Moderador: Moderadores

Em algum momento a programação televisiva teve alguma qualidade para tê-la rebaixada?
Oda Nobunaga escreveu:Lembra quando o history channel era sobre historia?
Sério eu vejo TODO TIPO DE CIENCIA e "ciencia" lá (E uma vez eu até mesmo vi CIIIIIIEEEEEEENNNNNNCCCIIIIAAAAAA), mas nada de historia.

ferdineidos escreveu:TV é um troço complicado.
O ibope continua bem obrigado, a população (maioria, não exceção) gosta dessas trasheiras então cabe a nós - a exceção - buscarmos nosso entretenimento em outro lugar. E no fundo, no fundo, TV é isso, é entretenimento. Assim como no RPG, a regra máxima é "divirta-se", e se o povo se diverte...
Agora só um detalhe, quem diz que a dignidade não tem preço é pq nunca viu esses "reality" shows da vida.
(Queria saber o que o MP vai fazer com relação a esse Adrenalina da Globo)
3libras escreveu:As emissoras não precisam fazer programações cabeça, mas elas poderiam dar opção de entretenimento para as pessoas com um mínimo de inteligência. mesmo por que na média essas pessoas são as que tem o melhor poder aquisitivo.


Advogado de Regras escreveu:Se torna um problema na medida que afasta outros espectadores que não vêem outra opção a não ser desligá-la, ou seja, na medida em que se torna uma meia verdade.
Assistir televisão é uma das diversas formas de se informar e ter lazer - se tal serviço prestado não o satisfaz, busque outro - quem está perdendo de fato ao afastar seus telespectadores é a própria emissora de televisão, não os espectadores.
MagoCego escreveu:Mas ai que ta. Qual a proposta das emissoras? Passar conteúdo ou ganhar dinheiro?


planes escreveu:3libras escreveu:As emissoras não precisam fazer programações cabeça, mas elas poderiam dar opção de entretenimento para as pessoas com um mínimo de inteligência. mesmo por que na média essas pessoas são as que tem o melhor poder aquisitivo.
Argumento perigoso, você quer determinar a direção da TV seguindo seu gosto e chama todo o resto de estagnação ou lixo.
Primeiramente não acho que entretenimento simples e direto tem a ver com inteligência, quem quer se informar não precisa de TV para isso e portanto - por mais que os criticos cabeça falem - ela nunca será vital para sua propagação (mesmo porque a imposição de uma visão unica e especifica torna o aprendizado por programas de TV extremamente limitado, sem fontes especificas fica dificil definir se estão falando bobagens disfarçadas ou não). Se a TV é vista pela maioria como entretenimento relaxandte e não edificante são programas assim que ela deve produzir e sinal de qualidade está em agradar seu publico.
Outro ponto é questão de publico-alvo. TV por assinatura tem um publico mais abrangente justamente por ter dezena de canais e não depender de volume de marketing para sobreviver. Desta forma ela pode se dar ao luxo de agradar uma minoria que acha relaxante ver um documentário, por exemplo (levando em conta o que disse, TV é limitado, nunca se deve achar que você domina um assunto só porque viu um documentario na Discovery).
Vale lembrar que o inverso é verdadeiro. Transmissões de futebol são um claro exemplo da diferença de abordagem devido a publico-alvo. Transmissões de futebol por TV aberta tem muito mais recursos (i.e. cameras) que a TV fechada que se caracteriza pelo volume de jogos transmitidos. Assim um lance polemico é muito mais destrinchado na TV aberta (com tira-teima e tudo mais). Tudo questão de demanda.
virtual escreveu:Existem outros entretenimentos baratos, como bibliotecas, jogos de computador (hoje existem MUITOS jogos baratos), além de você sempre poder desenvolver um hobbie novo, como pintura ou escrita.

Mas esse é precisamente meu ponto. Eles estão perdendo um nicho de clientes por voltar a programação apenas a quem não pensa nada. Não precisa fazer nada de excelente, é só não ser ruim demais.
Advogado de Regras escreveu:Mas esse é precisamente meu ponto. Eles estão perdendo um nicho de clientes por voltar a programação apenas a quem não pensa nada. Não precisa fazer nada de excelente, é só não ser ruim demais.
Será que esse nicho de clientes é grande a ponto de superar os atuais clientes ( afinal, vai haver um conflito de interesses entre eles - pois o tempo de exibição de algo é limitado, especialmente em certas faixas de horário ) ou mesmo que eles voltariam a assistir televisão ( e não baixariam via sharing, como é muito feito atualmente)?


3libras escreveu:Tem certeza que você quis citar essa parte do que eu falei?
No texto eu disse simplesmente que a TV ignora uma parte da sociedade que tem, em média, elevado poder aquisitivo. Oferecendo atrações que são entediantes para esse público.


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