Foi o contexto social é que acabou sendo usado para tratar de assuntos como drogas, sexo e temas similares.
Pois é. Muita coisa foi criada com outra finalidade, mas que foi usada para outros fins. O problema não é quem criou, mas quem anda propagando. Quem "compõe" músicas de funk custuma estar inclinado a ter esse tipo de má intenção. Claro, não se tem como saber o histórico de vida de cada pessoa. Eu acho bem provável que tenhamos funkeiros que se vêem impostos a fazer exatamente o que se quer ouvir para ter o seu trabalho divulgado, ainda que a contra-gosto, da mesma forma que certas pessoas formentam o funk já com esse tipo de intenção.
Isso demorou 3 longas décadas (60, 70 e 80) para ocorrer e não foi proibição de rock em certos países, ou movimentos a favor ou contra o gênero que o fez evoluir dessa maneira.
Eu não sou nenhuma criança. Eu sei que mudanças sociais demoram muito (muito mais do que você imagina). E eu quero deixar claro que eu nunca defendi a ideia de que o funk deveria ser proibido ou fazer movimentos contra. O que eu sou contra é a PROPAGAÇÃO dos problemas sociais através do funk. O funk, assim como axé, forró, etc (e adoro esses dois exemplos por também terem sofrido uma certa "involução" tanto na qualidade quanto no conteúdo) tem o potêncial de serem melhorados sim, mas será necessário uma melhor contextualização social. Isso é um processo lento? É, mas não é impossível, tampouco utópico.
Boa sorte com a sua luta.
Obrigado.

Como você conhece, já que a sua visão é uma completamente alienada. Um músico formado faria a mesma coisa que um músico não formado melhor.
Cara, desculpa a sinceridade, mas você está tão revoltado por ter julgado meus comentários sobre o funk injustos que não consegue enxergar duas linhas de parágrafo a dois palmos e meio do teu nariz com eficiência. Vou interpretar o que eu disse para você:
Com educação, as pessoas tendem a se aprimorar profissionalmente. Um músico formado não faria um funk carioca como conheçamos, faria coisa melhor.
Isso quer dizer que, com um aprimoramento profissional, o músico tenderia a fazer uma música melhor de que a que conhecemos (ou seja, que é mais comum) de um determinado estilo. No caso o funk. Em outras palavras, com um aprimoramento profissional, o funkeiro que realmente gosta do funk tenderia a compor um funk melhorado, diferente do funk carioca que conhecemos atualmente.
Acho que você ficaria abismado com a quantidade de opções que os "funkeiros" tem e ainda assim escolhem o funk.
Cara, eu tenho plena noção disso. Quando um certo estilo está amplamente contextualizado numa terra (ainda que seja de baixa qualidade musical) é até dificil não ver gente de alto calão intelectual que gosta do estilo. A questão é, como eu já havia falado: gosto não é uma coisa lógica. Só que apenas com uma melhor formação (que gera uma consciência crítica) acompanhado de opções é que uma pessoa pode dizer que VERDADEIRAMENTE gosta de funk ou outro estilo.
Você defende o funk carioca como um estilo que todos gostam sem perceber que a imposição musical que ocorre não é minha, mas do funk. As pessoas nascem nas favelas e crescem ouvindo funk, que é um dos pouquíssimos estilos que elas vão tender a ouvir na vida. Isso vai encher essas pessoas de pré-conceitos acerca de possíveis outros estilos e vai manter ela isolada com seu funk e, no máximo, um pop (por causa de novelas, geralmente). Quando com o desenvolvimento intelectual e o surgimento de novas opções, a pessoa vai finalmente ter a oportunidade de analisar qual(is) realmente é(são) o(s) estilo(s) com o(s) qual(ais) ela se identifica.
ambos fazem o mesmo trabalho social ate, a diferença é que o Hip-hop CRITICA a sociedade, e o Funk mostra ela, de forma parecida com o que o Punk fez no passado.
Pára tudo! Calma aí! Vamos analisar melhor:
(a sua comparação com o hip-hop chegou a ser ofensiva)
ambos fazem o mesmo trabalho social ate
Um post atrás, era ofensiva a comparação com o hip hop. Agora ambos passaram a ter peso igual no que diz respeito a trabalho social?
Não percebe o quanto você está argumentando em cima de sua revolta quanto aos meus comentários. Cara. Faz o seguinte. Lê o que eu tou dizendo, respira, vai beber uma água, sei lá, deixa esfriar a cabeça. E só depois tu vem responder. Porque dessa forma a discussão entre nossos pontos não vai dar sequer um passo a frente. Simplesmente não dá pra discutir assim.
Se o seu melhor argumento contra funk é "ele é feito por bandidos" então você tá fazendo isso muito errado.
Cara, esfria a cabeça. Veja, você falou com tanta emoção que começou a por palavras na minha boca. Eu não disse isso e gostaria que você quotasse algum trecho de meu texto que se possa inferir isso.
Nesse ponto o trabalho do governo vai ser fenomenal, se houver uma porta de acesso legal para esses pessoal acho que muitos trabalhos bacanas vão surgir.
Nesse ponto, como eu disse antes, eu até concordo. Se o governo REALMENTE fizer um sacrifício para desvincular de forma indiscutível o funk do tráfico, já temos uma enorme melhora aqui. Não é como se TODO MUNDO das favelas queiram que todo mundo se entupa de drogas até morrer.
Cara entenda uma coisa eu não acho q é necessário um curso de graduação.Ponto.
Misópédia: "eu não acho que certos seguimentos seguimentos intelectuais devam ser aprofundados e levados a sério porque
pra mim não parece ter toda essa importância".
Acho q cursos técnicos suprimiriam perfeitamente isso mas o povo brasileiro ama criar novos cursos.
Primeiro, você sabe a DIFERENÇA entre um curso técnico e um curso superior? Pois eu vou lhe dizer: o técnico aborda conhecimentos superficiais do ramo, o que significa que ele tem maiores conhecimentos acerca do assunto do que outras pessoas, mas não tem o dominio completo de tal conteúdo. Já o superior aborda com profundidade os conhecimentos do ramo.
E agora eu vou te contar uma novidade: o estudo da música é um dos estudos mais antigos do mundo. Não foi um brasileiro que chegou e disse "não tenho o que fazer, vou fundar um curso de música". Isso é um conceito que já veio da europa e da ásia (especialmente da europa) e a humanidade vem estudando a música desde então. Você acha REALMENTE que, após séculos e séculos de estudo, não se tem praticamente NADA a se estudar de música? É só ver umas técnicas, "pegar" um repertório e sair dizendo por aí que é músico?
O curso superior existe para fundamentar tamanha quantidade de conhecimento no aspirante a músico.
Aliás, uma dica pra sua vida: jamais subestime qualquer tipo de conhecimento. Se ele é desenvolvido e estudado, ele serve para alguma coisa.
se vc ta tão antenado na situação poderia colocar uns links pq eu dei uma pesquisa e não achei nada.
Tem certeza? Eis aqui o primeiro link do google que me apareceu:
Um artigo do INESC (em pdf).O quarto link do google:
Sobre o CUFA - Central Única das Favelas. (obs: leia a primeira frase do primeiro texto do link, por favor)Claro e os cantores de Hip Hop são todos sem nenhum passado criminal.
Ah, beleza. Então se o importante para você é que pelo menos UM (ou ALGUNS) indivíduo que participa do estilo tenha passado criminal para que você tenha total propriedade para criticar o estilo dessa forma preconceituosa, o que, por tudo que é mais sagrado, você está fazendo defendendo o funk?
Favor tentar não entrar em contradição, se não for pedir de mais.
mas também não é nenhuma arte sacra reservada apenas àqueles que estudam muito.
Tudo bem, "arte sacra" foi o deboche mais engraçado acerta dos conhecimentos teóricos da música.
Engenheiros só são engenheiros após um diploma porque ninguém confia num qualquer pra construir sua casa/fazer sua fiação elétrica/(adicione outras engenharias aqui*) num cara que não foi formado pra isso.
Não precisa ir tão longe. Vamos comparar com uma linha de estudo que não tão difundida assim como importante como a engenharia: letras. Você confiaria num cara que não é formado em letras, mas que está vendendo um dicionário para você? Talvez você pare e diga: "ah, mas a música "x" feita por um "não-músico" me é agradável". O dicionário desse cara também tenderá a ser (a menos que você seja um estudioso da área), até você começar a descobrir palavras erradas nesse dicionário.
Ninguém precisa de um diploma pra cantar bem. Precisa de talento, e algum conhecimento. Mas não um diploma.
*- Exceto computação, claro. Me irrita ver o povo contratando "o filho de 13 anos da vizinha que disse que sabe" pra fazer um site, enquanto os profissionais tão penando...
E você acaba de entrar em contradição. Quer dizer que só porque tem uma idéia de como funciona mais ou menos um conhecimento que, no geral, recebe pouca consideração por parte da sociedade ele se torna melhor que um outro que sofre do MESMO problema? Você fala de preconceito, mas está claro para mim quem está agindo de forma preconceituosa.
E com relação ao texto Kasuya, é muita distorção dizer que o autor defende que o funk pode cometer todos aqueles erros por que ele também ocorre em outros movimentos/festas/whatever.
É dessa forma que ele acusa que a sociedade está errada em criticar o funk. Pode por favor me provar do contrário?
Okay, Puritanismo barato.
Quem falou em puritanismo? Só se do SEU ponto de vista os valores só têm a ver com "não fazer sexo" e/ou "ser casto/sacro". Eu encaro valores como algo que diga respeito à ética, lei, boa convivência com as pessoas, educação, apologia a movimentos CONTRA as drogas, etc... Se algum meio de comunicação está tendendo a valorizar o CONTRÁRIO a tudo isso, então temos valores sendo invertidos.
Não é uma questão de demagogia, e sim, de liberdade individual e completa desconfiança a quem age de forma "Holier-than-thou", e tem completa convicção de sua certeza e superioridade moral e intelectual.
Mas será que eu tou falando grego ou coisa parecida? Vou repetir pela última vez:
EU SOU A FAVOR DO FAVORECIMENTO INTELECTUAL ALIADO À POSSIBILIDADE DE ESCOLHA PARA QUE VOCÊ TENHA CONDUÇÕES DE ESCOLHER COM PROPRIEDADE O QUE MAIS COMBINA COM VOCÊ, VISTO QUE VOCÊ TEM UM DESENVOLVIMENTOINTELECTUAL CRÍTICO E LHE FOI APRESENTADAS VÁRIAS OPÇÕES DE ESCOLHA.Querem que eu desenhe, ou eu destaquei meu ponto de forma suficientemente clara?
Não, não deve.
SIM, ela DEVE. Tudo que está ruim deve ser melhorado para que haja o desenvolvimento, a evolução positiva. Se negar a se desenvolver é a maior tolice que o ser humano pode fazer.
Caso contrário, temos apenas mais um dos muitos incidentes de imposição cultural motivada por elitismo e certeza de superioridade.
Não consigo enxergar elitismo em dar oportunidades para as pessoas se desenvolverem e dar opções para escolherem. Sério. Não consigo.
Agora percebe o quão demagógicos tem sido os comentários: "você não tem o direito de dizer que o funk é ruim e precisa ser melhorado com base na oportunidade e geração de opções de escolha porque isso é uma 'imposição elitista' cultural e é errado".