Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Skar em 05 Set 2009, 23:41

Honestamente não sei em q colocação o Brasil está no quesito bebida mas pra mim parece q vc olha pro exterior como se lá as coisas fossem boas veja o link pra ver como lá eles bebem "menos"

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2382763,00.html

Menos de 5 minutos olhando o google.

E sinceramente eu sou contra a existência de certos cursos como universitários. Cara eu não lembro de nenhum cantor [ de cabeça] q tenha feito graduação em música. [ A Sandy fez em letras por exemplo, eu acho]. Então me desculpa se eu não acho q pra ser um bom cantor vc deva ter um diploma.

Cara, os trabalhos sociais que vem sendo feitos nas favelas do Brasil, obviamente, envolvem o lado consciente do Hip Hop. Eu não citei o Hip Hop como um todo.


Cara vc tem uma visão tão estranha pq sério nunca ouvi nada de Hip Hop ajudando ninguêm. Tanto q esse movimento não é um lá muito bem vistos nos EUA pq faz os jovens querem ser como os cantores, assassinos e marginais q muitos nem podem sair dos estados pq estam cumprindo pena. :b
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Kasuya em 05 Set 2009, 23:51

Foi o RPG que ajudou a propagar essa imagem ou simplesmente os diabos e demônios atraíram pessoas que possuem tal perfil?


Seu ponto estaria impecável não fosse uma questão, digamos, vetorial. Veja. O funk é, digamos, um "produto final" da base racional da comunidade (?), mas o RPG não. Ele é um dos "começos". Antes de ler livros de RPG, você difícilmente estará familiarizado com toda a riqueza literária que ele oferece. Basicamente, você primeiro lê os livros de RPG, se torna RPGista, para depois viver o contexto RPGístico da coisa. O RPG não foi montado sob a premissa de que os criadores gostavam de cultuar o demônio e invocá-lo, por exemplo. O psicopata em questão já tinha essa idéia em mente até encontrar o RPG que, em seu subconsciente, se torna uma "alavanca" para uma idéia que já existia na pessoa dele.

No caso do funk, ocorre o contrário. A intenção ocorre antes da formentação da música. Prova disso é a apologia explícita a valores invertidos. No caso do RPG e "demônios" essa apologia não acontece, visto que essa simplesmente não é a intenção dos autores.

Não vejo o que isso ajudará a propagar tais malefícios, sendo que não vejo que tal decisão irá fixar esse gênero com as mesmas características eternamente.


É muito simples: beleza, a partir de agora o governo resolveu dar uma base para os funkeiros cariocas desenvolverem seu trabalho. Mas como eles vão desenvolver seu trabalho se a única coisa que eles conhecem é aquilo que eles vêem? Eles vão continuar tendo que conviver com a baixaria, má educação, violência, etc, da comunidade e sequer vai ter acesso a alguma forma de se desenvolver como músico. O resultado disso é que o estilo não vai ter condições de dar passos a frente.

assim como aconteceu com o conceito "Sexo, Drogas e Rock 'n' Roll" que praticamente não existe nos dias atuais e é só uma lembrança de uma época passada do gênero Rock.


Acontece que esse estilo mudou exatamente devido ao contexto que também mudou. Os músicos foram amadurecendo, descobriu-se os (grandes) malefícios das drogas, as DSTs se alastraram de forma preocupante e tudo levou ao ponto de que esse contexto TINHA que mudar. E foi assim que o conceito de "Sexo, Drogas e Rock 'n Roll" foi quase que em sua totalidade pro saco. Creio que essa seja a forma mais segura de esse conceito de "Sexo, Drogas, Funk e mais sexo" ir também pro saco.

Mas a diferença entre nós é que eu simplesmente não me preocupo ou sou contra essa tomada de decisão.


Pois eu me preocupo absurdamente com a formação intelectual e cultural do Brasil como um todo. Acho que eu sei o que foi. O meu problema (o que, a meu ver não é exatamente um problema) é gostar de esmurrar com toda a força possível tendências e falácias demagogas. E muito foi dito aqui sobre "gosto não se discute, se uma pessoa gosta de funk quem é você para dizer que o estilo é ruim?", mas nenhum teve a coragem de assumir o funk como um bom estilo musical. As pessoas se indignam, pois estão ouvindo exatamente o contrário do que esperavam ouvir.

Se o estilo não é bom, no sentido qualitativo musical, ele deve ser melhorado. E se, nesse ponto se fundamenta a "base" que o governo quer dar ao funk, eu até concordo, mas duvido muito que isso ocorra.




Honestamente não sei em q colocação o Brasil está no quesito bebida mas pra mim parece q vc olha pro exterior como se lá as coisas fossem boas veja o link pra ver como lá eles bebem "menos"


Cara, você está falando do polo europeu da bebida. Eu achava que até então estavamos comparando os EUA com o Brasil em termos de consumo de bebida.

E sinceramente eu sou contra a existência de certos cursos como universitários. Cara eu não lembro de nenhum cantor [ de cabeça] q tenha feito graduação em música.


Cara, esse foi o comentário mais absurdo e preconceituoso que eu já li em toda minha vida. Só porque VOCÊ não faz idéia de como o curso de música bem como muitos outros são difíceis e importantes, não significa que eles não o sejam. Pesquise primeiro, depois você vem falar!

E eu posso passar o resto da madrugada citando nomes de músicos que estudaram música. Você certamente não sabe: mas sabia que os brasileiros estão entre os melhores músicos do mundo? Sabe quanto desses nomes EXTREMAMENTE CONCEITUADOS no exterior você já ouviu falar? PRATICAMENTE NENHUM (Chico Buarque de Holanda e olhe lá, talvez Heitor Villa Lobos... Mas de resto....).

E você quer citar a SANDY, A SANDY como exemplo??? Ela não é musicista, ela é uma intérprete (muito ruim, por sinal). E só pra constar, ela assim como todo "cantorzinho de faustão" que dá por aí, começou achando que cantar era muito fácil e que só porque tinha um timbre "bom" (???) e, tendo os conhecidos e familiares "corretos", começou com sucesso e saiu cantando por aí até começar a ter os primeiros grandes problemas com as pregas vocais (o que, por não saber nada de técnica vocal, costuma acontecer relativamente rápido) e então foi necessário (inclusive para a sobrevivência da voz) fazer conservatório e se formar como cantora. Em outras palavras: ela TEVE que estudar técnica vocal para que ela continuasse com sua voz e até para evitar o surgimento de cistos e outros problemas gravíssimos. Porque cantar sem o conhecimento das técnicas vocais é extremamente prejudicial à saúde.


Então me desculpa se eu não acho q pra ser um bom cantor vc deva ter um diploma.


Não, não desculpo não. Largue o preconceito e vá ler alguma coisa a respeito antes de balbuciar uma loucura dessas.

Cara vc tem uma visão tão estranha pq sério nunca ouvi nada de Hip Hop ajudando ninguêm.


O que te põe numa posição deveras estranha: como discutir sobre um estilo argumentando sobre o contexto social da comunidade carioca, se você parece não saber o que anda rolando pelas favelas do Brasil?

Tanto q esse movimento não é um lá muito bem vistos nos EUA(...)


Acho que o termo "movimento de negro" te insinua alguma coisa, não? Quer apostar quanto como tu acha que o punk é um estilo de delinquentes que estão interessados em baderna e fazem apologia ao vandalismo? (aproveitando que você está claramente mostrando preconceitos sobre coisas que você não faz idéia do que seja)

Faz o seguinte, cara. Pesquisa. Até o wikipédia serve. Depois você vem falar, pode ser?
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Mensagempor Cebolituz em 06 Set 2009, 00:31

Kasuya escreveu:Seu ponto estaria impecável não fosse uma questão, digamos, vetorial. Veja. O funk é, digamos, um "produto final" da base racional da comunidade (?), mas o RPG não. Ele é um dos "começos". Antes de ler livros de RPG, você difícilmente estará familiarizado com toda a riqueza literária que ele oferece. Basicamente, você primeiro lê os livros de RPG, se torna RPGista, para depois viver o contexto RPGístico da coisa. O RPG não foi montado sob a premissa de que os criadores gostavam de cultuar o demônio e invocá-lo, por exemplo. O psicopata em questão já tinha essa idéia em mente até encontrar o RPG que, em seu subconsciente, se torna uma "alavanca" para uma idéia que já existia na pessoa dele.

No caso do funk, ocorre o contrário. A intenção ocorre antes da formentação da música. Prova disso é a apologia explícita a valores invertidos. No caso do RPG e "demônios" essa apologia não acontece, visto que essa simplesmente não é a intenção dos autores.


Justamente por isso usei a expressão "devidas proporções".

Mas o ponto em que cheguei era justamente que o estilo acabou sendo usado pelos "artistas" para representar essas características, e não ele que a sua criaçãofoi a responsável por ajudar a disceminar as apologias. O funk carioca também não tinha desde o seu início tais apologias. Foi o contexto social é que acabou sendo usado para tratar de assuntos como drogas, sexo e temas similares.

Assim como em uma época, o samba foi usado para colocar temas como sexualização em pauta, com grupos como "É o Tchan" e "Na Boquinha da Garrafa". Mas o samba assim como o funk carioca (coloco o gênero como funk carioca porque funk mesmo trata de outros temas) não foram os "criadores" de tais apologias ou conceitos.

Assim como no caso do RPG e dos gêneros samba e funk carioca, o propósito original foi deturpado por pessoas ou pelo contexto social, ou até podemos dizer mais no caso específico da música, que o gênero "evoluiu" para essa situação atual não por culpa de seu conteúdo original ou intenção pelo qual foi criado, mas de seu contexto.

Kasuya escreveu:É muito simples: beleza, a partir de agora o governo resolveu dar uma base para os funkeiros cariocas desenvolverem seu trabalho. Mas como eles vão desenvolver seu trabalho se a única coisa que eles conhecem é aquilo que eles vêem? Eles vão continuar tendo que conviver com a baixaria, má educação, violência, etc, da comunidade e sequer vai ter acesso a alguma forma de se desenvolver como músico. O resultado disso é que o estilo não vai ter condições de dar passos a frente.


Não há decreto de governo, funkeiros ou seja quem for que detém o poder de transformar radicalmente todo um gênero ou uma sociedade já estabelecida. As influências existem, mas são tão pequenas que dificilmente conseguirão transformar toda uma sociedade ou conceito dessa maneira.

Só sendo de um acontecimento grandioso ou uma mudança de pensamento tão revolucionária que poderá ocorrer uma mudança tão significativa. Assim sendo, o funk carioca só vai evoluir (pra pior ou melhor) com o tempo e com uma união de diversos fatores que o influenciarão para ocorrer uma mudança significativa. Pela História, isso só ocorre tão rápido com um acontecimento grandioso como um fenômeno político (bem longe de parecer o caso desse decreto) ou um artista novo que surja e dite novos rumos no nível do que um Michael Jackson foi para o pop (e convenhamos, isso é raro de ocorrer).

Kasuya escreveu:Acontece que esse estilo mudou exatamente devido ao contexto que também mudou. Os músicos foram amadurecendo, descobriu-se os (grandes) malefícios das drogas, as DSTs se alastraram de forma preocupante e tudo levou ao ponto de que esse contexto TINHA que mudar. E foi assim que o conceito de "Sexo, Drogas e Rock 'n Roll" foi quase que em sua totalidade pro saco. Creio que essa seja a forma mais segura de esse conceito de "Sexo, Drogas, Funk e mais sexo" ir também pro saco.


Aí está um exemplo do qual dei acima como uma evolução lenta do estilo. Precisou diversos rockeiros morrerem devido as drogas, o surgimento da AIDS e perigo das DSTs e também o fato do contexto social que seria representado pelo "o que o público deseja agora" seja outro. Isso que eu citei foram apenas 3 fatores, existem muitos mais que influenciaram em maior ou menor grau para o que o gênero é hoje.

Isso demorou 3 longas décadas (60, 70 e 80) para ocorrer e não foi proibição de rock em certos países, ou movimentos a favor ou contra o gênero que o fez evoluir dessa maneira.

Kasuya escreveu:Pois eu me preocupo absurdamente com a formação intelectual e cultural do Brasil como um todo. Acho que eu sei o que foi. O meu problema (o que, a meu ver não é exatamente um problema) é gostar de esmurrar com toda a força possível tendências e falácias demagogas. E muito foi dito aqui sobre "gosto não se discute, se uma pessoa gosta de funk quem é você para dizer que o estilo é ruim?", mas nenhum teve a coragem de assumir o funk como um bom estilo musical. As pessoas se indignam, pois estão ouvindo exatamente o contrário do que esperavam ouvir.

Se o estilo não é bom, no sentido qualitativo musical, ele deve ser melhorado. E se, nesse ponto se fundamenta a "base" que o governo quer dar ao funk, eu até concordo, mas duvido muito que isso ocorra.


Boa sorte com a sua luta.

O que eu coloquei nesse tópico, é que eu considero inviáveis os seus planos e suas idéias para "resolver" essa questão, e que soam para a minha pessoa como uma grande utopia.
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Mensagempor cigano em 06 Set 2009, 00:35

Não. Com educação, as pessoas tendem a se aprimorar profissionalmente. Um músico formado não faria um funk carioca como conheçamos, faria coisa melhor.


Como você conhece, já que a sua visão é uma completamente alienada. Um músico formado faria a mesma coisa que um músico não formado melhor. Educação NADA tem haver com gosto pessoal. Acho que você ficaria abismado com a quantidade de opções que os "funkeiros" tem e ainda assim escolhem o funk.

(a sua comparação com o hip-hop chegou a ser ofensiva)


Sabe qual é o mais engraçado? É ler essa frase de quem está há dois posts (ou mais) me chamando de preconceituoso. :roll:


Talvez porque você mais uma vez mostra que não entendo bulhufas de Hip-hop e Funk, ambos fazem o mesmo trabalho social ate, a diferença é que o Hip-hop CRITICA a sociedade, e o Funk mostra ela, de forma parecida com o que o Punk fez no passado. A mensagem de um é "Você fez merda agora vou mostrar pra todo mundo" a do outro é "Eu estou na merda quero que todos vejam". A proximidade dos dois é tamanha que é dificil você diferenciar o que a molecada tenta fazer, o que no meu enteder essa lei facilitaria muito

O que te põe numa posição deveras estranha: como discutir sobre um estilo argumentando sobre o contexto social da comunidade carioca, se você parece não saber o que anda rolando pelas favelas do Brasil?


Ate agora quem demonstrou que não pisa em favela é você, desculpa!

Faz o seguinte, cara. Pesquisa. Até o wikipédia serve. Depois você vem falar, certo?


Eu diria pra você é inverso, larga a Wikipedia e sai um pouco de casa, escuta o que toca nas ruas, eu conheço quase tanto hip-hop como funk proibidões. Mas nem de longe são o que diferenciam as estilos. Se o seu melhor argumento contra funk é "ele é feito por bandidos" então você tá fazendo isso muito errado.

Bicho sério, seu melhor argumento é "Funk é ruim porque sim. Pobre é inculto e não quer sair do buraco não sabe opinar." isso sem contar que sua visão é completamente parcial, eu descanso meu caso.
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Mensagempor cigano em 06 Set 2009, 00:45

Cebolituz escreveu:Mas o ponto em que cheguei era justamente que o estilo acabou sendo usado pelos "artistas" para representar essas características, e não ele que a sua criaçãofoi a responsável por ajudar a disceminar as apologias. O funk carioca também não tinha desde o seu início tais apologias. Foi o contexto social é que acabou sendo usado para tratar de assuntos como drogas, sexo e temas similares.


Na verdade nem tanto Cebola, a apologia as drogas, sexo, e ao tráfico é feita por um grupo bem particular, geralmente financiado ou ligado diretamente ao tráfico mesmo. Infelizmente são musicas de maior acesso, e infinitamente mais baratas já que tá tudo por baixo dos panos.

Nesse ponto o trabalho do governo vai ser fenomenal, se houver uma porta de acesso legal para esses pessoal acho que muitos trabalhos bacanas vão surgir. O mais próximo que agente consegue chegar hoje de um funk sem influencia do trafico direta ou indiretamente é um funk muiiiiiiiito despretensioso, que não fala nada exatamente pra poder falar e não ser vetado pelo tráfico. Ou você acha que ele vai a algum lugar se o trabalho dele não tocar em baile nenhum?

No entando isso vai ficar no papel eu acho.
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Mensagempor Cebolituz em 06 Set 2009, 00:55

Cigano, eu me refiro ao contexto social aplicado aos seus ouvintes, sobre o fato do gênero ter se tornado popular entre os moradores da favela.

Os artistas (que no caso, podem muito bem estarem ligados ao tráfico) usaram do estilo para disceminar o contexto social da favela (com outros assuntos em foco mas que também poderia incluir drogas e putarias, mas depois o estilo acabou evoluindo para se focar nas drogas e putarias) e obtiveram lucros com isso, mas não que o funk carioca foi "criado" originalmente para servir esses propósitos dos traficantes.
Editado pela última vez por Cebolituz em 06 Set 2009, 01:15, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Skar em 06 Set 2009, 01:07

Cara entenda uma coisa eu não acho q é necessário um curso de graduação.Ponto.

Não disse q cantar é fácil, q não precisa de treino e técnica mas não acho q seja necessário curso de músicas na faculdade. Acho q cursos técnicos suprimiriam perfeitamente isso mas o povo brasileiro ama criar novos cursos. Se quiser discutimos isso em um outro tópico.

O que te põe numa posição deveras estranha: como discutir sobre um estilo argumentando sobre o contexto social da comunidade carioca, se você parece não saber o que anda rolando pelas favelas do Brasil?


se vc ta tão antenado na situação poderia colocar uns links pq eu dei uma pesquisa e não achei nada.

Acho que o termo "movimento de negro" te insinua alguma coisa, não? Quer apostar quanto como tu acha que o punk é um estilo de delinquentes que estão interessados em baderna e fazem apologia ao vandalismo? (aproveitando que você está claramente mostrando preconceitos sobre coisas que você não faz idéia do que seja)


Claro e os cantores de Hip Hop são todos sem nenhum passado criminal.

E poxa o punk não é exatamente isso :roll:
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Mensagempor Eltar em 06 Set 2009, 01:45

E uma pergunta, no título do tópico fala sobre patrimônio cultural, mas o ferdineidos falou sobre movimento cultural, qual dos dois está certo?


Alguém?
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Mensagempor Mai em 06 Set 2009, 08:19

Kasuya escreveu:
Então me desculpa se eu não acho q pra ser um bom cantor vc deva ter um diploma.


Não, não desculpo não. Largue o preconceito e vá ler alguma coisa a respeito antes de balbuciar uma loucura dessas.


Largue o preconceito VOCÊ. Música não é algo simples que qualquer um pode aprender, mas também não é nenhuma arte sacra reservada apenas àqueles que estudam muito. Engenheiros só são engenheiros após um diploma porque ninguém confia num qualquer pra construir sua casa/fazer sua fiação elétrica/(adicione outras engenharias aqui*) num cara que não foi formado pra isso.

Ninguém precisa de um diploma pra cantar bem. Precisa de talento, e algum conhecimento. Mas não um diploma.

*- Exceto computação, claro. Me irrita ver o povo contratando "o filho de 13 anos da vizinha que disse que sabe" pra fazer um site, enquanto os profissionais tão penando... -_________________-''
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Mensagempor ferdineidos em 06 Set 2009, 12:51

Eltar escreveu:
E uma pergunta, no título do tópico fala sobre patrimônio cultural, mas o ferdineidos falou sobre movimento cultural, qual dos dois está certo?


Alguém?


A Lei é clara com relação a isso: ela equipara o funk à qualquer outro movimento cultural, a matéria do jornal está errada nesse ponto.

Com relação a todo resto da discussão: serinho, tá hilário. Múscio só poder ser chamado de músico se tiver diploma de faculdade é uma das coisas mais engraçadas que eu li nos últimos tempos.

E com relação ao texto Kasuya, é muita distorção dizer que o autor defende que o funk pode cometer todos aqueles erros por que ele também ocorre em outros movimentos/festas/whatever.
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Mensagempor Elven Paladin em 06 Set 2009, 12:54

No caso do funk, ocorre o contrário. A intenção ocorre antes da formentação da música. Prova disso é a apologia explícita a valores invertidos.


Okay, Puritanismo barato. E a crítica a "apologia explícita a volores invertidos" ( Oh my! Eles são imediatistas hedonistas que não elogiam a castidade e o amor puro ) é algo que pode ser encontrado em qualquer grupo musical que não seja Gospel/White.

Pois eu me preocupo absurdamente com a formação intelectual e cultural do Brasil como um todo. Acho que eu sei o que foi. O meu problema (o que, a meu ver não é exatamente um problema) é gostar de esmurrar com toda a força possível tendências e falácias demagogas.


Não é uma questão de demagogia, e sim, de liberdade individual e completa desconfiança a quem age de forma "Holier-than-thou", e tem completa convicção de sua certeza e superioridade moral e intelectual.

Se o estilo não é bom, no sentido qualitativo musical, ele deve ser melhorado.


Não, não deve. E mesmo que ele possa ser melhorado, essa melhoria não deve de forma alguma ser imposta, e sim, ocorrer entre aqueles que se interessam por isso. Caso contrário, temos apenas mais um dos muitos incidentes de imposição cultural motivada por elitismo e certeza de superioridade.
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Mensagempor Kasuya em 06 Set 2009, 18:48

Foi o contexto social é que acabou sendo usado para tratar de assuntos como drogas, sexo e temas similares.


Pois é. Muita coisa foi criada com outra finalidade, mas que foi usada para outros fins. O problema não é quem criou, mas quem anda propagando. Quem "compõe" músicas de funk custuma estar inclinado a ter esse tipo de má intenção. Claro, não se tem como saber o histórico de vida de cada pessoa. Eu acho bem provável que tenhamos funkeiros que se vêem impostos a fazer exatamente o que se quer ouvir para ter o seu trabalho divulgado, ainda que a contra-gosto, da mesma forma que certas pessoas formentam o funk já com esse tipo de intenção.

Isso demorou 3 longas décadas (60, 70 e 80) para ocorrer e não foi proibição de rock em certos países, ou movimentos a favor ou contra o gênero que o fez evoluir dessa maneira.


Eu não sou nenhuma criança. Eu sei que mudanças sociais demoram muito (muito mais do que você imagina). E eu quero deixar claro que eu nunca defendi a ideia de que o funk deveria ser proibido ou fazer movimentos contra. O que eu sou contra é a PROPAGAÇÃO dos problemas sociais através do funk. O funk, assim como axé, forró, etc (e adoro esses dois exemplos por também terem sofrido uma certa "involução" tanto na qualidade quanto no conteúdo) tem o potêncial de serem melhorados sim, mas será necessário uma melhor contextualização social. Isso é um processo lento? É, mas não é impossível, tampouco utópico.

Boa sorte com a sua luta.


Obrigado. :)


Como você conhece, já que a sua visão é uma completamente alienada. Um músico formado faria a mesma coisa que um músico não formado melhor.


Cara, desculpa a sinceridade, mas você está tão revoltado por ter julgado meus comentários sobre o funk injustos que não consegue enxergar duas linhas de parágrafo a dois palmos e meio do teu nariz com eficiência. Vou interpretar o que eu disse para você:

Com educação, as pessoas tendem a se aprimorar profissionalmente. Um músico formado não faria um funk carioca como conheçamos, faria coisa melhor.


Isso quer dizer que, com um aprimoramento profissional, o músico tenderia a fazer uma música melhor de que a que conhecemos (ou seja, que é mais comum) de um determinado estilo. No caso o funk. Em outras palavras, com um aprimoramento profissional, o funkeiro que realmente gosta do funk tenderia a compor um funk melhorado, diferente do funk carioca que conhecemos atualmente.

Acho que você ficaria abismado com a quantidade de opções que os "funkeiros" tem e ainda assim escolhem o funk.


Cara, eu tenho plena noção disso. Quando um certo estilo está amplamente contextualizado numa terra (ainda que seja de baixa qualidade musical) é até dificil não ver gente de alto calão intelectual que gosta do estilo. A questão é, como eu já havia falado: gosto não é uma coisa lógica. Só que apenas com uma melhor formação (que gera uma consciência crítica) acompanhado de opções é que uma pessoa pode dizer que VERDADEIRAMENTE gosta de funk ou outro estilo.

Você defende o funk carioca como um estilo que todos gostam sem perceber que a imposição musical que ocorre não é minha, mas do funk. As pessoas nascem nas favelas e crescem ouvindo funk, que é um dos pouquíssimos estilos que elas vão tender a ouvir na vida. Isso vai encher essas pessoas de pré-conceitos acerca de possíveis outros estilos e vai manter ela isolada com seu funk e, no máximo, um pop (por causa de novelas, geralmente). Quando com o desenvolvimento intelectual e o surgimento de novas opções, a pessoa vai finalmente ter a oportunidade de analisar qual(is) realmente é(são) o(s) estilo(s) com o(s) qual(ais) ela se identifica.

ambos fazem o mesmo trabalho social ate, a diferença é que o Hip-hop CRITICA a sociedade, e o Funk mostra ela, de forma parecida com o que o Punk fez no passado.


Pára tudo! Calma aí! Vamos analisar melhor:

(a sua comparação com o hip-hop chegou a ser ofensiva)


ambos fazem o mesmo trabalho social ate


Um post atrás, era ofensiva a comparação com o hip hop. Agora ambos passaram a ter peso igual no que diz respeito a trabalho social?

Não percebe o quanto você está argumentando em cima de sua revolta quanto aos meus comentários. Cara. Faz o seguinte. Lê o que eu tou dizendo, respira, vai beber uma água, sei lá, deixa esfriar a cabeça. E só depois tu vem responder. Porque dessa forma a discussão entre nossos pontos não vai dar sequer um passo a frente. Simplesmente não dá pra discutir assim.

Se o seu melhor argumento contra funk é "ele é feito por bandidos" então você tá fazendo isso muito errado.


Cara, esfria a cabeça. Veja, você falou com tanta emoção que começou a por palavras na minha boca. Eu não disse isso e gostaria que você quotasse algum trecho de meu texto que se possa inferir isso.


Nesse ponto o trabalho do governo vai ser fenomenal, se houver uma porta de acesso legal para esses pessoal acho que muitos trabalhos bacanas vão surgir.


Nesse ponto, como eu disse antes, eu até concordo. Se o governo REALMENTE fizer um sacrifício para desvincular de forma indiscutível o funk do tráfico, já temos uma enorme melhora aqui. Não é como se TODO MUNDO das favelas queiram que todo mundo se entupa de drogas até morrer.

Cara entenda uma coisa eu não acho q é necessário um curso de graduação.Ponto.


Misópédia: "eu não acho que certos seguimentos seguimentos intelectuais devam ser aprofundados e levados a sério porque pra mim não parece ter toda essa importância".

Acho q cursos técnicos suprimiriam perfeitamente isso mas o povo brasileiro ama criar novos cursos.


Primeiro, você sabe a DIFERENÇA entre um curso técnico e um curso superior? Pois eu vou lhe dizer: o técnico aborda conhecimentos superficiais do ramo, o que significa que ele tem maiores conhecimentos acerca do assunto do que outras pessoas, mas não tem o dominio completo de tal conteúdo. Já o superior aborda com profundidade os conhecimentos do ramo.

E agora eu vou te contar uma novidade: o estudo da música é um dos estudos mais antigos do mundo. Não foi um brasileiro que chegou e disse "não tenho o que fazer, vou fundar um curso de música". Isso é um conceito que já veio da europa e da ásia (especialmente da europa) e a humanidade vem estudando a música desde então. Você acha REALMENTE que, após séculos e séculos de estudo, não se tem praticamente NADA a se estudar de música? É só ver umas técnicas, "pegar" um repertório e sair dizendo por aí que é músico?

O curso superior existe para fundamentar tamanha quantidade de conhecimento no aspirante a músico.

Aliás, uma dica pra sua vida: jamais subestime qualquer tipo de conhecimento. Se ele é desenvolvido e estudado, ele serve para alguma coisa.

se vc ta tão antenado na situação poderia colocar uns links pq eu dei uma pesquisa e não achei nada.


Tem certeza? Eis aqui o primeiro link do google que me apareceu:

Um artigo do INESC (em pdf).

O quarto link do google:

Sobre o CUFA - Central Única das Favelas. (obs: leia a primeira frase do primeiro texto do link, por favor)

Claro e os cantores de Hip Hop são todos sem nenhum passado criminal.


Ah, beleza. Então se o importante para você é que pelo menos UM (ou ALGUNS) indivíduo que participa do estilo tenha passado criminal para que você tenha total propriedade para criticar o estilo dessa forma preconceituosa, o que, por tudo que é mais sagrado, você está fazendo defendendo o funk?

Favor tentar não entrar em contradição, se não for pedir de mais.

mas também não é nenhuma arte sacra reservada apenas àqueles que estudam muito.


Tudo bem, "arte sacra" foi o deboche mais engraçado acerta dos conhecimentos teóricos da música. :rolando:

Engenheiros só são engenheiros após um diploma porque ninguém confia num qualquer pra construir sua casa/fazer sua fiação elétrica/(adicione outras engenharias aqui*) num cara que não foi formado pra isso.


Não precisa ir tão longe. Vamos comparar com uma linha de estudo que não tão difundida assim como importante como a engenharia: letras. Você confiaria num cara que não é formado em letras, mas que está vendendo um dicionário para você? Talvez você pare e diga: "ah, mas a música "x" feita por um "não-músico" me é agradável". O dicionário desse cara também tenderá a ser (a menos que você seja um estudioso da área), até você começar a descobrir palavras erradas nesse dicionário.

Ninguém precisa de um diploma pra cantar bem. Precisa de talento, e algum conhecimento. Mas não um diploma.


*- Exceto computação, claro. Me irrita ver o povo contratando "o filho de 13 anos da vizinha que disse que sabe" pra fazer um site, enquanto os profissionais tão penando...


E você acaba de entrar em contradição. Quer dizer que só porque tem uma idéia de como funciona mais ou menos um conhecimento que, no geral, recebe pouca consideração por parte da sociedade ele se torna melhor que um outro que sofre do MESMO problema? Você fala de preconceito, mas está claro para mim quem está agindo de forma preconceituosa.

E com relação ao texto Kasuya, é muita distorção dizer que o autor defende que o funk pode cometer todos aqueles erros por que ele também ocorre em outros movimentos/festas/whatever.


É dessa forma que ele acusa que a sociedade está errada em criticar o funk. Pode por favor me provar do contrário?

Okay, Puritanismo barato.


Quem falou em puritanismo? Só se do SEU ponto de vista os valores só têm a ver com "não fazer sexo" e/ou "ser casto/sacro". Eu encaro valores como algo que diga respeito à ética, lei, boa convivência com as pessoas, educação, apologia a movimentos CONTRA as drogas, etc... Se algum meio de comunicação está tendendo a valorizar o CONTRÁRIO a tudo isso, então temos valores sendo invertidos.

Não é uma questão de demagogia, e sim, de liberdade individual e completa desconfiança a quem age de forma "Holier-than-thou", e tem completa convicção de sua certeza e superioridade moral e intelectual.


Mas será que eu tou falando grego ou coisa parecida? Vou repetir pela última vez:

EU SOU A FAVOR DO FAVORECIMENTO INTELECTUAL ALIADO À POSSIBILIDADE DE ESCOLHA PARA QUE VOCÊ TENHA CONDUÇÕES DE ESCOLHER COM PROPRIEDADE O QUE MAIS COMBINA COM VOCÊ, VISTO QUE VOCÊ TEM UM DESENVOLVIMENTOINTELECTUAL CRÍTICO E LHE FOI APRESENTADAS VÁRIAS OPÇÕES DE ESCOLHA.

Querem que eu desenhe, ou eu destaquei meu ponto de forma suficientemente clara?

Não, não deve.


SIM, ela DEVE. Tudo que está ruim deve ser melhorado para que haja o desenvolvimento, a evolução positiva. Se negar a se desenvolver é a maior tolice que o ser humano pode fazer.

Caso contrário, temos apenas mais um dos muitos incidentes de imposição cultural motivada por elitismo e certeza de superioridade.


Não consigo enxergar elitismo em dar oportunidades para as pessoas se desenvolverem e dar opções para escolherem. Sério. Não consigo.

Agora percebe o quão demagógicos tem sido os comentários: "você não tem o direito de dizer que o funk é ruim e precisa ser melhorado com base na oportunidade e geração de opções de escolha porque isso é uma 'imposição elitista' cultural e é errado".
Editado pela última vez por Kasuya em 06 Set 2009, 19:02, em um total de 1 vez.
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor GoldGreatWyrm em 06 Set 2009, 18:53

A única coisa que eu tenho contra o funk carioca, é, que bem... não sei de onde tiraram que é funk, sabe?

Quase a mesma coisa que chamar o rock de country-alguma-coisa...
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SPOILER: EXIBIR
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Mai em 06 Set 2009, 19:35

Kasuya escreveu:
Ninguém precisa de um diploma pra cantar bem. Precisa de talento, e algum conhecimento. Mas não um diploma.


*- Exceto computação, claro. Me irrita ver o povo contratando "o filho de 13 anos da vizinha que disse que sabe" pra fazer um site, enquanto os profissionais tão penando...


E você acaba de entrar em contradição. Quer dizer que só porque tem uma idéia de como funciona mais ou menos um conhecimento que, no geral, recebe pouca consideração por parte da sociedade ele se torna melhor que um outro que sofre do MESMO problema? Você fala de preconceito, mas está claro para mim quem está agindo de forma preconceituosa.


Considerando que essas mesmas pessoas acabam ficando com um trabalho porco, e acabam tendo de recorrer aos profissionais? Não, não mesmo.

Além disso, gostar de uma música de um não-músico profissional, me acarreta em... nada. Confiar num dicionário errado acarreta em problemas com a língua portuguesa. É uma diferença e tanto.

É quase como se você dissesse que pra desenhar, tem de ter curso superior. Senão, não vale o mangá/a HQ/a pintura/whatever da pessoa. Ou curso de fotografia pra ser um bom fotógrafo. Tem gente que simplesmente tem o talento.
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Kear em 06 Set 2009, 20:30

Tem gente que simplesmente tem o talento.


Ou a dedicação. Conheço malucos que não sabem nem ler tablatura e tocam melhor do que pessoas que fazem conservatório, porque os primeiros passam 8 horas por dia tocando e os segundos não.
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