Seth escreveu:Sem falar nas traduções, e digitalizações de má-qualidade, na baixa oferta de livros técnicos, e, muitas vezes (porque isso é uma realidade, a gente fechando os olhos ou não) nem todo mundo que domina o inglês tem saco, tempo hábil, ou mesmo gás pra ler um livro nesse idioma. Especialmente um livro técnico.
E-books são mais voltados a literatura não a textos academicos, hoje você tem uma boa seleção de romances por preços minimos e nem tem que esperar envio (e mesmo se quiser o livro mesmo consegue titulos com descontos absurdos). Para textos academicos há as bibliotecas, há banco de livros usados, há pastas e pastas de xerox (hoje é possível até mesmo fazer pós-graduação sem ter que por o pé em uma livraria, principalmente levando em conta universidades federais).
Reclamar de ler no computador é um habito que tem que acabar, querendo ou não a Internet se torna cada vez mais importanto como ferramente de aprendizado e meio de se manter informado, a tecnologia já está se adaptando a isso (não estamos mais na época do tubão monocromático). O maior entrave que vejo neste caso é o cultural, muita gente não reclama de passar horas no Orkut ou no MSN conversando (como falou o Lumine) e reclama de ter de sentar e ler muito menos de um texto qualquer, como se ler fosse algo reservado para horas que não "se tem nada melhor para fazer" (i.e. sindrome de ler na privada). Assim não vai rolar mesmo, quem gosta tem que se acostumar, não vai deixar de ler por causa disso (ainda mais se a grana estiver curta).
Quanto a lingua, também acho que é entrave maior que qualquer imposto, só que é a realidade: quem gosta de ler literatura fantástica tem que aprender inglês, quem quer avançar na academia (ainda mais em areas de tecnologia) tem que saber ler e, se quiser publicar artigos, escrever em inglês, não é nem falta de material digital e sim falta de material e ponto, se grana de imposto pudesse ser utilizada para reverter esta situação seria ótimo, mas todos sabemos que não é assim que o Brasil funciona.