Sem palmadas pra você!

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Mensagempor cigano em 26 Jul 2010, 20:41

DracoDruida escreveu:
Ter razão =! ficar bravo. Ótimo não tem razão? Ok, pense sobre e deixa pra lá. Discordo da minha mãe em varios pontos, mas a casa é dela, se ela fala "é assim" então "é assim". Nunca disse que eles tinham razão, disse que tu foste imaturo em ficar bravo por isso.

Continuo não entendo. Você tá falando que, independente deles terem razão ou não, eles POSSUEM o direito de "darem uma lição"? Ou seja, na casa dela sempre "tem razão" por isso está sempre "certa"?


Isso é uma pergunta séria? Tipo, tu mora na minha casa e se eu acho que tu é incoveniente e ta faltando com o respeito comigo então foda-se o que eu acho, porque eu posso estar errado? Cara, se tu discorda dos teus pais em QUALQUER ponto meu conselho é, arruma uma forma de fazer do teu jeito e mostrar que da certo. Porque ate agora tu só tá aparecendo filho revoltado.

DracoDruida escreveu:
Respeito se ganha de varias formas, mas a principal é tendo pulso, e infelizmente as vezes pulso só se consegue na marra. Perceba que não to justificando nada, só to questionando o teu lado da história, é bem comum agente ver mais por um ângulo do prisma que por outro.

O problema é quando a pessoa está errada mas considera a oposição do filho uma "falta de respeito" e aí usa o pulso pra garantir o "respeito".


Sim, é um problema isso. O que não invalida nada do que eu disse! Mas concordo, é um problema sim!

DracoDruida escreveu:
Não ue! Ate porque tem certas coisas que agente só aprende por vivencia. Um dia tu ta do outro lado da trincheira, talvez de razão a eles, talvez de menos ainda, mas certeza que vai ter uma experiência do cacete!

Sim. Your point is...?


Que tu não tem idade nem maturidade pra entender certas coisas, bem como eu e todas as pessoas no mundo. Só tentei ser educado e complacente com você

DracoDruida escreveu:
Aqui é onde a distância entre pessoal e moral ficam bem fina. É tua vida, tua experiência, tua forma de encarar as coisas. Tenho as minhas, e é como eu dizer "Eu gosto de Paulo Coelho, é um escritor bem ruinzinho, mas eu gosto.". Saca? É um campo muito pessoal pra se ter um horizonte na discussão.

Pera lá, é diferente. Isso aqui não é "Eu gosto disso, você gosta daquilo, gosto é que nem traseiro cada um tem o seu e não mexe no do outro".
Isso aqui tá mais pra religião onde as pessoas se apegam às suas crenças individuais e acabam pra isso negando coisas embasadas pela ciência. É um assunto que deve ser discutido de uma forma séria levando as opiniões em consideração mas também de uma forma científica (coisa que não temos muito acesso aqui, eu acho) e evitando se irritar por ser algo pessoal.


Continua a mesma coisa, você usa extremos pra embasar seus argumentos. Sou religioso por opção, não nego nenhuma evidencia científica que seja. Religião, educação dos filhos, e gosto musical são em excencia a mesma coisa

DracoDruida escreveu:
Não, ele deve tentar dar o melhor dele. Se ele acha que colegio interno é a melhor opção é o que ele deve lutar em conseguir. Se acha que naturalismo é algo que deve ser praticado então deve fazer. E por ae vai. Não tem formula mágica mesmo cara, só isso. É aquela parada do livre arbítrio entende? No final, a criança vai mudar só se ela quiser.

Ele deve dar o melhor dele, mas ele não pode se apegar a algo como "Meu avô falava que educar da forma XYZ é a melhor, então é mesmo e vou criar meu filho assim." se tal forma XYZ é claramente incompatível com o mundo atual ou se foi provada negativa pela ciência, por exemplo. Como eu disse, o que o cara ACHA que é bom não necessariamente o É.


Pode sim! Poder e dever são duas coisas bem diferentes. Acho que você quiz dizer que ele pode fazer isso, mas não deveria! E bem, ele tem o direito de tentar o que acha melhor né?

DracoDruida escreveu:
2: só porque uma criança não apanha não quer dizer que ela não sofre nas mãos dos pais. Conheço pessoas que preferem levar surras - sim, surras - do que ouvir o que os pais têm a dizer.

Wait, e o que raios os pais falam que faz as crianças sofrerem?


Você precisa conhecer minha mãe! XD

DracoDruida escreveu:
3: pais também erram. Mas a maioria - não todos - só querem o bem dos filhos. Mesmo que não saibam como demonstrar isso, ou como guiá-los.

O que não justifica as ações dele. Como o GGW quotou, de boas intenções o inferno está cheio.


Certo e seu argumento é...?

Sério isso é o mesmo que "Não gostou faz melhor!". Porra foda-se se o inferno tá cheio de boas intenções, é o filho deles não meu, se eles erram tentando fazer o melhor é um erro, e eles vão tentar consertar. Ninguem nasce sabendo porra nenhuma, a vida é um aprendizado, a unica coisa que os pais tem sim gravado em seu codigo genetico é que ele dá a vida por aquela criança. Natural todo pai e mãe tentar fazer o melhor e pisar na merda, assim como os tornam melhores avós e avôs.

Ta todo mundo falando mas ninguém aqui mostrou uma forma de criar uma criança que seja melhor que outra! Tudo papinho de filho revoltado com o pai...

DracoDruida escreveu:Aqui você está colocando como fato que nenhuma criança ou jovem tem consciência do peso dos próprios atos e que elas não respeitam os próprios deveres.


ISSO é ser criança! Não estamos jogando The Sims!!!

E na boa, papo de "psicologico da criança"... pqp, vcs me decepcionam! Eu sou obrigado a ouvir Kalipso todo dia, tem alguem preocupado com o meu psicologico? Todo mundo querendo por as crianças em bolhas de responsabilidade porque levaram muita chinelada no d'sentar, na boa quanta balela.

@Skar

Cara, você é o revoltado político mais engraçado desse fórum! XD

VA escreveu:Tem alguma sugestão melhor do que a democracia para o governo de um povo?


Anarquismo! Mas isso é off tópic =P
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Mensagempor Cyrano em 26 Jul 2010, 21:02

DracoDruida escreveu:(...)
Aqui você está colocando como fato que nenhuma criança ou jovem tem consciência do peso dos próprios atos e que elas não respeitam os próprios deveres.

Draco, isso é o que diz nosso sistema legal. Crianças e adolescentes são inimputáveis, o que significa exatamente que elas não podem ser culpadas (no sentido jurídico da palavra) por atos que, em adultos, seriam puníveis. Na verdade, se alguém responde pela criança esse alguém é, geralmente, o pai ou a mãe dela.

É óbvio boa parte dos adolescentes possuem consciência do que fazem, e do que pode/é certo e o que não pode/é errado. Mas é contraditório tratá-las como se não soubessem. Mas é melhor não falarmos sobre isso, daria um grande off-topic...
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Mensagempor GoldGreatWyrm em 26 Jul 2010, 23:58

Myako Lumine escreveu:Claro. Porque trancar uma criança num quarto, tirar dela os meios de diversão, chantageá-la, ou dar um esporro nela não vai deixar marca nenhuma no psicológico dela. :duh:

Eu mesmo, uma página atrás escreveu:"Direito de ir e vir". Príncipio constitucional.

Vai em choque com o dever de educar os filhos, contudo.

Depende do caso concreto.

O fato é: os pais tem o poder familiar (o antigo pátrio poder), mas as crianças também são sujeitos de direito. De fato, nascituros (ou seja, fetos!) também são sujeitos de direito.

Offtopic: Diabos, até um de cujus (falecido) é um sujeito de direito. Com o surgimento do Direto Ambiental até fauna e flora tem garantias.

O sistema é fechadinho. O pai deve sim impedir o filho de sair na rua em horários perigosos, beber, fumar, tem que observar a frequência escolar, dar o que comer, o que se vestir, sob pena de levar uma autuação do Conselho Tutelar e receber um processo de perda do poder familiar impetrado pelo Ministério Público (e antes que alguém venha dizer "mas daí a criança vai ser mandada para um orfanato, longe de seu seio familiar", a preferência é para irmãos mais velhos, avós e tios antes).
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Mensagempor Dragão de Bronze em 27 Jul 2010, 01:01

GoldGreatWyrm escreveu:Infelizmente, se tu não proíbe todo um gênero, o pessoal abusa.

Agora sim eu vejo um bom argumento, e esse eu não tenho como refutar. Não me fez mudar de ideia, ainda acho melhor não proibir, mas gostei.
GoldGreatWyrm escreveu:Vocês tem que ir mais além, ainda, para conseguir provar que a palmada tem 0% (sim, zero por cento) de deixar cicatrizes emocionais e psíquicas em uma criança. Do contrário, a garantia constitucional da proteção à criança vai sim coibir esse comportamento.

Eu entendo, e até vi que isso já foi respondido, mas não respondeu a dúvida que ficou na minha cabeça.

Como você mesmo disse, o pai deve sim impedir o filho de fazer besteira, sob pena dele ser punido. Existem vários meios, mas eventualmente vai ter um filho que vai fazer a besteira, e não vai adiantar conversar. Aí o pai pune o filho.

A punição do pai pode até ser ficar sem ganhar mesada, sem sair com os amigos, não sair do quarto pra nada, e pãns. Mas esse tipo de castigo não vai ter exatamente os mesmos efeitos psicológicos que uma palmada? Digo, o pai pode, ao invés de bater, mandar o moleque pro quarto proibi-lo de sair por uma semana. O filho também não vai odiar a punição? Não vai achar o pai um tirano ou qualquer coisa, nos mesmos moldes que pensaria se tivesse tomado umas palmadas? Cada aspecto que eu penso que um tem eu encontro no outro.
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Mensagempor DracoDruida em 27 Jul 2010, 01:06

Isso é uma pergunta séria? Tipo, tu mora na minha casa e se eu acho que tu é incoveniente e ta faltando com o respeito comigo então foda-se o que eu acho, porque eu posso estar errado?

Tipo, é ÓBVIO...? Se eu sou seu filho e moro na sua casa, eu tenho mais é que morar mesmo e não passa da sua obrigação me dar a casa. Você me dar a casa pra morar não me obriga a acatar quando você estiver, de fato, errado.
Se for algo tipo "proibição quanto a sair pro lugar X", aí o pai tem o argumento que tá cumprindo o dever dele de zelar pelo filho. Mas se for uma discussão completamente unrelated e no meio dela o pai se sentir desrespeitado* e por isso punir com tabefes, ele só está sendo um idiota.
*A não ser que o filho REALMENTE desrespeite. O problema é quando é uma discussão acalorada mas sem um desrespeito real e o pai "se sinta desrespeitado". Imagina as discussões daqui da Spell com uma das pessoas nela como um moderador. É isso.
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Essa parte do post vai gerar merda. Eu sei que vai. XD


Que tu não tem idade nem maturidade pra entender certas coisas, bem como eu e todas as pessoas no mundo. Só tentei ser educado e complacente com você

Foi então um comentário meio aleatório, né? Não respondeu ao que eu disse na hora. "Você vai saber quando for pai" não é um argumento válido, lol.

Religião, educação dos filhos, e gosto musical são em excencia a mesma coisa

Não, não são não. Se você escolhe as músicas que ouve aleatoriamente, sem pensar muito, isso traz nenhum tipo de conseqüência direta nem pra você nem pra ninguém. Agora, se você cria seu filho de forma não-embasa e aleatoriamente, aí sim, tem vários problemas nisso.

Pode sim! Poder e dever são duas coisas bem diferentes. Acho que você quiz dizer que ele pode fazer isso, mas não deveria! E bem, ele tem o direito de tentar o que acha melhor né?

Assim como ele tem o direito de colocar a mão no fogo se ele quiser. A diferença é que se ele pôr no fogo, quem se queima é ele. Se ele cria mal o filho, quem se ferra mais é o filho.

Você precisa conhecer minha mãe! XD

Medo. XD

Certo e seu argumento é...?
(+ o resto)

Meu argumento é que o pai criar o filho da forma que ele ACHAR melhor sem ter qualquer tipo de base, sem de fato saber o quê e como fazer, só achando que tá fazendo bem, é bobeira. Usar a desculpa de "pelo menos ele achou que tava fazendo o melhor!" não justifica o fato de ter feito merda.

Ta todo mundo falando mas ninguém aqui mostrou uma forma de criar uma criança que seja melhor que outra!

Sim, por isso que eu e outros falaram que seria bom um apoio científico/estudos aqui.

ISSO é ser criança! Não estamos jogando The Sims!!!

Pelo amor. Você acha que o cérebro da pessoa trava aos 6 anos e que aos 18 uma fadinha toca nela com a varinha e fala "agora você é um adulto!" ? Criança é criança mas não é burro. É óbvio que uma criança de 8 anos tem mais noção que uma de 6, mas ambas têm alguma noção e isso vai crescendo gradualmente com o tempo. Além do mais, quando estamos falando de filhos aqui, não falamos só de crianças pequenas, mas até a maioridade, então (pré-?)adolescentes tão dentro e esses têm ainda mais consciência do peso dos próprios atos. E você REALMENTE tá falando que nenhuma delas cumpre seus deveres? Pera lá, né.
Filho não é objeto nem propriedade, é outra pessoa, a diferença é que tá em formação. Se você quer que seu filho cresça, amadureça e tenha responsabilidade, você tem que tratar como alguém com maturidade e responsabilidade e cobrar de acordo, mas claro que com algum "handcap", de acordo com a idade e panz.

Post do nibelung

..Porra, que medo. Um pai que faz isso...age como um tremendo filho da p*, porque putz.
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Mensagempor Dragão de Bronze em 27 Jul 2010, 01:29

DracoDruida escreveu:
Isso é uma pergunta séria? Tipo, tu mora na minha casa e se eu acho que tu é incoveniente e ta faltando com o respeito comigo então foda-se o que eu acho, porque eu posso estar errado?

Tipo, é ÓBVIO...? Se eu sou seu filho e moro na sua casa, eu tenho mais é que morar mesmo e não passa da sua obrigação me dar a casa. Você me dar a casa pra morar não me obriga a acatar quando você estiver, de fato, errado.
Se for algo tipo "proibição quanto a sair pro lugar X", aí o pai tem o argumento que tá cumprindo o dever dele de zelar pelo filho. Mas se for uma discussão completamente unrelated e no meio dela o pai se sentir desrespeitado* e por isso punir com tabefes, ele só está sendo um idiota.

Draco, errar é humano, e é obrigação do filho obedecer. Mesmo que o pai esteja errado, o ideal seria o outro cônjuge intervir. O pai tem autoridade na família, se o filho simplesmente diz que o pai está errado e por isso não vai acatar à ordem, já é desrespeito à autoridade. Além disso, no teu exemplo, uma discussão qualquer e o pai dá um tabefe de graça, bom, esse não é o perfil do pai que usa palmada pra educar, é o perfil de quem vai além.
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Mensagempor Nibelung em 27 Jul 2010, 02:14

DracoDruida escreveu:
Post do nibelung

..Porra, que medo. Um pai que faz isso...age como um tremendo filho da p*, porque putz.


Obviamente não tudo de uma vez, mas já cansei de ouvir esse tipo de agressão verbal pra cima de crianças de 10 anos. É mais comum do que você pensa, e aposto que machuca mais que um tapa bem dado na bunda.
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Mensagempor cigano em 27 Jul 2010, 02:54

DracoDruida escreveu:
Isso é uma pergunta séria? Tipo, tu mora na minha casa e se eu acho que tu é incoveniente e ta faltando com o respeito comigo então foda-se o que eu acho, porque eu posso estar errado?

Tipo, é ÓBVIO...? Se eu sou seu filho e moro na sua casa, eu tenho mais é que morar mesmo e não passa da sua obrigação me dar a casa. Você me dar a casa pra morar não me obriga a acatar quando você estiver, de fato, errado.
Se for algo tipo "proibição quanto a sair pro lugar X", aí o pai tem o argumento que tá cumprindo o dever dele de zelar pelo filho. Mas se for uma discussão completamente unrelated e no meio dela o pai se sentir desrespeitado* e por isso punir com tabefes, ele só está sendo um idiota.
*A não ser que o filho REALMENTE desrespeite. O problema é quando é uma discussão acalorada mas sem um desrespeito real e o pai "se sinta desrespeitado". Imagina as discussões daqui da Spell com uma das pessoas nela como um moderador. É isso.
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Essa parte do post vai gerar merda. Eu sei que vai. XD


Assim como é obrigação sua obedecer ele. Você se coloca em pé de igualdade aos seus pais, mas convenientemente na hora do castigo você exige seus direitos.

Mantenho meu conselho.

DracoDruida escreveu:
Que tu não tem idade nem maturidade pra entender certas coisas, bem como eu e todas as pessoas no mundo. Só tentei ser educado e complacente com você

Foi então um comentário meio aleatório, né? Não respondeu ao que eu disse na hora. "Você vai saber quando for pai" não é um argumento válido, lol.


Talvez seja porque isso nem mesmo foi um argumento. Mas esquece, se tu não entendeu ate agora não entende mais!

Pra todo o resto do seu post me cansei. Sorry cara, mas tu obviamente não quer chegar a um meio termo nem tão pouco entender o lado do prisma que to apresentando. Sério mesmo, cansei de me repetir, fica pra outra pessoa continuar a te quotar se quiser. Ah mim você só provou o que sempre me pareceu, tu é um "gurizinho de carpete"!

Uma curiosidade, hoje comentei com algumas pessoas aqui sobre essa lei, todos riram e acharam uma grande bobagem. Mas o que acho curioso mesmo é que TODAS as crianças aqui são tratadas na base da paulada e humilhação, obviamente tudo na brincadeira. Se o guri chega enchendo o saco, agente pega e da uns tapas na cara e banda no chão. Se fala besteira agente zoa a semana toda, vai de burro a viadinho. Eu mesmo sou conhecido por amarrar eles na rua e baixar as calças. Acho engraçado porque são todas tremendamente mais educadas e honestas que a maioria das crianças de bairros de classe média, sem contar que são obedientes e espertos, e mesmo procurando não lembro de nenhum guri aqui pelo bairro que seja revoltado ou agressivo. Deve existir, mas desconheço o paradeiro!

Agora no antigo bairro em que tinha a LAN, classe média-baixa. As crianças eram tremendamente mal educadas, desobedientes, e metidas a malandra. E sempre via pai e mãe correndo atrás pageando os guris.
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Mensagempor DracoDruida em 27 Jul 2010, 04:25

se o filho simplesmente diz que o pai está errado e por isso não vai acatar à ordem, já é desrespeito à autoridade.

Se o filho diz "Você está errado e pronto", ele é estúpido. Se o filho diz "Você está errado por X, Y e Z.", o pai diz "Não quero saber, eu sou seu pai e pronto" e o filho desacata à ordem, não me parece ser 'raivinha de adolescente'. Claro, é rebeldia, mas é justificável. Porém, se o pai ouviu os argumentos do filho, deu respostas racionais, justificou a posição, tentando ser razoável, e mantém a decisão firme, daí eu concordo plenamente que ele fez a parte dele e que o filho tem que obedecer. Afinal, se o pai deu esse direito ao debate, isso deu a chance do filho tentar mostrar que estava certo e acho que esse é o ponto.
Infelizmente isso não é perfeito e por experiência própria volta e meia os argumentos do pai viram falácias, mas isso é outra história.

Assim como é obrigação sua obedecer ele. Você se coloca em pé de igualdade aos seus pais, mas convenientemente na hora do castigo você exige seus direitos.

Você leu algo além da minha segunda frase? E "convenientemente na hora do castigo exijo meus direitos"? Eeermm...hã?

Talvez seja porque isso nem mesmo foi um argumento. Mas esquece, se tu não entendeu ate agora não entende mais!

Pra todo o resto do seu post me cansei. Sorry cara, mas tu obviamente não quer chegar a um meio termo nem tão pouco entender o lado do prisma que to apresentando. Sério mesmo, cansei de me repetir, fica pra outra pessoa continuar a te quotar se quiser. Ah mim você só provou o que sempre me pareceu, tu é um "gurizinho de carpete"!

Cara, você quem sabe. Não sou eu quem não estou disposto a entender o outro lado do prisma, são seus argumentos que são baseados em axiomas próprios e em senso comum e não em algo exclusivamente lógico. Sério, só falta você vir me dizer agora que a educação de um filho não precisa de racionalidade. "Pai que é pai sempre sabe o que fazer"? "O filho deve obedecer ao pai a despeito do caso"? "Se a mãe disse que 'é assim', então 'é assim'?
Esse tipo de pensamento é até contra o modelo político atual. Como você vai formar um cidadão democrata sendo autoritário?

Veja, eu não estou defendendo que o filho que deve mandar, que o pai não pode permitir ou proibir ou que o pai não possa dar broncas e esporros. O que eu estou falando é que os pais são tão dignos de respeito quanto qualquer outra pessoa (nem mais, nem menos) e que, por estarem sujeitos a falhas como qualquer outro ser humano, os filhos devem ter voz, chance de dizer o que pensam, ao invés de serem punido por dizer que acham que o pai está errado em X ou está tendo uma atitude incorreta em Y, ao invés de poderem ser facilmente punidos por pais que não suportam discussões, pais estressados ou pais estupidamente autoritários.
Viu? Não é tão difícil.

Uma curiosidade, hoje comentei com algumas pessoas aqui sobre essa lei, todos riram e acharam uma grande bobagem. Mas o que acho curioso mesmo é que TODAS as crianças aqui são tratadas na base da paulada e humilhação, obviamente tudo na brincadeira. Se o guri chega enchendo o saco, agente pega e da uns tapas na cara e banda no chão. Se fala besteira agente zoa a semana toda, vai de burro a viadinho. Eu mesmo sou conhecido por amarrar eles na rua e baixar as calças. Acho engraçado porque são todas tremendamente mais educadas e honestas que a maioria das crianças de bairros de classe média, sem contar que são obedientes e espertos, e mesmo procurando não lembro de nenhum guri aqui pelo bairro que seja revoltado ou agressivo. Deve existir, mas desconheço o paradeiro!

Legal, mas perceba que isso é daí. Não é a fórmula mágica pra todas as crianças do mundo, assim como essa educação talvez traga problemas que você não percebam (ou mesmo que vocês não considerem problemas), mas como eu não sei, não estou aí pra ver e viver, não posso apontar, é só uma possibilidade. De qualquer forma, existem crianças que ficariam mal por essas brincadeiras e se tornariam mais introvertidas por causa disso, existem crianças que ficariam irritadiças por não gostarem, etc.
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Mensagempor Nibelung em 27 Jul 2010, 05:21

Tá, vou dar um exemplo simples então. A criança está na porta de casa fazendo algo relativamente normal (conversando com um colega, lendo uma revista, olhando a grama crescer, etc). Do nada, sem nenhum aviso, sua mãe aparece e diz "Vem pra dentro de casa, AGORA!"

Não importa o motivo pelo qual sua mãe quer você dentro de casa. Ela te mandou entrar, você entra o mais rápido possível. Depois, dentro de casa, a criança tem o direito de perguntar o motivo. Mas primeiro, ela tem que obedecer.

Afinal, se o pai deu esse direito ao debate, isso deu a chance do filho tentar mostrar que estava certo e acho que esse é o ponto.


Aí que tá, tem coisas que não tem que ter debate. Se o pai manda ir pra escola, não tem que perguntar os motivos. Se manda ir pro banho, não tem que perguntar motivo. E posso dar inumeros outros exemplos.

Concordo que tem coisas que nao deveriam ficar no "porque sim, zequinha", mas a maioria das coisas não tem discussão.
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Mensagempor GoldGreatWyrm em 27 Jul 2010, 10:07

Dragão de Bronze escreveu:
DracoDruida escreveu:
Isso é uma pergunta séria? Tipo, tu mora na minha casa e se eu acho que tu é incoveniente e ta faltando com o respeito comigo então foda-se o que eu acho, porque eu posso estar errado?

Tipo, é ÓBVIO...? Se eu sou seu filho e moro na sua casa, eu tenho mais é que morar mesmo e não passa da sua obrigação me dar a casa. Você me dar a casa pra morar não me obriga a acatar quando você estiver, de fato, errado.
Se for algo tipo "proibição quanto a sair pro lugar X", aí o pai tem o argumento que tá cumprindo o dever dele de zelar pelo filho. Mas se for uma discussão completamente unrelated e no meio dela o pai se sentir desrespeitado* e por isso punir com tabefes, ele só está sendo um idiota.

Draco, errar é humano, e é obrigação do filho obedecer. Mesmo que o pai esteja errado, o ideal seria o outro cônjuge intervir. O pai tem autoridade na família, se o filho simplesmente diz que o pai está errado e por isso não vai acatar à ordem, já é desrespeito à autoridade. Além disso, no teu exemplo, uma discussão qualquer e o pai dá um tabefe de graça, bom, esse não é o perfil do pai que usa palmada pra educar, é o perfil de quem vai além.

O outro cônjuge deve intervir, sim, por que o poder familiar é subsidiário entre os dois, até para evitar que o primeiro faça bobagens. Já faz algum tempo que o pai varão não é o senhor absoluto que tem o pátrio poder. E isso é algo bom.

Quanto as punições: tudo depende do porquê... se a criança fica no escuro e sem janta por que quebrou um copo de requeijão... tem algo errado aí. Da mesma forma do pessoal que fazia criança comer um pão de 1/4 de quilo inteiro por que brigou com o irmão para comer o bico do pão :putz:
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Mensagempor ProxAlestorm em 27 Jul 2010, 11:14

Galera esse assunto é tão relativo e pode ser interpretado de inúmeras formas. Eu por exemplo apanhei dos meus pais quando criança, mas tenho plena convicção de que eles o faziam porque me amavam e ainda me amam, mas também tenho certeza de que nem sempre estavam certos quando estavam me reprimindo com palmadas ou até mesmo apenas com palavra, mas mesmo assim eu os entendo porque o ser humano e falho e hoje graças a Deus, me sinto uma pessoa completamente normal e acho que nunca me senti afetado emocional ou psicologicamente por ter levado alguns "tabefes" quando mais novo. Particularmente, acho que bater na criança de forma consciente, com intuito de educá-la não lhe trará nenhum mal, pelo contrário, tem muito moleque por aí que não apanha em casa, faz coisas erradas e acaba apanhando na rua dos outros, o que é muito pior. Mas volto a afirmar que esse assunto e bem relativo, porque os índios por exemplo criam seus filhos sem lhe darem nenhuma palmada, só na base da conversa mesmo.
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Mensagempor Nibelung em 27 Jul 2010, 11:22

ProxAlestorm escreveu:Mas volto a afirmar que esse assunto e bem relativo, porque os índios por exemplo criam seus filhos sem lhe darem nenhuma palmada, só na base da conversa mesmo.


É, eles preferem enterrar os desobedientes.
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Mensagempor _Virtual_Adept_ em 27 Jul 2010, 11:34

Você não tem idéia de quão difícil é colocar uma nova emenda na Constituição ou esses projetos loucos de leis que eles querem criar.


... Foi exatamente o que eu disse, Skar.

Não se altera o tempo todo a Constituição, ela deve ser uma coisa praticamente imutável (praticamente, e não completamente. Por isso as emendas e as reformas).

O que se alteram são os outros códigos. Por isso eles existem.
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Sem palmadas pra você!

Mensagempor GoldGreatWyrm em 27 Jul 2010, 11:43

Sem contar que "a ausência da lei não permite o magistrado eximir-se de prestar serviço jurisdicional".
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SPOILER: EXIBIR
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GoldGreatWyrm
 
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