Iuri escreveu:Adoro quando as mulheres que chegam em mim me dizem que eu pareço uma machorra.
Cês tem umas fantasias estranhas

Moderador: Moderadores
Iuri escreveu:Adoro quando as mulheres que chegam em mim me dizem que eu pareço uma machorra.


KhanNoonienSingh escreveu:argrim escreveu:. Se for um alarme falso, explica a situação para ela, obviamente ela vai compreender.
Explica pra ela e pro exército de homens que virá tomar as dores e te espancar.
Ditado escreveu:Zum zum zum, capoeira mata um.
Kirk escreveu:

KhanNoonienSingh escreveu:argrim escreveu:. Se for um alarme falso, explica a situação para ela, obviamente ela vai compreender.
Explica pra ela e pro exército de homens que virá tomar as dores e te espancar.





25 Out 2010, 00:31 Eu tenho amigos mas sou chamado de anti-social. Tenho mania de expor argumentos e contar piadas em altos brados em público, sou bem-articulado e veemente, mas isso me cansa, gosto de ficar sozinho, de introversão, e é claro que com isso cultivei uma perversão sexual absurda que não posso nem comentar, mas não chega a ser nada "Gerson da novela".
Eu com certeza não sou normal e tenho noção disso. Mas ser normal significa o quê em tempos de metrosexualidade e afirmação dos homossexuais quanto aos seus valores num estado laico?
Quem me dera que meu problema fosse algo do tipo "mamãe não me disse que me amava o suficiente" ou "papai não me deu o carro que eu queria quando me formei".
Nem sou complexado por ser favelado e ter nascido literalmente na porta de um ônibus.
Não sou autista, não tenho Aspergers auto-diagnosticado nem sou bipolar à lá Datena.
Apesar de parecer agressivo e mal-encarado eu tenho um lado sensível e sonhador, mas isso não é de conhecimento público.
Eu prezo a racionalidade porque tenho medo de ser escravizado pelos meus próprios sentimentos.
Mamãe morre de amores por papai, e papai é cafajeste até a alma, como vovô. Meu outro par de avós, já falecido, tinha certa semelhança; Vovô amava tanto vovó que quando ela cismou de ficar aqui no Rio ele veio pra buscá-la de volta pra Sergipe.
Vovô morreu de derrame e vovó morreu alguns meses depois sustentando um primo vagabundo que ficou órfão faz alguns anos.
Tive um tio que morreu em três meses que veio morar no Rio porque virou bandido, experimentou drogas e foi encurralado num beco.
Minha irmã mais velha tem o mesmo instinto de ser espancada e tornar a voltar pro mesmo cafajeste pai de sua segunda filha.
Tendo esses dados e falhas de caráter inerentes a minha linhagem consanguínea, eu tinha medo que virasse um cafajeste ou um Amélia, mas estou aqui trollando na Spell por esporte enquanto os anos se passam sem piedade.
Já me disseram "Olha, seu tempo tá se acabando, sua chance vai passar", mas sinceramente eu não tenho certeza de que os esqueletos dos sonhos que matei no fim de minha adolescência vão me assombrar por mais tempo.
O que eu quero não tem cabimento na realidade, e mesmo as minhas fantasias não posso compartilhar com ninguém. Eu já disse que duvido sempre de quem se diz meu amigo, já que só o ódio e raiva são reais o bastante pra que as pessoas me convençam de que estão sentindo algo verdadeiro.
A lógica pura não consegue entender isso, e o pouco que tento digerir das coisas que vem do coração só me entristece, não por ser fora de controle, mas por ser temporário e selvagem.
Tudo é vão e fútil e pobre, nada parece real, e mesmo o imaginário não é mais tão confortador.
Estou cansado, tão cansado de ser gente...




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