Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Kasuya em 06 Set 2009, 21:31

Além disso, gostar de uma música de um não-músico profissional, me acarreta em... nada.


Vamos há alguns dados científicos:

1- A música erudita estimula de várias formas possíveis o cérebro, desenvolvendo-o;

2- Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora, obviamente, quanto maior o estudo, melhor;

3- Pessoas de mais idade envolvidas em fazer música têm melhorias significativas na saúde;

4- O fazer musical altera algumas regiões do cérebro para combater o mal de Alzheimer;

5- O desenvolvimento musical faz reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão;

6- A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico;

7- Estudos comprovam q aulas de piano ou teclado para idosos provocam aumento do hormônio do crescimento, colaborando no aumento do nível de energia, das funções sexuais e da massa muscular, evitando osteoporose e rugas;

8- A música erudita (especialmente em companhia com seu estudo) desenvolve a inteligência, melhora a capacidade de raciocínio e a disciplina.

(fonte: folhetim da feira da música de SP distribuída em 2004, o que significa que temos muito mais coisas para ressaltar atualmente)

Dá pra ter noção de quanto a música, bem como o seu estudo, é importante?

Perceba que as desvantagens por excluir de seu "repertório" a música do estudioso são mais sutis, mais para o fato de que você vai perder uma série de benefícios.


É quase como se você dissesse que pra desenhar, tem de ter curso superior. Senão, não vale o mangá/a HQ/a pintura/whatever da pessoa.


Desenho é uma arte simples e pura, não um "desenvolvimento intelectual". Claro que há o estudo do desenho (especialmente quem vai fazer HQs/Mangas/ou qualquer coisa que envolva roteiro), mas boa parte dele vai para a questão do traço e efeitos (o que certamente vai destacar o trabalho do estudioso em relação ao amador) estudo de roteirismo (que tem a ver mais com literatura que com desenho em si) e anatomia (que é a parte mais, digamos, científica da coisa).

Esse é um conhecimento relativamente simples em relação à música. Por isso que não existe um curso superior inteiro para a área de desenho. O que não significa que o desenho/pintura/similares não tenha qualquer representatividade de um curso superior, na verdade existem cursos superiores de artes e a pintura ou desenho certamente estão inclusas no "pacote".

Essa sua comparação não faz sentido. Você está comparando um pedaço de um curso com um curso todo. Uma comparação mais condizente talvez fosse comparar o desenho (uma área de artes gerais) com o estudo de um instrumento. Mesmo assim, é bom que destaque um exemplo bem interessante: são 5 anos o tempo mínimo necessário para o estudante se formmar engenheiro. Sabe quantos anos um estudante precisa para se formar um mero sanfoneiro (apenas estudando sanfona, nada mais)? OITO ANOS.

Ou curso de fotografia pra ser um bom fotógrafo.


Técnicamente é isso que diferencia um amador de um profissional. Bater foto conta com quase tantas técnicas quanto as de desenho. Você ficaria absmado em descobrir a quantidade de efeitos e "artimanhas" que um fotógrafo profissional é capaz de fazer.

Tem gente que simplesmente tem o talento.


Talento que se não é trabalhado, vai levar o talentoso à mediocridade. Perceba que toda a sua base de raciocínio está na SUBESTIMAÇÃO da importancia de um tipo de conhecimento. Supor que "ser talentoso" já é o suficiente é minimizar o quadro, fechando os olhos para os outros fatores.
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Mensagempor Ken-Ohki em 06 Set 2009, 22:33

Kasuya escreveu:
Além disso, gostar de uma música de um não-músico profissional, me acarreta em... nada.


Vamos há alguns dados científicos:

1- A música erudita estimula de várias formas possíveis o cérebro, desenvolvendo-o;

2- Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora, obviamente, quanto maior o estudo, melhor;

3- Pessoas de mais idade envolvidas em fazer música têm melhorias significativas na saúde;

4- O fazer musical altera algumas regiões do cérebro para combater o mal de Alzheimer;

5- O desenvolvimento musical faz reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão;

6- A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico;

7- Estudos comprovam q aulas de piano ou teclado para idosos provocam aumento do hormônio do crescimento, colaborando no aumento do nível de energia, das funções sexuais e da massa muscular, evitando osteoporose e rugas;

8- A música erudita (especialmente em companhia com seu estudo) desenvolve a inteligência, melhora a capacidade de raciocínio e a disciplina.

(fonte: folhetim da feira da música de SP distribuída em 2004, o que significa que temos muito mais coisas para ressaltar atualmente)


Mas você sabe também que é plenamente possível obter tudo isso sem precisar ouvir música erudita, correto?

Dá pra ter noção de quanto a música, bem como o seu estudo, é importante?

Perceba que as desvantagens por excluir de seu "repertório" a música do estudioso são mais sutis, mais para o fato de que você vai perder uma série de benefícios.


Definitivamente, não. Tudo isso como já citei pode ser obtido de diversas formas. Se a música fosse o meio único e exclusivo, até que isso que você falou poderia ser válido

É quase como se você dissesse que pra desenhar, tem de ter curso superior. Senão, não vale o mangá/a HQ/a pintura/whatever da pessoa.


Desenho é uma arte simples e pura, não um "desenvolvimento intelectual". Claro que há o estudo do desenho (especialmente quem vai fazer HQs/Mangas/ou qualquer coisa que envolva roteiro), mas boa parte dele vai para a questão do traço e efeitos (o que certamente vai destacar o trabalho do estudioso em relação ao amador) estudo de roteirismo (que tem a ver mais com literatura que com desenho em si) e anatomia (que é a parte mais, digamos, científica da coisa).

Esse é um conhecimento relativamente simples em relação à música. Por isso que não existe um curso superior inteiro para a área de desenho. O que não significa que o desenho/pintura/similares não tenha qualquer representatividade de um curso superior, na verdade existem cursos superiores de artes e a pintura ou desenho certamente estão inclusas no "pacote".

Essa sua comparação não faz sentido. Você está comparando um pedaço de um curso com um curso todo. Uma comparação mais condizente talvez fosse comparar o desenho (uma área de artes gerais) com o estudo de um instrumento. Mesmo assim, é bom que destaque um exemplo bem interessante: são 5 anos o tempo mínimo necessário para o estudante se formmar engenheiro. Sabe quantos anos um estudante precisa para se formar um mero sanfoneiro (apenas estudando sanfona, nada mais)? OITO ANOS.


É fato que para se tocar um instrumento, é muito mais complexo do que se desenhar. Se eu for levar para os estudos matemáticos (sim, tanto desenho quanto música são diretamente ligados com matemática), eu posso te mostrar que há muito mais ciência e descoberta matemática implicados sobre um desenho do que na música, porém, os dados matemáticos em algoritmos musicais são muito mais complexos, além da física envolvida. Para se aprender tudo isso de forma subjetiva (ou seja, sem a matemática direta que é aplicada sobre um curso de desenho), é óbvio que se demore oito anos para se aprender a tocar um instrumento. Se você for da Bahia, ou passar por aqui, posso te apresentar grupos de estudo e pessoas que com conhecimento matemático conseguem em muito menos tempo ter produções sonoras de qualidade com instrumentos variados só pelo conhecimento objetivo matemático que está contido na música, com apenas um ano de estudo.

Se atente ao fato de que música não pretende ser uma ciência exata e que por isso eles são tão extensos.

Ou curso de fotografia pra ser um bom fotógrafo.


Técnicamente é isso que diferencia um amador de um profissional. Bater foto conta com quase tantas técnicas quanto as de desenho. Você ficaria absmado em descobrir a quantidade de efeitos e "artimanhas" que um fotógrafo profissional é capaz de fazer.


Olha, eu não sou fotógrafo profissional, porém adoro tirar fotos. Essa semana comprei uma câmera profissional e só com o manual básico da câmera ela explica dados muito interessantes, como foco, ASA, ISO, entre outros dados para se tirar uma foto de qualidade e com efeitos usando apenas um jogo de lentes e alguns ajustes.

Você não precisa de um curso para ser um bom fotógrafo. Sério. Uns meses de prática com uma boa câmera, curiosidade e ideias de fotos na cabeça já são o suficiente.

Tem gente que simplesmente tem o talento.


Talento que se não é trabalhado, vai levar o talentoso à mediocridade. Perceba que toda a sua base de raciocínio está na SUBESTIMAÇÃO da importancia de um tipo de conhecimento. Supor que "ser talentoso" já é o suficiente é minimizar o quadro, fechando os olhos para os outros fatores.


O talentoso precisa de prática, e não de um curso superior.
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Mensagempor Léderon em 06 Set 2009, 22:39

Eu não ia falar nada aqui (apesar de estar lendo a discussão há um tempinho), mas vi e não pude me conter.
Vamos há alguns dados científicos:

[...]
Ok.
Dá pra ter noção de quanto a música, bem como o seu estudo, é importante?
Com uma tabela de dados citados na Folha e um bom texto, qualquer redator te convence da importância de qualquer coisa.

E não, não estou diminuindo a música. Ela é extremamente importante para o desenvolvimento de tudo isso aí, mesmo, além de ser a forma de arte mais acessível e universal da humanidade.
Perceba que as desvantagens por excluir de seu "repertório" a música do estudioso são mais sutis, mais para o fato de que você vai perder uma série de benefícios.
Ou não, oras. Se não gostar, a pessoa só vai é perder tempo.
Desenho é uma arte simples e pura, não um "desenvolvimento intelectual".
É pelo desenho que você começa o desenvolvimento da coordenação motora grossa e, posteriormente, da fina. Sem o desenho, quando criança, dificilmente algum de nós saberia escrever.
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Mensagempor Madrüga em 06 Set 2009, 23:02

Kasuya escreveu:Vamos há alguns dados científicos:
(...)
fonte: folhetim da feira da música de SP distribuída em 2004


Vamos a dados científicos retirados de um folhetim de uma feira de música. Só faltava o folheto da feira falar que esses benefícios podem ser obtidos de outras formas, não faltava?

Kasuya escreveu:Perceba que as desvantagens por excluir de seu "repertório" a música do estudioso são mais sutis, mais para o fato de que você vai perder uma série de benefícios.


Vá falar isso pro pessoal que trabalha a semana inteira, só se ferra e, no sábado à noite, quer só ir dançar no baile funk. "Pessoal, parem de usar essa música para dançar e se divertir! Vocês poderiam estar combatendo a osteoporose, a depressão e reforçando o sistema imunológico!"

Kasuya escreveu:Desenho é uma arte simples e pura, não um "desenvolvimento intelectual"


Nem dá para continuar depois de uma afirmação tão grosseiramente preconceituosa como essa.

Kasuya escreveu:Perceba que toda a sua base de raciocínio está na SUBESTIMAÇÃO da importancia de um tipo de conhecimento.


Você dizia o QUE sobre o desenho?
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Mensagempor Kasuya em 07 Set 2009, 09:54

Mas você sabe também que é plenamente possível obter tudo isso sem precisar ouvir música erudita, correto?


Não só a música erudita, mas qualquer música que se formou com base em estudo e que é bem trabalhada.

Vou lhe explicar porque: a música (e nessa afirmação vamos ler como "música" algo como "música bem trabalhada"; sem ofenças a outros tipos de música, mas isso será só para facilitar a notação) atinge várias notas de várias formas diferentes, compondo inúmeros harmônicos, o que estimula o cérebro de "n" formas diferentes. A ciência comprova que os múltiplos estímulos ao cérebro o fazem desenvolver (especialmente em crianças), tornando a pessoa mais inteligente, perspicás, disciplinada, etc...

Isso faz com que o mesmo argumento não valha para o funk, por exemplo (não do jeito em que ele se encontra, propagando por aí), pois trata-se de um som repetitivo que fala de coisas repetitivas, que repete à exaustão as mesmas frases (inclusive, repetindo as mesmas rimas, apesar de usando outras palavras) e por aí vai (mais uma vez: isso vale para outros estilos, isso não é "culpa" do funk, mas o estou exemplificando porque trata-se de um tópico sobre o estilo).


Tudo isso como já citei pode ser obtido de diversas formas. Se a música fosse o meio único e exclusivo, até que isso que você falou poderia ser válido


Muitos benefícios à saúde podem ser obtidos de mais (as vezes muito mais) que uma forma. Nem por isso tais métodos deixam de ser importante. A música é só mais um deles (aliás, um dos poucos que servem contra Alzheimer) e isso já é mais do que o suficiente para torná-lo importante. Ou você discorda?

Você não precisa de um curso para ser um bom fotógrafo. Sério. Uns meses de prática com uma boa câmera, curiosidade e ideias de fotos na cabeça já são o suficiente.


Mas isso é uma minimização do quadro. Você tem a impressão de que é tão simples ser fotógrafo que basta ser um amador para ser tão bom quanto ou melhor que um profissional que fez curso, ralou pra caramba para pegar as técnicas só porque você pegou algumas das técnicas mais elementares só com o manual da câmera.

Por exemplo. Há uns 3 meses mais ou menos, eu desenvolvi um software de reconhecimento de faces usando técnicas obviamente elementares (apenas usando simples transformações de matrizes). Nem por isso eu vou negar que levam anos a fio de estudo para que se desenvolva um software desses com a qualidade de um profissional. E tudo isso que eu fiz foi lendo alguns parágrafos de um livro de matemática e lendo o help de um programa de simulação.

Isso nem de longe torna os estudos de reconhecimento de faces mais simples ou fácil. Só quer dizer que eu usei uma das técnicas mais elementares possíveis apenas "lendo o manual".

O talentoso precisa de prática, e não de um curso superior.


Nesse ponto, depende do que ele quer fazer. Se ele quer trabalhar com música, realmente ele precisa de um curso superiror. Até por questões de saúde, mas não só para prevenir doênças como diz o folhetim acima, mas porque um não músico que se mete a besta a fazer shows por aí sem ter estudado nada, vai ter graves problemas de saúde, especialmente se ele for cantar também. Poderia passar um bom tempo aqui digitando exemplos só do Brasil de músicos que não estudaram e enfrentaram graves problemas de saúde por causa disso.

Mas claro, se ele só quer tipo, ser capaz de tocar violão numa roda de amigos, um tempinho de conservatório basta (só pra, pelo menos ganhar mais rapidez no estudo e aprender técnicas de postura e respiração correta para otimizar suas pequenas "apresentações" sem se prejudicar de forma alguma).
Ou nem isso, as vezes só umas dicas de quem já estudou já servem de alguma coisa.

Fazendo analogia, não é como se uma pessoa que apenas deseja ser capaz de resolver pequenos problemas do seu computador pessoal devesse fazer um curso de ciências da computação ou engenharia da computação, bastava-se apenas um curso simples para pegar as manhas de como concertar um computador com problemas simples, tendo noção do que está fazendo. Agora, se ele quisesse ser um profissional da área, aí sim, ele teria que estudar.

Com uma tabela de dados citados na Folha e um bom texto, qualquer redator te convence da importância de qualquer coisa.


Bom, mas não é como se isso servisse de contra argumento para uma importância de algo. Ora, para convencer alguém de que algo é importante, você tem que redigir bem.

Vamos a dados científicos retirados de um folhetim de uma feira de música.


Eu chegaria a completar a frase assim:

"Vamos a dados científicos retirados de um folhetim de uma feira de música retirados de artigos ciêntíficos pesquisados anteriormente".

De qualquer forma, eu já li em revistas como a Psique que trata exatamente desse assunto (sobre com a ciência comprova que o que o folhetim diz é verdade). Inclusive eu tenho ela aqui em algum lugar. Posso procurar e escanear se te for tão importante. :)

Vá falar isso pro pessoal que trabalha a semana inteira, só se ferra e, no sábado à noite, quer só ir dançar no baile funk. "Pessoal, parem de usar essa música para dançar e se divertir! Vocês poderiam estar combatendo a osteoporose, a depressão e reforçando o sistema imunológico!"


Creio que soaria de forma similar para um obeso que é advertido de que ele tem que parar de comer fast foods e comidas gordurosas em geral para passar a comer de forma extremamente regulada e comidas mais saudáveis.

Nem dá para continuar depois de uma afirmação tão grosseiramente preconceituosa como essa.


Bom, nesse momento, eu peço desculpas por ter me expressado tão mal. Eu parei para reler minha frase agora e vi como soou de forma terrível. XD

Bom, o que eu quis dizer, basicamente, é que o estudo do desenho não é um universo tão enorme e abrangente que demande taaaanto estudo quando tum curso superior usual. Isso não o diminui como uma importante ferramenta e arte e até desenvolvimento intelectual. Tanto é que boa parte do aprendizado com relação ao desenho irá envolver a prática da coordenação motora.

Já a música tem um universo de estudo muito maior, por envolver, inclusive, áreas exatas como física e matemática, inclusive, chegando ao ponto de envolver eletrônica, estudo específico da física acústica dentre outras áreas, chegando inclusive no aprendizado da criação de instrumentos de qualidade (aprender a fazer instrumentos sem saber música é como tentar aprender a programar sem saber lógica de programação).

Ah, e quero deixar claro para leigos que o curso de música não lida apenas com "tocar um ou dois instrumentos" e sair com um diploma de nível superior. É uma área deveras abrangente.
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Mensagempor Madrüga em 07 Set 2009, 12:11

Kasuya escreveu:
Madrüga escreveu:Vá falar isso pro pessoal que trabalha a semana inteira, só se ferra e, no sábado à noite, quer só ir dançar no baile funk. "Pessoal, parem de usar essa música para dançar e se divertir! Vocês poderiam estar combatendo a osteoporose, a depressão e reforçando o sistema imunológico!"


Creio que soaria de forma similar para um obeso que é advertido de que ele tem que parar de comer fast foods e comidas gordurosas em geral para passar a comer de forma extremamente regulada e comidas mais saudáveis.


Já vi que seu problema é analogia.

Cara, NÃO SOARIA SIMILAR. Você pode provar para o gordo que fast food tem todo tipo de malefício, pouco valor alimentar e que, se ele continuar comendo em excesso, vai morrer ou acelerar o surgimento de algumas doenças. Ou seja, comendo fast food e comidas gordurosas ele está entupindo artérias, criando gordura ruim, ingerindo gordura trans, aumentando peso e colesterol, etc.

Ouvindo funk... simplesmente a pessoa está se divertindo, dançando com a galera.

O que você não quer aceitar é que essa música não é música com "M" maiúsculo, que os caras têm o direito de fazer um pancadão simplório em termos musicais, mas com letras que falam da própria realidade, são extremamente dançantes e pronto. Ninguém deve satisfações ao Grande Irmão da Música Erudita.

Isso está parecendo uma conversa que eu tive com uma aluna minha, que dança balé. Ela estava argumentando do mesmo jeito, menosprezando as outras danças em detrimento de uma dança elitizada; afinal, para ser bailarino ou bailarina a pessoa precisa de MUITO treino, saber passos, músicas, sincronização... e, claro, precisa de uma altura e peso ideais. Pessoas levemente acima do peso não dançam balé.

Só que toda essa presença de um elemento erudito, de anos de estudo e uma quase-ciência não tiram o valor de danças folclóricas, não tiram o valor da mulata sambando, não tiram o valor da galera que só quer, num momento de lazer, requebrar ouvindo funk, axé ou música eletrônica.

Não tem refinamento erudito? Não tem. Mas não quer ter, não precisa ter e ninguém pode impor isso. Senão não haveria rock, por exemplo, porque todo mundo precisaria de vinte anos de conservatório antes de lançar uma banda (tá, só haveria rock progressivo, :bwaha: ).

Deixa de ser travado, cara. Você só se diverte com tudo que é culto e erudito? Você não tem um CDzinho dos Ramones aí na sua casa? Você nunca assistiu a um filme do Chuck Norris? Nunca leu um livro de RPG? Ou sua vida consiste em Mozarts, Eisensteins e Dostoiévskis?

Até o Lanzi e o Sampaio, sabidamente os maiores posers do fórum, se divertem com bobagem e admitem isso. Porque não tem nada de errado, não tira valor intelectual e simplesmente mostra que você é humano. Porra, meu nick é SEU MADRUGA, não é "Raskólnikov".

Sai dessa, Kasuya. Sério, vai te fazer um bem danado.
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Mensagempor Kear em 07 Set 2009, 12:47

Sai dessa, Kasuya. Sério, vai te fazer um bem danado.


Não, não vai, apresente dados cientificos, madruga, pare de inventar.
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Mensagempor Bahamute em 07 Set 2009, 13:05

Kear escreveu:
Sai dessa, Kasuya. Sério, vai te fazer um bem danado.


Não, não vai, apresente dados cientificos, madruga, pare de inventar.


hahahaha

Matou a pau.
Aquele abraço!
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Mensagempor ferdineidos em 07 Set 2009, 13:09

Kasuya escreveu:Vamos comparar com uma linha de estudo que não tão difundida assim como importante como a engenharia: letras. Você confiaria num cara que não é formado em letras, mas que está vendendo um dicionário para você?


Realmente, um cara que não é formado em letras nunca poderia vender um dicionário pra mim...

Kasuya escreveu:
E com relação ao texto Kasuya, é muita distorção dizer que o autor defende que o funk pode cometer todos aqueles erros por que ele também ocorre em outros movimentos/festas/whatever.


É dessa forma que ele acusa que a sociedade está errada em criticar o funk. Pode por favor me provar do contrário?

Bom, eu podia te passar o link do texto e falar pra você lê-lo, mas como isso já foi feito, acho difícil qualquer tipo de prova agora.

E parem de encher o saco do Kasuya que ele tem toda razão. Esses jovens inconsequentes que ficam fazendo barulho e se autoproclamando músicos é insuportável, uma verdadeira afornta pra moralidade e bons costumes. Vamos ficar com Wagner que é bem melhor. Depois só precisamos queimar alguns livros que são claramente propaganda pra um estilo de vida depravado e inferior.
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Mensagempor Kasuya em 07 Set 2009, 15:19

Só que toda essa presença de um elemento erudito, de anos de estudo e uma quase-ciência não tiram o valor de danças folclóricas, não tiram o valor da mulata sambando, não tiram o valor da galera que só quer, num momento de lazer, requebrar ouvindo funk, axé ou música eletrônica.



Cara, eu já havia dito antes. O meu problema não é com o funk em si, mas com a propagação de maus hábitos.
Dançar não precisa ter relação nenhuma com nada que não seja se divertir.

A questão da música erudita tá mais pra off-topic que qualquer outra coisa. Teve alguém que contextou o fato de que ninguém precisa estudar música para ser um músico e eu rebati. Isso não desvaloriza o funk como "dança folclórica" (?). É uma diversão válida (afinal, as pessoas se divertem com o que elas querem). Mas isso não é motivo para ela PRECISAR ser de má qualidade. Ela pode ir evoluindo conforme o contexto social também (e é o que parece que todos concordamos que provavelmente aconteceria).


Você não tem um CDzinho dos Ramones aí na sua casa?


Coincidência ou não, eu não tenho. :)
Mas entendi o que você quer dizer, não se preocupe. :P

Só que não é por aí que eu sigo. Não quero impor nada a ninguém, só defendo os seguintes pontos:

- Sou contra qualquer tipo de incentivo a valores invertidos (para quem não leu, procure em um post anterior em que eu explico o quê vem a ser exatamente esses "valores invertidos". Não tem nada de "oh meu deus, eles não são sacros! Eles devem queimar no inferno!");

- Defendo o direito de existir de qualquer tipo de diversão (por mais que eu não goste/não concorde);

- Defendo que um músico é aquele que estuda música e que faz um curso superior de música, tanto para melhor produção do seu trabalho, quanto para a manutenção de sua saúde como profissional;

Dentre outras coisas que eu devo ter defendido durante a discussão, mas que me falta à memória...


Em outras palavras: basicamente eu sou a favor de praticamente tudo que todos nós discutimos, só que sem demagogias. Calculo que algo entre 70% ou 80% de toda a discussão só surgiu porque eu falei de forma totalmente anti-demagoga, causando um certo flame porque certas pessoas não gostaram de ter lido o que não esperavam. Uns questionaram apenas (afinal, se não o fizessem, todo forum seria chato), mas outros ficaram tão indignados quanto um brasileiro doente por futebol ficariam se chingassem o time do coração dele. Bom... ces't la vie...

Bom, eu podia te passar o link do texto e falar pra você lê-lo, mas como isso já foi feito, acho difícil qualquer tipo de prova agora.


Eu mostrei os pontos aos quais dava para inferir tudo o que eu disse daquele texto. E você só tem "leia o texto" como resposta? Obrigado.

Mas só um adendo: porque discutir sobre o que se pode ou não inferir do texto se a discussão já passou por isso há tempos? Que tal nos focarmos no funk per si? Você não vai me provar que todos os meus pontos estão errados me provando que o texto não argumenta da forma como eu disse. Aliás, o texto nem ajuda nem vai contra o funk. Ele apenas fala que há outros casos em que vemos os mesmos erros vistos no funk, o que, de certa forma, é uma notícia muito pior. Seria muito fácil e muito cômodo ter todos os problemas sociais centrados, simplesmente, num único estilo musical.
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Mensagempor Elven Paladin em 07 Set 2009, 15:21

E parem de encher o saco do Kasuya que ele tem toda razão. Esses jovens inconsequentes que ficam fazendo barulho e se autoproclamando músicos é insuportável, uma verdadeira afornta pra moralidade e bons costumes. Vamos ficar com Wagner que é bem melhor. Depois só precisamos queimar alguns livros que são claramente propaganda pra um estilo de vida depravado e inferior.


Parece que Wagner&Beethoven tem algumas palavras a dizer:

REVISTA PIX: VOCÊS JÁ PENSARAM EM FAZER UM REMIX DA NONA SINFONIA COM A MARCHA FÚNEBRE E UMA PITADA DE FUNK CARIOCA?
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REVISTA PIX: VOCÊS ACEITARIAM UM CONVITE PARA SAIR EM TURNÊ COM OS JONAS BROTHERS?
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Mensagempor Skar em 07 Set 2009, 16:48

- Sou contra qualquer tipo de incentivo a valores invertidos (para quem não leu, procure em um post anterior em que eu explico o quê vem a ser exatamente esses "valores invertidos". Não tem nada de "oh meu deus, eles não são sacros! Eles devem queimar no inferno!");


Eu sou contra vc dizer q são valores distorcidos. Pq afinal quem disse q não se pode ter sexo casual? que usar dorgas é necessariamente ruim? Entende o meu ponto dizer q esses fatores são errados ou invertidos é olhar da ótica da nossa moral q não é necessariamente a mais correta.

Por isso acho q dizer q o funk é ruim por propagar esses valores. Bem depende de quem olha.
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Mensagempor Lanzi em 07 Set 2009, 17:02

Quer dizer que o funk propaga maus habitos e 'e subversivo? S'erio, deu at'e vontade de ouvir funk depois dessa.

Porque defendo, isso sim, a diversidade cultural e nao espero de uma camada social pobre e excluida comportamentos exemplares e manutencao de uma suposta "ordem" imbecil com a qual provavelmente ninguem (desta camada) concorda.

E tambem nao espero nenhuma homogenizacao social (num pais tao grande e diverso), reforcamento desta "ordem" ou coisa do tipo. A musica boa nao vai deixar de existir com o funk sendo considerado "movimento cultural".
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor Kasuya em 07 Set 2009, 18:18

Eu sou contra vc dizer q são valores distorcidos.


E eu sou contra comentar as coisas sem ler oq ue os outros dizem. Eu o aconselho a entrar nessa campanha:

(para quem não leu, procure em um post anterior em que eu explico o quê vem a ser exatamente esses "valores invertidos". Não tem nada de "oh meu deus, eles não são sacros! Eles devem queimar no inferno!")



que usar dorgas é necessariamente ruim?


Tecnicamente, usar/fazer algo que necessariamente vai te fazer mal É uma coisa ruim. Você não acha?

Porque defendo, isso sim, a diversidade cultural e nao espero de uma camada social pobre e excluida comportamentos exemplares e manutencao de uma suposta "ordem" imbecil com a qual provavelmente ninguem (desta camada) concorda. (...)


Só porque todos em um país resolvem a aprender a conviver com os outros grupos sociais seguindo valores não distorcidos não quer dizer que há uma homogeneidade da cultura.

A musica boa nao vai deixar de existir com o funk sendo considerado "movimento cultural".


Bom isso é verdade, afinal. XD
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Projeto que estabelece Funk como patrimônio cultural é aprov

Mensagempor cigano em 07 Set 2009, 19:10

Cebolituz escreveu:Cigano, eu me refiro ao contexto social aplicado aos seus ouvintes, sobre o fato do gênero ter se tornado popular entre os moradores da favela.

Os artistas (que no caso, podem muito bem estarem ligados ao tráfico) usaram do estilo para disceminar o contexto social da favela (com outros assuntos em foco mas que também poderia incluir drogas e putarias, mas depois o estilo acabou evoluindo para se focar nas drogas e putarias) e obtiveram lucros com isso, mas não que o funk carioca foi "criado" originalmente para servir esses propósitos dos traficantes.


Ah tá, tinha me parecido o contraio, mea culpa

Kasuya

Como eu disse em meu ultimo post, discutir com você é como discutir com um evangelico. Como tá mais que provado que você provavelmente nunca nem mesmo viu uma favela (já que só tem mostrado uma visão de telejornal e artigo de internet), eu me recuso a continuar essa discussão. Meu conselho ainda é o mesmo, vá a uma favela e perceba o que acontece nela antes de falar do que não sabe, sério, conheço "favelados" que possivelmente são mais cultos que você.

Essa discussão curiosamente me lembrou alguem que queria que pobre fosse pras filas do INSS :roll:
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