metiam/metem o pau nela (ao passo que alguns defendiam vorazmente a Isto É até aquele escândalo alguns anos atrás), que tem (ou teve, hoje não sei mais) uma calibrosa veia católica, que por vezes faz matérias de cunho amplamente duvidoso (baseando-se em informações jogadas na rede bem contestáveis), que escreve pérolas sobre a educação e etc.
Por outro lado, já tivemos simultaneamente assinatura de outras revistas por aqui que vão na mesma linha e nenhuma pareceu distoar muito disso. Possuíam pontos bons, possuíam pontos ruins.
Uma coisa que eu, por exemplo, considero muito legal é o jornalismo investigativo da revista. Acho muito importante algumas das reportagens políticas e alguns furos que eles conseguem. Nos últimos anos não tenho acompanhado o cenário político como eu fazia quando era menor, então acabo não vendo o tamanho da repercussão que não pela web ou pela própria Veja, mas acho bem bacana e importante.
Sobre a matéria em questão, certa vez o Diogo comentou no MC (canal GNT) sobre ter um chefe e ter prazos para entregar um texto toda semana para poder receber e etc. Enfim, ele tava comentando sobre as pessoas "sem inspiração" e o contexto era de "esse é meu trabalho, com ou sem inspiração, precisa sair um texto, diferente da vida de fulano...".
Particularmente, o acho muito engraçado e só.
Dahak Out
Life. Live.